terça-feira, 30 de junho de 2009

O bicho tá pegando - Fora Sarney

Leia:

Garibaldi, do PMDB, pede que Sarney se afaste (Folha Online)
Roseana Sarney acha que o pai deve se afastar do cargo (Blog do Noblat)
PSDB quer Sarney fora da presidência do Senado (Blog do Noblat)
PDT pede afastamento de Sarney do cargo (O Globo)
DEM pede afastamento de Sarney da presidência (Blog do Noblat)

Aí tem...

Que ninguém pense que Gilvam Borges perdeu o encanto por Sarney e por isso está calado.
Nada disso.
Ele está igual uma naja com a cabeça pra fora do cesto só esperando o "chefe" fazer o sinal pra ele dar o bote.

Descobriu a pólvora

Em entrevista coletiva ontem a diretora do Departamento de Vigilância Sanitária de Macapá, Nayma Picanço, disse aos jornalistas que o comércio ambulante de alimentos se não for fiscalizado, representa risco iminente à saúde da população.

Bom, agora que a Prefeitura já sabe disso tá na hora de começar a fiscalizar. Né não?

Que vergonha!

O CQC foi à Câmara Federal entrevistar os deputados sobre a lei Maria da Penha, aprovada há cinco anos pela própria Câmara.
A maioria dos representantes do povo não sabe do que se trata. Um deles disse que a lei visa a proteção das crianças.
Os nobres parlamentares também não sabem o que é o "Dia D" e nem quais países formam o BRIC.
Essa gente deve ter comido muito caroço de pupunha com casca de queijo.
Vá ser rude assim lá na... Câmara.

"Fora Sarney" na Praça da Bandeira

Em Macapá, como em quase todo Brasil, haverá o ato "Fora Sarney" amanhã, quarta-feira.
Será às 16h na Praça da Bandeira.
Informações no blog do Heverson Castro.

Será?

O Corrêa Neto está dizendo no sítio dele que ouviu que está sendo articulada uma chapa com Jorge Amanajás (PSDB) para governador e Camilo Capiberibe (PSB) como vice.
Eu acho que nao combina, mas não duvido nadinha.
Na política tucuju jabuti sobe em pau-de-sebo. Né não?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Nota oficial do Sindjor/AP

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado Amapá

NOTA OFICIAL
As diretorias do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amapá (Sindjor/AP) e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) vêm a público se solidarizar com o jornalista Douglas Lima, editor-chefe do jornal Diário do Amapá, vítima de assédio judicial por parte da empresa de mineração Ecometals, representada no Amapá pelo senhor Paulo Fernando Lisboa.

O profissional responde a dois processos movidos pela empresa por divulgar matérias jornalísticas baseadas em denúncias feitas à Justiça Federal, Polícia Federal, Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual, sobre supostas irregularidades praticadas no comércio de mineração.

É lamentável a freqüência com que muitas pessoas em todo o país tentam proibir a divulgação de informações pelos meios de comunicação. É um mal praticado com prejuízo para a liberdade de expressão. Não custa lembrar que os grandes prejudicados pela censura são os cidadãos, privados do seu direito de serem livremente informados.

O Sindjor espera que a Justiça atente para a verdade e não deixe prosperar a indústria da indenização. O caso trata-se de uma afronta à Constituição, de cerceamento do direito de informar e de ser informado e de censura, inimaginável no estado democrático.

O Sindjor protesta, mais uma vez, contra esse tipo de tentativa de impor censura ao profissional do jornalismo e, consequentemente, ao veiculo de comunicação, desrespeitando a Constituição.

Macapá, 29 de junho de 2009.

Volney Oliveira

Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Amapá
Vice-Presidente Regional da Federação Nacional dos Jornalistas

Carta de Sarney aos senadores

Sobre o caso do neto que agenciava empréstimos consignados no Senado, Sarney escreveu esta cartinha aos colegas senadores:

"Em face da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo em sua edição do último dia 25, julguei do meu dever pedir um pouco de atenção para repor a verdade dos fatos ali deturpados por imprecisões, omissões e falsas ilações.

No mesmo dia da publicação da reportagem, quinta feira, o HSBC divulgou uma nota que, lamentavelmente, não mereceu o mesmo destaque da falsa denúncia. Nela, o banco esclarece a cronologia dos fatos e os modestos resultados empresariais que, por si só, calam quaisquer insinuações de favorecimento. Peço-lhe ler a nota do HSBC.

A autorização do Senado - peço para fixar essa data - para operar em crédito consignado com o HSBC foi em maio de 2005 quando eu não ocupava nenhum cargo na Casa. A empresa da qual é sócio José Adriano Sarney, a Sarcris, começou a operar em 11 de setembro de 2007, portanto, dois anos depois da autorização.

A empresa atuou como parceira do banco num mercado que inclui empresas privadas e instituições públicas. Quando assumi a presidência em fevereiro, a Sarcris já estava descredenciada pelo HSBC e não operava mais no Senado.

Assim, nenhuma ligação pode ser feita entre a minha presidência e o fato objeto da reportagem.

Quero também comunicar-lhe que pedi à Polícia Federal que investigue todos os empréstimos consignados no Senado e as empresas que os operam.

Faço juntar, para seu conhecimento, a carta encaminhada por meu neto ao "Estado de S. Paulo", a nota do HSBC com mais detalhes sobre o assunto e o meu pedido de investigação à Polícia Federal.

Quero reafirmar que nenhuma denúncia ficará sem apuração e que todas as medidas estão sendo adotadas com firmeza e decisão.

Com os meus cumprimentos.

José Sarney"

Fora Sarney!

Os "caras-pintadas" voltam às ruas. Desta vez para exigir a renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Para quarta-feira estão confirmadas manifestações "Fora Sarney" em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Mato Grosso e Brasília.

Confira:
Belo Horizonte – 14h na Praça Liberdade
Brasília - 19h em frente ao Congresso Nacional!
São Paulo – 19h em frente ao MASP
Campo Grande – 18h na Praça do Rádio
Campinas - 19h em frente a Prefeitura
Porto Alegre - 12h30 na Praça da Matriz

Recife - 17h na Praça do Diário
Rio de Janeiro - 13h na Cinelândia

Boa tarde!

Gosto de ficar horas com o olhar perdido na imensidão do rio Amazonas. Um presente de Deus banhando a cidade de Macapá e nos transmitindo imensa paz.

Vale a pena ler de novo

Colabore com a Justiça: não publique a foto do Sarney

Clique aqui

domingo, 28 de junho de 2009

Nova gripe faz primeira vítima no Brasil

Um homem de 29 anos morreu hoje no Rio Grande do Sul, vítima da Influenza A.
O homem esteve na Argentina e lá sentiu os primeiros sintomas da gripe. No dia 20 de junho chegou ao Brasil e foi internado. De acordo com o ministro José Gomes Temporão, da Saúde, no dia 23 o quadro agravou-se e acabou por evoluir para insuficiência respiratória.

Em Macapá - Na quinta-feira à tarde um brasileiro que esteve na Argentina deu entrada no Pronto Socorro de Macapá com sintomas da nova gripe. Na mesma tarde ele foi transferido para o Hospital Alberto Lima - único no Amapá credenciado para tratar da Influenza A - onde continua internado na área de isolamento.

Artigo dominical

Um grande homem

Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá

Concluindo o Ano Paulino, podemos nos perguntar o que irá ficar dele. Um bom número de pessoas teve a possibilidade de refletir, um pouco mais, sobre a figura desse apóstolo, rico de uma personalidade única e missionário devotado aos pagãos de sua época.
O Ano Paulino, muito além da finalidade de prestar homenagem a este ilustre personagem da história cristã, tinha também o objetivo de reaproximar o homem de hoje, atordoado pelo seu poder tecnológico e iludido com a sua auto-suficiência, àquela incansável testemunha da única força realmente transformadora: a loucura da cruz de Jesus Cristo. Seria bom, portanto, que algo de Paulo ficasse não somente para os cristãos, mas também para tantos outros que pouco, ou nada, conhecem dele. Um bom exemplo e uma humanidade rica sempre devem orgulhar qualquer pessoa que se sente parte viva da grande família humana.
Tomo, portanto, a liberdade de apontar algumas das virtudes humanas de Paulo, assim como se apresentam nas suas cartas, documentos que ele mesmo escreveu – ao menos alguns - sem alguma finalidade de auto-exaltar-se.
A primeira virtude que quero apontar é a gratuidade. Paulo fez questão de dizer, várias vezes, que não estava evangelizando por causa de alguma vantagem de dinheiro, ou de honrarias humanas. A “obrigação” de anunciar o Evangelho brotava simplesmente da impossibilidade de conter uma riqueza e uma verdade valiosas demais. Para não ser mal entendido, ou depender da comunidade, fez questão de prover às suas necessidades com um trabalho manual. Paulo ganhava o suficiente para sobreviver, com certeza não tanto para fazer negócios ou acumular dinheiro. A condição de trabalhador autônomo também proporcionava ao Apóstolo uma grande liberdade de ação e de pregação. Podia dizer, com toda honestidade, que servia somente ao Evangelho e aos irmãos ao encontro dos quais se sentia enviado. Hoje ouvimos falar bastante de “voluntariado”, de “amigos de...”. Muitas instituições honestas, que não tem condição de pagar, buscam parceiros generosos que coloquem um pouco do seu tempo e da sua profissionalidade a serviço de quem precisa. Parece que a grande maioria das pessoas esteja tão atarefada que não lhe sobra mais tempo para a dedicação gratuita aos outros, não tendo outra recompensa que o sorriso de uma criança carente e o “muito obrigado” de um idoso pobre e esquecido. É a suprema qualidade humana de ajudar os outros, de assumir compromissos, sem nos perguntar o que vamos ou iremos ganhar. O amor e a generosidade se pagam, por si mesmos.
Outra virtude semelhante, da qual Paulo zelava muito, foi a amizade. Não simplesmente o coleguismo ou o companheirismo que vêm das circunstâncias da vida, das festinhas de final de ano, ou das farras noturnas. Falo mesmo daquele sentimento que se torna doação e sacrifício. Paulo declara amar os seus amigos, aos quais tinha pregado o Evangelho, com laços semelhantes aos de uma mãe que acaricia os seus filhos pronta a dar a própria vidas para eles. Ou como um pai sempre capaz de exortar e animar os seus filhos. O que deveríamos ter de mais exemplar do que o amor generoso dos pais e de mais confiável do que a amizade deles com os próprios filhos? Pobre daquela família onde as pessoas convivem como estranhos debaixo do mesmo teto, sem sentimentos sinceros e sem a partilha das emoções e dos desafios que a vida reserva a todos. Paulo não tem receio de declarar os seus afetos, porque são puros, gratuitos e somente visam o bem dos amados.
Por fim, aponto a virtude de saber compreender os outros, colocando-se no lugar deles. Para conduzir as pessoas a Cristo, Paulo diz que procurou identificar-se com todos, fossem eles pagãos ou judeus, por exemplo. Nunca é fácil perceber o que passa na cabeça e no coração dos nossos semelhantes. Os pais acham que os filhos deveriam pensar e agir igual a eles; esquecem que os tempos são outros. Os filhos também raramente suportam as comparações com o passado e pouco se importam com a experiência e com esforço dos pais. Os mais abastecidos não entendem como é que os mais fracos demoram tanto para resolver questões tão simples. Os pobres têm certeza absoluta que se fossem ricos seriam mais felizes e juram que saberiam ajudar os necessitados. Os evangélicos teimam em considerar os católicos burros adoradores de imagens; e os católicos dificilmente se questionam sobre as motivações da busca de Deus, ou dos seus favores, em outras experiências religiosas. E assim poderíamos continuar.
Paulo antes de ser o grande Santo, venerado e admirado por todos, foi um grande homem. Todos nós deveríamos tentar sê-lo. Porque não dá mesmo para sermos santos de verdade sendo homens pela metade.

sábado, 27 de junho de 2009

Baixaria no blog do Sarney

O senador José Sarney tem um blog. É o Amapá no Congresso administrado pela sua assessoria de imprensa.
Do perfil consta que o objetivo do blog produzido pelo gabinete do senador José Sarney é "a divulgação da atuação e das conquistas de toda a Bancada Federal do Amapá no Congresso Nacional. É uma agência de notícias úteis aberta à participação da cidadania amapaense e de todos os políticos do estado, independente de partidos e de ideologias."

Do presidente do Senado se esperava no mínimo um blog sério, apesar desta sucessão de escândalos mostrar que não há seriedade naquela Casa.
De um imortal da Academia Brasileira de Letras se espera, no mínimo, que não use nem estimule linguagem chula e preconceituosa.

No entanto, o blog do ex-presidente da República, presidente do Congresso Nacional, escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras (Machado de Assis se revira no túmulo) José Sarney usa o que há de mais chulo no linguajar. Além disso, se refere de maneira preconceituosa a adversários, como José Serra e Tião Viana. Sem contar a falta de ética e as agressões baratas. Até o jornal Folha de S.Paulo onde o imortal assina uma coluna toda sexta-feira não escapa da ira. A Folha é chamada de veículo de comunicações oficial dos tucanos

Veja alguns exemplos:

Final do governo de merda - referindo-se ao governo Fernando Henrique Cardoso

FH Canastrão - Fernando Henrique Cardoso

"Turco" - referindo-se a Pedro Simon, também chamado de oportunista, mau caráter e decadente.

Tião Medonho - referindo-se a Tião Viana.

Outras pérolas:
Houve toda aquela sacanagem

O esquema tinha sido feito pelo governinho FHC em conluio com as ratazanas
Geddel “Corleone” Lima, que hoje apóia Tião Medonho contra o próprio PMDB, e Michel Temer, serrista-tucanóide ensandecido


“Folha de S. Paulo”, veículo de comunicações oficial dos tucanos na época

... acreditavam que poderiam fazer com que a população esquecesse a feiúra de Serra

E se você tá duvidando que tudo isto está no blog do Sarney, confere aqui.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Macapá ontem e hoje


Marco Zero do Equador
Ao visitar o monumento os turistas recebem um certificado comprovando que estiveram no meio do mundo, na Linha do Equador. Turista que é turista não vai embora sem bater uma foto com um pé no hemisfério norte e o outro no hemisfério sul. É a prova de que esteve nos dois hemisférios ao mesmo tempo.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Michael Jackson (29/8/1958 - 25/6/2009)


O maior artista pop do mundo, no Morro da Dona Marta, no Rio, em dezembro de 1996
(Foto: Marco Siqueira/AE)

Leia aqui a trajetória musical de Michael Jackson

Sai, Sarney!

"Digo aqui com profundo sentimento de mágoa, e não gostaria de dizer o que vou dizer: o presidente Sarney tem que se afastar da Presidência para o bem dele, da família dele, da sua história e deste Senado. Se for possível, hoje."
(Senador Pedro Simom, do PMDB-RS, discursando hoje à tarde no Senado)

Chá das cinco

Belo
João Barbosa

Os contagiantes cânticos
mais lindos da terra
prenderam-me entre as folhagens
e os troncos das árvores da selva.
Olhei o belo natural.
E vidas ali me guiaram por caminhos
ora semi-retos ora sinuosos
mas vigiado pema mãe natureza
andei, andei pelas montanhas
córregos, várzeas e margens de igarapés.
Subi em árvores e gritei.
Dei o grito mais forte de liberdade abraçado à paz.

Buuuuuuuuuuuuuu


Exposição fotográfica

O Serviço Social do Comércio, em parceria com o SENAI e gráfica Fotovida, apresentará, na Galeria Antônio Munhoz Lopes, a exposição “Amapá exuberante por natureza” do fotógrafo Roberto Almeida. Vernissage será amanhã, 26 às 19h.

Concertos de verão

A Confraria Tucuju está recebendo artistas solo e grupos de música instrumental que queiram se cadastrar para participação no projeto Concertos de Verão 2009. As inscrições poderão ser feitas até o dia 15 de julho na sede da entidade, localizada à av. Mendonça Furtado, 100 – Largo dos Inocentes.
Os concertos terão início no dia 7 de agosto, primeira sexta-feira do mês. Os artistas e grupos musicais devem apresentar release do seu trabalho, fotos digitalizadas ou impressas e repertório do show com especificação dos compositores de cada música.

DVD do PP

O empresário Luciano Marba, da LMS, insinuou ontem na Assembléia Legislativa que, além daqueles DVDs que caíram na rede, há um DVD que compromete o vice-governador Pedro Paulo Dias até o último fio de cabelo.
Marba contou que Pedro Paulo Dias dava ordens, através de bilhetinhos, para a LMS contratar seus "afilhados".

Olha, se até o dia de São Marçal o deputado Moisés Souza e o governador Waldez Góes não passarem fogueira (Santo Antônio disse, São Pedro confirmou, que nós faríamos as pazes, que São João mandou) vão acabar descobrindo realmente quem botou o jabuti no pau-de-sebo.

Jovens maranhenses fazem passeata "Sai Sarney"

“Não é mais caso de licença, mas de renúncia.”
(Pedro Simon, do PMDB-RS, sobre o presidente do Senado José Sarney)

Será realizada, nesta sexta-feira (26) em São Luís, uma passeata de protesto exigindo a renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Organizada por diversos movimentos sociais e de juventude, a manifestação visa, nas ruas, forçar o afastamento de Sarney depois dos vários escândalos que envolveram seu nome com a nomeação de parentes através de atos secretos.

“PELA ÉTICA NO SENADO, SAI SARNEY” é o mote do Movimento Todos contra Sarney, que reunirá organizações juvenis de base da igreja católica, de partidos políticos, movimentos culturais, redes de jovens, etc.

Tal como em 1992, quando as passeatas de ruas do movimento estudantil lançaram o FORA COLLOR (fruto da indignação popular em relação ao grande esquema de corrupção e da alta inflação), os organizadores da passeata em São Luís acreditam que podem cumprir o mesmo papel com relação à saída de Sarney da presidência do Senado.

Irreverência promete ser o tom da passeata. Haverá o tradicional apitaço, performances e pessoas vestidas de mordomo, cortejo de catirinas e uma “quadrilha” do Senado, aproveitando o período de festas juninas. A passeata tem concentração marcada para ás 15 horas desta sexta-feira, em frente à escola Liceu Maranhense.

(Todas as informações sobre a passeata aqui)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Chá das cinco

EU E A CHUVA
Hildemar Jorge Mauro

Relampeia.
Um trovão se faz ouvir.
É noite negra lá fora e sopra o vento e a chuva cai.
Do sótão observo o movimento na rua:
um e outro passante apressado me faz sentir menos só.
Chove mais forte agora.
Ao longe uma luz.
Incomoda-me.
Não quero deixar-me influenciar pelo ambiente,
porém não consigo,
pois foi em uma noite assim que nos separamos;
então saí pelas ruas, cabisbaixo... mãos nos bolsos,
chutando aqui e acolá alguma coisa...

Chove ainda.
Neste momento tudo me parece mais difícil.
Nunca mais te encontrei!...
Tantas e tantas nos separaram...
- O mundo é mal ou nós é que não estávamos preparados?
Fixo os olhos no deslizar de águas pelo asfalto,
e elas confundem-se com choro lento e amargurado,
talvez mais amadurecido,
que me veio sem eu sentir...
Amo-te tanto, tanto, que o sofrimento parece doer fisicamente.
Pensamentos mil se me atropelam,
já não consigo coordená-los.
Começo a relembrar cenas da infância,
passagens da adolescência...
A chuva diminui de intensidade.
Lentamente olho para o interior do quarto,
amigo único e inseparável.
Um clarão ilumina-o por instantes.
Sinto-o mais acolhedor, mais humano e solidário.
Tenho vontade de ir lá fora,
correr,
pular,
cantar,
rir, rir, rir, rir e depois chorar, chorar, chorar, chorar...
Ilusões perdidas,
sonhos desfeitos,
amargura, solidão, melancolia,
sujeira, podridão...
Ira incontida!
Ódio de tudo e de todos!
Vão para o inferno, desgraçados!!!

Chove, chove,
sempre a eterna chuva.
Não pára nunca!?

A vida é engraçada... tão engraçada...
O que sou agora? Nada. Simplesmente um nada...
ocupando espaço e tempo sem saber porquê e para quê...
Filosofias... vãs filosofias...
Homens! Homens!
Que fizestes? Por que tanta confusão?
Estúpidos homens!...
Já nem sabem distinguir a magia de um ângelus e um tanque de guerra.
Esqueceram que
o sorriso de uma criança,
o cantar de um pássaro,
um repicar de sinos,
uma palavra amiga,
nos levam a pensar em um ser supremo e incomensurável.
Sofro a angústia da incerteza,
o medo da destruição homem pelo homem,
o aniquilamento das forças morais.
Não, não posso me desesperar:
ainda há homens que passam a vida amando seus semelhantes.
- É por isso que devo acreditar na Humanidade.
A chuva pouco a pouco torna-se mais branda,
estou me sentindo cansado.
E, no entanto, vou bem longe, bem além,
vejo cores, mil belezas,
mundos e cidades desconhecidas,
coisas fantásticas:
Paz, Harmonia, Amor...
Quebra o encanto,
volto à terra,
olho a vidraça
e a chuva fina passa.

Prefeitura engana o contribuinte

Lembra que no dia 3 de junho a Prefeitura de Macapá fez a maior propaganda anunciando desconto para quem pagasse o IPTU em cota única?
É mentira!
Hoje eu e meu marido estivemos na Prefeitura para pagar em cota única o carnê do IPTU deste ano. Não tinha desconto.
Argumentamos com o funcionário que nos atendeu que havia uma lei dispondo sobre este desconto divulgada pela Prefeitura em jornais, rádios, televisões, blogs, através de releases, entrevistas, matérias especiais etc.
"Mas aqui pra nosso setor nada foi informado. Oficialmente não sabemos de nada e não estamos autorizados a dar desconto", disse o gentil funcionário para nós e outros contribuintes que também queriam fazer o pagamento.
Voltamos pra casa com o carnê embaixo do prazo, sem pagar.

Como aqui mesmo neste blog divulguei no dia 3 de junho informações repassadas pelo Departamento de Comunicação da Prefeitura sobre o desconto, hoje ao chegar da Prefeitura telefonei para o diretor do Departamento de Comunicação, Cleber Barbosa, para saber o que se passa e assim ficar informada e informar os meus leitores. Cleber Barbosa não atendeu e até agora não retornou a ligação.

Macapá ontem e hoje


Cândido Mendes - a principal rua do comércio de Macapá

Os atos secretos

Quer ficar por dentro de todos os 663 atos secretos?
Se você tiver tempo e paciência para bisbilhotar todos, eles estão aqui.
Eu já li alguns, mas lerei todos. É possível que alguns nos surpreendam. Né não?

Hoje tem?

Qual será o escândalo de hoje?

terça-feira, 23 de junho de 2009

Que vergonha! Não escapa um

Dos senadores do Amapá não escapou nenhum. Os três - Sarney, Papaléo Paes e Gilvam Borges - foram beneficiados com os atos secretos

Olha só o que está no Estadão de hoje:

Atos secretos envolveram 37 senadores dos principais partidos

Leandro Colon e Rosa Costa

A edição de atos secretos beneficiou ou obteve a chancela de pelo menos 37 senadores e 24 ex-parlamentares desde 1995. Não há distinção partidária - PT, DEM, PMDB, PSDB, PDT, PSB, PRB, PTB e PR têm representantes na lista. São senadores que aparecem como beneficiários de nomeações em seus gabinetes ou que assinaram atos secretos da Mesa Diretora criando cargos e privilégios. A existência de tantos nomes indica que a prática dos boletins reservados era bem conhecida.
Os nomes dos parlamentares surgiram nos atos publicados nos últimos 30 dias, mas com data da época a que se referem. A quantidade pode ser ainda maior, com a evolução das investigações na Casa. A Mesa Diretora receberá hoje o relatório final da comissão que descobriu cerca de 650 boletins secretos. O documento apontará indícios de sigilo intencional em boa parte dessas medidas.

A investigação revela que a prática de esconder decisões envolveu todos os presidentes e primeiros-secretários que passaram pelo Senado desde 1995. O corregedor Romeu Tuma (PTB-SP) aparece na relação. O atual primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), responsável pela comissão que levantou os atos, também está no grupo dos parlamentares com cargo na Mesa que referendaram parte dos atos secretos.

A publicação dos boletins revela como os cargos nos gabinetes eram usados pelos ex-diretores Agaciel Maia (Diretoria-Geral) e João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos). Em março de 2007, um ato secreto transferiu Lia Raquel Vaz de Souza do gabinete de Demóstenes Torres (DEM-GO) para o de Delcídio Amaral (PT-MS). Ela é parente de Valdeque Vaz de Souza, um dos principais assessores de Agaciel. Delcídio e Demóstenes informaram ontem desconhecer essa funcionária.

Outro ato, este com data de 6 de dezembro de 1996, foi publicado somente no último dia 1º . Trata do controle de frequência dos servidores dos gabinetes. É assinado pelo então presidente, José Sarney (PMDB-AP), e integrantes da Mesa Diretora da época, entre eles Renan Calheiros (PMDB-AL) e Ney Suassuna (PMDB-PB). Em 1998, a Mesa comanda pelo então por Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) - morto em 2007 - assinou, em sigilo, a criação de oito cargos de confiança. Cinco anos depois, novamente com Sarney, outros 25 cargos foram criados sigilosamente.

Sob o comando de Renan Calheiros (PMDB-AL), cada um dos 81 gabinetes ganhou, em 21 de fevereiro de 2005, mais sete cargos de confiança com um salário de R$ 9,9 mil. Em 2003, a Mesa presidida pelo falecido senador Ramez Tebet (PMDB-MS) aprovou, também por meio de ato secreto, a criação de 42 cargos de confiança para a Diretoria-Geral, então nas mãos de Agaciel Maia. Dois atuais senadores assinam o documento: Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). "Não publicou, não vale. Não me recordo de todos os atos. Mas, se assinei, era para ser publicado", argumentou Valadares.

O senador licenciado e ministro de Minas Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), aparece em documentos com nomeação de parentes. Outro ministro e senador licenciado usou o ato secreto para dar emprego. Hélio Costa (Comunicações) abrigou por cinco anos um repórter de uma rádio de Minas em seu gabinete.

LISTA
Senadores beneficiados por atos secretos

Aldemir Santana (DEM-DF)
Antonio Carlos Júnior (DEM-BA)
Augusto Botelho (PT-RR)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Delcídio Amaral (PT-MS)
Demóstenes Torres (DEM-GO)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Efraim Moraes (DEM-PB)
Epitácio Cafeteira (PTB-MA)
Fernando Collor (PTB-AL)
Geraldo Mesquita (PMDB-AC)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Hélio Costa (PMDB-MG) licenciado (ministro)
João Tenório (PSDB-AL)
José Sarney (PMDB-AP)
Lobão Filho (PMDB-MA)
Lúcia Vania (PSDB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Maria do Carmo (DEM-SE)
Papaléo Paes (PSDB-AP)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Roseana Sarney (PMDB-MA) renunciou para assumir o governo do MA
Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
Serys Slhessarenko (PT-MT)
Valdir Raupp (PMDB-RO)licenciado (ministro)
Wellington Salgado (PMDB-MG)

Senadores que assinaram atos secretos quando integravam a Mesa Diretora da Casa

Antonio C. Valadares (PSB-SE)
César Borges (PR-BA)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Garibaldi Alves (PMDB-RN)
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Paulo Paim (PT-RS)
Romeu Tuma (PTB-SP)
Tião Viana (PT-AC)

Gitinhas

Sabe aquela camiseta com um baita "Xô" que fez sucesso nas eleições de 2006?
Tá na moda de novo.

Presidente do PT no Amapá, deputada Dalva Figueiredo manda avisar que não caminha nessa tal "ponte da amizade" entre os petistas Lourival Freitas e Evandro Gama e os pessebistas Alberto e Janete Capiberibe.

Tem bomba prestes a ser detonada. Fique ligado!

Li por aí que Sarney não é o culpado pela crise. O culpado é o povo amapaense. (Me mata de vergonha!)

Presidente da Assembléia Legislativa, deputado Jorge Amanajás (PSDB) já em plena campanha para o governo do Amapá. Reuniu a nata do ninho e a imprensa para informar oficialmente que é candidato.
A tropa de choque o vice-governador Pedro Paulo - também candidato ao governo - vai espalhar algumas bombas no caminho de Amanajás.

Dizem que entre Pedro Paulo e Jorge Amanjás, o governador Waldez Góes - que está de olho numa cadeira de senador - fica com o PP. Será?

Já anotei com destaque na minha agenda: "Atividade em comemoração aos 15 anos de luta do PSTU, sexta-feira às 19h, na sede do Sinjap".

Vou ali. Volto mais tarde.

Escalpelamento zero

Ocorre nesta terça, 23, às 9 horas da manhã, o “Ato pelo Escalpelamento Zero”, quando a deputada federal Janete Capiberibe (PSB) anunciará a aprovação pelo Senado Federal do projeto de lei 109/2008, de sua autoria. O “Ato pelo Escalpelamento Zero” será no Auditório da Procuradoria Geral do Estado do Amapá.
O Ato é aberto ao público e terá entre os participantes a Associação das Vítimas de Escalpelamento do Amapá, deputados federais e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Amapá.


Lei – Já aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, o projeto de autoria da deputada Janete Capiberibe está pronto para ser assinado pelo Presidente da República e virar lei em todo o país depois que for publicado no Diário Oficial da União. A assinatura deve ocorrer até o dia 9 de julho.

Apresentado na Câmara dos Deputados em julho de 2007, por solicitação das mulheres vítimas de escalpelamento do Amapá, o projeto da deputada Janete Capiberibe obriga instalar uma proteção no eixo e em outras partes móveis do motor, tornando os barcos mais seguros para a navegação ribeirinha.
Preocupada com a navegação na Amazônia, a deputada Janete sugeriu ao Ministério dos Transportes - e integra - o Grupo de Trabalho que debate políticas para aperfeiçoar esta modal de transportes na região. A deputada sugeriu duas medidas essenciais deverão ser adotadas pelo poder público: a desburocratização no acesso aos recursos do Fundo da Marinha Mercante e a implantação um centro federal de educação naval em cada um dos estados da Amazônia.

Protótipo – A Fundacentro, do Ministério do Trabalho, já desenvolveu um protótipo de carenagem segura e de baixo custo que cobrirá as partes móveis dos motores para substituir os arranjos improvisados e de pouco eficácia. O protótipo, fabricado em fibra de vidro, já foi testado nas embarcações da Amazônia.
(Texto: Sizan Luis Esberci, assessor de imprensa da deputada Janete Capiberibe)

Seminário de Comunicação Integrada

Pérola Pedrosa, da assessoria

A turma do 5º. Semestre de Jornalismo da faculdade Seama promove, hoje, com início às 19h no Salão de Atos da Faculdade, o I Seminário de Comunicação Integrada.
Com o tema “Quem é quem na Assessoria de Comunicação”, os acadêmicos pretendem desvendar as funções exercidas pelos profissionais que trabalham numa Ascom, e qual a importância desse setor numa empresa, instituição, órgãos públicos e não governamentais, e personalidades públicas.
Na mesa redonda estarão profissionais de assessorias de comunicação de empresas que atuam no Estado, do setor público terá a assessora de comunicação da Embrapa/AP, Dulcivânia Freitas, já do setor privado estará o assessor da Anglo Ferrous, Paulo Oliveira. E representando a Organização Não-Governamental, assessor de comunicação do Instituto Terra, Sérgio Cunha.
Para a assessora Dulcivânia Freitas, a iniciativa da turma em promover o seminário com essa temática é muito interessante. “Muito se fala em comunicação da imprensa, mas pouco nos processos de comunicação que são feitos e consolidados nas instituições, sejam públicas, privadas ou terceiro setor”, relata.
Dulcivânia diz que o papel do assessor tanto de uma instituição pública, privada ou terceiro setor, tem como ponto de partida consolidar uma imagem positiva interna e construir a identidade deste assessorado perante seus públicos de interesse e perante a sociedade. “Na instituição pública temos o dever legal de construir uma comunicação pautada no interesse público”, ressalta.
Além da mesa redonda, o seminário terá apresentações de painéis das Agências Maxmídia, Elo Comunicação e Eventos e Inove Comunicação.


Programação
18:30h: Credenciamento
19:20h: Início com a apresentação do Evento
19:35h: Mesa Redonda
20:40h: Intervalo técnico
20:50h: Apresentação dos Painéis;
21:50h: Encerramento

Prefeito anuncia Zeladoria Urbana

No dia do seu aniversário, ontem, o prefeito de Macapá Roberto Góes anunciou para o segundo semestre deste ano, a entrada em operação da Zeladoria Urbana, uma das principais propostas levantadas por ele em campanha.
Ao chegar a Prefeitura, Roberto Góes - que completou 43 anos - foi cumprimentado pelos servidores, assessores e familiares que comemoram a data oferecendo um caprichado café da manhã.
“O maior presente que eu poderia receber a população de Macapá já me deu, que foi o direito de representá-los à frente da Prefeitura e agora só posso retribuir trabalhando muito por todos e isso estou fazendo”, disse Góes.
Agradeceu o empenho da equipe de governo e de cada um dos servidores e afirmou que o processo de melhoria da qualidade de vida dos moradores da cidade é uma construção coletiva. “Precisamos mais do que nunca do apoio de todos, tanto na manutenção da limpeza como na fiscalização do bom funcionamento dos serviços públicos executados pela Prefeitura”, disse.
Ele fez questão de destacar que apesar das fortes chuvas, os serviços de tapa-buraco, limpeza das praças e demais logradouros públicos não pararam. “Tudo o que foi possível avançar no inverno será decisivo para o segundo semestre, quando o verão chegar e quando poderemos colocar nas ruas homens e máquinas da Zeladoria Urbana.”

domingo, 21 de junho de 2009

Como é o culto na Igreja Messiânica

De vez em quando convido um amigo para assistir ao culto mensal da Igreja Messiânica, que é celebrado no terceiro sábado do mês. Um destes amigos sugeriu que eu colocasse fotos do culto no blog.
Aceitei a sugestão e estou postando algumas fotos do culto de ontem.


Os fiéis são recebidos com sorrisos e muita cortesia por um grupo de recepcionistas, como estas:


Há na entrada uma ikebana (arranjo de flores naturais) como se estivesse dizendo: "seja bem-vindo"

Vai começar o culto
Edelton Lopes dos Santos, o ministro responsável pela Igreja Messiânica no Amapá, sobe ao altar para oficiar

Momento das oferendas
Os dedicantes levam para o altar as oferendas, como sal, água, arroz - que simbolizam tudo o que a natureza nos dá e que devemos agradecer diariamente

São rezadas a Amatsu-Norito (que é uma oração em japonês)
e a Oração Messiânica, que é esta aqui:

"Oh, Supremo Deus,
criador e doador de toda a vida.
Pela Vossa Divina Vontade
a longa era da noite aproxima-se do seu fim.
Estás liberando Vossa Luz
para a chegada da gloriosa nova era
a que a humanidade há muito vem aspirando.
Agradecemos por nos guiar ao Vosso Plano
Agradecemos o privilégio de receber
e ministrar a Vossa Luz.
Sejam o nosso espírito e corpo
iluminados e purificados
e que possamos viver a verdade
que nos concedeste por intermédio de Meishu-Sama.
Fazei-nos puros e poderosos veículos da Vossa Luz
abençoando aqueles com quem estivermos.
Possa o Vosso plano ser concretizado
e que a paz, a saúde e a prosperidade
se tornem realidade.
Grandioso Deus da Luz,
abençoai-nos e protegei-nos
dando expansão radiante às nossas almas."

O Ministro Edelton Lopes dos Santos ministra Johrei - que é a Luz Divina (Já postei sobre o Johrei aqui).
Bom, estamos chegando ao final da primeira parte do culto. Desta parte constam também a leitura de um ensinamento de Meishu-Sama (o fundador da Igreja Messiânica) e o canto do Salmo de Gratidão (Graças a Ti, Senhor/ por toda a proteção/ e bênçãos das Tuas mãos...).

Na segunda parte é exibido um DVD com imagens do Solo Sagrado do Brasil (que fica em São Paulo) e a palestra do presidente da Igreja no Brasil.

Depois é relatada uma experiência de fé, dados avisos, palestra do ministro Edelton. O culto é encerrado com o Hino da Luz Divina (Luz Divina! Luz Divina! Vem brilhar/ vem brilhar nos corações/ promovendo a união entre as nações...)


Experiência de fé - Nazaré faz um relato emocionante sobre as graças que têm recebido
Ministro Orlando Junior dá os avisos. Um deles deixou os messiânicos eufóricos: a visita de quatro dias que o Reverendo Isaac Ezagui fará ao Amapá. Ele chega quinta-feira.

E o Ministro Edelton Lopes dos Santos faz enriquecedora palestra

Antes de terminar o culto os fiéis tiveram o privilégio de ver e ouvir uma das melhores cantoras amapaenses: Adriana Raquel.
Convidada pelo grupo de jovens, ela foi lá e deu um show.


Para os messiânicos o Paraíso é o Mundo do Belo e não há o belo sem a arte, por isso todo terceiro sábado do mês, após o culto, é realizada uma programação cultural. Dela constam música, declamação e varal de poesias, exposição de artes plásticas etc

Ministro Orlando Junior e missionária Fátima Couto trocaram de idade ontem e foram homenageados, após o culto, com tudo que eles tem direito: paparicos, presentes, bolo confeitado, mesa de frios e parabéns pra você

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Aviso

P-SOL não caminha na "ponte da amizade"

O presidente do P-SOL no Amapá, ex-deputado Randolfe Rodrigues, disse que se o PSB fizer uma aliança com o PT não poderá mais se apresentar como partido de oposição. “O PT faz parte do governo do Amapá, tem ligação direta com o Waldez Góes (governador) e com o Sarney, então se o PSB se aliar ao PT deixa de ser oposição, fica descredenciado a fazer críticas tanto ao Sarney como ao Waldez”, diz Randolfe.
Principal aliado do PSB nas últimas eleições, o P-SOL critica a tal “ponte da amizade” que começou a ser construída quarta-feira entre o PT e o PSB em Brasília, tendo como arquitetos o casal Capiberibe (deputada Janete e ex-governador João Alberto – PSB) e os petistas Evandro Gama e Lourival Freitas. “Nessa ponte o P-SOL não caminha”, dispara Randolfe, e deixa claro que jamais o P-SOL participará de uma coligação da qual faça parte o PT.
Caso o PSB insista numa aliança com o PT, o P-SOL poderá até disputar sozinho o pleito do ano que vem. E o slogan já foi escolhido: “Mudança pra valer é com o P-SOL”.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Voltando do batente


Dobradinha PT/PSB

Se o prefeito de Santana, Antônio Nogueira, for o candidato do PT ao governo do Amapá terá todo o apoio do PSB.
A garantia foi dada a Nogueira pelo ex-governador Alberto Capiberibe e pelo deputado estadual Camilo Capiberibe.

Eu li aqui

Capiberibe esclarece

Em e-mail enviado ao blog, o ex-governador João Alberto Capiberibe esclarece que não há nenhum entendimento entre o PSB e o PTB com vistas às eleições do ano que vem, mas que também não existe nenhum obstáculo para que isto ocorra.

Eis a íntegra:

"Venho por meio desta restabelecer a verdade em resposta às notas “Tudo
ou nada” e “Tudo logo!”. O Partido Socialista Brasileiro –AP, esclarece que não existe, nem existiu nenhum tipo de entendimento entre este e o Partido Trabalhista Brasileiro aqui no Amapá com vistas às eleições de 2010. Não há entretanto nenhum tipo de obstáculo para que isto ocorra, tendo em vista que o PSB Amapá é um partido aberto à conversação desde que o objetivo principal seja proporcionar uma melhor qualidade de vida para a população amapaense.
Cordialmente,
João Alberto R. Capiberibe
Partido Socialista Brasileiro - Amapá."

Bom dia!

Nesta flor que colhi do meu jardim para te ofertar está o meu desejo de que tua quinta-feira seja repleta de paz

Dalva e Capi no mesmo palanque

Li no blog Notícias Daqui, da Luciana Capiberibe, que está sendo construída a "ponte da amizade" entre o PT, de Dalva Figueiredo, e o PSB, do ex-governador Alberto Capiberibe, visando as eleições de 2010.
Para dar início a construção da tal ponte uma reunião foi realizada ontem à noite em Brasília entre Evandro Gama (PT), o ex-deputado federal Lourival Freitas (PT) e o casal Capiberibe. A reunião foi na casa de Gama.

E eu que pensava que depois de tantas acusações de um lado e de outro nunca mais veríamos PT e PSB dividindo o mesmo horário político no Amapá, só acreditei porque a notícia foi dada por Luciana Capiberibe.

É ... em política a única coisa que falta a gente ver é jabuti subir em pau-de-sebo.
Ou não?

Tudo logo!

Já na coluna From, do Diário do Amapá, li que em encontro recente entre Capiberibe e a cúpula do PTB para discutir uma aliança com vistas às eleições do ano que vem, Capiberibe teria exigido dos petebistas as vagas de candidato ao Senado e a vice-governador e, em caso de vitória de Lucas Barreto ao governo, todos os cargos do primeiro escalão do governo. O PTB, claro, disse NÃO.
Se isso for verdade, tá explicado porque nos últimos dias os capiberistas passaram a disparar suas metralhadoras em direção a Lucas Barreto.

Como na política tucuju só está faltando jabuti subir em pau-de-sebo, eu não duvido nadinha.

Sobre Lucas Barreto

Tá no sítio do jornalista Corrêa Neto:

"Conversei na segunda à noite com o ex-deputado Lucas Barreto, acusado de ser um dos beneficiários dos chamados ”atos secretos”, usados para empregar familiares e amigos dos senadores e de funcionários do Senado Federal. O ex-presidente da Assembléia Legislativa do Estado, que vem sendo pressionado para se manifestar sobre as denúncias, disse que a pressão é decorrente da excelente posição que ocupa nas pesquisas de intenções de votos para 2010.
- “Nunca escondi de ninguém o fato de estar trabalhando com o senador José Sarney. Ele foi a única pessoa que me telefonou quando deixei a Assembléia, oferecendo trabalho, mas já não era mas servidor do Senado quando disputei a eleição para a Prefeitura de Macapá. Não cometeria um erro grosseiro como esse. A portaria com minha exoneração é de 28 de maio de 2008”, disse o ex-deputado, que prometeu nos mandar uma cópia. E mandou: veja aqui."

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Jornalismo: STF derruba exigência do diploma

"É um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria", disse o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murilo, ao término da sessão do STF que derrubou a exigência do diploma para o exercício do jornalismo.
Murilo enfatiza que apesar dessa decisão nem nem o jornalismo nem o movimento sindical vão acabar, pois há muito a ser feito em defesa do direito da sociedade à informação.
A executiva da Fenaj reúne-se amanhã, quinta-feira, às 13h, para traçar novas estratégias de luta.

Mello Castro no STJ

Tá no sítio do STJ


A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou, por unanimidade, a convocação do desembargador do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) Honildo Amaral de Mello Castro, para reforçar o quadro de magistrados do STJ na vaga deixada pela saída do desembargador federal também convocado Carlos Mathias.

A providência está prevista no artigo 56 do Regimento Interno do STJ, segundo o qual, em caso de vaga ou afastamento de ministro por mais de 30 dias, pode ser convocado juiz de Tribunal Regional Federal ou desembargador de Tribunal de Justiça.

Nascido em Belo Horizonte (MG), formou-se na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais – Casa de Afonso Pena, em 1968. Exerceu a advocacia militante por muitos anos, em todas as áreas de Direito, com especialidade na área de seguros, imobiliária, de família, comercial e tributária tanto nas justiças estaduais como perante os tribunais superiores em Brasília-DF. Nomeado juiz de Direito em Minas Gerais, tornou-se após procurador fiscal no estado de Minas Gerais e juiz de Direito no Distrito Federal até janeiro de 1991, quando ocorreu a constitucional transformação do ex-Território Federal do Amapá em estado, ocasião em que veio de ser nomeado desembargador.

Exerceu a presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá de 5 de março de 1993 a 5 de março de 1995, consolidando a instalação da Justiça no estado, construindo muitos fóruns nas comarcas do interior, criou a Auditoria da Justiça Militar, a Casa Militar do TJAP, entre várias outras realizações. Em setembro de 1995, por força de dispositivo constitucional, em substituição temporária ao governador Annibal Barcellos, tornou-se o primeiro governador constitucional do estado do Amapá, ocasião em que criou o município de Vitória do Jari.

Publicou três livros: Recurso Especial. A Visão de um Presidente; Coletânea de Estudos Jurídicos: Temas Diversos; e Justiça, Judiciário e Escola de Magistratura”, editora Bestbook, além de possuir cerca de trinta trabalhos jurídicos publicados em revistas nacionalmente conhecidas como a Revista Forense, Revista dos Tribunais, Ciência Jurídica etc. nas áreas de Direito Eleitoral, Civil, Constitucional, Criminal e Processo Civil.

Artigo

O caminho do Brejal, de Sarney

Ademir Pedrosa*
(pedrosademir@hotmail.com)

Depois do axioma bestialógico de que o homem só se sentirá deveras realizado após plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro, os escrevinhadores se danaram a escrever livros a torto e a direito. É por isso que se repete no Brasil o que acontece no Amapá: há mais escritores que alfabetizados. Ora, ter um filho é algo que basta ter fertilidade e uma mulher que tope dividir essa tarefa – ou vice e versa.

Plantar uma árvore é algo que me parece naturalmente simples. Uma pá e a muda de uma planta já são suficientes. Agora, escrever um livro é algo que requer algo mais, a começar pelo domínio da Língua, coisa que alguns têm demonstrado que precisariam de um reforço do Mobral. É por causa disso que talvez o País esteja atolado numa pocilga de livros. E pra quem pensa que isso é pouca porqueira basta ver o que vendeu de livros Paulo Coelho. Vendeu milhões de exemplares em diversos idiomas, e entrou olimpicamente para Academia Brasileira de Letras.

O escritor Machado de Assis, que é presidente perpétuo da Academia, nunca vendeu, durante estes cem anos, um terço sequer do que vendeu de livros o Mago Paulo Coelho. No Brasil só a Bíblia vendeu mais. A Bíblia é considerada livro de cunho literário, o do Mago de auto-ajuda. A Bíblia está no mercado brasileiro desde quando o Brasil foi descoberto, o do Mago há três décadas. O hábito pode até fazer o Monge, mas o livro não.

Embora não seja a qualidade literária que promove o ingresso do escritor à Academia, pois basta que tenha escrito um livro e que faça uma boa campanha de sua candidatura que poderá ser eleito. É uma eleição cujo critério é o voto dos acadêmicos que decide qual dos candidatos ocupará a cadeira vaga. Aquele que obtiver o maior número de sufrágios é eleito. Mas não vamos esquecer que já houve eleições por aí que impugnaram e até cassaram mandatos de prefeitos quando se comprovou que não sabiam ler, eram ágrafos de pedra. O TRE não aprova candidatos analfabetos, a Academia também.

Não é a Academia quem escolhe os concorrentes, ela escolhe um dentre os candidatos. Na verdade a Academia é uma agremiação que reúne escritores sem a preocupação de qualificar de bons ou ruins, o que não ilide o fato de eles serem representantes das Letras no Brasil. O Escritor João Ubaldo Ribeiro, por exemplo, se sente honrado de pertencer à Academia. E outros se sentem virtuosos nesse mesmo diapasão. Já o escritor Millôr Fernandes que nunca quis ser Acadêmico, tripudia. Veja a análise que ele faz do livro Brejal dos Guajás, do Acadêmico José Sarney:

Quando o autor diz que “o caminho do Brejal era longe”, como garante que é o caminho do Brejal? Sendo longe do Brejal, o caminho, em última análise, não é do Brejal. Vai ver é de Pirapora, Cascadura, Nova Zelândia, sei lá. Uma coisa, Sir Ney – o caminho de um lugar é sempre perto desse lugar, a partir de. Pode até não ir longe, mas é perto. Se, porém, o autor assume um ponto de vista exterior em relação ao Brejal (o que absolutamente não foi feito), tem que dar uma idéia de onde está – na Academia Brasileira de Letras, por exemplo? Mas daí pro Brejal, todos sabem, o caminho é muito perto. Em qualquer país civilizado Brejal do Guajás seria motivo para impeachment.

Sarney era, naquele estádio, presidente do Brasil. Por aí o leitor pode ver que a Academia não goza desse prestígio atribuído a ela como se fosse uma unanimidade. Nem o Senador, por ser integrante dela. Não vamos misturar alho com bugalhos...

(Ademir Pedrosa é professor e escritor)

Tá difícil

Gente, com a Intermerda está cada vez mais difícil atualizar o blog.

É verdade?

Ouvi por aí que Junior Baiano será um dos reforços do Esporte Clube Macapá no campeonato amapaense deste ano.
Me disseram que a diretoria do Macapá está hoje no Rio de Janeiro acertando os detalhes da contratação.

Passeando na praça depois da aula

Volto mais tarde

Tá tocando no rádio

O Eleito
(Lobão)

Ele é esperto e persistente
Acha que nasceu pra ser respeitado
Ele é incerto e reticente
Acha que nasceu pra ser venerado
O palácio é o refúgio mais que perfeito
Para os seus desejos mais que secretos
Lá ele se imagina o eleito
Sem nenhuma eleição por perto
Ele é o esperto, ele é o perfeito
Ele é o que dá certo, ele se acha o eleito
Seus ternos são bem cortados
Seus versos são mal escritos
Seus gestos são mal estudados
A sua pose é militarista
Ele se acha o intocável
Senhor de todas as cadeiras
Derruba tudo pra ficar estável
Ele não está aí para brincadeira

(...)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Tá na Folha de S.Paulo

Sarney diz que não errou e que não deixa presidência

Acuado por uma série de desvios administrativos dentro do Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), 79 anos, afirma que não errou ao indicar parentes para cargos na Casa e que não irá renunciar. Diz, sem citar nomes, suspeitar de sabotagem interna.
Considera necessário mudar regras, mas afirma que erros praticados no passado podem ficar sem punição, pois "cada um deve julgar o que fez de errado e de certo". Inquieto, mexendo os joelhos de maneira intermitente enquanto estava sentado em um sofá em seu gabinete, Sarney afirmou que vai "exercer [o cargo] até o fim".
A onda de escândalos no Congresso, que se intensificou na Legislatura iniciada em fevereiro, atingiu Sarney em cheio nos últimos dias. Rebate todas as acusações. Reafirma não ter percebido que recebia R$ 3.800 de auxílio-moradia por mês. A nomeação de um neto teria sido à sua revelia. Sobre as sobrinhas, considera não haver erro.
Durante 55 minutos de entrevista, o senador maranhense que se elege pelo Amapá tomou apenas meio copo de água. No meio da atual onda de escândalos, relata ter chegado a uma conclusão: "Há uma tendência de buscar democracia direta. Tudo aponta nesse sentido".


FOLHA - Como o sr. avalia a onda de escândalos envolvendo o Senado e o sr.?
JOSÉ SARNEY - A vida sempre me reservou desafios. A crise da democracia representativa está atingindo todos os Parlamentos no mundo inteiro.

FOLHA - Por culpa de quem?
SARNEY - A notícia em tempo real transformou o Parlamento, ele fica quase envelhecido. Em face disso há uma divergência de saber quem realmente representa o povo. É a mídia eletrônica, são as ONGs, é a sociedade civil ou os representantes eleitos? Esse é o grande problema que estamos vivendo.

FOLHA - O sr. contratou a Fundação Getúlio Vargas para fazer uma reforma administrativa no Senado. Agora, o sr. também tem aparecido em meio a acusações de comportamento impróprio. O que aconteceu?
SARNEY - Olha, eu acho que eu tenho um nome que deve ser julgado com respeito pelo país. Eu tenho uma biografia, nunca alguém associou minha vida pública ao nepotismo. Os fatos que colocaram estou mandando examinar. O que estiver errado, se corrija. Se eu tiver algum erro, eu sou o primeiro a corrigir. Mas acho que nunca conduzi de outra maneira que não fosse com correção.

FOLHA - E o caso do seu neto, contratado pelo senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA)?
SARNEY - Depois de eu ter sido tudo, se eu fosse acusado de ter nomeado um neto era realmente um julgamento que seria injusto. Eu não pedi ao senador. Disse isso e ele confirmou. E, se ele tivesse me consultado, teria sido o primeiro a dizer não.

FOLHA - Quando o sr. soube, qual foi sua reação?
SARNEY - Ele próprio saiu. Já era um problema a ser administrado pelo Cafeteira. O que a imprensa tem de entender é que aqui dentro do Senado temos 81 repartições. Cada senador é o chefe do seu gabinete. Quem nomeia é ele.

FOLHA - Seu neto saiu por conta do nepotismo, mas entrou no lugar a mãe dele. O sr. soube disso?
SARNEY - Eu não sou responsável pelo gabinete do Cafeteira.

FOLHA - O que o sr. acha da afirmação do senador Cafeteira de que nomeou seu neto por dever favores a seu filho, Fernando Sarney?
SARNEY - Você acha que eu, como presidente do Senado, tenho minha biografia, vou discutir uma coisa dessa? Não vou discutir um assunto desse. Minha resposta para vocês é essa.

FOLHA - E os outros casos relacionados ao sr.: duas sobrinhas empregadas em gabinetes de senadores, de Roseana Sarney (PMDB-MA) e de Delcídio Amaral (PT-MS).
SARNEY - Esse é um caso que está sendo estudado, porque parece que ele foi colocado agora. Eu pedi para ser investigado. Eu acho que há uma certa armação no caso da Roseana, na publicação de que foi ato secreto. Esse problema, que não é meu, a chefe de gabinete dela diz que os dados não conferem. Está sendo analisado.

FOLHA - E do Delcídio?
SARNEY - Do Delcídio, eu realmente pedi a ele, uma sobrinha da minha mulher, funcionária de carreira do Ministério da Agricultura, mudou-se para Mato Grosso do Sul, pedi que ela fosse requisitada para trabalhar no gabinete dele. Eu acho que não tem nenhum erro em ter feito esse pedido a ele.

FOLHA - Há atos secretos?
SARNEY - Estou convencido de que há muitas falhas, que pode ter havido não publicações. Vamos examinar.

FOLHA - O ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia disse que os senadores conheciam os atos secretos. É correta a afirmação?
SARNEY - Eu nunca soube.

FOLHA - Mas o que aconteceu? Os atos não eram públicos...
SARNEY - Não sei. Isso nós estamos tentando apurar.

FOLHA - Quando Agaciel deixou a direção-geral do Senado, o sr. o saudou pelos serviços prestados. Mantém a mesma opinião sobre ele?
SARNEY - É um assunto de ordem pessoal, de valor, que acho que não cabe numa entrevista.

FOLHA - Até agora, nenhum congressista foi punido e poucos devolveram dinheiro gasto indevidamente. Isso não produz uma sensação de impunidade?
SARNEY - A população pode até contestar a validade do Congresso. A democracia não vive sem Parlamento. E Parlamento fraco, desmoralizado, é desejo de segmentos da sociedade.

FOLHA - Esse enfraquecimento não ocorre por causa da resposta tímida dos congressistas? No episódio do auxílio-moradia pago indevidamente, inclusive ao sr., não seria o caso de todos devolverem o dinheiro?
SARNEY - Nunca tinha recebido auxílio-moradia. Recebi por oito meses. Mandei interromper ao saber. Quanto aos outros, cada um fará o seu julgamento.

FOLHA - O sr. devolveu o dinheiro ao Senado?
SARNEY - Vou ressarcir. Está em estudo como é que se deve proceder. Isso será um gesto pessoal, meu.

FOLHA - Os outros estão obrigados a devolver o dinheiro?
SARNEY - Não. Isso é uma decisão pessoal. Acho que é da lei. Eles estão usufruindo benefício que é extensivo ao funcionário público de maneira geral.

FOLHA - O Congresso é o maior responsável pela crise?
SARNEY - Sim, claro que o Congresso tem responsabilidade. Estamos num período de exaustão do modelo de democracia representativa. Há uma tendência de buscar uma democracia direta. Tudo aponta nesse sentido.

FOLHA - O sr. se arrepende de sua candidatura a presidente do Senado? Pensou em renunciar?
SARNEY - Não. Minha vida foi sempre feita de desafios. Vou exercer até o fim.

FOLHA - De todos os desvios que estão acusando o sr., qual o sr. considera erro mais grave?
SARNEY - Não tenho nenhuma responsabilidade sobre o auxílio-moradia. No caso da minha sobrinha, eu estou assumindo. Não cometi erro nenhum. Querer julgar toda a minha vida por eu ter pedido por uma sobrinha de minha mulher, acho extremamente errado, uma injustiça em relação a mim. Eu deveria ser julgado com mais respeito. Sou o parlamentar mais antigo neste país. Estou fazendo um esforço grande na minha idade.

FOLHA - Está sendo sabotado?
SARNEY - Não descarto essa hipótese. Até porque falam dos atos secretos, mas só aparecem os meus. Não tenho provas.

(Entrevista concedida a Fernando Rodrigues e Valdo Cruz/FOLHA DE S.PAULO)

Um mimo pra você

Tá no site do MPF:

MPF/MA anula doação do Convento das Mercês à Fundação José Sarney

Justiça invalidou a legislação estadual que regulamentou o registro da propriedade e decidiu que o imóvel fosse reincorporado ao patrimônio público do estado

A pedido do Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA), a Justiça Federal anulou a doação do Convento das Mercês à Fundação José Sarney, tornando inválida a legislação estadual que regulamentou o registro da propriedade. Pela decisão o imóvel será reincorporado ao patrimônio público do estado.

O episódio da doação aconteceu em 1990, quando o governo editou uma lei que autorizava a incorporação do convento aos bens da fundação, conhecida à época por Fundação da Memória Republicana. Três anos depois, a Assembleia Legislativa do Maranhão aprovaria uma lei ratificando a doação.

Em agosto de 2004, o MPF entrou com ação contestando a doação do Convento das Mercês à Fundação José Sarney e pedindo a reintegração do bem ao patrimônio do estado do Maranhão com base em um decreto-lei, assinado em 1937 - o decreto impede que bens tombados pela União sejam doados a qualquer entidade de direito privado.

Notificada, a fundação alegou que é uma entidade pública federal e que, por isso, seria válida a doação. No entanto, entre os objetivos da entidade, registrados em cartório, está o de “organizar e perpetuar a memória dos presidentes da República tendo por base o acervo privado do presidente José Sarney”, o que deixa evidente seu caráter de pessoa jurídica de direito privado.

Para a Justiça, é clara a incompatibilidade das leis sobre as quais aconteceu a doação do imóvel. “A Lei estadual 5.007, de abril de 1990, ratificada pela Lei 5.765, em 1993, pela Assembleia Legislativa, autoriza a doação tratada. Mas está em completa discordância com a lei federal vigente (Decreto-lei 25/37) que proíbe a doação de bens tombados a entidades privadas”, afirmou o juiz Nelson Loureiro dos Santos.

De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a área do convento passou a pertencer ao estado do Maranhão em 1905. Em 1974 ela foi tombada pelo Patrimônio Histórico da União. O Convento da Mercês, que tem mais de cinco mil metros quadrados de área construída e outros sete mil de área livre, é um dos principais pontos turísticos do Centro Histórico de São Luís. Para o MPF, a anulação da doação significa respeitar e resguardar o patrimônio público e social.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Isso é que é vida!

Soeiro, meu marido, no Curiaú

Hare baba!

Cada dia se descobre mais maracutaias do “fofo”.
Ah, fofinho peralta!

Veja estas:

Mais uma sobrinha de Sarney tem vaga criada por ato secreto
Prima da governadora Roseana Sarney (MA), Maria do Carmo de Castro Macieira foi nomeada no Senado por meio de ato secreto. O documento determina o ingresso dela num cargo no gabinete ocupado pela própria Roseana, então senadora pelo PMDB do Maranhão. (Leia mais)

Novo diretor assinou nomeação da modelo
A nomeação de Nathalie Rondeau para trabalhar no Conselho Editorial do Senado foi assinada pelo ex-diretor adjunto e hoje diretor-geral, José Alexandre Gazineo. Ele tem negado desde a semana passada a existência de atos secretos dentro da Casa e alega que apenas assinava o que o então diretor-geral Agaciel Maia determinava. O argumento não tem convencido e põe o atual diretor, que comanda um orçamento de R$ 2,7 bilhões, sob pressão.
Parlamentares exigem a saída do diretor-geral, que assumiu o cargo em março. (Leia mais)

Ato secreto garante emprego no Senado a filha de aliado de Sarney
Aspirante a modelo, a jovem Nathalie Rondeau foi nomeada em 26 de agosto de 2005, por meio de um ato secreto, para trabalhar no Conselho Editorial do Senado. Nathalie, 23 anos, é filha de Silas Rondeau, ex-ministro de Minas Energia, afilhado político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). (Leia mais)

Dutra diz que Sarney não tem condições de continuar na Presidência do Senado
O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) do Maranhão, deputado federal Domingos Dutra, disse ontem que o senador José Sarney (PMDB-AP) deve ser declarado imediatamente incapacitado para o exercício de suas funções parlamentares por absoluta falta de memória.

Dutra lembrou que, indagado em um programa de televisão se sabia da prática de torturas durante a ditadura, o presidente do Senado respondeu que não sabia porque estava no Maranhão. Questionado sobre os escândalos no Senado, respondeu que não sabia, pois era competência do senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

Inquirido sobre o auxílio-moradia que caía mensalmente em sua conta, Sarney disse que não sabia. Perguntado sobre os atos secretos mantidos há mais de 10 anos no Senado, período em que o senador foi presidente por três vezes da Casa, respondeu que também não sabia.

Questionado sobre a nomeação e exoneração de seu neto no gabinete de seu amigo e aliado Epitácio Cafeteira (PTB-MA), também disse que não sabia. Indagado sobre a nomeação de suas sobrinhas, inclusive uma em Mato Grosso do Sul, disse que desconhecia. (Leia mais)

Polícia neles!

Ouvi um DJ reclamando que a polícia em vez de ficar na frente dos bares e boates para impedir que os bebuns peguem no volante deveria era estar nas ruas prendendo bandido.
Pois eu acho que além de estar nas ruas e nas frentes dos bares e boates, a polícia devia estar também dentro destes estabelecimentos para prender os tais empresários da noite que vendem bebida para menores.

Do meu jardim

para que tua semana seja repleta de luz, perfume e alegria
(Ano passado ganhei do amigo Ivan Moraes, que mora nos Estados Unidos, uma muda pequenininha. Plantei, cuidei com todo amor e carinho e como recompensa pela minha dedicação ela me oferta flores de uma beleza inigualável, que enfeitam minha casa e este blog.)

Um vizinho do barulho

O que você faria se todo dia seu vizinho ligasse o som no volume máximo perturbando o seu sossego e da sua família?
Iria conversar com ele? Reclamararia? Chamaria a Polícia Ambiental?

O professor Ivan Carlo, que pilota o blog Idéias de Jeca-Tatu, tem um vizinho do barulho. O desgramado do vizinho - que tem um gosto musical aborrecido, diga-se de passagem - não lhe dá sossego. No fim de semana é pior ainda: o som começa de manhã e rola até a madrugada.
Ivan já conversou, já reclamou e não adiantou. Aí que o cara, de birra, "esfola" o som.
Dia desses, o professor telefonou para a Polícia Ambiental e pediu providências. A polícia respondeu que iria lá mandar baixar o volume, mas desde que o denunciante fosse junto. Ivan pensou, pensou e desistiu. Não seria uma boa dar sua cara pro tapa.
Mas ontem resolveu que seria tudo ou nada.
Telefonou de novo para a Polícia Ambiental. Tem que se identificar. Ivan se identificou.

E olha só como terminou o diálogo:

- O senhor tem que nos acompanhar a casa do seu vizinho
- Tudo, bem, eu vou lá. Desde que o som do vizinho seja apreendido.
- Ah, meu senhor. Isso não podemos fazer. O máximo que o policial pode fazer é pedir para o seu vizinho abaixar o som.
- Mas isso não adianta nada! Vou dar a cara a tapa e, assim que a viatura for embora, o vizinho volta a aumentar o som!

- Se o senhor não está satisfeito, vá a uma delegacia de polícia e faça um boletim de ocorrência...

Pois é. Durma-se com um barulho desses. E o sítio da Polícia Ambiental do Amapá alerta que ouvir som alto é muito mais perigoso do que se imagina. E dá uma relação de 15 males causados pela poluição sonora:
Dor de cabeça;
Cansaço;
Surdez temporária;
Surdez permanente;
Irritação;
Úlcera nervosa;
Perturbação do sossego;
Insônia;
Alteração de humor;
Aumento da taxa de colesterol;
Hipertensão arterial;
Retardamento mental em fetos;
Problemas de coração;
Debilidade no sistema imunológico.
Impotência Sexual;


LEMBREI de um amigo que morava na Jovino Dinoá e também tinha um vizinho do barulho. Denunciou o cara. O Batalhão Ambiental foi lá e mandou baixar o som. Quando a polícia foi embora, o barulhento, além de aumentar o som, deu uns tabefes no denunciante.

Da Agendinha da vovó:
"Não fique aborrecido se seu viviznho fica ouvindo música a todo volume até as duas horas da manhã. A partir das quatro horas telefone-lhe de dez em dez minutos para dizer o quanto gostou."

Culto do Paraíso

Hoje é um dia especial para os messiânicos. É celebrado, às 19h, o Culto do Paraíso – que relembra a data em que Meishu-Sama, o fundador da Igreja Messiânica, recebeu, no monte Nokoguiri, a revelação divina de que naquele dia, 15 de junho de 1931, iniciava a transição da Era da Noite para a Era do Dia.
Em Macapá a Igreja é na avenida Almirante Barroso, entre Hamiltom Silva e Manoel Eudóxio.


O que é o Paraíso Terrestre pregado pela Igreja Messiânica?
Veja o que Meishu-Sama disse em 25 de janeiro de 1949:

"Paraíso Terrestre é uma expressão que soa maravilhosamente. Não há nenhuma outra que inspire mais Luz e Esperança. A maioria das pessoas, no entanto, considera o Paraíso Terrestre uma utopia, algo sem qualquer possibilidade de realização. Quanto a mim, creio na sua chegada e sinto-a bem próxima.
Meditemos na grande advertência bíblica: “Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus”. Parece-nos impossível que o grande fundador do poderoso cristianismo, que influenciou metade do mundo, tenha proferido palavras sem fundamento.
É natural que todos queiram saber o que seja o Paraíso Terrestre. Vou descrevê-lo apelando para a imaginação.
O Paraíso Terrestre pode ser compreendido como o Mundo dos Felizes. Será um mundo de alta civilização, isento de doença, pobreza e conflito. Cabe a nós, entretanto, encontrar a forma de minorar o sofrimento humano e transformar em paraíso este mundo repleto de males."

Na boca do forno

Pesquisa de intenção de voto publicada hoje no blog Repiquete mostra que o ex-deputado Lucas Barreto (PTB) lidera as intenções de voto para o governo do Amapá.
Em segundo e terceiro lugares respectivamente estão os deputados Camilo Capiberibe (PSB) e Jorge Amanajás (PSDB).
A pesquisa mostra também que quem tem a menor rejeição é Lucas Barreto.
Vai lá no Repiquete ver os detalhes.

Roleta russa

Quando a polícia vai dar um basta na peraltice desses filhinhos de papai que vivem fazendo roleta russa no trânsito nas madrugadas de Macapá?

O homem-caricatura

Leia aqui

A Intermerda

Como no Amapá tudo acontece, a internet discada, por incrível que pareça, é mais rápida que a via rádio.
Daí dá pra vocês terem uma idéia daquilo que chamamos de Intermerda, Interlerda,Interlenta e CipóNet.
É um serviço de péssima qualidade, capitaneado por empresários gananciosos e irresponsáveis. Empresas que não se modernizam, não investem nenhum tostão, mantendo a mesma estrutura que tinham quando foram criadas.

Eu sou assinante da BNO – o provedor mais antigo deste estado e talvez o pior hoje. A BNO, cujo valor da mensalidade é R$ 180, funciona razoavelmente algumas horas pela manhã. A tarde funciona alguns minutos e à noite, por volta das 22h30 costuma sair do ar para voltar só na manhã seguinte. Nos finais de semana e feriados raramente funciona e não adianta tentar contato com o suporte. O telefone do suporte (3312-5400) só atende em horário comercial. Também não adianta ir à empresa, pois fora do horário comercial não tem ninguém lá. Há um celular (9126-4936), mas este também só atende em horário comercial. Atende... mas não resolve o problema.


Estou à procura de um provedor menos ruim que a BNO. Alguém me indica?

ATUALIZAÇÃO às 10h50 - Gente, acabei de receber uma ligação do empresário Fábio Renato, da BNO. Ele está em Belém extamente tratando de um projeto que, segundo ele, vai melhorar e muito o acesso à internet. Me falou dos investimentos que está fazendo para executar este projeto que consiste em trazer a banda larga. Garantiu que dentro de três meses a BNO já estará operando com banda larga. No meio da semana quando chegar em Macapá ele me dará detalhes do projeto e eu conto aqui pra vocês.

domingo, 14 de junho de 2009

Agora é pra valer

Vai beber e dirigir? Então coloca logo na carteira, junto com o dinheiro da cerveja, mais mil reais para pagar a fiança caso a polícia te flagre ao volante depois de uns gorós.
O delegado Ericláudio Alencar disse que a partir de agora vai jogar duro com quem ainda não aprendeu que direção e bebida não combinam.
E avisou: a fiança é mil reais (quem não tiver vai pro presídio), a multa por dirigir alcoolizado é mais de 900 reais e os advogados não estão cobrando menos de cinco mil para defender esses irresponsáveis.
Tomara que desta vez deixem o delegado trabalhar. Da outra vez que ele tentou puxaram o tapete dele porque o que tem de autoridade e de filhos de autoridades dirigindo bêbados nesta cidade é um exagero.

Frase do dia

“A minha admiração pelos blogueiros amapaenses aumentou depois que conheci a realidade que vivem, em relação a "essa coisa" chamada internet.”
(Jornalista Ernâni Motta, que passou 15 dias em Macapá)

Tá no jornal O Estado de S.Paulo:

Na solidão do poder, Sarney vive seu outono do patriarca

João Bosco Rabello e Christiane Samarco, BRASÍLIA

Com passos curtos e seguros, vestindo um sobretudo de lã preta, José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, 79 anos, entrou na noite de segunda-feira na residência oficial do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Na área externa da casa, em volta do presidente Lula, grupos de políticos e jornalistas conversavam animadamente e esperavam o jantar em homenagem aos participantes da 4ª Conferência Legislativa de Liberdade de Imprensa. Feitos os cumprimentos protocolares, um José silencioso, que não denunciava a biografia com mais de meio século de poder político, fugiu do burburinho e ficou parado no primeiro dos três degraus que separam o salão da casa do jardim virado para o Lago Paranoá.

Apartado da descontração em torno de Lula e recolhido do frio das noites candangas de junho, o ex-presidente da República, ex-governador de Estado, presidente do Congresso, ex-deputado federal e senador José Sarney ouviu de um jornalista a pergunta: “Presidente, o Senado já está mais ameno?” E Sarney, expondo os indícios do fardo em que se transformou o cargo, respondeu: “Meu filho, aquilo não ameniza nunca.”

Era o início da semana em que, depois de todos os escândalos - da hora extra sem limites à profusão de diretores -, a reportagem do Estado revelaria o caso dos atos secretos que fizeram da direção-geral do Senado um guichê de distribuição de empregos e salários entre amigos, na última década e meia.

A noite na casa de Temer expôs um Sarney que fez história, mergulhou no vício solitário do poder e vive o autêntico outono do patriarca. A ideia de disputar pela segunda vez a presidência do Poder Legislativo já foi um arroubo extemporâneo. Como revelam alguns dos amigos mais íntimos, a real motivação para essa disputa foi a conquista de um cargo político poderoso para enfrentar a investigação que a Polícia Federal fazia nas empresas da família, a Operação Boi Barrica.

A PF chegou a pedir ao juiz da 1ª Vara Criminal de São Luís a prisão preventiva de um filho de Sarney, Fernando, e da nora, Teresa Murad Sarney. O presidente do Congresso temia que a espetacularização que caracterizava as operações da PF naqueles dias acabasse por levar até a prisão da neta, filha de Fernando e Teresa. Em conversa com amigos, chegou a desabafar: “Para protegê-la mandei que só dormisse com a avó” - a família temia uma operação de busca, apreensão e prisão na residência de São Luís.

OCASO
Quem acompanha há mais tempo - e de perto - a trajetória do senador identifica dois atores políticos distintos: o “Sarney do Maranhão”, que virou senador pelo Amapá, e o “Sarney nacional”. O do Amapá, que garantiu a manutenção da sua vaga no Congresso, passa despercebido. O do Maranhão ganhou oxigênio político com a volta da filha Roseana ao governo estadual. Mas o Sarney “nacional” hoje é politicamente mais frágil que o de novembro do ano passado, antes da disputa renhida com o PT pelo comando do Congresso. A briga com o senador Tião Viana (PT-AC) estendeu-se após a eleição e deixou sequelas que não amenizam.

Na avaliação de um dirigente do PT, Sarney continua “muito forte” com o lulismo, mas desgastou-se com o petismo. O PT absorve no limite estritamente necessário sua aliança com o Planalto, mas sempre que pode deixa clara a incompatibilidade dos DNAs políticos. A soma desses fatores expõe um Sarney frágil e compõe a fotografia de uma liderança histórica em declínio, em que pese a reconquista do poder regional, por meio da filha, Roseana, que o TSE devolveu ao governo do Maranhão.

A volta da senadora ao Palácio dos Leões dá gás ao chamado grupo sarneysista, que vinha perdendo espaço no Estado. Com a retomada da máquina do governo, a tendência é recuperar a base perdida para Jackson Lago (PDT), cassado por abuso de poder econômico. Prova disso é que, quando assumiu o governo em 17 de abril, Roseana e seu grupo eram minoria na Assembleia. O placar em favor de Lago e seus aliados era de 42 a 16. Menos de dois meses depois, Roseana já contabiliza o apoio de 30 deputados estaduais, mas a repercussão disso na liderança nacional de Sarney é praticamente nula.

O ocaso da liderança do patriarca Sarney se dá por fatores múltiplos, em que o cronológico é o de menor relevância. Aos 79 anos de idade, com boa saúde e aparência, Sarney se vê distante da geração dos políticos locais. Lá se vão 30 anos desde a última vez em que disputou uma eleição no Maranhão, onde a maioria dos atuais prefeitos não o conhece pessoalmente. Só um projeto nacional em torno de Roseana teria poder de reverter a curva descendente em que ele se encontra, como ocorreu nas eleições de 1994 e 1998, mas principalmente depois da morte do deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), quando ela passou a ser alternativa das correntes mais conservadoras à sucessão de Fernando Henrique Cardoso. Veio o caso Lunus - operação da PF que apreendeu mais de R$ 1 milhão em espécie em empresa da família durante a campanha eleitoral -, que alijou Roseana da disputa e jogou Sarney nos braços do PT (ele atribuiu a operação a uma conspiração do hoje governador José Serra, então candidato do PSDB ao Planalto).

ACM
Tal cenário gera efeitos semelhantes ao experimentado pelo ex-senador Antônio Carlos Magalhães - assim como Sarney, uma liderança nacional consolidada a partir de um império político regional. A longevidade da cultura política fisiológica de ambos transformou-os em líderes com doutrinas próprias que passaram a integrar o vocabulário político brasileiro: o “carlismo” e o “sarneysismo”. Ainda em vida, ACM assistiu à lenta deterioração do carlismo, como Sarney experimenta agora em relação ao sarneysismo. O grupo carlista sobrevive à morte de ACM na Bahia, mas não dá mais as cartas do jogo político nem está na linha de frente da disputa pelo poder. Assim como os “sarneysistas” se escoram apenas na figura do patriarca e na posição institucional que Sarney ocupa no Congresso. Olhando o panorama nacional, a tendência é de declínio.

Depois de enfrentar a campanha do “Xô Sarney” em uma eleição difícil contra Cristina Almeida no Amapá, o senador acabou mostrando que a visão apurada da velha águia política, que lhe rendeu cálculos políticos precisos e o levou à Presidência da República -, começa a dar sinais de alguma miopia. Forçado a disputar a sucessão do Senado, calculou que poderia ser guindado à presidência sem disputa. Errou.

Contou com o apoio de Lula para influir a seu favor, mas não aconteceu bem assim. Cometeu novo equívoco quando supôs que seria fácil derrotar Viana. Quis vestir o figurino confortável de candidato da instituição, com o apoio da oposição, mas não teve os votos do PSDB que contava como certos. Mal assumiu a cadeira de presidente, teve de afastar seu amigo e compadre Agaciel Maia da diretoria-geral, algo que julgou ser possível evitar se derrotasse Tião Viana. Por fim, não teve a dimensão do escândalo que abalaria o Senado e achou possível evitá-lo com a mesma fórmula de 14 anos atrás, de contratar uma consultoria da Fundação Getúlio Vargas.

As feridas da disputa com o PT já tinham evoluído da fase da sangria para uma hemorragia política que transformou a FGV em ator figurante. Alimentada por setores do funcionalismo do Senado que sonhavam em tomar o poder com Tião Viana, a oposição a Sarney trouxe denúncias que lhe atingiram diretamente: um auxílio-moradia pessoal indevido e um neto exonerado por ato secreto, depois de flagrado em nepotismo explícito. A estratégia de transferir ao primeiro-secretário, Heráclito Fortes, o ônus das explicações sobre as denúncias contra o Senado não funcionou mais. Sarney se viu obrigado, ele mesmo, a dar declarações em defesa própria.

Nesse ponto, o fator cronológico passa a ter importância. Sarney já fez as contas e sabe que não terá mais tempo para recuperar o desgaste de imagem e renascer forte aos 81 anos, quando termina o mandato à frente do Senado. O clima já não lhe será tão favorável como parecia profetizar ao recusar-se a ir para o jardim da residência oficial da Câmara na noite da última segunda-feira: “Está muito frio lá fora.”