quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dalva e Capi no mesmo palanque

Li no blog Notícias Daqui, da Luciana Capiberibe, que está sendo construída a "ponte da amizade" entre o PT, de Dalva Figueiredo, e o PSB, do ex-governador Alberto Capiberibe, visando as eleições de 2010.
Para dar início a construção da tal ponte uma reunião foi realizada ontem à noite em Brasília entre Evandro Gama (PT), o ex-deputado federal Lourival Freitas (PT) e o casal Capiberibe. A reunião foi na casa de Gama.

E eu que pensava que depois de tantas acusações de um lado e de outro nunca mais veríamos PT e PSB dividindo o mesmo horário político no Amapá, só acreditei porque a notícia foi dada por Luciana Capiberibe.

É ... em política a única coisa que falta a gente ver é jabuti subir em pau-de-sebo.
Ou não?

Tudo logo!

Já na coluna From, do Diário do Amapá, li que em encontro recente entre Capiberibe e a cúpula do PTB para discutir uma aliança com vistas às eleições do ano que vem, Capiberibe teria exigido dos petebistas as vagas de candidato ao Senado e a vice-governador e, em caso de vitória de Lucas Barreto ao governo, todos os cargos do primeiro escalão do governo. O PTB, claro, disse NÃO.
Se isso for verdade, tá explicado porque nos últimos dias os capiberistas passaram a disparar suas metralhadoras em direção a Lucas Barreto.

Como na política tucuju só está faltando jabuti subir em pau-de-sebo, eu não duvido nadinha.

Sobre Lucas Barreto

Tá no sítio do jornalista Corrêa Neto:

"Conversei na segunda à noite com o ex-deputado Lucas Barreto, acusado de ser um dos beneficiários dos chamados ”atos secretos”, usados para empregar familiares e amigos dos senadores e de funcionários do Senado Federal. O ex-presidente da Assembléia Legislativa do Estado, que vem sendo pressionado para se manifestar sobre as denúncias, disse que a pressão é decorrente da excelente posição que ocupa nas pesquisas de intenções de votos para 2010.
- “Nunca escondi de ninguém o fato de estar trabalhando com o senador José Sarney. Ele foi a única pessoa que me telefonou quando deixei a Assembléia, oferecendo trabalho, mas já não era mas servidor do Senado quando disputei a eleição para a Prefeitura de Macapá. Não cometeria um erro grosseiro como esse. A portaria com minha exoneração é de 28 de maio de 2008”, disse o ex-deputado, que prometeu nos mandar uma cópia. E mandou: veja aqui."

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Jornalismo: STF derruba exigência do diploma

"É um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria", disse o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murilo, ao término da sessão do STF que derrubou a exigência do diploma para o exercício do jornalismo.
Murilo enfatiza que apesar dessa decisão nem nem o jornalismo nem o movimento sindical vão acabar, pois há muito a ser feito em defesa do direito da sociedade à informação.
A executiva da Fenaj reúne-se amanhã, quinta-feira, às 13h, para traçar novas estratégias de luta.

Mello Castro no STJ

Tá no sítio do STJ


A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou, por unanimidade, a convocação do desembargador do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) Honildo Amaral de Mello Castro, para reforçar o quadro de magistrados do STJ na vaga deixada pela saída do desembargador federal também convocado Carlos Mathias.

A providência está prevista no artigo 56 do Regimento Interno do STJ, segundo o qual, em caso de vaga ou afastamento de ministro por mais de 30 dias, pode ser convocado juiz de Tribunal Regional Federal ou desembargador de Tribunal de Justiça.

Nascido em Belo Horizonte (MG), formou-se na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais – Casa de Afonso Pena, em 1968. Exerceu a advocacia militante por muitos anos, em todas as áreas de Direito, com especialidade na área de seguros, imobiliária, de família, comercial e tributária tanto nas justiças estaduais como perante os tribunais superiores em Brasília-DF. Nomeado juiz de Direito em Minas Gerais, tornou-se após procurador fiscal no estado de Minas Gerais e juiz de Direito no Distrito Federal até janeiro de 1991, quando ocorreu a constitucional transformação do ex-Território Federal do Amapá em estado, ocasião em que veio de ser nomeado desembargador.

Exerceu a presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá de 5 de março de 1993 a 5 de março de 1995, consolidando a instalação da Justiça no estado, construindo muitos fóruns nas comarcas do interior, criou a Auditoria da Justiça Militar, a Casa Militar do TJAP, entre várias outras realizações. Em setembro de 1995, por força de dispositivo constitucional, em substituição temporária ao governador Annibal Barcellos, tornou-se o primeiro governador constitucional do estado do Amapá, ocasião em que criou o município de Vitória do Jari.

Publicou três livros: Recurso Especial. A Visão de um Presidente; Coletânea de Estudos Jurídicos: Temas Diversos; e Justiça, Judiciário e Escola de Magistratura”, editora Bestbook, além de possuir cerca de trinta trabalhos jurídicos publicados em revistas nacionalmente conhecidas como a Revista Forense, Revista dos Tribunais, Ciência Jurídica etc. nas áreas de Direito Eleitoral, Civil, Constitucional, Criminal e Processo Civil.

Artigo

O caminho do Brejal, de Sarney

Ademir Pedrosa*
(pedrosademir@hotmail.com)

Depois do axioma bestialógico de que o homem só se sentirá deveras realizado após plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro, os escrevinhadores se danaram a escrever livros a torto e a direito. É por isso que se repete no Brasil o que acontece no Amapá: há mais escritores que alfabetizados. Ora, ter um filho é algo que basta ter fertilidade e uma mulher que tope dividir essa tarefa – ou vice e versa.

Plantar uma árvore é algo que me parece naturalmente simples. Uma pá e a muda de uma planta já são suficientes. Agora, escrever um livro é algo que requer algo mais, a começar pelo domínio da Língua, coisa que alguns têm demonstrado que precisariam de um reforço do Mobral. É por causa disso que talvez o País esteja atolado numa pocilga de livros. E pra quem pensa que isso é pouca porqueira basta ver o que vendeu de livros Paulo Coelho. Vendeu milhões de exemplares em diversos idiomas, e entrou olimpicamente para Academia Brasileira de Letras.

O escritor Machado de Assis, que é presidente perpétuo da Academia, nunca vendeu, durante estes cem anos, um terço sequer do que vendeu de livros o Mago Paulo Coelho. No Brasil só a Bíblia vendeu mais. A Bíblia é considerada livro de cunho literário, o do Mago de auto-ajuda. A Bíblia está no mercado brasileiro desde quando o Brasil foi descoberto, o do Mago há três décadas. O hábito pode até fazer o Monge, mas o livro não.

Embora não seja a qualidade literária que promove o ingresso do escritor à Academia, pois basta que tenha escrito um livro e que faça uma boa campanha de sua candidatura que poderá ser eleito. É uma eleição cujo critério é o voto dos acadêmicos que decide qual dos candidatos ocupará a cadeira vaga. Aquele que obtiver o maior número de sufrágios é eleito. Mas não vamos esquecer que já houve eleições por aí que impugnaram e até cassaram mandatos de prefeitos quando se comprovou que não sabiam ler, eram ágrafos de pedra. O TRE não aprova candidatos analfabetos, a Academia também.

Não é a Academia quem escolhe os concorrentes, ela escolhe um dentre os candidatos. Na verdade a Academia é uma agremiação que reúne escritores sem a preocupação de qualificar de bons ou ruins, o que não ilide o fato de eles serem representantes das Letras no Brasil. O Escritor João Ubaldo Ribeiro, por exemplo, se sente honrado de pertencer à Academia. E outros se sentem virtuosos nesse mesmo diapasão. Já o escritor Millôr Fernandes que nunca quis ser Acadêmico, tripudia. Veja a análise que ele faz do livro Brejal dos Guajás, do Acadêmico José Sarney:

Quando o autor diz que “o caminho do Brejal era longe”, como garante que é o caminho do Brejal? Sendo longe do Brejal, o caminho, em última análise, não é do Brejal. Vai ver é de Pirapora, Cascadura, Nova Zelândia, sei lá. Uma coisa, Sir Ney – o caminho de um lugar é sempre perto desse lugar, a partir de. Pode até não ir longe, mas é perto. Se, porém, o autor assume um ponto de vista exterior em relação ao Brejal (o que absolutamente não foi feito), tem que dar uma idéia de onde está – na Academia Brasileira de Letras, por exemplo? Mas daí pro Brejal, todos sabem, o caminho é muito perto. Em qualquer país civilizado Brejal do Guajás seria motivo para impeachment.

Sarney era, naquele estádio, presidente do Brasil. Por aí o leitor pode ver que a Academia não goza desse prestígio atribuído a ela como se fosse uma unanimidade. Nem o Senador, por ser integrante dela. Não vamos misturar alho com bugalhos...

(Ademir Pedrosa é professor e escritor)

Tá difícil

Gente, com a Intermerda está cada vez mais difícil atualizar o blog.

É verdade?

Ouvi por aí que Junior Baiano será um dos reforços do Esporte Clube Macapá no campeonato amapaense deste ano.
Me disseram que a diretoria do Macapá está hoje no Rio de Janeiro acertando os detalhes da contratação.

Passeando na praça depois da aula

Volto mais tarde

Tá tocando no rádio

O Eleito
(Lobão)

Ele é esperto e persistente
Acha que nasceu pra ser respeitado
Ele é incerto e reticente
Acha que nasceu pra ser venerado
O palácio é o refúgio mais que perfeito
Para os seus desejos mais que secretos
Lá ele se imagina o eleito
Sem nenhuma eleição por perto
Ele é o esperto, ele é o perfeito
Ele é o que dá certo, ele se acha o eleito
Seus ternos são bem cortados
Seus versos são mal escritos
Seus gestos são mal estudados
A sua pose é militarista
Ele se acha o intocável
Senhor de todas as cadeiras
Derruba tudo pra ficar estável
Ele não está aí para brincadeira

(...)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Tá na Folha de S.Paulo

Sarney diz que não errou e que não deixa presidência

Acuado por uma série de desvios administrativos dentro do Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), 79 anos, afirma que não errou ao indicar parentes para cargos na Casa e que não irá renunciar. Diz, sem citar nomes, suspeitar de sabotagem interna.
Considera necessário mudar regras, mas afirma que erros praticados no passado podem ficar sem punição, pois "cada um deve julgar o que fez de errado e de certo". Inquieto, mexendo os joelhos de maneira intermitente enquanto estava sentado em um sofá em seu gabinete, Sarney afirmou que vai "exercer [o cargo] até o fim".
A onda de escândalos no Congresso, que se intensificou na Legislatura iniciada em fevereiro, atingiu Sarney em cheio nos últimos dias. Rebate todas as acusações. Reafirma não ter percebido que recebia R$ 3.800 de auxílio-moradia por mês. A nomeação de um neto teria sido à sua revelia. Sobre as sobrinhas, considera não haver erro.
Durante 55 minutos de entrevista, o senador maranhense que se elege pelo Amapá tomou apenas meio copo de água. No meio da atual onda de escândalos, relata ter chegado a uma conclusão: "Há uma tendência de buscar democracia direta. Tudo aponta nesse sentido".


FOLHA - Como o sr. avalia a onda de escândalos envolvendo o Senado e o sr.?
JOSÉ SARNEY - A vida sempre me reservou desafios. A crise da democracia representativa está atingindo todos os Parlamentos no mundo inteiro.

FOLHA - Por culpa de quem?
SARNEY - A notícia em tempo real transformou o Parlamento, ele fica quase envelhecido. Em face disso há uma divergência de saber quem realmente representa o povo. É a mídia eletrônica, são as ONGs, é a sociedade civil ou os representantes eleitos? Esse é o grande problema que estamos vivendo.

FOLHA - O sr. contratou a Fundação Getúlio Vargas para fazer uma reforma administrativa no Senado. Agora, o sr. também tem aparecido em meio a acusações de comportamento impróprio. O que aconteceu?
SARNEY - Olha, eu acho que eu tenho um nome que deve ser julgado com respeito pelo país. Eu tenho uma biografia, nunca alguém associou minha vida pública ao nepotismo. Os fatos que colocaram estou mandando examinar. O que estiver errado, se corrija. Se eu tiver algum erro, eu sou o primeiro a corrigir. Mas acho que nunca conduzi de outra maneira que não fosse com correção.

FOLHA - E o caso do seu neto, contratado pelo senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA)?
SARNEY - Depois de eu ter sido tudo, se eu fosse acusado de ter nomeado um neto era realmente um julgamento que seria injusto. Eu não pedi ao senador. Disse isso e ele confirmou. E, se ele tivesse me consultado, teria sido o primeiro a dizer não.

FOLHA - Quando o sr. soube, qual foi sua reação?
SARNEY - Ele próprio saiu. Já era um problema a ser administrado pelo Cafeteira. O que a imprensa tem de entender é que aqui dentro do Senado temos 81 repartições. Cada senador é o chefe do seu gabinete. Quem nomeia é ele.

FOLHA - Seu neto saiu por conta do nepotismo, mas entrou no lugar a mãe dele. O sr. soube disso?
SARNEY - Eu não sou responsável pelo gabinete do Cafeteira.

FOLHA - O que o sr. acha da afirmação do senador Cafeteira de que nomeou seu neto por dever favores a seu filho, Fernando Sarney?
SARNEY - Você acha que eu, como presidente do Senado, tenho minha biografia, vou discutir uma coisa dessa? Não vou discutir um assunto desse. Minha resposta para vocês é essa.

FOLHA - E os outros casos relacionados ao sr.: duas sobrinhas empregadas em gabinetes de senadores, de Roseana Sarney (PMDB-MA) e de Delcídio Amaral (PT-MS).
SARNEY - Esse é um caso que está sendo estudado, porque parece que ele foi colocado agora. Eu pedi para ser investigado. Eu acho que há uma certa armação no caso da Roseana, na publicação de que foi ato secreto. Esse problema, que não é meu, a chefe de gabinete dela diz que os dados não conferem. Está sendo analisado.

FOLHA - E do Delcídio?
SARNEY - Do Delcídio, eu realmente pedi a ele, uma sobrinha da minha mulher, funcionária de carreira do Ministério da Agricultura, mudou-se para Mato Grosso do Sul, pedi que ela fosse requisitada para trabalhar no gabinete dele. Eu acho que não tem nenhum erro em ter feito esse pedido a ele.

FOLHA - Há atos secretos?
SARNEY - Estou convencido de que há muitas falhas, que pode ter havido não publicações. Vamos examinar.

FOLHA - O ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia disse que os senadores conheciam os atos secretos. É correta a afirmação?
SARNEY - Eu nunca soube.

FOLHA - Mas o que aconteceu? Os atos não eram públicos...
SARNEY - Não sei. Isso nós estamos tentando apurar.

FOLHA - Quando Agaciel deixou a direção-geral do Senado, o sr. o saudou pelos serviços prestados. Mantém a mesma opinião sobre ele?
SARNEY - É um assunto de ordem pessoal, de valor, que acho que não cabe numa entrevista.

FOLHA - Até agora, nenhum congressista foi punido e poucos devolveram dinheiro gasto indevidamente. Isso não produz uma sensação de impunidade?
SARNEY - A população pode até contestar a validade do Congresso. A democracia não vive sem Parlamento. E Parlamento fraco, desmoralizado, é desejo de segmentos da sociedade.

FOLHA - Esse enfraquecimento não ocorre por causa da resposta tímida dos congressistas? No episódio do auxílio-moradia pago indevidamente, inclusive ao sr., não seria o caso de todos devolverem o dinheiro?
SARNEY - Nunca tinha recebido auxílio-moradia. Recebi por oito meses. Mandei interromper ao saber. Quanto aos outros, cada um fará o seu julgamento.

FOLHA - O sr. devolveu o dinheiro ao Senado?
SARNEY - Vou ressarcir. Está em estudo como é que se deve proceder. Isso será um gesto pessoal, meu.

FOLHA - Os outros estão obrigados a devolver o dinheiro?
SARNEY - Não. Isso é uma decisão pessoal. Acho que é da lei. Eles estão usufruindo benefício que é extensivo ao funcionário público de maneira geral.

FOLHA - O Congresso é o maior responsável pela crise?
SARNEY - Sim, claro que o Congresso tem responsabilidade. Estamos num período de exaustão do modelo de democracia representativa. Há uma tendência de buscar uma democracia direta. Tudo aponta nesse sentido.

FOLHA - O sr. se arrepende de sua candidatura a presidente do Senado? Pensou em renunciar?
SARNEY - Não. Minha vida foi sempre feita de desafios. Vou exercer até o fim.

FOLHA - De todos os desvios que estão acusando o sr., qual o sr. considera erro mais grave?
SARNEY - Não tenho nenhuma responsabilidade sobre o auxílio-moradia. No caso da minha sobrinha, eu estou assumindo. Não cometi erro nenhum. Querer julgar toda a minha vida por eu ter pedido por uma sobrinha de minha mulher, acho extremamente errado, uma injustiça em relação a mim. Eu deveria ser julgado com mais respeito. Sou o parlamentar mais antigo neste país. Estou fazendo um esforço grande na minha idade.

FOLHA - Está sendo sabotado?
SARNEY - Não descarto essa hipótese. Até porque falam dos atos secretos, mas só aparecem os meus. Não tenho provas.

(Entrevista concedida a Fernando Rodrigues e Valdo Cruz/FOLHA DE S.PAULO)

Um mimo pra você

Tá no site do MPF:

MPF/MA anula doação do Convento das Mercês à Fundação José Sarney

Justiça invalidou a legislação estadual que regulamentou o registro da propriedade e decidiu que o imóvel fosse reincorporado ao patrimônio público do estado

A pedido do Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA), a Justiça Federal anulou a doação do Convento das Mercês à Fundação José Sarney, tornando inválida a legislação estadual que regulamentou o registro da propriedade. Pela decisão o imóvel será reincorporado ao patrimônio público do estado.

O episódio da doação aconteceu em 1990, quando o governo editou uma lei que autorizava a incorporação do convento aos bens da fundação, conhecida à época por Fundação da Memória Republicana. Três anos depois, a Assembleia Legislativa do Maranhão aprovaria uma lei ratificando a doação.

Em agosto de 2004, o MPF entrou com ação contestando a doação do Convento das Mercês à Fundação José Sarney e pedindo a reintegração do bem ao patrimônio do estado do Maranhão com base em um decreto-lei, assinado em 1937 - o decreto impede que bens tombados pela União sejam doados a qualquer entidade de direito privado.

Notificada, a fundação alegou que é uma entidade pública federal e que, por isso, seria válida a doação. No entanto, entre os objetivos da entidade, registrados em cartório, está o de “organizar e perpetuar a memória dos presidentes da República tendo por base o acervo privado do presidente José Sarney”, o que deixa evidente seu caráter de pessoa jurídica de direito privado.

Para a Justiça, é clara a incompatibilidade das leis sobre as quais aconteceu a doação do imóvel. “A Lei estadual 5.007, de abril de 1990, ratificada pela Lei 5.765, em 1993, pela Assembleia Legislativa, autoriza a doação tratada. Mas está em completa discordância com a lei federal vigente (Decreto-lei 25/37) que proíbe a doação de bens tombados a entidades privadas”, afirmou o juiz Nelson Loureiro dos Santos.

De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a área do convento passou a pertencer ao estado do Maranhão em 1905. Em 1974 ela foi tombada pelo Patrimônio Histórico da União. O Convento da Mercês, que tem mais de cinco mil metros quadrados de área construída e outros sete mil de área livre, é um dos principais pontos turísticos do Centro Histórico de São Luís. Para o MPF, a anulação da doação significa respeitar e resguardar o patrimônio público e social.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Isso é que é vida!

Soeiro, meu marido, no Curiaú

Hare baba!

Cada dia se descobre mais maracutaias do “fofo”.
Ah, fofinho peralta!

Veja estas:

Mais uma sobrinha de Sarney tem vaga criada por ato secreto
Prima da governadora Roseana Sarney (MA), Maria do Carmo de Castro Macieira foi nomeada no Senado por meio de ato secreto. O documento determina o ingresso dela num cargo no gabinete ocupado pela própria Roseana, então senadora pelo PMDB do Maranhão. (Leia mais)

Novo diretor assinou nomeação da modelo
A nomeação de Nathalie Rondeau para trabalhar no Conselho Editorial do Senado foi assinada pelo ex-diretor adjunto e hoje diretor-geral, José Alexandre Gazineo. Ele tem negado desde a semana passada a existência de atos secretos dentro da Casa e alega que apenas assinava o que o então diretor-geral Agaciel Maia determinava. O argumento não tem convencido e põe o atual diretor, que comanda um orçamento de R$ 2,7 bilhões, sob pressão.
Parlamentares exigem a saída do diretor-geral, que assumiu o cargo em março. (Leia mais)

Ato secreto garante emprego no Senado a filha de aliado de Sarney
Aspirante a modelo, a jovem Nathalie Rondeau foi nomeada em 26 de agosto de 2005, por meio de um ato secreto, para trabalhar no Conselho Editorial do Senado. Nathalie, 23 anos, é filha de Silas Rondeau, ex-ministro de Minas Energia, afilhado político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). (Leia mais)

Dutra diz que Sarney não tem condições de continuar na Presidência do Senado
O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) do Maranhão, deputado federal Domingos Dutra, disse ontem que o senador José Sarney (PMDB-AP) deve ser declarado imediatamente incapacitado para o exercício de suas funções parlamentares por absoluta falta de memória.

Dutra lembrou que, indagado em um programa de televisão se sabia da prática de torturas durante a ditadura, o presidente do Senado respondeu que não sabia porque estava no Maranhão. Questionado sobre os escândalos no Senado, respondeu que não sabia, pois era competência do senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

Inquirido sobre o auxílio-moradia que caía mensalmente em sua conta, Sarney disse que não sabia. Perguntado sobre os atos secretos mantidos há mais de 10 anos no Senado, período em que o senador foi presidente por três vezes da Casa, respondeu que também não sabia.

Questionado sobre a nomeação e exoneração de seu neto no gabinete de seu amigo e aliado Epitácio Cafeteira (PTB-MA), também disse que não sabia. Indagado sobre a nomeação de suas sobrinhas, inclusive uma em Mato Grosso do Sul, disse que desconhecia. (Leia mais)

Polícia neles!

Ouvi um DJ reclamando que a polícia em vez de ficar na frente dos bares e boates para impedir que os bebuns peguem no volante deveria era estar nas ruas prendendo bandido.
Pois eu acho que além de estar nas ruas e nas frentes dos bares e boates, a polícia devia estar também dentro destes estabelecimentos para prender os tais empresários da noite que vendem bebida para menores.

Do meu jardim

para que tua semana seja repleta de luz, perfume e alegria
(Ano passado ganhei do amigo Ivan Moraes, que mora nos Estados Unidos, uma muda pequenininha. Plantei, cuidei com todo amor e carinho e como recompensa pela minha dedicação ela me oferta flores de uma beleza inigualável, que enfeitam minha casa e este blog.)

Um vizinho do barulho

O que você faria se todo dia seu vizinho ligasse o som no volume máximo perturbando o seu sossego e da sua família?
Iria conversar com ele? Reclamararia? Chamaria a Polícia Ambiental?

O professor Ivan Carlo, que pilota o blog Idéias de Jeca-Tatu, tem um vizinho do barulho. O desgramado do vizinho - que tem um gosto musical aborrecido, diga-se de passagem - não lhe dá sossego. No fim de semana é pior ainda: o som começa de manhã e rola até a madrugada.
Ivan já conversou, já reclamou e não adiantou. Aí que o cara, de birra, "esfola" o som.
Dia desses, o professor telefonou para a Polícia Ambiental e pediu providências. A polícia respondeu que iria lá mandar baixar o volume, mas desde que o denunciante fosse junto. Ivan pensou, pensou e desistiu. Não seria uma boa dar sua cara pro tapa.
Mas ontem resolveu que seria tudo ou nada.
Telefonou de novo para a Polícia Ambiental. Tem que se identificar. Ivan se identificou.

E olha só como terminou o diálogo:

- O senhor tem que nos acompanhar a casa do seu vizinho
- Tudo, bem, eu vou lá. Desde que o som do vizinho seja apreendido.
- Ah, meu senhor. Isso não podemos fazer. O máximo que o policial pode fazer é pedir para o seu vizinho abaixar o som.
- Mas isso não adianta nada! Vou dar a cara a tapa e, assim que a viatura for embora, o vizinho volta a aumentar o som!

- Se o senhor não está satisfeito, vá a uma delegacia de polícia e faça um boletim de ocorrência...

Pois é. Durma-se com um barulho desses. E o sítio da Polícia Ambiental do Amapá alerta que ouvir som alto é muito mais perigoso do que se imagina. E dá uma relação de 15 males causados pela poluição sonora:
Dor de cabeça;
Cansaço;
Surdez temporária;
Surdez permanente;
Irritação;
Úlcera nervosa;
Perturbação do sossego;
Insônia;
Alteração de humor;
Aumento da taxa de colesterol;
Hipertensão arterial;
Retardamento mental em fetos;
Problemas de coração;
Debilidade no sistema imunológico.
Impotência Sexual;


LEMBREI de um amigo que morava na Jovino Dinoá e também tinha um vizinho do barulho. Denunciou o cara. O Batalhão Ambiental foi lá e mandou baixar o som. Quando a polícia foi embora, o barulhento, além de aumentar o som, deu uns tabefes no denunciante.

Da Agendinha da vovó:
"Não fique aborrecido se seu viviznho fica ouvindo música a todo volume até as duas horas da manhã. A partir das quatro horas telefone-lhe de dez em dez minutos para dizer o quanto gostou."