sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O king-kong da campanha

A última pesquisa do Ibope, cujo resultado mostra Camilo Capiberibe (PSB) em primeiro lugar na preferência do eleitor, Lucas Barreto (PTB) com um crescimento de mais de 100% em menos de um mês e Roberto Góes (PDT), candidato do governo, em queda livre, levou ao desespero o comando da campanha de Góes e e jornalistas palacianos.
Atordoados e desesperados eles acabaram por pagar o king-kong desta campanha ao espalhar e noticiar que os responsáveis pela suspensão dos programas Bolsa Família, Kit habitação, Kit bebê e outros eram os candidatos Camilo Capiberibe (PSB) e Lucas Barreto. Tentaram, com falso choro e voz embargada, meter na cabeça do povo que Camilo e Lucas são dois monstros, duas pessoas desalmadas, que estão tirando o leite e as fraldas dos bebês, condenando-os a morrer de fome e frio.

Mas como a mentira tem pernas cada vez mais curtas, o juiz eleitoral Marconi Pimenta, em entrevista ontem à noite a TV Amapá esclareceu que foi o Ministério Público Eleitoral que entrou com ação cautelar preparatória de investigação judicial eleitoral por entender que tais benefícios estavam sendo usados para angariar votos para o candidato do governo.
A liminar suspendendo os programas foi dada pela juíza eleitoral Alaíde Lobo. Ela ressaltou que em recente viagem ao interior várias foram as reclamações que recebeu de eleitores de que há pressões no sentido de que para que continuem recebendo os benefícios é necessário que votem no candidato Roberto Góes.
E agora? Será que vão dizer que os monstros e desalmados são o promotor que moveu a ação e a juíza que concedeu a liminar?
Eu du-vi-d-o-dó.

PF do Maranhão contrata empresa do irmão do delegado

A empresa Servi San Vigilância e Transporte de Valores Ltda -que tem como um de seus principais dirigentes o irmão do delegado Romero Menezes, número dois da Polícia Federal- tem contrato firmado com a superintendência da PF no Maranhão desde 2004. Até julho deste ano, a empresa já havia recebido da superintendência R$ 280.701,97, de acordo com dados do Portal da Transparência, que acompanha as despesas efetuadas pelos órgãos do governo federal.

No site da Servi San, há uma lista com clientes da empresa espalhados por todo o Brasil -a empresa atua em nove Estados, além do Distrito Federal. São citados 26 clientes do setor público, mas o contrato com a Polícia Federal não é citado.
(Leia mais na Folha de S.Paulo)

Tá no Estadão

Pivô do caso, firma recebeu R$ 17,4 mi de órgãos públicos
Marcelo de Moraes e Alcinéa Cavalcante


Levantamento no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) pela Assessoria de Orçamento da Liderança do DEM no Senado mostra que duas empresas do grupo (Servi-San Ltda e Servi-San Vigilância e Transporte de Valores) receberam pelo menos R$ 17,4 milhões desde 2007 em contratos com órgãos públicos. No Amapá, tem contratos com a Eletronorte e a Assembléia, além de acordos com firmas privadas como a MMX Logística e Mineração, do grupo EBX, do empresário Eike Batista, e a Mineradora Pedra Branca do Amapari.

A gerência no Amapá é exercida por José Gomes de Menezes Júnior, irmão do delegado Romero Lucena de Menezes, diretor-executivo da Polícia Federal preso na terça-feira. Menezes Jr. também teve a prisão decretada por suposto envolvimento no vazamento de informações sigilosas da Operação Toque de Midas, que investigava fraudes em licitação para beneficiar a MMX Logística.

Ele teria papel mais destacado na Servi-San do que apenas a gerência do Amapá. O contrato social, registrado na Junta Comercial do Piauí informa que é também gerente local. Chegou a representar a empresa em uma licitação da Secretaria de Estado da Educação - a Servi-San foi derrotada.

Fundada em 1968 em Teresina pelo empresário Francisco Assis Fortes, a empresa começou com atividades de limpeza e conservação. Em 1977, comprou a Plast-Nor, de transformação de plásticos. Dez anos depois, desmembrou-se na Servi-San Vigilância e Transporte de Valores Ltda. e na Forma-Seg. O grupo conta hoje com cerca de 10 mil colaboradores.

Procurada, a diretoria da Servi-San afirmou não ter informações para prestar ao Estado.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Uma droga

Gente, a Internet hoje em Macapá está uma droga.
Leva-se um tempão para conectar, quando se consegue em menos de um minuto a conexão cai.
Mas vou tentando atualizar o blog enquanto não perder a paciência.
Navegar na Internet em Macapá é um verdadeiro exercício de paciência.

Toque de Midas - A coisa tá fedendo

Ainda há muita coisa pra vir à tona por conta da Operação Toque de Midas, deflagrada em julho pela Polícia Federal no Amapá. A investigação corre sob segredo de justiça, mas a prisão de Romero Menezes, o número 2 da PF, acabou espalhando farofa no ventilador e assuntos que estavam na geladeira - como a suspeita de envolvimento do governador Waldez Góes e do deputado federal Jurandil Juarez em fraude no processo de licitação da estrada de ferro do Amapá - voltaram a ocupar as páginas dos jornais de circulação nacional.

Além disso, Romero Menezes - o número 2 da PF - acusado de vazar informações para Eike Batista sobre a Toque de Midas - disse que foi vítima de “uma canalhice”, patrocinada pelo superintendente da própria PF no Amapá, delegado Rui Fontel, que teria contra ele uma “rivalidade pessoal” e da “imaturidade” do procurador Douglas Santos Araújo, que pediu sua prisão.
Daqui a pouco vou tentar entrevistar o delegado Rui Fontel, enquanto isso acompanhe o que está saindo na mídia nacional sobre o caso:


CORREIO BRAZILIENSE
Governador sob suspeita
Marcelo Rocha

O Ministério Público Federal no Amapá pediu à Justiça o envio do inquérito da Operação Toque de Midas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por causa da suposta participação do deputado federal Jurandil Juarez (PMDB-AP) nas fraudes investigadas pela Polícia Federal. No mesmo pedido, em análise pelo juiz Anselmo Gonçalves da Silva, titular da 1ª Vara Federal de Macapá, o MPF levantou suspeitas também em relação ao governador do estado, Waldez Góes (PDT).

A investigação policial encontrou indícios de que teria ocorrido direcionamento na licitação para beneficiar as empresas do grupo MMX, comandado por Eike Batista. Entre as irregularidades estariam o ajuste prévio de cláusulas favoráveis à mineradora, o que afastaria outras empresas interessadas no negócio. Na época da concorrência pública, Juarez comandava a Secretária de Planejamento, Orçamento e Tesouro (Seplan) do Amapá, pasta responsável pelo processo.

Para sustentar o pedido de envio dos autos ao Supremo, os representantes do MPF no Amapá se basearam numa série de informações reunidas pela Polícia Federal ao longo da investigação iniciada em 2006. São documentos, declarações de testemunhas e escutas telefônicas.

Favores
O inquérito da PF aponta que a contratação de uma empresa ligada à família do governador do Amapá teria servido como uma “troca de favores” entre a MMX e o governo do estado. Segundo as investigações, transcrições mostram um auditor fiscal do Amapá, apontado como lobista da empresa de Eike, solicitando favores à Conterra em troca da sua atuação no processo licitatório. A Conterra é uma empresa de aluguel de maquinário e pertenceria a um genro do irmão de Waldez.

Foi com base nesse inquérito que, na manhã de 11 de julho, a polícia deflagrou a Operação Toque de Midas. Durante a ação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal do Amapá. Um deles foi na casa de Eike Batista e outro, na MMX. A polícia apura ainda o possível desvio de ouro lavrado nas minas do interior do estado. Há suspeitas de que o minério não estaria sendo totalmente declarado junto à Receita Federal e a outros órgãos arrecadadores.

Procurado pela reportagem, o deputado Jurandir Juarez informou que só se manifestará sobre o assunto quando for oficialmente comunicado sobre eventuais acusações contra ele. A assessoria do governador Waldez Góes informou que enviaria nota sobre o assunto, mas até o fechamento desta edição, nenhum comunicado havia chegado. A assessoria da MMW, holding do empresário Eike Batista, informou que também aguardará notificação oficial por parte da Justiça para se pronunciar sobre o caso.


ESTADÃO
ROMERO DESABAFA NA PF
Vannildo Mendes

BRASÍLIA – Numa longa conversa de mais de quatro horas com a cúpula da Polícia Federal, da qual se despediu antes de viajar ontem para ficar com a família em Recife, o ex-diretor executivo Romero Menezes disse que foi vítima de “uma canalhice”, patrocinada pelo superintendente da própria PF no Amapá, delegado Rui Fontel, que teria contra ele uma “rivalidade pessoal” e da “imaturidade” do procurador Douglas Santos Araújo, que pediu sua prisão.

Ele disse que sua prisão resultou da combinação de má fé de um lado com inexperiência do outro. “Sou obrigado a concordar com o ministro Gilmar Mendes (presidente do STF): essa investigação, que levou à minha prisão, deriva da combinação de um delegado mal-informado com um procurador precipitado, que cometeu uma aventura”, explicou.

Objetivamente, porém, Menezes admitiu que cometeu deslizes à frente do cargo, fornecendo munição aos adversários. Admitiu, por exemplo, que fez várias restrições à Operação Toque de Midas, que a seu ver vinha sendo “mal conduzida” pelos delegados que cuidavam do caso no Amapá.

Ele informou que os aconselhou a desistirem do pedido de prisão do empresário Eike Batista, dono do grupo empresarial MMX, acusado na operação de fraude em licitação da concessão de ferrovias no Estado.
“Não havia prova consistente alguma para a prisão, nem mesmo para caracterizar o caso todo, por isso recomendei que a operação fosse adiada e que os delegados voltassem para aprofundar as investigações e robustecer as provas”, relatou ele, explicando que essa é uma de suas funções. A operação, porém, foi deflagrada no prazo estipulado pelos delegados amapaenses e Menezes acabou denunciado por vazamento ilegal da operação em benefício dos alvos investigados.
Menezes reconheceu também que intercedeu em favor da indicação do irmão, José Gomes Menezes Filho, que a seu ver vinha sendo alvo de picuinha pessoal do superintendente do órgão no Amapá, que se recusava a dar parecer. Cabe à PF autorizar ou indeferir esse tipo de pedido, num prazo de uma semana. O ex-diretor disse que, ao perceber a má vontade, após um mês de espera, ligou algumas vezes para o superintendente, com o qual acabou batendo boca.

No relato feito aos dirigentes da PF, Menezes disse ter exigido uma solução de Fontel para o pleito do irmão. “Você, como superintendente da PF, tem de demonstrar competência ao menos para dizer não, mas não pode se omitir”, ameaçou. Fontel não se dobrou: “Vou responder (o ofício) negativamente e relatar que fui pressionado pelo diretor executivo”.
Menezes disse que não praticou advocacia administrativa e que seu irmão tinha direito a uma resposta como qualquer cidadão, negativa ou positiva. “Não errei nem cometi imprudência. Faria tudo de novo, com ele, ou com qualquer cidadão, porque cobro desempenho da PF em todas as áreas, sobretudo aqueles setores de prestação de serviço público”.

ESTADÃO
Escuta mostra Menezes reclamando da demora de superintendente no Amapá em processo de credenciamento
Felipe Recondo e Sônia Filgueiras

Gravações telefônicas em posse do Ministério Público foram decisivas para o pedido de prisão do diretor-executivo da Polícia Federal, delegado Romero Menezes. Os grampos mostrariam Menezes pressionando o superintendente da PF no Amapá, Anderson Rui Fontel de Oliveira, a favorecer seu irmão José Gomes de Menezes Junior.

De acordo com informações do Ministério Público, nas conversas, gravadas com autorização judicial, o segundo homem na hierarquia da PF reclama da demora de Fontel em concluir o processo em que o irmão pede o credenciamento como instrutor de tiro. As conversas indicariam ainda que Menezes estaria articulando o afastamento do superintendente do cargo, caso a exigência não fosse atendida.

O Ministério Público suspeita também que Menezes possua participação oculta em negócios da empresa Servi-San tocados pelo irmão. Parte da clientela da empresa teria sido conquistada no Estado graças às conexões com a cúpula da Polícia Federal. Por seu advogado, o delegado negou qualquer participação na Servi-San.

Durante a apuração, o procurador responsável pelos inquéritos, Douglas Santos Araújo, também juntou indícios de que o delegado teria conseguido inscrever o irmão no curso especial de segurança portuária da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça de forma fraudulenta, utilizando-se de informações falsas.

Menezes foi detido na terça-feira no edifício-sede da PF e solto ontem de madrugada por força de habeas corpus. Por determinação da Justiça, a Polícia Federal recolheu objetos de trabalho, agendas, blocos de anotações, agendas, pendrives e discos rígidos de computadores utilizados pelo diretor afastado em sua casa e no trabalho. O material vai passar por perícia.

Além da suposta pressão para beneficiar o irmão, Menezes também é investigado pelo vazamento de informações da Operação Toque de Midas, deflagrada em julho, para investigar suposto favorecimento à empresa MMX, do empresário Eike Batista, na licitação do processo de exploração da estrada de ferro que liga o município de Serra do Navio ao Porto de Santana, no Amapá. No inquérito, foram incluídos indícios, mantidos ainda sob sigilo, de que Menezes seria um dos responsáveis pelo vazamento. Um desses indícios seria uma gravação telefônica entre ele e o irmão tratando de uma investigação da PF de "interesse local".

RAZÕES
Foi com base nesse rol de indícios, reforçado por depoimentos e provas documentais, que o procurador pediu à Justiça a prisão temporária de Menezes, do irmão e do diretor da MMX Amapá, Renato Camargo dos Santos, decretada na terça-feira e revogada ontem. O delegado é investigado por tráfico de influência e vazamento de informações.

O procurador insistiu em que havia razões suficientes para os pedidos de prisão. "A lei que regula a prisão temporária prevê que é preciso haver risco de aquela pessoa interferir na investigação e que é preciso ter indícios mínimos de autoria (do crime). Só com base nesses dois pontos cumulativos é que se pode pedir a prisão", justificou o procurador.

Além de processo judicial, a PF abriu procedimento na corregedoria para verificar se a denúncia procede ou se Menezes foi vítima de exploração de prestígio pelo irmão. Com o afastamento de Menezes, o diretor da Divisão de Combate ao Crime Organizado, Roberto Troncon Filho, acumulará o cargo de diretor-executivo.

INTERFERÊNCIA
Ao deferir a prisão de Menezes e seu irmão, o juiz Anselmo Gonçalves da Silva, da 1ª Vara Federal do Amapá, afirmou que os fatos descritos pelo Ministério Público "corroboram inteiramente a existência de um esquema criminoso".

A Justiça Federal do Amapá acolheu, entre outros argumentos, o de que, por ocupar posição hierárquica destacada na PF, o delegado teria "a possibilidade de interferir direta e decisivamente nas investigações, quer na fase de produção de provas, quer na intimidação de seus subordinados".

Tá no O Globo

Grampo até dentro da PF

Jailton de Carvalho

Policiais encarregados da Operação Toque de Midas instalaram escutas ambientais e grampearam durante 20 dias, com autorização judicial, os telefones do diretor-executivo da Polícia Federal, Romero Menezes, preso anteontem por determinação da Justiça Federal e solto na madrugada de ontem por um habeas corpus.

Os grampos captaram conversas que, segundo policiais, mostram Menezes, o segundo homem na hierarquia da PF, interferindo em favor do irmão José Gomes de Menezes Júnior, gerente da empresa de limpeza e segurança Serv-San. Menezes é acusado de advocacia administrativa, vazamento de informações e corrupção entre outros crimes.

Os policiais federais decidiram instalar escuta ambiental no gabinete do diretor-executivo e grampear seus telefones há pouco mais de um mês. O pedido teve como base o suposto envolvimento do delegado no vazamento de informações sigilosas da Toque de Midas, operação que investiga supostas fraudes cometidas pela mineradora MMX, do empresário Eike Batista, na licitação da concessão da estrada de ferro entre Serra do Navio e o Porto de Santana, no Amapá.

As suspeitas contra Menezes surgiram depois do fracasso da primeira etapa da investigação. Antes da operação, dois delegados fizeram um relato minucioso do caso a Menezes e pediram ao diretor a mobilização de 250 policiais e dois helicópteros. Eles seriam destacados para uma possível prisão de Eike Batista e para o cumprimento de mandados de busca em endereços do empresário.

Na reunião, Menezes se opôs à operação. Alegou que a PF estava sob forte críticas por causa da Operação Satiagraha, investigação sobre o banqueiro Daniel Dantas, e se tornaria um alvo ainda mais fácil para os críticos, caso fosse levada adiante um plano de prender Eike Batista.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Número 2 da PF já está solto

Homem de confiança do diretor-geral, Menezes é suspeito de tráfico de influência; prisão não durou 24 horas

Gisele Silva, do estadao.com.br, Felipe Recondo e Vannildo Mendes, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - O delegado Romero Lucena de Menezes, o número dois da Polícia Federal, foi solto durante a madrugada, após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região revogar sua prisão na noite da última quarta-feira, 17, segundo informações da PF. Homem de confiança do diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa, Menezes é suspeito de advocacia administrativa, corrupção passiva e tráfico de influência. Antes da decisão judicial, ele cumpria prisão temporária de cinco dias na sala especial da Superintendência da PF, no Distrito Federal.

Diretor-executivo da corporação e responsável por coordenar todas as grandes ações no País, Menezes é acusado de ter vazado informações sigilosas da Operação Toque de Midas, que investigava indícios de fraude em licitação para beneficiar a empresa MMX Logística, subsidiária da EBX, do empresário Eike Batista.

A suspeita se baseia em conversas telefônicas, grampeadas com autorização judicial, entre o gerente da MMX Amapá Ltda., Renato Camargo dos Santos, e o irmão de Menezes, José Gomes de Menezes Junior. Nos diálogos, os dois discutiriam uma forma de manipular um inquérito policial que apura a prática de crime ambiental pelas empresas Mineração Pedra Branca do Amapari e MMX.

Eles falavam até mesmo na possibilidade de afastar o delegado do caso, com ajuda de Menezes. Os dois tiveram a prisão cautelar decretada a pedido do procurador da República Douglas Santos Araújo, responsável pelas investigações.

Além das suspeitas de vazamento de dados, Menezes passou a ser investigado por supostamente se valer do cargo para conseguir contratos para a empresa do irmão, a Serv-San. Segundo investigadores, Menezes teria ameaçado destituir o atual Superintendente Regional da PF no Amapá, Anderson Rui Fontel, caso os interesses do irmão não fossem atendidos.

Informações ainda não incluídas no inquérito, mas sob investigação no Ministério Público Federal, apontam que Menezes seria dono de 45% da Serv-San, em sociedade com o irmão. A informação não foi confirmada por ele. Constituído ontem mesmo, o advogado Robson Neves informou à PF que vai entrar com habeas corpus para que Menezes seja libertado.

Voz de prisão
As suspeitas do Ministério Público recaem sobre dois processos em andamento na PF: um para credenciar o irmão de Menezes como instrutor de tiros na PF do Amapá e outro para fraudar a inscrição de José Gomes no curso especial de segurança portuária, sob responsabilidade da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça.

Menezes recebeu a voz de prisão do próprio Corrêa, que não quis tecer juízo de valor sobre a decisão judicial, amparada em parecer do Ministério Público do Amapá. Constrangido, Corrêa se disse chocado com a denúncia, mas alegou que ninguém está acima da lei e decisão da Justiça é para ser cumprida, "seja quem for a autoridade".

A PF abriu procedimento na corregedoria para verificar se a denúncia procede ou se Menezes foi alvo de exploração de prestígio pelo irmão. O delegado foi substituído no cargo por Roberto Troncon Filho, diretor da Divisão de Combate ao Crime Organizado.

Na última terça, foram cumpridos ainda sete mandados de busca e apreensão nos Estados do Amapá, Pará e Distrito Federal. Em Brasília, as diligências atingiram o gabinete de Menezes, sua residência e até o Ministério da Justiça, onde foram apreendidas fichas de inscrição de candidatos a um curso de segurança portuária aplicadas pelo irmão do diretor da PF na Comissão Nacional de Portos (Conportos), órgão colegiado presidido pelo ministério.

Rumores
Toda a investigação começou depois de deflagrada a Operação Toque de Midas, em julho. O vazamento, que esvaziou a operação, teria se comprovado em nota oficial da MMX, na qual a empresa informava ter ouvido rumores de uma eventual investigação da PF.

A investigação, o pedido de prisão de Menezes - para que não atrapalhe as investigações - e as suspeitas levantadas pelo procurador abriram uma crise entre a Polícia Federal e o Ministério Público.
Desde o início das investigações, confidenciou o procurador, agentes da PF não quiseram participar do caso, receosos das conseqüências que poderiam advir. Praticamente toda a apuração, destacou o procurador, foi feita por ele, sem o auxílio de policiais.

Bom dia!

Meu canto existirá
porque o pássaro é liberto
apesar dos muros e dos homens.

(Manoel Bispo)

Gitas e gitinhas...

Depois que esse bando de ministros começou a aparecer no propaganda eleitoral da professora Dalva a candidatura dela perdeu pinura e tá chinando, chinando...

De acordo com a última pesquisa do Ibope o candidato a prefeito de Macapá com maior rejeição é Roberto Góes (PDT): 29%. Lucas Barreto, do PTB, tem a menor rejeição: 9%. Ele foi o candidato que mais cresceu. Subiu do quinto para o terceiro lugar na preferência do eleitor, registrando um crescimento acima de 100%.

A coisa tá feia lá pras bandas de Santana. Mais de R$ 30 mil em tickets de combustível foram apreendidos pela Justiça Eleitoral. A gerente do posto disse que quem estava bancando toda essa gasolina para abastecer motoqueiros daquele município era o candidato a prefeito do PMDB, Geovani Borges.
Já o prefeito Antônio Nogueira (PT), candidato à reeleição, está sendo acusado de dar empregos na Prefeitura em troca de votos.

E em Macapá cesta básica nos bairros da periferia está brincando de pira. É candidato a prefeito e a vereador se valendo da fome do povo para ganhar voto. Ô gentinha sem escrúpulos!

Sei não. Mas o desdobramento da Operação Toque de Midas ainda vai dar muita dor de cabeça pra alguns figurões. Tem gente que não conseguiu pregar o olho esta noite e vai continuar com insônia por um bom tempo. E não adianta tentar pular da frigideira, pois vai cair no fogo.

As boas e as más línguas andam dizendo por aí que se alguém jogar um saquinho de timbó numa das caminhadas daquele candidato, aquele povaréu sofrerá um redução de pelo menos 50%. E eu não duvido.

Te vi na Praça da Poesia

Domingo de sol bochechudo. Allan e Emília, com a filha Emilinha, - como uma poesia ternurando a praça.

Semana do belo

"Através do Belo, o pensamento se alegra e, ao mesmo tempo, imperceptivelmente, o caráter do homem também se eleva e
fomenta-se o amor à paz." (Meishu-Sama)


O fundador da Igreja Messiânica Mundial, Mokiti Okada, chamado de Meishu-Sama pelos messiânicos, ensina que a missão da arte é enobrecer os sentimentos do homem, enriquecendo-lhe a vida e proporcionando-lhe alegria e sentido.
Para ele Religião e Arte estão relacionadas. É por isso que os messiânicos dão imenso valor para a Arte - que é a representação do Belo.
Para incentivar o amor à arte, em Macapá durante toda esta semana estão sendo proferidas palestras por Rostan Martins e Selma Borralho na sede da Igreja sempre das 18h30 às 18h50. Na segunda-feira o tema abordado foi "Conceitos de Arte" e ontem foi "A Percepção das Artes". Outros temas a serem abordados são "Leitura de obra de arte"(hoje, quarta-feira), Ikebana no cotidiano (quinta-feira) e Estudo dos símbolos, signos e linguagem (sexta-feira).
Esta "semana do belo" encerra sábado com exposição de ikebana, de artes plásticas e varal de poesia.
E olha só, não precisa ser messiânico para participar. Qualquer pessoa, independente de religião, pode participar. O endereço da Messiânica em Macapá é Avenida Almirante Barroso, 894, entre as ruas Hamiltom Silva e Manuel Eudóxio.
Agora me diz, tem coisa melhor que conversar sobre arte na boca da noite? É por isso que eu vou.

"A arte é a representação do belo" (Meishu-Sama)

Artigo

Em defesa do Tonhão
Melquiades Furtado

Claro que não tenho procuração do TONHÃO pra defendê-lo, mas vou fazê-lo assim mesmo. Senti de parte da imprensa e principalmente da comunidade blogueira do Amapá, certo preconceito e quem sabe uma pontinha de inveja com relação a participação do nosso querido TONHÃO. Saibam vocês, que o TOM, já fez pelo Amapá Produtivo muito mais que qualquer Secretário de Agricultura do Estado. É só puxar pela memória e comparar, o antes e o após TONHÃO.

O problema é que vocês querem culpar o TONHÃO, por tudo que acontece com o Amapá Produtivo. Que culpa tem ele se não tem feijão, soja, farinha, milho, melancia, maxixe e se até mesmo o símbolo da produtividade dos cerrados do Amapá, o arroz da titia, sem trocadilho, levou o farelo? Denunciam que não tem gado no parque e que o pouco que tem deixa muito a desejar em qualidade. Queriam o quê? Ver o TONHÂO com laçando vaca no campo, pra trazer pra Fazendinha? Não dá. Críticas, críticas e mais críticas. É tudo o que sabem fazer.

Quer outro exemplo? Vou mais. Disseram que o TONHÃO não prestigia os músicos da região. Será que vocês gostam mesmo dos músicos daqui? Acho que não. O grande felling do nosso TOM optou pela Calcinha Preta e que se viu? O delírio, o êxtase, a explosão. Manchete de primeira página em diário local, coisa que nem mesmo na Bahia isso se registra. Depois dessa, vai dizer que gostam mesmo do Zé Miguel, Nilson Chaves e Pinduca? Sinceramente.

Reclamam que a uma tábua de churrasco estava pelo olho da cara. Implicância. Que participação tem nosso guru na formação do preço? Nenhuma. Agora, temos que ver o seguinte, uma chapa mista, com carneiro, picanha, costelinha e frango têm que ser um pouco cara mesmo. Sabe por quê? Aqui produz carneiro? Não. Frango? Não. Produz suíno? Não. Nesse quesito vocês ainda estão na fase porco. E aí ele tem que pagar o pato? Não é justo.

Chiam dizendo que houve favorecimento no fornecimento de cerveja, refrigerantes, água, gelo e descartáveis e que sem concorrência os preços estavam exorbitantes. Calúnia. O sobre-preço observado, é normal no processo de intermediação. Pensam que é fácil receber o material no local do evento contar e entregar aos revendedores? Que se pode fazer contra revendedores gananciosos? Nada. Estamos, exceto pelo nosso monopólio, numa economia de livre concorrência.

Dizem que o pessoal do artesanato local e das comidas típicas daqui foi assentado em lugares, sem as mínimas condições de higiene e trabalho. Abandonados ao Deus dará. Agora me diga, cabe ao Tonhão colocar ar condicionado e iluminação nos estábulos da Fazendinha? Paciência. Foi disponibilizado espaço vip pra turma daqui. Não quiseram. O preço? O de mercado. O metro é só um pouco mais caro que o do Ibirapuera, em São Paulo e Rio Centro no Rio.

Quando não têm mais o que falar insinuam que de produção daqui o Amapá Produtivo não tem nada. Herbalife, bagulho do Paraguai, acarajé da Bahia, OVO9 DE Goiás, farinha do Pará. É verdade, mas cabe ao TONHÂO, nos dois meses de dedicação exclusiva ao evento resolver isso também? Não dá.

Quer ver mais uma picuinha? Até com o nome “Shopping Comercial” implicaram. Claro que todos sabem que shopping quer dizer comercio, lojas. Isso não é redundância. A designação foi apenas para melhor fixação do nome do local por parte da população, tendo em vista as dificuldades desta no trato da língua inglesa.

Alguns radialistas insinuam que TONHÃO teria dado calote em alguns deles. Falsidade. É fácil pegar um microfone e ficar falando tudo quanto é besteira, enquanto o nosso ídolo se esfalfa para que tudo de certo, me prol do povo, da produção local e brilho da festa.

Por fim, maldosamente insinuam que o TONHÃO levaria milhões de reais de lucro com a Feira. Não acredito. Mais fácil ele tirar do dele pra colocar na festa. Tanto que ele gosta do Estado e do Amapá Produtivo.

OBS: Estima-se que foram vendidos da produção local mais de 5000 espetinhos pra churrasco, 5000 paus de picolé pra maçã do amor e mais de 50 kg de piracuí de tamuatá e acari.

Agende-se

Livro
Herbert Emanuel e Adriana Abreu lançam na próxima quarta-feira, 24, às 18h30 no Monumento Marco Zero, o livro “Macapá – A capital do meio do mundo”.
Com ilustrações de Bárbara Damas, o livro, que faz parte da Coleção Nossa Capital da Cortez Editora, é envolto numa atmosfera poética e revela a capital do Amapá, com sua deslumbrante fauna, flora e povo acolhedor.


Show
Com show de Aline Barros encerra hoje, 17, no Parque de Exposições da Fazendinha o 1º Country Gospel, promovido pela Igreja Assembléia de Deus – A Pioneira.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Operação Toque de Midas V

Escute aqui a entrevista que o Diretor de Combate ao Crime Organizado, da PF, concedeu hoje à tarde aos jornalista em Brasília.

Operação Toque de Midas IV - Os presos

Além do delegado Romero Menezes e seu irmão José Gomes de Menezes, também foi preso hoje pela Polícia Federal o engenheiro Renato Camargo dos Santos, gerente de meio ambiente da MMX.

Operação Toque de Midas III

PF prende o próprio diretor-executivo em ação antifraude

Vannildo Mendes - Agência Estado

A Polícia Federal prendeu hoje o delegado Romero Menezes, diretor-executivo e segundo na hierarquia do órgão. A prisão é desmembramento da operação Toque de Midas, realizada em julho para combater fraudes em licitações na concessão da Estrada de Ferro do Amapá. O Ministério Público do Amapá descobriu que o irmão do delegado Romero Menezes, José Gomes de Menezes, é um empresário que atua no ramo de segurança e serviços em portos e que estaria usando exploração de prestígio, por ser irmão do delegado da PF, para conseguir benefícios. Romero Menezes recebeu a voz de prisão do diretor-geral Luiz Fernando Correa. O Ministério Público do Amapá encontrou indícios de que Romero estava envolvido nas irregularidades.

Para o Ministério Público do Amapá houve exploração de prestígio, advocacia administrativa, corrupção passiva e tráfico de influência. Uma das irregularidades, segundo a Procuradoria, seria a forma para a obtenção de contratos para vigilância e serviços gerais. José Gomes teria usado o prestígio do irmão para o fechamento dos contratos. Romero presta depoimento na Polícia Federal e deverá ser recolhido a uma cela especial da Superintendência da PF, separada dos outros presos, por motivo de segurança.

Constrangido, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Correa, disse que está chocado com a denúncia, mas disse que ninguém está acima da lei e que decisão da Justiça é para ser cumprida "seja quem for a autoridade pública". A PF abriu também procedimento de investigação na corregedoria para verificar o nível de envolvimento de Romero Menezes nas irregularidades, ou se foi só alvo de exploração de prestígio praticado pelo irmão para obter contratos com o setor público..

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária de busca e apreensão nos Estados do Amapá, Pará e Distrito Federal. Em Brasília, as diligências estão sendo feitas no Ministério da Justiça para apreensão de provas, inclusive de contratos que o irmão do delegado teria obtido junto a Comportos, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senap), para a realização de curso na área de segurança portuária.

(Fonte: Estado de S. Paulo)

Toque de Midas II

Romero Menezes, número dois da PF, é preso pelo diretor-geral da PF, suspeito de fraude em licitações no Amapá

CBN; Jailton de Carvalho - O Globo

BRASÍLIA - Nos desdobramentos da Operação Toque de Midas, a Polícia Federal prendeu, na manhã desta terça-feira, o diretor- executivo e segundo homem na hierarquia da instituição, Romero Menezes. O irmão de Romero Menezes usaria o prestígio político do diretor para vencer licitações no Amapá e no Pará. José Gomes de Menezes Júnior, que também está preso, é dono de uma empresa que presta serviços de limpeza e pretendia entrar também no ramo de vigilância.

A voz de prisão foi dada pelo próprio diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa. É a primeira vez que um vice-diretor da Polícia Federal é preso. Acima dele estava apenas Corrêa.
A Operação Toque de Midas investiga supostas irregularidades da EBX, do empresário Eike Batista, para concessão da Estrada de Ferro do Amapá.


A prisão do diretor executivo foi pedida pelo Ministério Público Federal de Roraima. Para o MP, existem indícios que Romero teria favorecido funcionários da EBX e da empresa dirigida pelo irmão dele. A PF não tinha divulgado até o início da tarde o nome do terceiro preso na operação.
Romero, que pediu afastamento do cargo, presta depoimento na sede da PF, em Brasília, e sua prisão é temporária. Segundo Corrêa, será temporária apenas para evitar qualquer interferência na coleta de provas.


No momento da prisão, às 9h50m, no gabinete do diretor-geral, estavam presentes os diretores de Daniel Lorenz (Inteligência) e Roberto Trocom (Crime Organizado).

A diretoria executiva da PF será ocupada interinamente por Trocom. Os policiais também fizeram busca e apreensão de documentos no gabinete, na casa de Romero Menezes, e em uma sala da Secretaria Nacional de Segurança Pública, no Ministério da Justiça.

Operação Toque de Midas

Lembram da Operação Toque de Midas, aquela que quase prendeu o Eike Batista?
A Operação continua e hoje estão sendo cumpridos três mandados de prisão. Um dos envolvidos é diretor executivo da própria Polícia Federal.

A Polícia Federal e a Procuradoria da República no Estado do Amapá cumprem nesta terça-feira, 16 de setembro, três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão nos Estados do Amapá, Pará e no Distrito Federal. A ação é um desdobramento das investigações da operação Toque de Midas, realizada em julho deste ano contra fraudes em processo licitatório de concessão da estrada de ferro do Amapá.

As investigações identificaram indícios de prática de advocacia administrativa, corrupção passiva privilegiada e tráfico de influência entre funcionário do grupo EBX, de uma empresa prestadora de serviço e do Diretor Executivo da Polícia Federal. Segundo apurações, os dois investigados ligados ao grupo buscavam facilidades junto à Polícia Federal para proveito das empresas, como fraude na inscrição para curso especial de supervisor de segurança portuária, credenciamento para instrutor de tiro sem análise dos requisitos legais, entre outros.

O Diretor Executivo solicitou afastamento do cargo, acolhido pela Direção-Geral da Polícia Federal. O diretor de Combate ao Crime Organizado responderá pela Diretoria Executiva durante o afastamento. A Corregedoria Geral da Polícia Federal determinou a instauração de procedimento disciplinar para a apuração dos fatos.

(Fonte: Polícia Federal)

Para entender a Toque de Midas

Para entender ou relembrar, leia o que já foi publicado neste blog sobre a Operação Toque de Midas:

11 de julho
PF deflagra Operação Midas
PF faz buscas na casa do empresário Eike Batista
Alvo de buscas da PF, ações da mineradora de Eike Batista caem 13%


12 de julho
14 de julho
22 de julho

Eleições 2008 - Camilo assume a liderança

Pesquisa do Ibope divulgada ontem à noite pela TV-Amapá mostra Camilo Capiberibe (PSB) liderando a pesquisa de intenção de votos para a Prefeitura de Macapá.
Esta é a segunda pesquisa do Ibope. Na primeira, feita mês passado, a liderança era de Roberto Góes (PDT) - que caiu para o segundo lugar.
Veja os números:
Camilo Capiberibe – 31%
Roberto Góes – 27%
Lucas Barreto – 9%
Fátima Pelaes – 8%
Dalva Figueredo – 7%
Moisés Souza – 3%
Frota -1%
Brancos e Nulos – 4%
Indecisos – 10%