domingo, 14 de dezembro de 2008

Roberto será diplomado?

Esqueçam todas as decisões do juiz Marconi Pimenta - cassação de registro de candidatura, suspensão dos direitos políticos, não diplomação e novas eleições.
Por força de liminar, o prefeito eleito Roberto Góes (PDT) será diplomado nesta segunda-feira, às 19h no Teatro das Bacabeiras, e no dia primeiro de janeiro assume o governo municipal. A decisão é provisória, até que seja julgado o mérito.
Como o julgamento do mérito neste país dura uma eternidade, vamos torcer para que Roberto faça um bom governo, cumpra pelo menos a metade das promessas que fez e tire Macapá do buraco e os buracos de Macapá.

Atenção!
Atualização às 17h39- Tentei checar esta informação com a assessora de comunicação do TRE-AP, jornalista Dione Amaral. Ela disse que por enquanto não tem informações sobre isso pois estava fora da cidade. Uma mensagem, via celular, enviada por Dione na sexta-feira à noite sobre a liminar em relação ao primeiro processo só chegou aos destinatários na manhã de hoje. No meu celular chegou precisamente às 9h52 (coisas do péssimo serviço oferecido pela telefonia celular no Amapá). Pode ser que esse atraso na entrega da mensagem aos destinatários tenha gerado toda uma confusão, mas pode ser também que realmente haja essa segunda liminar como garantem os partidários de Roberto Góes. Como o TRE não funciona hoje está muito difícil saber da fonte oficial se existe ou não esta liminar.
Vamos aguardar!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Nova eleição

Nem Roberto Góes (PDT) nem Camilo Capiberibe (PSB)

Se depender do juiz Marconi Pimenta nenhum dos dois candidatos que passaram para o segundo turno na disputa pela Prefeitura de Macapá assumirá o governo municipal.
Em dois processos, Marconi cassou o registro do prefeito eleito Roberto Góes (PDT).
Os pessebistas entendem que mantida a cassação de Roberto Góes no TRE ou no TSE quem deverá ser diplomado e empossado é Camilo Capiberibe, que ficou em segundo lugar.
Mas o juiz entende que deverá haver uma nova eleição dentro de 40 dias, no máximo.

Sobre a cassação de Roberto Góes

O TRE-AP acaba de divulgar nota sobre a cassação de Roberto Góes.
Eis a nota:

"Pela segunda vez, o prefeito eleito de Macapá, Roberto Góes, tem seu registro cassado pelo juiz da 10ª Zona Eleitoral, Marconi Pimenta. A nova sentença foi publicada antes da decisão do juiz do TRE, Marco Miranda, que deferiu o pedido de liminar impetrado pelo candidato e sua vice, Helena Guerra.
O juiz Marco Miranda alegou nulidade na primeira sentença por não haver citação da vice Helena Guerra. Na segunda sentença, quem entrou com a ação foi a Coligação Frente pela Mudança, que tem como candidato Camilo Capiberibe. A acusação é a captação ilícita de sufrágio, através da Secretaria de Inclusão e Mobilização Social.

Penalidades
Na segunda sentença, Roberto Góes e sua vice Helena Guerra tiveram seus registros cassados, além de aplicação de multa no valor de 40 mil (UFIR). Para ser diplomado, o candidato terá que entrar com um novo pedido de liminar. O juiz Marconi Pimenta entendeu pela necessidade de novas eleições majoritárias no prazo de 20 a 40 dias."

Extra! Extra!

O juiz eleitoral Marconi Pimenta acaba de cassar pela segunda vez o registro de candidatura do prefeito eleito de Macapá Roberto Góes (PDT), acusado de captação ilegal de votos dentre outros crimes.
Daqui a pouco venho contar os detalhes.
Aguarde!

Bom dia!

"Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras."
(Artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos)

Repercutiu

O post “Não dá, senador” sobre o pronunciamento do senador José Sarney (PMDB) lamentando o fechamento do jornal Tribuna da Imprensa, lembrando que a aqui no Amapá ele mandou fechar blogs e jornais, tirar programas de rádio do ar e processou um monte de jornalista repercutiu em importantes sítios, blogs e portais brasileiros.
Selecionei alguns.
Clique e confira:

Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação


Portal Imprensa

Imprensa Livre

Portal Comunique-se

Prosa e Política

Sérgio Rubin

Chico Bruno

Jubal Cabral Filho

Ernâni Motta

Jornal da Besta

Repiquete

Notícias Daqui

Amapá Net

Blog do Paulinho

John Cutrin

Aprendeu com o coroné

Pagot processa Adriana Vandoni

A jornalista Adriana Vandoni, colaboradora de vários sites,está sendo processada por Luiz Pagot, diretor geral do Dnit, por matéria que escreveu em seu blog www.prosaepolitica.com.br

Adriana não foi notificada, mas soube pela imprensa que já tem até audiência marcada para se explicar perante a juíza.

Em vista disso, o advogado de Adriana distribuiu esta nota a imprensa:

Adriana Vandoni, representada por seu advogado Eduardo Mahon, diante da notícia de que estaria sendo processada pelo Diretor-Geral do DNIT, Luiz Antônio Pagot, vem a público afirmar que não recebeu qualquer intimação a respeito do caso e desconhece os termos da inicial. Em revista aos termos da matéria publicada, suposta motivação do pedido de explicações, queremos reforçar as convicções estampadas e ratificar integralmente a liberdade de imprensa e de convicção ideológica de cada qual. O gestor público, seja quem for, está predisposto a receber críticas e conviver com elas e não é através de expedientes que revelam constrangimentos ao direito assegurado constitucionalmente de livre manifestação que serão capazes de conter a legítima oposição à gestão pública. Aliás, não é a primeira vez que jornalistas são alvo do grupo ligado ao Sr. Governador do Estado. Felizmente, o Supremo Tribunal Federal suspendeu a vigência da hedionda lei de imprensa, forjada pelo autoritarismo militar brasileiro, libertando os cidadãos de quaisquer tipos de pressão. Portanto, caso se confirme a notícia do processo intentado contra Adriana Vandoni, será mais uma oportunidade de demonstrar à sociedade mato-grossense e brasileira a face da democracia, de um lado, e da ausência dela, de outro; de como o poder quer castrar o que a imprensa livre conquistou pagando um alto preço pelo fim da censura, seja ela explícita, seja velada por meio de constrangimentos.


Esta blogueira se solidariza com a jornalista Adriana Vandoni e repudia mais este atentado à liberdade de expressão, a tentativa absurda e ridícula de Antônio Pagot de rasgar a Constituição Brasileira e jogar na lata de lixo a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Uma crônica de Ademir Pedrosa

Pra não dizer que não falei das flores
Ademir Pedrosa

A idéia de plantar flores nas ruas é poética. Plantar flores para florir e perfumar as ruas de nossa hiléia tropical me enche de romantismo, e é bem capaz de me fazer nascer uma flor na lapela e uma namorada no braço. Já me vejo passear liricamente de mãos dadas por entres canteiros de alamedas, ruas e avenidas de Macapá, com uma imensa begônia na lapela.

A idéia de plantar flores não é apenas poética, mas um exercício politicamente correto e providencial. Mas convém cuidar; regá-las sempre; podá-las de vez em quando; catar as ervas daninhas, e vez ou outra condimentar a terra do canteiro. E desse zelo que advém o vigor de vegetação nas plantas. Carinho e afeto é sempre muito bom; e é desse viço que a natureza clama. No entanto, se só plantar, elas vão malograr. Como aconteceu com os canteiros da Iracema Carvão Nunes e da Mendonça Furtado. Como malograram as da Praça da Bandeira e da Praça Floriano Peixoto. Plantaram e deixaram lá a deus-dará. Feneceu uma por uma.

Fui a um festival de música em Curitiba, no Paraná. Estava numa agência de viagem que ficava numa alameda cheia de canteiros de flores, e onde não passava carro, tipo Alameda Serrano. Estava nessa agência para marcar minha passagem de volta à Macapá. Quando vi, passou na frente da agência um carro de bombeiro. Estranhei, pois acabara de verificar que aquela ruela era destinada a passeio de pedestres. Saí pra ver, era um carro-pipa com um grupo de jardineiros munido de tesoura, tosquiador, regador; uma parafernália de instrumentos para cuidar caprichosamente das plantas. Aí eu pude compreender porque ali as flores são tão vivas e belas. Eles cuidam.

Curitiba é a cidade das flores, dado ao seu clima favorável a esse tipo de cultivo, uma espécie de Amsterdam da América Latina, onde a estação da primavera parece se prolongar indefinidamente... E eles laboriosamente cuidam de suas plantas. Aqui em Macapá, onde a intempérie, a rigor, é desfavorável a essa cultura, onde temos um sol de oitenta graus de temperatura à sombra, onde reina um bilhão de formigas de fogo e saúvas, capaz de devorar uma safra inteira de flores em Amsterdam; querem que aqui as plantas floresçam ao deus-dará? Demorou!

A jornalista Alcinéa Cavalcante sugeriu à população que plantasse flores em frente das suas casas. E até mostrou um pé de jasmim que a irmã plantou, e que agora perfuma a atmosfera do seu bairro. Isso deve ser uma vocação hereditária que herdou do pai, o poeta Alcy Araújo. Li, já faz algum tempo, um de seus poemas que fala de chuva de um crepúsculo vespertino, e até hoje esse fragmento está impregnado de perfume em minha memória:
Lavada
gotejante minha roseira
espiou pela janela: deu
de cara comigo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Não dá, senador!

Através de sua assessoria o senador José Sarney (PMDB) me envia matéria intitulada "Em defesa da imprensa livre" com pedido para que seja publicada aqui no meu blog.
A matéria é sobre um pronunciamento que ele fez lamentando o fechamento do combativo jornal Tribuna da Imprensa.
Mas logo o Sarney que aqui no Amapá, em 2006, pediu o fechamento de blogs, jornais e mandou tirar do ar programas de rádio. Que homem é este que no Amapá é contra a imprensa livre e no resto do país faz pose e discurso de defensor da liberdade de imprensa?
Que homem é este que no Estado que lhe dá de presente o mandato de senador usa todos os meios para calar as vozes que têm a ousadia de contestá-lo e que no resto do país posa de defensor de jornalistas corajosos?
Não dá, senador, para publicar a matéria que o senhor me enviou. O seu lamento pelo fechamento da Tribuna soa muito falso, afinal aqui em Macapá o senhor mandou fechar blogs, jornais, tirar programas de rádio do ar, o senhor condenou vários jornalistas ao desemprego, ao pagamento de multas estratosféricas e a ter o nome no Cadin, o que impede que os jornalistas que o senhor condenou possam abrir uma empresa para começar um pequeno negócio seja na área de comunicação ou em outra qualquer, impede até que os cônjuges desses jornalistas possam acessar financiamento para aquisição da casa própria, como impede acesso a qualquer crédito, como um empréstimo bancário para um tratamento médico.
Decididamente, senador, não dá pra publicar tal matéria. Ninguém aqui vai acreditar nas suas palavras.
Ou será que o senhor mudou?

A lista de presentes

Não, gente.
Eu não esqueci a lista de presentes de Natal para os políticos.
Todas as sugestões que vocês estão mandando estarão na lista que será publicada nos próximos dias.
Podem ir mandando mais sugestões.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

PF apreende 19kg de cocaína

O feriado começou com apreensão de drogas e prisão de seis traficantes

A Polícia Federal apreendeu na manhã de hoje em Macapá 19kg de pasta-base de cocaína, na casa de um empresário no bairro Açaí. O empresário traficante é dono de dois frigoríficos em Macapá e um em Altamira, no Pará.
Além da droga foram apreendidas duas motos e dois mil reais. Seis pessoas foram presas.

A PF não divulgou os nomes dos presos, apenas as iniciais.
L.C.S.T. são as iniciais do chefão do bando e dono dos frigoríficos. A mulher dele, de iniciais E.H.M. também foi presa. Era na conta corrente dela que entrava todo o dinheiro da comercialização das drogas, além disso ela ajudava o marido diretamente na venda do bagulho.

Em nota distribuída agora há pouco a Polícia Federal informa que “ os federais investigavam os traficantes e acompanharam todo o transporte da droga desde Altamira/PA, local de saída do barco, até Macapá/AP onde foi escondida em uma residência no bairro Açai. Os agentes federais, com o apoio do BOPE da Polícia Militar do Amapá e da Guarda Municipal, se deslocaram para o local e montaram campana observando a movimentação na residência.”
Quando duas pessoas numa moto Titan vermelha chegaram ao local para comprar droga, foram abordadas e presas em flagrante. Na casa os agentes encontraram uma moto bis cor preta e 19kg de pasta de cocaína acondicionados em 18 pacotes.

L.C.S.T, 31 anos - o dono de dois frigoríficos em Macapá e um na cidade de Altamira/PA que eram utilizados para “lavar” o dinheiro do tráfico - também é o proprietário de duas casas aqui em Macapá que estão em nome de G.S.L, 36 anos, preso por ser o “Gerente” que administrava a distribuição dessa droga. Foram presos também J.M.B.B., 39 anos, G.S.L., 36 anos, E.R.S., 30 anos e E.N.S., 28 anos.

A PF vai pedir o bloqueio das contas bancárias e todos os bens da quadrilha.

Vou ali

pesquisar uns presentinhos. Volto depois do almoço com uma lista de sugestão de presentes de Natal para os políticos.
Quer me ajudar a fazer a lista? Então deixa a tua sugestão aí na caixinha de comentários.

"Alguma coisa muito bela vai acontecer na cidade, porque a estrela tem música e o céu está perfumado nestas noites claras em que os anjos passam apressados no azul. E o azul é mais azul e a luz é mais luz. Deve ser tempo de nascer esperança."
(Alcy Araújo)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Diga aí, Ivan!


“Há onze anos eu estava prestando vestibular pelo terceiro ano seguido, mas era a primeira vez que tentava somente em faculdades particulares. Muitos estudantes macapaenses naquela época, sem muitas opções de cursos superiores na cidade, tentavam aprovação fora do Estado. Naqueles anos havia uma demanda muito grande pelos vestibulares do Sul e Sudeste por parte dos vestibulandos de Macapá, e eu, além de Belém, onde já estava morando, fui fazer no interior gaúcho. Outros faziam no interior paulista ou no interior mineiro, e praticamente todos também tentavam em Belém, não poderia deixar de ser diferente, era tradição. Sentindo um frio danado em pleno verão gaúcho, eu ficava tentando me imaginar morando tão longe da minha terra natal. A cidade onde eu estava nos recebia muito bem, até porque encontrávamos tantos amapaenses já cursando faculdade por lá, que nos sentíamos 'mais perto de casa'. Éramos muitos estudantes de Macapá, espalhados pelas pensões, pousadas e casas de família também, que aproveitavam a cidade cheia em época de vestibular para alugar quartos e faturar um dinheiro extra. No dia do vestibular, terminadas as provas, todos saíam em busca dos bares, pizzarias, restaurantes, locais movimentados onde comemoravam a realização do processo seletivo. O grupo de vestibulandos macapaenses da pensão onde eu estava resolveu dar uma passada pela faculdade pra saber dos gabaritos, resultados, datas de matrículas... e pra nossa surpresa, ao passarmos em frente a uma grande mesa cheia de pessoas, aparentemente funcionários da faculdade, que comemoravam o término das provas bebendo grandes canecas de cerveja, fomos aplaudidos de pé, ovacionados por muitos outros que também circulavam pela faculdade, e todos gritavam: "viva o Amapá! Viva!". Éramo$ adorado$. Ah, sim! Também passei no vestibular de lá, obviamente.”

Bisneto de Mestre Oscar, o poeta, administrador e acadêmico de Direito Ivan Daniel da Silva Amanajás, está fora de Macapá desde 1993, mas anuncia que em 2009 volta de vez.
Ivan mantém o blog
Revelações de minh’alma

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Roberto Góes recorre

Os advogados do deputado estadual Roberto Góes (PDT), prefeito eleito de Macapá, vão atacar em duas frentes a decisão do juiz eleitoral Marconi Pimenta, da 10ª Zona, que cassou o registro de sua candidatura. Junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, os advogados ingressarão com Recurso Ordinário e com Ação Cautelar.
O recurso ordinário é contra a cassação do registro, enquanto a ação cautelar visa dar efeito suspensivo a decisão do juiz Marconi Pimenta, permitindo que Roberto Góes seja diplomado no dia 15 deste mês e tome posse no dia 1º de janeiro de 2009.

O mesmo aconteceu com a prefeita eleita de Laranjal do Jari, Euricélia Cardoso. Como Roberto Góes, ela foi acusada de abuso de poder e captação ilícita de votos. Por conta disso teve o registro de sua candidatura cassado pelo juiz Walcir Marvulle. Seus advogados recorreram ao TRE impetrando recurso ordinário contra a cassação e ação cautelar para garantir a diplomação e posse, mas o TRE manteve a decisão de Marvulle e vai diplomar Barbudo Sarrafo – que foi o segundo colocado na disputa pela Prefeitura daquele município, a não ser que Euricélia ganhe a questão no TSE.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

ado-a-ado


Hummmmm ... será que vai ter nova eleição?
Ado-a-ado eu já tô todo animado!

hein?



PF conclui investigações

Olha aí o empresário Eike Batista mais uma vez todo enrolado. Desta vez porque suas empresas destruíram sítios arqueológicos no Amapá.
Veja o que informa a Polícia Federal:

"Desde novembro de 2007, a Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal do Amapá – DELEMAPH, investiga notícia de danos a sítios arqueológicos ocorridos durante o processo de instalação das sociedades empresariais Mineração Pedra Branca do Amapari (MPBA) e MMX Amapá Mineração Ltda.
Primeiramente, as investigações concluíram que os licenciamentos ambientais das empresas não seguiram os trâmites estabelecidos pela legislação federal, no que se refere à avaliação dos impactos dos empreendimentos sobre o patrimônio cultural, inclusive sobre os sítios arqueológicos

Com relação à MPBA, existem elementos informativos de que embora alertada sobre a necessidade do monitoramento arqueológico, a empresa destruiu alguns sítios, dois deles situados na região do Urucum, no final do ano de 2006/início do ano de 2007. Com efeito, tanto a empresa MPBA como o seu representante legal foram indiciados no art. 62, inciso I, da Lei n. ° 9.605/1998, uma vez que não condicionaram a implantação ao constante e essencial monitoramento arqueológico, assumindo os riscos de produzir os danos aos sítios arqueológicos.

A MMX, por seu turno, já se obrigou a pagar R$6.000.000,00 (seis milhões), a título de compensação, pela necessidade de readequação do processo de licenciamento ambiental, aí incluídas as questões arqueológicas. Todavia, o relatório reuniu indícios de que, mesmo após a celebração de termo de ajustamento de conduta, houve continuidade de danos ao patrimônio arqueológico. Em consequência, diante do descumprimento da obrigação legal de cuidado, proteção e vigilância aos sítios arqueológicos, a empresa e representantes legais dela foram indiciados, da mesma forma, no art. 62, inciso I, da Lei n. ° 9.605/1998.

Nos próximos dias, em complemento ao relatório final, será encaminhado ao Ministério Público Federal o resultado dos exames periciais realizados pelo Setor Técnico Científico da Policia Federal do Amapá, quando do cumprimento do mandado de colheita de provas na empresa MMX, em julho deste ano.

O art. 62, inciso I, da Lei n. ° 9.605/1998 (Destruição, deteriorização e inutilização de bem protegido por lei) prevê pena que varia de um a três anos de reclusão e multa."

Tim-tim!


Meu amigo radialista Cliver Campos aniversariu ontem mas hoje a festa continua nos bares, blogs, estúdios e por onde mais estão espalhados os amigos desse cara super alto astral e com um coração desse tamanhãooooo.
Feliz aniversário, menino. De presente vou te dar uma camisa do Maracatu pois aquela do Piratão não combina contigo rsssssss

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Extra! Extra!

A sentença ainda não foi publicada, mas a decisão vazou: o prefeito eleito Roberto Góes (PDT) teve seu registro de candidatura cassado.
No entanto, nada que possa levar os pedetistas ao extremo desespero, pois Roberto - que está em Brasília - pode recorrer ao TRE e se perder ainda caberá recurso ao TSE.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Boa tarde!

“Quero colocar uma guirlanda na minha vivenda não para mostrar aos outros, uma jóia do artesanato, mas alertar a cada um que aqui tem um espírito esperançoso em que a felicidade precisa prosperar...”
(André Wernner)

Vê se pode

Eleito para um cargo municipal, o sujeitinho vive batendo perna em órgãos estaduais pedindo a cabeça de quem não votou nele.

Novo blog no ar

Um espaço para discutir as questões relacionadas com a cultura. É assim o blog Cultura sem Fronteira, que entrou há poucos dias no ar. Nele o internauta pode e deve sugerir, levantar e debater de forma democrática a questão e o significado da cultura.
Cultura sem Fronteira é pilotado por Jocivaldo França Ramos, o Jojoca, que foi meu aluno na Escola Integrada de Macapá nos anos 80.
Formado em Ciências Sociais, professor universitário e pós-graduado em Educação Ambiental, Jojoca é o coordenador da Casa Brasil, em Santana.
Visitei o blog do meu ex-aluno, gostei e por isso recomendo a todos que se interessam pelas questões culturais.

O endereço é http://www.culturasfap.blogspot.com/

Sarau poético

No palco eu e os alunos da turma 124 da Escola Tiradentes

Um dia pleno de cultura. Foi assim a sexta-feira na Escola Estadual Tiradentes, com espetáculos de dança e música, teatro e o sarau poético “Saudações à poesia tucuju”.
O sarau foi realizado pelos alunos de Literatura da professora Adriana Abreu e homenageou os poetas Paulo Tarso, Herbert Emanuel, Ozéias, Carla Nobre e Alcinéa Cavalcante, esta que vos escreve.
Os estudantes deram um show no palco declamando poesias,
fazendo performance, enquanto num telão passava um vídeo sobre o poeta em questão.

Emoção na platéia

Professora Adriana Abreu levando a poesia amapaense para a sala de aula

Volto depois do almoço

Vou ali comprar um peixe, cuidar, temperar, assar na brasa e comer com sal, limão e farinha.
Volto depois do almoço.

Diga aí, Paulão!

“Néa,
Vou começar dizendo da Macapá da tranqüilidade da minha infância. De ter nascido na Rua São José e ter sido "aparado" pela parteira Inezelina, a dona Inês, que acabou sendo minha madrinha de batismo. E me parecer que sua também. Digo do quanto foi bom jogar bola na beira da praia e tomar banho no trapiche Eliezer Levy (meu pai era marítimo, e aí ficava mais fácil). Felicidade foi estudar em uma escola que ficava na Rua da Praia (área hoje ocupada pelo hotel) e depois correr pela área do estaleiro e fechar com um sorvete no Macapá Hotel.
Depois veio a convivência na Praça da Matriz, a participação no grupo escoteiro São Jorge e a paixão pelo Juventus. Não tem como não lembrar o curso de Admissão (lembra?) no Barão do Rio Branco, o ingresso no IETA e os jogos estudantis (fui atleta dos bons), sempre fazendo amigos. Digo da mudança para o bairro do Trem, a paixão pelo Ypiranga e por Piratas da Batucada. Digo da construção de grandes amizades e do conhecimento de pessoas que ajudaram na minha formação. Algumas delas já se foram, mas sem realmente partir.
Digo com tristeza da Macapá atual, abandonada pelo Poder Público e deixada de lado por homens do poder que tentam nos enganar todos os dias com a "conversa mole" de sempre. Eles não gostam da cidade. Mas digo que continuo com fé na vida, com fé no que virá. Um grande abraço a você e aos que curtem este seu espaço na internet.”

Paulo Silva, 53 anos, jornalista e radialista. Foi diretor das rádios Difusora e Nacional e de O Liberal Amapá,, além de ter ocupado outros cargos públicos. Atualmente é coordenador editorial do Jornal do Dia e um dos apresentadores do programa Tribuna da Cidade, na Rádio Cidade 101-FM.
É um dos mais responsáveis e éticos jornalistas que conheço.
Conheci o Paulão em 1975, magrinho. Eu trabalhava no Jornal do Povo e ele na Rádio Difusora.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O entardecer em Macapá

Diga aí, Flávio!


“O falecido Celso Saléh amava o Amapá. Casado com a amapaense Ilka Maria Barriga Saleh, foi presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), comunista e chefe de gabinete de diversos presidentes do Senado, incluindo entre eles, Mario Martins e Petrônio Portella. Esse perfil de comunista, líder estudantil com um discurso fervoroso se deu num passado distante. Depois de preso pelo golpe militar de 1964, foi solto fazendo carreira de funcionário público no Amapá até entrar no Senado, onde era gentil, educado e competente técnico legislativo (o seu trabalho das 5h. até 10h30 correspondia ao trabalho de três dias de um funcionário comum). Isso durante parte da madrugada e dia. Depois, como era chegado a uma birita, ia descansar. Mas nesse período é que morava o "perigo". Ele virava aquele líder estudantil, com um discurso vibrante, irônico, questionador de tudo e de todos. Assim, em 1990, candidato pelo Amapá a uma cadeira no Senado, Saléh andava a busca de votos. Na ida todos gostavam daquele ser dócil, inteligente, educado. Na volta, se assustavam com o discurso de um candidato irreverente, sem medo, que "baixava o pau" nos militares. Não foi eleito. Se recusou a elogiar no rádio o candidato do mesmo partido ao senado, Henrique Almeida (que depois se elegeu), e ainda disse no ar que era um candidato do povo, não de um homem! Eu vi o seu número que terminava em 21 se transformar em 27 (Sérgio Barcellos), nas mesas de apurações dos votos. Informado do fato, Saléh apenas disse: "Eles não me queriam deputado independente!".

O jornalista Flávio Barros é carioca, mora em Niterói (RJ) mas passou uma temporada em Macapá, onde trabalhou em vários jornais, dentre eles o Jornal do Dia.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Agradeço, mas não vou

Recebi convite para um café da manhã, amanhã, na sede reformada e gradeada da OAB.

Agradeço a gentileza do presidente Washington Caldas, mas não vou.

Me recuso a tomar café na sede da OAB enquanto o leão permanecer na jaula. Nada nem ninguém vai me convencer que foi por uma questão de segurança que enjaularam o inofensivo leão.

Meus sobrinhos são feras

Marcelino Neto, o Thité, filho do Alcione e Vilma foi aprovado no vestibular para Farmácia na Cesupa. E hoje é aniversário dele, portanto, parabéns em dobro pra ele.
Alcy Araújo Cavalcante Neto, filho do Zoth e Naira, passou no vestibular para Engenharia Ambiental em Manaus.
E Ricardinho, filho da Alcilene e Dias, passou na primeira fase do vestibular da Unifap. Ricardinho está prestando vestibular como treineiro, pois ainda está no segundo ano.
A titia aqui tá toda orgulhosa com a vitória dos lindos e tão amados sobrinhos.

Tim-tim!

Parabéns em dobro pro meu sobrinho Marcelino, o Thité, filho do Alcione e Vilma, que passou no vestibular da Cesupa e faz aniversário hoje

Corrêa Neto (com Dias e Alcilene) completa 70 anos hoje. É um mestre na arte de fazer jornalismo e na luta pela liberdade de expressão.

Tô na maior correria, mas vim aqui rapidinho para registrar o aniversário de três pessoas muito especiais para mim: o meu sobrinho Marcelino, o Tité, filho do Alcione e Vilma; o jornalista Corrêa Neto, que conheci na redação do Jornal do Povo no início dos anos 70; o poeta José Queiroz Pastana, que foi meu aluno na Escola Integrada de Macapá . As amizades que começaram na redação do JP e na sala de aula perduram até hoje, porque há carinho, respeito e uma imensa ternura entre nós.

José Queiroz Pastana: um poeta de rara sensibilidade e sempre na luta pela valorização da literatura amapaense

Um novo livro

Quando o perfume do jasminzeiro da Alcilene se espalhou e uma estrela discretamente acendeu a noite, surgiu em mim, no Osvaldo Simões e no Rostan Martins o desejo de fazer um varal de poesias para brindar o nascimento do Messias – época em que se renovam as esperanças.
Um vento chegou de leve e reacendeu no velho fogareiro o cheiro do peixe assado saboreado no almoço. Este mesmo vento, que a Juritá diz ser um abraço de Deus, reacendeu em nossos corações a esperança de publicar um livro de poesias de forma conjunta, como fizeram os poetas Ray Cunha, Joy Edson e José Montoril em 1971, lançando o “Xarda Misturada”, sob as bênçãos do poeta cigano e lírico Isnard Lima.
Daí decidimos transformar nosso singelo Varal em livro, que será lançado ainda em dezembro, como um presente de Natal para nós e para nossos amigos.

Na correria – Como eu já disse aí cima estou na maior correria. Hoje, eu, Rostan e Osvaldo, passamos a manhã toda acompanhando a formatação do livro.
Logo mais participo de encontro do Uni-Verso, um seleto grupo de poetas e amantes da literatura, na galeria Alcy Araújo da Biblioteca Elcy Lacerda.
Depois vou abraçar meus queridos amigos Corrêa Neto e José Pastana, que aniversariam hoje.
Amanhã pela manhã estarei na Escola Tiradentes onde serei homenageada pelos alunos da professora de Literatura e escritora Adriana Abreu durante o sarau poético “Saudações à poesia Tucuju”.

Vou ali

Volto na hora do almoço com novidades.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ademir Pedrosa escreve:

Oi, Ana
Não conheço Bagé, sua cidade natal, de lá só conheço o “Analista de Bagé”, de Luis Fernando Veríssimo. Brincadeirinha. Mas conheço Encantado, onde você morou. No ano 2000, ou mais precisamente 19 de março – dia de São José, nosso Padroeiro – participamos do festival internacional de música do Mercosul, em Encantado, e ganhamos o 1º Lugar do VIII Canto da Lagoa, com a música “Nave Protonotária”, composição minha e de Cléverson Baía.

A música é de ritmo autóctone, do batuque do Igarapé do Lago daqui, cuja letra tem 89 versos em redondilha maior, e é uma retratação da linguagem do caboclo ribeirinho da Amazônia. A dançarina Nega Piedade, que fez a performance durante a música, ganhou o troféu “Destaque do Festival”. A crioula deu um show à parte, acompanhada pelo o rufar dos tambores de Nego Nena, Adelson Preto, Pedro Bolão e Nego Guto. Não é bacana? Viajamos de uma ponta a outra do País, e fomos contemplados com “Ouro” num dos festivais mais importantes do Brasil. Senti um puto orgulho de ser amapaense.

Chamar Encantado de bonito é redundante. O curioso é que em Encantado não há meninos de rua, nem nas ruas há mendigos; e a cadeia de lá está sempre de portas abertas, vazias; não há presos para ocupá-la. É um dos poucos municípios brasileiros com alto índice de qualidade de vida e com menor em analfabetismo, segundo a ONU. O povo é tri-legal e frade lóio, hospitaleiro. Isso é furtivos resquícios do estadista Leonel Brizola, que durante sua gestão, como governador, erradicou o analfabetismo naquele estado. Encantado é uma cidade bela, de belas mulheres; inclusive a Miss Brasil 2008, Natália Anderle, é de lá – muito prazer.

Durante o estádio em que estive lá, eu era tão feliz que me nasceu uma flor na lapela e uma namorada no braço. Conheci uma gaúcha encantada, com seu mesmo nome, Ana. E eu me apaixonei por ela. Ela tinha os olhos de cor híbrida – um olho verde-cintilante e outro de cor azul-turquesa. Nunca tinha visto nada igual. Fiquei mundiado com aquele olhar hipnotizador. Mas ela se recusou a vir pra Amazônia comigo. Disse que tinha medo de jacaré.

Seus pais são da região da Catalunha, na Espanha, e ela, além do peculiar sotaque gaúcho, tem também um sutil sotaque hispânico. Ela disse que gostava da minha fala carioquês, e me pediu que eu pronunciasse: barbaridade. Pronunciei, e ela riu à beça.

Vim embora, e nunca mais tive notícias da Ana. Numa cidade com pouco mais de 20 mil habitantes é bem capaz de você ter conhecido uma pequena com essas características somáticas: pele alvinha, alva de porcelana; cabelos de azeviche, negros da cor de ébano; os olhos híbridos; e de estatura mediana. Ela se chama Ana não sei de quê Tem gestos tímidos, mas álacres. Seu sorriso é espontâneo e admirável. Todas as vezes que ri, nascem-lhe duas covinhas na maçã do rosto, que dá vontade de comê-la – juro. A idade? Não sei precisar, talvez de quinze a trinta anos, por aí. Desde sempre erro essas adivinhações cabalísticas, paciência...

Ah, quase que me esqueci... ela tinha também um grácil estrabismo, que em vez de apoucar-lhe a beleza, dava-lhe mais charme ainda. Você pode achar que eu estava deveras mundiado por aquela moça, pois até mesmo o seu olho torto – e de olhar oblíquo – se constituía, para mim, numa beleza singular. A Ana era assim, sei lá... Se você conheceu ou conhece alguém assim, diga-lhe que os jacarés daqui são dóceis; e que eu nunca me esqueci dos seus olhos bicolores. Chau, Ana. Seja bem-vinda à Macapá.
Ademir Pedrosa

Diga aí, Walmar!

“Na saudade das gostosas lembranças da minha infância e juventude em Macapá, passam diversos filmes. Os cenários são tantos que vão desde o Jardim da Infância, no Barão do Rio Branco, com as professoras Lígia Cruz e Maria Façanha, até os homéricos porres com o Capi (Raimundinho), Fala Fina e Eury Farias. Aliás, com esses três companheiros eu vivi as maiores aventuras da minha vida. Em uma delas, nós, digamos assim, subtraímos, à noite, um pato da vizinha e fomos prepará-lo na casa do Eury, onde, infelizmente o gás havia acabado. Não havendo outra alternativa, fomos obrigados a escalpelar o pato, passar sal e colocar no fogo, feito no quintal, com restos de madeira, jornais e folhas secas. Até hoje eu sinto o gosto desse pato, que ficou duro, assim como borracha, mas que a fome deve ter temperado, porque acabou não sobrando nem o pescoço.
Em outra ocasião, nós compramos uma garrafa de cana e alguns tamuatás salgados no Igarapé das Mulheres, no fim da descida da Raimundo Álvares da Costa e, imitando o Meton Jucá, que já havia aprontado algo semelhante, nós pedimos ao rapaz da serralharia (creio que era do João Capiberibe), que assasse os tamuatás no maçarico de solda. Os tamuatás ficaram totalmente “sabrecados” e absolutamente impróprios para consumo. Então, nós compramos duas latas de sardinha e fomos para a beira do rio, na altura do final da Ernestino Borges, passando por cima daquelas saudosas pontes, onde o Eury encontrou a dona Maria Pula-Pula, que havia sido sua aluna no MOBRAL. A dona Maria Pula-Pula preparou uma das melhores sardinhas que eu já comi na vida, devidamente regada à uma legítima Canta Galo. Quanta saudade!”


Walmar Jucá é economista, funcionário do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Mora em Recife desde 1978, mas todo ano vem em Macapá matar a saudade dos amigos e comer tamuatá e camarão no bafo.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Mano, eu te amo!

Meu irmão Zoth, músico e funcionário da Petrobrás.
E porque te amo tanto sinto uma saudade danada de ti
e te desejo toda a felicidade do mundo.
Feliz aniversário, pequeno!

"Que te abeçoe o Anjo
que guarda a tua ternura
e não te falte jamais
a bênção do amor.
Que te abençoe o sol
nos dias luminosos de verão
também a música
e o vento que acaricia teus cabelos"
(Alcy Araújo, teu pai)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Perfumando

De tardezinha as flores de jasmim exalam perfume por toda a nossa rua. Este jasminzeiro foi plantado pela mana Alcilene na frente da casa dela para embelezar e perfumar a nossa rua.
Macapá seria bem melhor, mais agradável e bonita se mais pessoas cultivassem flores nas frentes das casas.

Caiu na rede

"Devido a quebra de Bancos, queda nas Bolsas, cortes no orçamento, crise nos combustíveis e pelo racionamento mundial de energia, informamos que a famosa luz no fim do túnel ... será desligada ".

Gitas e Gitinhas...

Doença de Chagas – Além do Zerão, há casos de Doença de Chagas no bairro Perpétuo Socorro e no município de Santana. A doença avança e até agora nenhuma campanha por parte dos governos estadual e municipal foi feita para esclarecer ou prevenir. Valha-nos quem?

É hoje – Às 15h, na 10ª Zona Eleitoral, a audiência do vereador reeleito Charly Jhone, acusado de comprar votos. Ele foi flagrado, pela Polícia Federal, na véspera da eleição com centenas de cadastros de eleitores e uma grande quantia em dinheiro dividida em cédulas de pequeno valor, supostamente para comprar votos.

Na Câmara - Já é prego batido e ponta virada: Rilton Amanajás (PSDB) será o próximo presidente da Câmara de Vereadores de Macapá. A briga agora é pelo cargo de primeiro-secretário.

Bebum – Um sujeito barrigudinho, aparentando 40 anos, estacionou o Siena preto por volta das 15h de ontem na avenida Almirante Barroso. Saiu do carro, colocou a latinha de cerveja em cima, botou o bilau pra fora e mijou à vontade na rua, sem se importar com três garotinhas que brincavam na calçada e saíram correndo com medo do homem. Um ônibus passou na hora e os passageiros vaiaram o bebum. Um vizinho pensou em denunciar o cara por atentado ao pudor, mas desistiu.
É... tem gente que quando toma umas latinhas aproveita para beber junto o juízo e a vergonha.

Pega – A Prefeitura de Macapá transformou a rua Hamilton Silva em mão única para diminuir o número de acidentes, mas não contava com a irresponsabilidade de playboyzinhos que aproveitam agora a rua larga e de sentido único para fazer pegas. Na sexta-feira, por volta das 19h, dois playboyzinhos faziam pega na rua, avançaram o sinal da Mendonça Furtado e atropelaram um ciclista que está entre a vida e a morte na UTI. Os irresponsáveis fugiram sem prestar socorro.

História - Os acadêmicos do curso de História da Faculdade de Macapá – FAMA, estão prestando serviços de museologia, arquivística e hienização para o Museu Histórico do Amapá Joaquim Caetano da Silva e para o Sindicato dos Profissionais em Educação do Estado do Amapá – Sinsepeap.

Tim-tim! – Professora e poeta Kiara Guedes, que pilota o blog poético http://nesteinstante.blogspot.com, trocando de idade hoje e recebendo paparicos de um montão de amigos. Feliz aniversário, menina!

Shopping - O Ministério Público Estadual recomendou ao Município de Macapá e aos órgãos licenciadores estaduais e municipais para que observem o fiel cumprimento da legislação ambiental na futura construção e instalação de um shopping center, na Rodovia Juscelino Kubitschek, em frente à Universidade Federal do Amapá (Unifap), considerando a previsão de derrubada de várias centenas de árvores para o espaço a ser construído.
O promotor de Justiça Haroldo Franco alerta que a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e as secretarias municipais Meio Ambiente (Semam) Desenvolvimento Urbano e Habitacional (SEMDUH) e de Obras (Semob) não devem emitir qualquer tipo de licença antes da realização de estudo de impacto ambiental e discussão dos relatórios do EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e do EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) em audiência pública, cujas despesas na realização deverão correr por conta dos representantes do empreendimento.

Solidariedade

Do blog do Ricardo Rayol
Santa Catarina pede ajuda. Se puderem enviem roupas, remédios, colchões etc através da defesa civil de sua cidade. Caso contrário, seja solidário e crie um grupo de arrecadação.

Diga aí, Ernâni!

“Por muitas vezes, depois de a televisão haver chegado a Macapá, ouvi as pessoas dizerem que não tínhamos opção de lazer, naturalmente, influenciadas pelas novidades vistas na telinha. Mas, posso dizer que era uma afirmação vaga, porquanto, na verdade, não nos faltava o que fazer para nos divertir.
E uma das lembranças que marcaram a minha adolescência e juventude foi o salão da Piscina Territorial, que ficava na Rua São José, por trás do Barão do Rio Branco. Lá, ao som dos melhores conjuntos (era assim que chamávamos o que hoje denominam de banda, como bem lembrou a Alcinéa, numa nota sobre a reunião dos “Cometas”) e as mais atualizadas “aparelhagens de som” (que eram os precursores dos “DJs” de hoje) dançava-se de rosto colado, tanto no sábado à noite, quanto no domingo à tarde, deixando os hormônios comandarem as nossas ações...
No salão da Piscina, aconteciam bailes em comemoração aos diversos acontecimentos. E muitos deles ainda hoje vivem nas minhas lembranças. Mas, a mais viva delas é o campeonato de quadrilhas de São João que conquistamos, como representantes do Grêmio Jesus de Nazaré, que reunia jovens do bairro homônimo. Que festa!
Pensando bem, quando acabaram com o salão da Piscina é que começamos a diminuir as nossas opções de lazer, em Macapá.
Acabaram com o salão da Piscina, o Grêmio Jesus de Nazaré também, mas, as lembranças essas ninguém apaga, nem o próprio tempo.”

Ernâni Motta, desde o Rio de Janeiro, cheio de saudades de Macapá, é bancário aposentado, jornalista, cronista e mantém o blog http://ernanimotta.zip.net/

Você sabia?

Cada litro de óleo de cozinha usado jogado no ralo é capaz de poluir 20 mil litros de água.
Em alguns estados as donas de casa coletam esse óleo em garrafas pet e encaminham para Ongs, instituições ou pequenas indústrias que usam esse óleo na produção de sabão.

domingo, 23 de novembro de 2008

Indo para a Igreja

Eu e meu marido pelas lentes do nosso filho

sábado, 22 de novembro de 2008

Feliz aniversário!

Todos os paparicos hoje são para a jornalista Denyse Quintas, assessora de comunicação do Sebrae-AP.

Querida por um montão de gente, Denyse é daquelas amigas que todo mundo quer ter: solidária, alegre e de alma linda.
Ah, pra festejar teu aniversário o Volney tá trazendo um pacu desse tamanhãoooooooo. O Camarada vai fazer o fogo e o Rostan fará o tempero, com muita chicória e limão.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Tá na Veja

Crimes eleitorais
TSE pode cassar mais sete governadores
21 de novembro de 2008


A cassação de Cássio Cunha Lima (PSDB), governador da Paraíba, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abre caminho para que outros sete governadores com processo em tramitação também percam seus mandatos. As acusações são, na maioria, de abuso de poder econômico e compra de votos.
Os políticos que estão na berlinda são os governadores Jackson Lago (PDT-MA); Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC); o de Rondônia, Ivo Cassol (sem partido); Marcelo Déda (PT-SE); Marcelo Miranda (PMDB-TO); José de Anchieta Júnior (PSDB-RR); e Waldez Goés (PDT-AP).
Entre os processos, o mais adiantado é o contra o governador do Maranhão. Lago, assim como Cassol e Anchieta, é acusado de comprar votos. Já sobre o governador de Santa Catarina pesa a denúncia de abuso de poder e propaganda ilegal no período das eleições. Contra Déda e Waldez as denúncias são de abuso do poder econômico e político.
O julgamento - No caso de Cunha Lima e o vice José Lacerda Neto (DEM), os ministros do TSE decidiram cassá-los por unanimidade na quinta-feira por usar programas sociais para distribuir dinheiro irregularmente. A defesa dos políticos afirmou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

Bom dia!


Quilombo do Curiaú, em Macapá-AP

ALERTA!

Não é só no Zerão que há surto da Doença de Chagas.
Já há casos da doença em outros bairros.

Diga aí, Rostan!

“Alcinéa, vou dizer pra você e para os amigos do seu blog três assuntos que considero de fundamental importância para nós todos. Tratam-se da nossa cidade, da nossa cultura e do povo, mas quero falar só de coisas bonitas.
A nossa cidade que é bela (ultimamente muito mal tratada) tem ruas largas, monumentos históricos e naturais e um desenho urbano considerado um dos melhores do mundo (paralelas e perpendiculares). A sua arquitetura também é linda. Acho que o que falta é mais amor pela nossa cidade, um gostar de paixão e não esquecer o passado.
A nossa cultura é muito linda, o nosso jeito de ser, o nosso falar, as nossas amizades, a cor da nossa pele (totalmente diferente de outras), o nosso marabaixo, o zimba, o batuque, coisas que só nós temos. Às vezes verificamos amapaenses escondendo a sua própria cultura. Uma pena!
E nós, povo amapaense, nós somos felizes, temos amigos, temos tempo, vivemos sorrindo e rindo, fazemos piadas de nós mesmos, jogamos conversa fora, temos tudo isso ao nosso lado. A felicidade está do nosso lado. Vivemos e convivemos com poetas, esportistas, autoridades, escritores, intelectuais, gente pitiú, ribeirinhos, todos juntos. Ah! como somos felizes, e ainda vemos muitas pessoas falando ao contrário. É por que não viram coisas horríveis que têm por esse mundo afora. Felicidades pra você e todos os seus leitores.”

Rostan Martins é arquiteto, professor universitário, radialista, escritor e mantém um blog super divertido (http://rostan.zip.net)

Hoje tem Marcha das Josys

É hoje, com saída às 16h do Campo Paraíso e chegada na Praça Cívica, a “Marcha das Josys”, movimento que denuncia a violência contra mulheres em Santana – o segundo maior município do Amapá e um dos mais violentos. A Marcha todo ano reúne uma multidão de homens e mulheres de todas as idades, integrantes de movimentos socais, segurança pública, pastorais e lideranças comunitárias que caminham pelas ruas de Santana.
Josycléia Guimbal, a Josy, era professora, tinha 30 anos quando foi assassinada com uma facada pelo seu ex-marido, que não aceitava a separação. O crime aconteceu em 2003, o assassino foi preso em flagrante pela população e entregue à polícia, ele ficou um ano na Penitenciária onde foi assassinado.
O crime comoveu a cidade e em 2005, a família de Josy com o apoio da Coordenadoria de Políticas Para Mulheres da Prefeitura de Santana, movimentos sociais e igrejas movimentam a cidade com a Marcha das Josys. Este ano a coordenadora de Políticas Para Mulheres, Isameire Cunha, estima que aproximadamente 5 mil pessoas participarão da Marcha.
(Com informações de Mariléia Maciel, assessora de comunicação)

Concurso do Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) abriu concurso para 225 vagas de analista ambiental. O salário é de R$ 4.115,37 para carga horária de 40 horas semanais.
Para o Amapá são cinco vagas.
O concurso é destinado a candidatos que tenham curso superior.
Mais informações você confere em
www.cespe.unb.br/concursos/ibama2008

Dengue e malária

Mais de 200 casos de dengue e 521 de malária já foram confirmados só este ano no município de Oiapoque.
A situação é tão preocupante que foi montada uma força-tarefa, composta pela Secretaria Estadual da Saúde, Exército e Prefeitura de Oiapoque para combater essas doenças. As ações começaram segunda-feira, 17, e vão até a próxima quarta-feira, 26.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Adiada audiência de Charly Jhone

O juiz da 10ª Zona Eleitoral Marconi Pimenta transferiu a audiência do vereador reeleito Charly Jhone, para segunda-feira, 24, às 15h. O adiamento ocorreu em virtude da ausência do candidato que apresentou atestado médico por meio do seu advogado Paulo Alberto dos Santos.
No dia 4 de outubro, véspera da eleição o vereador foi preso pelo Polícia Federal com uma grande quantia em dinheiro dividida em cédulas de pequeno valor, supostamente para comprar votos. Além da grana, a PF apreendeu na casa do vereador milhares de cadastros de eleitores.

Piadinha que rola nos blogs

Coisa de brasileiro
Um prefeito queria construir uma ponte e chamou três empreiteiros:
um japonês, um americano e um brasileiro.

- Faço por US$ 3 milhões - disse o japonês:
Um pela mão-de-obra.
Um pelo material.
E um para meu lucro.

- Faço por US$ 6 milhões - propôs o americano:
Dois pela mão-de-obra.
Dois pelo material.
E dois para mim. Mas o serviço é de primeira!

- Faço por US$ 9 milhões - disse o brasileiro.
Nove paus? Espantou-se o prefeito. Demais! Por quê?
Três para mim.
Três para você.
E três para o japonês fazer a obra.
- Negócio fechado! Respondeu o prefeito.

Olhar ecológico

Será aberta às 19h de hoje, no Sesc/Centro, a exposição fotográfica “Olhar Ecológico”, dos alunos do sexto semestre de jornalismo da faculdade Seama.
Com essa exposição, que se estende até o dia 29, os acadêmicos propõem idéias ambientais seguindo as abordagens romântica da natureza; denúncia de crimes e/ou infrações ambientais; tragédias ambientais; datas simbólicas relacionadas ao meio ambiente; e sócio-diversidade e populações tradicionais.

Gente da gente

Hoje todo meu carinho para esses amigos. É gente da poesia, carnaval, marabaixo, futebol, música, jornalismo e magistério. Gente de coração terno, alma linda, sorriso aberto. Gente de caráter e de luta, que nos orgulha e ajuda a fazer de Macapá uma cidade melhor.

Hoje tem Caminhada Zumbi e Missa dos Quilombos

Começa hoje, 20, a programação da Semana da Consciência Negra-XIV Encontro dos Tambores em Macapá. O evento reúne comunidades de afro-descendentes de todo o Amapá para homenagear Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, considerado um dos maiores defensores das causas envolvendo negros e negras.
A festa é uma mostra das tradições e fortalecimento da cultura afro de cada comunidade, incluindo a arte mostrada com a capoeira; religião, através dos cultos de matizes africanas como candomblé, umbanda e tambor de mina; culinária e artesanato e as danças tradicionais como marabaixo, batuque, zimba, tambor de crioula e sairé.
A programação será aberta com a Caminhada Zumbi dos Palmares, que sairá às 17h da Praça da Bandeira e segue até o Centro de Cultura Negra. Às 20h tem início a Missa dos Quilombos e logo após o Rufar dos Tambores.
Nos dias 21, 22 e 23 as 33 comunidades se apresentam no anfiteatro do Centro de Cultura Negra. Ainda no dia 22, antes das apresentações, será mostrado o documentário Marabaixo:Um Ciclo de Fé, Amor e Esperança.
No penúltimo dia, segunda-feira, haverá a apresentação das escolas de samba de Macapá e no dia 25, a programação encerra com o show de Lecy Brandão acompanhada de sua banda
Toda a programação será no Centro de Cultura Negra, no Laguinho.
(Mariléia Maciel, da Assessoria de Comunicação-UNA)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Frase

"Convenhamos, aquela jaula do leão da OAB é horrorosa. O autor daquela obra merece o penico de ouro da arquitetura."
(Corrêa Neto, jornalista)

Vigilante morre carbonizado dentro do ônibus

Por volta das 3h30 de hoje, quarta-feira, o vigilante Manoel de Oliveira Peixoto, de 26 anos, foi morto queimado dentro de um ônibus da empresa Viação Santanense. O crime bárbaro aconteceu quando cerca de três pessoas, ainda não identificadas, invadiram a garagem da empresa, localizada na Rodovia do Curiaú e renderam o vigilante.
Uma pessoa que mora ao lado da garagem e que prefere não se identificar por medo de represálias, declarou à polícia que por volta das 3h15 começou a ouvir gritos da garagem. Segunda ela, o vigilante implorava pela própria vida, declarando ser evangélico e ter uma família para sustentar. Em seguida, ela viu as três pessoas saírem da garagem e as chamas tomarem o veículo, onde o vigilante foi deixado.

Artigo

Senta que o leão é manso!
Ademir Pedrosa


Enjaularam o leão, é verdade. E logo um leão inocente, inócuo e singelo. Um inocente útil, não agregado à organização política ou à ideologia de interesses escusos. E enjaularam o pobre bichano. A jornalista Alcinéa Cavalcante fotografou o bicho atrás das grades em sua habitual pose elegante e nobre. E belo.

O jornalista Élson Martins nos bons tempos do jornal “Folha do Amapá”, também botou o então governador do Amapá Aníbal Barcellos, que na ocasião posava de boné azul, na cadeia. Fotografou-o casualmente por trás de umas grades, e estampou na capa do jornal, enjaulado. Qual a diferença entre os dois presos em seus cárceres alegóricos? – é a pergunta pertinente. Discrepante e abissal, respondo. Primeiro, o leão é factualmente manso; enquanto o outro, nem tanto. Segundo, a imagem metafórica do leão é contemplativa e politicamente correta; enquanto a insígnia do boné-azul era uma espécie de suástica, que atendia aos interesses da ditadura barcellista, a qual pretendia continuar no poder naquele estádio sombrio, de um regime cruel e arbitrário, e que combatemos estoicamente, e vencemos. E até hoje – sem tirar nem pôr –, o Comandante anda efetivamente por aí.

Quando fui presidente do Conselho de Cultura do Amapá, no governo Capiberibe, eu tive um encontro com o ministro da cultura Francisco Weffort e com Márcio Sousa, presidente da Funarte. Esse encontro resultou na aprovação de três projetos – projetos esses que havia a muito hibernados nas gavetas – que apresentei a eles: reforma e restauração do prédio do antigo Fórum – já sede da OAB –, pequena restauração do forte da Fortaleza e o projeto cultural “Encontro dos Tambores”, do Igarapé do Lago, cujo valor total era na ordem de 1 milhão de reais. Por incompetência da administração da Fundecap, os dois últimos projetos, o da Fortaleza e do Igarapé do Lago, caducaram nas gavetas por conta dos trâmites burrocráticos vigentes. No entanto, a OAB foi contemplada com 350 mil reais para sua reforma e restauração, porque seus dirigentes atenderam aos critérios técnicos que o Ministério da Cultura exigia. Pelo que sei, aplicaram direitinho e devidamente os recursos na reforma do prédio – e nem foi preciso enjaular o leão. E ele continuou ali, solto e magnífico, um guardião da efemérides, sob a égide da Lei.

Ao que parece a OAB está na berlinda. É OAB pra cá, OAB pra lá. Segundo Yashá Gallazzi a OAB do Amapá é farinha do mesmo saco, pertencente à maquiavélica “turma do azul”. O Desembargador Carmo Antônio quer saber que diacho de turma é essa que Gallazzi agregou até o poder Judiciário, do qual o desembargador é presidente. Gallazzi vai ter que se explicar, ou aprender a se conter e ficar só no sapatinho. E pra cirandinha não esvaziar, vem o Senador Gilvan Borges e quer aniquilar com os exames da Ordem aos bacharéis de Direito. Se porventura o leitor achar que isso é pouca porqueira, que chupe essa manga: fui interpelado judicialmente pelo o advogado Anderson Lobato Favacho (OAB/AP 1.102). O texto de sua interpelação, com apenas cinco laudas, possui cinqüenta e oito erros em língua portuguesa, dos mais elementares aos mais grotescos. Se eu fosse juiz, recusaria a ação judicial de tal espécie, a que não tivesse o mínimo de lisura com a Língua. Se acaso a pretensão do senador quixotesco não vigorar, vou sugerir a OAB que em suas avaliações inclua o “ditado”. Pode parecer bobagem, mas o que vai ter de candidato reprovado na Ordem, vai se uma festa. Ademais, os erros cometidos contra a língua vernácula por aquele advogado, em qualquer instituição decente configuram motivos de sobra para suspender a credencial de sua matrícula. Vão dizer que não, que isso é um exagero, e coisa e tal. Agora, experimenta ficar inadimplente...

Senhor Presidente Washington Caldas, data vênia. Vossa Excelência pode sentar-se tranqüilamente. Sente-se, Doutor, que o leão é manso. A grade não carece. Ela pode, doravante, ser de serventia para outros leões que tripudiam livremente por aí. Se prevalecer na Justiça a eqüidade cega, muda e surda. Amém!


Ademir Pedrosa é escritor e professor de língua portuguesa e literatura

Nova pesquisadora da Embrapa-AP participa de Workshop no Acre

A pesquisadora Ana Elisa Alvim Dias Montagner, contratada pela Embrapa Amapá há dois meses, participa esta semana do Workshop “Sistemas Pecuários Sustentáveis em Áreas Alteradas da Amazônia”, em Rio Branco (AC).
Ana Elisa, 37 anos, é graduada em agronomia, cursou mestrado em nutrição animal e doutorado em zootecnia, na área de plantas forrageiras. Ela é gaúcha de Bagé e estava morando em Encantado, uma cidade de 22 mil habitantes onde lecionava "Tecnologia em Agropecuária: Agroindústria", na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. No dia 12 de setembro, desembarcou em Macapá junto com o marido e o filho de dois anos, para dar continuidade ao trabalho em zootecnia e forrageiras, que vinha sendo conduzido por Paulo Meirelles, pesquisador que se desligou da Embrapa este ano. "Tenho grande interesse em trabalhar na minha área, que é zootecnia e forrageira. Estou entusiasmada, acho que vai ser um crescimento grande na minha carreira", aposta Ana Elisa.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Diga aí, Ivan!

“Na internet a gente acaba encontrando gente estranha. Um senhor, por exemplo, implicou com minha série em quadrinhos Exploradores do Desconhecido e começou a criticá-la em comunidades do Orkut e em seu podcast.
Incapaz de elaborar uma crítica técnica ao meu trabalho literário e quadrinístico, ele resolveu me atacar pelo local onde moro. Assim, para ele, Macapá é o “cu do mundo”, um local onde as pessoas sem talento se recolhem para assumir seu fracasso em vida¨.
Seu pensamento reflete a mentalidade pequena, segundo a qual só existe cultura em São Paulo e fora dessa cidade o que há é apenas um deserto cultural. Infelizmente, até mesmo alguns amapaenses (inclusive políticos) acabam comungando com essa miopia ao considerarem que, se alguém está em Macapá, é porque não teve capacidade para viver em Sampa. E esquecem que muita gente gosta em Macapá justamente pelo que ela tem de oposto àquela metrópole: a falta de engarrafamentos, a violência bem menor, as pequenas distâncias, o contato com a natureza...
Ao idiota que me criticou por viver em Macapá, só pude responder uma coisa: tenho muito orgulho de viver em Macapá e fico mais feliz ainda se puder contribuir, nem que seja um pouquinho, para a cultura desta cidade.”

Ivan Carlo é jornalista, escritor, professor universitário e um dos mais premiados roteiristas de quadrinhos. Como roteirista seu primeiro trabalho, assinado como Gian Danton, foi publicado na revista Calafrio em 1989. De lá pra cá não parou mais e já ganhou muitos prêmios nacionais e internacionais.
É colaborador de diversos sites e mantém o blog Idéias de Jeca-Tatu (http://ivancarlo.blogspot.com/).

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Nota triste

Faleceu hoje em Belém, por volta das 11h, o desportista Joaquim Neto, âncora do programa "Esporte Total" local.
Seu corpo deverá chegar em Macapá no final da tarde.

OAB mete o leão na jaula




Um atentado à arquitetura

Inaugurado em 15 de novembro de 1945 (segundo o historiador Edgard Rodrigues) – dois anos após a criação do Território Federal do Amapá – o prédio do antigo Fórum de Justiça de Macapá está impregnado da história e cultura do povo tucuju, faz parte da bela paisagem da cidade, encanta jovens, adultos, crianças e turistas.
Na escadaria do prédio idosos sentavam para descansar apreciando o rio Amazonas, jovens sentavam para bater um papo gostoso ou ler um bom livro recebendo a brisa do majestoso rio, turistas batiam fotos e mãezinhas orgulhosas faziam questão de ser fotografadas com seus rebentos ao lado das estátuas dos dois leões, encantadora obra de arte do escultor português Antônio Pereira da Costa.
Hoje o prédio abriga a OAB-AP. E é aí que começa um atentado à arquitetura, a nossa história e a nossa cultura.
Vejam só o que a OAB teve o desplante de fazer: cercou o prédio com horríveis grades. Adeus bate-papo na escadaria do fórum, adeus momentos de puro encanto recebendo a brisa, reverenciando o rio Amazonas ou admirando a lua das escadarias. Nunca mais os turistas terão direito de fazer pose ao lado dos leões para depois mostrar essa magnífica obra de arte para os amigos espalhados por esse mundão de meu deus. E as crianças de hoje e as que estão por vir jamais poderão chegar pertinhos desses leões como fez a minha geração e tantas outras.
A desculpa da OAB para gradear o prédio é o medo de assalto. Dizem que recentemente a OAB foi assaltada, daí a idéia de colocar essas horrorosas grades cometendo, segundo os arquitetos, um grande atentado à arquitetura.
Vem cá, para se prevenir dos assaltantes e ladrões os “iluminados” advogados não poderiam pensar numa solução menos brega? Que tal colocar alarmes, segurança eletrônica, segurança armada? Dinheiro pra isso tem. E como tem.
Vejam bem: já colocaram grades, já substituíram algumas das antigas portas por outras mais modernas, já mexeram na escadaria, já mudaram aqui e acolá alguns detalhes. O meu medo é que se ninguém botar a boca no trombone um dia derrubem este prédio para construir no lugar um edifício “super moderno”.
Enquanto em outras cidades se preserva e se tomba as edificações antigas, aqui em Macapá se derruba tudo. Já não tem quase nada da Macapá antiga e se a gente cruzar os braços daqui a pouco vai restar apenas a Fortaleza de São José de Macapá, isso porque ainda não tem trator capaz de derrubá-la e nem tecnologia para implodi-la.

O prédio do Fórum no finalzinho de sua construção


Diga aí, Veneide!

“Uma lembrança marcante que tenho de nossa Macapá antiga, é quando, na adolescência, nas tardes de domingo íamos ao Cine João XXIII ou ao Cine Macapá, ou aos dois, porque saíamos de um cinema e íamos para o outro. Depois, eu, minha irmã Vanda, a Elizete Murici, a Maria José, filha da Prof. Aspázia, a Norma Iracema, rumávamos para a frente da cidade pela Av. Mário Cruz, cheia de casas antigas onde cruzávamos com os casais de namorados que faziam o mesmo percurso. Essa rua era praticamente a única que levava do centro até o hotel. Tomávamos sorvete no Hotel Macapá e, depois, passeávamos pelo trapiche Eliezer Levy (ihhh, agora o Mário Jucá declarou que ia olhar a calcinha das meninas que passeavam pelo trapiche. Será que ele estava lá aos domingos também?? Ahahahahah!) Que que é isso, Mário!
Quando voltávamos, subíamos a Av. Mário Cruz, e pegávamos a Rua São José, na direção de nossas casas, passando ao lado da Piscina Territorial. A Rua São José era mais estreita entre o Gato Azul e a Praça. Depois da piscina, as colegas que moravam na Av. Raimundo Álvares da Costa se dirigiam cada uma para suas casas e eu e a Vanda continuávamos até a Rua Cândido Mendes, com a Av. Ernestino Borges. No outro domingo, depois da semana de aulas, tudo se repetia.
À noite, eu costumava brincar de pira com a molecada da vizinhança da Cândido Mendes. Existiam bem poucos carros e a rua só era asfaltada da Av. FAB até o centro comercial. Os prédios das lojas eram quase todos de madeira e a rua terminava depois da Fortaleza de São José."


Veneide Cherfen de Souza, com a irmã Vanda e a amiga Elizete Murici no dia 13 de setembro de 1968.
Ela nasceu na Rua Cândido Mendes de frente para o vento que vem do Rio Amazonas. Hoje, aposentada, vive entre o Brasil, a França e um terreno rural às margens do Rio Araguari.

Festa na PF

Servidores da PF no Amapá comemoram hoje o Dia do Policial Federal - transcorrido ontem . Os festejos começam às 9h com um delicioso café oferecido pelo Sindicato da categoria, na sede da Polícia Federal

domingo, 16 de novembro de 2008

Bom domingo!

LIRISMO
Alcy Araújo

(1924-1989)

Não,
eu não te darei um mal-me-quer.
Eu te darei
uma rosa de todo ano
e uma estrela
e uma lua branca
muito branca
um lírio
- porque os polichinelos ficaram inanimados
no bazar.
Depois
farei o poema do nosso primeiro beijo
recostarás tua cabeça no meu peito
e meus dedos compridos
acariciarão os teus cabelos
e Deus saberá
que nós estamos nos amando
porque haverá luz
e um grande silêncio
no pensamento das coisas.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Me aguarde

Vou ali ver e fotograr um leão que enjaularam.
Volto mais tarde com a foto e as informações.

Diga aí, Tadeu!


"O pessoal do bairro tem uma certa desconfiança comigo porque eu sou Piratas da Batucada e não Boêmios do Laguinho.
Mas sabe porque eu sou Piratão? É que eu fui moleque criado no bairro do Trem, vi a fundação de Piratas da Batucada, convivi com aquele pessoal antigo como o R. Peixe e o Pancho.
Me mudei pro Jacaré Acanga em 1967, com 13 anos de idade. Do Jacaré Acanga uma coisa que eu tenho muita saudade é do Beira Lago Futebol Clube que nós, garotos do bairro, fundamos. Era eu, o Estevão Picanço, o Joaquim, o Quincas, o Jucivaldo... e ainda vinham os garotos do Laguinho. O nosso campinho ficava ali onde é hoje a escola Castro Alves e de lá saíram vários craques pro futebol amapaense, como o Estevão Picanço.
Outra coisa boa no Jacaré Acanga era empinar papagaio (pipa), mas o seu Rui, o Ruizão (Rui Olavo Cunha de Menezes) cortava todo mundo. Ele cortava e arava. Em se tratando de papagaio o seu Rui era o melhor de Macapá.
Eu sou moleque do Trem, mas no Jacaré Acanga vivi também muitas coisas boas."
Tadeu Pelaes é macapaense, técnico em estatística e servidor público federal. É frequentador assíduo da Banca do Dorimar e todos os dias - faça chuva ou faça sol - faz cooper na frente da cidade e incentiva os amigos a praticarem exercícios físicos.