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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Para meus amigos jornalistas

Edição número 8 da Revista do Amapá, de novembro de 1948, que traz como matéria de capa a história da vila de Cunani, que chegou a ser, por um curto período , um país independente.
Uma das grandes atrações da vila eram os sinos da capelinha, feitos na França. Uma verdadeira obra de arte.
Moedas da República do Cunani ficaram por muitos anos expostas no Museu Histórico-Científico Joaquim Caetano da Silva, em Macapá. De lá foram roubadas. (Sim. Aqui se rouba tudo)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Para a jornalista Dulcivânia Freitas

Capa do primeiro número da revista Rumo - novembro de 1957

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Recomendo

A leitura do texto "Liberdade é escravidão", de Yashá Gallazzi, sobre a lei sancionada esta semana pelo governador Waldez Góes instituindo o Dia Estadual da Liberdade de Imprensa.
Dá um bom debate.
O texto está publicado aqui.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Lembras

da Rádio Equatorial?
Foi a primeira emissora particular de rádio do Amapá (não tem nada a ver com a atual Rádio Equatorial, pertencente o sistema Z Publicidade). Ficava ali por perto de onde é hoje a Praça Nossa Senhora de Fátima.
Teve vida efêmera. Foi fechada pelo regime militar.
Ah, a primeira nota social veiculada na Rádio Equatorial foi o nascimento da minha irmã Alcilene Cavalcante.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Lembras

do jornal Folha do Povo?
......
Fundado em 1963 por Elfredo Távora e Amaury Farias, entre outros jornalistas, a Folha do Povo era um jornal semanal de oposição ao governo. Por causa disso seus jornalistas foram presos várias vezes.

O jornal funcionava na avenida Mário Cruz. A foto registra uma das interdições do jornal, após o golpe de 1964. Um policial na porta principal impede a entrada e saída de qualquer pessoa.

Neste dia quando Amaury Farias chegou ao jornal já estava lá à sua espera o delegado José Alves e um escrivão de polícia para prendê-lo.

Disse-lhe o delegado: "Amaury, na ausência do Elfredo (Elfredo Távora, editor-chefe do jornal, estava em Belém) tu és o responsável pelo jornal como redator-chefe, e aqui estamos por ordem do governador para te prender e fazer intervenção no jornal porque aqui funciona uma célula comunista."

E lá foi o Amaury Farias preso mais uma vez. Ele e José Araguarino Mont'Alverne - que era um excelente repórter.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

De volta

Cheia de saudades da terrinha, dos amigos e do camarão no bafo, a jornalista Bernadeth Farias está de volta ao Amapá.
Bernadeth – que já trabalhou na TV-Amapá e comandou o jornalismo na TV-Gazeta – estará na telinha do programa Meio Dia (SBT) já a partir de segunda-feira, ancorando este programa jornalístico junto com Ricardo Medeiros.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Era notícia

Jornal Pinsonia – 20/12/1897 – página 2

“O inteligente e digno armador Capitão Henrique de Souza cabe a glória de haver iniciado em Macapá a Great Attraction da época e atual, o ciclismo, um aparelho com duas rodas, sobre a qual, na tarde de 14 do corrente percorreu várias vezes todas as ruas da cidade, montado na dita máquina.”

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Haroldo Franco e o Jornal do Povo

Há exatos 67 anos nascia Haroldo José Pantoja Franco, talvez o mais polêmico e mais ousado jornalista amapaense. E há exatos 25 anos ele morria.

Conheci Haroldo Franco quando eu ainda era criança e ele um jovem que se destacava por sua inteligência e ousadia. Sua casa fazia fundos com a nossa e ele tinha um carinho muito grande por meus pais e brincava comigo me chamando de “bonequinha” ou “princesinha”.
Meus pais foram seus padrinhos de casamento a ainda lembro, embora sem muita nitidez, da recepção na casa de Dona Lali, sua mãe.
Haroldo foi professor de Filosofia na Universidade Federal do Pará, mas sua paixão mesmo era o jornalismo e chegou a ocupar os mais altos cargos nas redações paraenses, como o de editor-geral do Estado do Pará, hoje Diário do Pará.
No Amapá fundou vários jornais, mas o que fez história foi o Jornal do Povo – o primeiro jornal diário do Amapá. Era muita ousadia naquela época, início dos anos 70, pensar em fazer jornal diário aqui. Haroldo não só pensou. Fez.
Num prédio na avenida Diógenes Silva, quase esquina com a Leopoldo Machado, montou a oficina (ainda era o tempo da linotipo), a redação (com aquela mesa enorme com várias máquinas remington), o laboratório fotográfico (na época se usava clichê) e administração.
Como Macapá era carente de profissionais, Haroldo trouxe os gráficos de Belém. Entre eles o bonachão Maxico, um coroa de cabelos grisalhos e rosto corado, que nos encantava contando histórias de jornais paraenses.
Para comandar a redação foi buscar em Belém o Walmir Botelho (editor de O Liberal) e no Acre o Élson Martins, o primeiro para atuar como diretor de redação e o segundo como chefe de reportagem. José Mendonça,que veio não lembro de onde, era o diagramador – que chamam hoje de formatador. Diagramar um jornal naquela época não era fácil. Tinha que calcular e desenhar a página com canetas vermelha e azul numa folha lisa. Mais tarde surgiu a folha quadriculada, já dividida em colunas, o que facilitava um pouco o trabalho do diagramador. Hoje se faz tudo no computador.
Fizeram parte da primeira equipe do Jornal do Povo, eu, Edevaldo Leal (hoje advogado), Odilardo Lima (hoje delegado de polícia), Fernando Rodrigues (hoje historiador) e seu irmão Raimundo Rodrigues (hoje economista e professor universitário). A coluna social ficou por conta de Maria Augusta Ventura e os editoriais eram feitos pelo veterano jornalista Alcy Araújo. Horácio Marinho era o fotógrafo e o professor Estácio Vidal Picanço escrevia uma coluna. Gentil e Biló eram os jornaleiros, que saiam pela ruas gritando a manchete. Mais tarde vieram o Corrêa Neto, o José Júlio Nunes entre outros.
Não! Não era fácil fazer jornal diário naquela época. Macapá era um ovo, quase nada de grande importância acontecia por aqui, portanto tínhamos que tirar leite de pedra. E a gente tirava com o maior entusiasmo e assimilando as lições que nos eram repassadas por Haroldo Franco, Alcy Araújo, Walmir Botelho, Élson Martins e mais tarde Corrêa Neto.
Curiosa, inquieta e com sede de aprender – e com esse time para me ensinar – eu trabalhei em todas as editorias do Jornal do Povo. Cobria esporte, cidade, política, cultura, visita de ministros e de presidente da República. Ano passado, no blog Repiquete, Élson Martins se referindo a mim disse que “tinha lido naquele tempo (início dos anos setenta), no seu olhar atento, a inquietude de uma repórter.”
Foi no Jornal do Povo, em 1975, que ganhei meus primeiros prêmios como jornalista, medalhas de Honra ao Mérito da Federação Amapaense de Desportos (atual Federação Amapaense de Futebol) e Academia Osélio Silva, diplomas de Honra ao Mérito de entidades culturais e das federações de vôlei, basquete e natação, votos de congratulações de Câmaras de Vereadores, entre outras honrarias. Entrevistei ministros, celebridades, craques do futebol, artistas e anônimos. Certa vez o Haroldo Franco escreveu um artigo onde dizia que eu estava trilhando com muita competência e responsabilidade o caminho do meu pai Alcy Araújo e que eu sabia entrevistar, com o mesmo respeito, tanto o operário suado como o ministro engravatado. Isso me estimulou bastante.
Ah, naquela época eu era a única mulher repórter no Amapá e talvez a única no Brasil a fazer reportagem esportiva.
Não lembro por quanto tempo o JP se manteve diário, pois no final de 1975 fui para o jornal “O Estado do Pará”, e logo depois segui para o Rio de Janeiro para fazer faculdade. Quando voltei o jornal não era mais diário. Era semanal e rodado em off-set em Belém. Ainda cheguei a fazer, junto com Fernando Rodrigues, uma coluna política, por um curto período. Depois fui para outro jornal, também semanal.
No dia 13 de janeiro de 1984 eu não estava em Macapá. Soube, através de um telefonema de minha mãe, que fizeram para o Haroldo, na redação do Jornal, uma festa surpresa em comemoração aos 42 anos dele. Foram tantas homenagens e tantas emoções que o coração do meu amigo não agüentou.
Já se passaram 25 anos, mas sempre que penso nele uma lágrima teima em cair.
Eu teria muito para contar sobre o Haroldo e o Jornal do Povo. Mas deixo para contar outro dia, pois agora essa lagrimazinha teimosa começa a cair me impedindo de ver com nitidez o teclado e a tela do computador.


Então tá combinado. Outro dia eu conto algumas coisinhas pra vocês, como:
- O que tinha no cofre do Haroldo que deixava todo corrupto tremendo de medo
- O dia que a PF apreendeu o jornal
- A bomba que colocaram no carro do Haroldo com um aviso
- Repórter HF - a coluna que ele escrevia
- Chantal, Chantal, um dia eu chego lá.
- Sorry, periferia
- O Fusquinha do Corrêa que dava carona pra todo mundo
- A história das reportagens sobre uma casa mal assombrada, um homem nu e macumba no futebol
- O repórter do JP que morria de medo de visagem
- O horóscopo do JP
- As brincadeiras que rolavam na redação
- etc etc etc

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Ética no jornalismo

Na próxima sexta-feira 14, o Sindjor (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá) realiza, no Salão de Atos da faculdade Seama, a partir das 18h, mais uma palestra do ‘Projeto Poronga – Qualificação Profissional Para Informar Melhor’.
Ética no Jornalismo é o tema que estará em discussão. Para o debate, o sindicato trás de Belém do Pará, a jornalista Simone Romero, repórter do jornal O Liberal e professora substituta da Faculdade de Comunicação da UFPA.
Com o debate, o Sindjor quer chamar os jornalistas para uma reflexão sobre a ética na prática jornalística, contemplando questões, como uso de câmeras escondidas, o direito à privacidade, o uso de falsa identidade, o direito ao sigilo da fonte, a espetacularização da notícia, etc. “Vamos debater também o Novo Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros e os erros que a imprensa não pode esquecer como o caso da Escola Base”, ressaltou Volney Oliveira.
Mais informações no Sindjor ou pelo telefone (96) 3224-2864

(Denyse Quintas)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Para não esquecer

Em novembro de 1957 foi lançada a revista Rumo - a realização de um sonho de poetas, intelectuais e jornalistas amapaenses. Totalmente produzida no Amapá, a Rumo circulou em todo o Brasil e contava com correspondentes em vários estados. Era uma revista mensal e foi fundada por Ivo Torres, Alcy Araújo, Arthur Nery Marinho,Vilma Torres, Aluízio da Cunha, entre outros.

(Este blog é atualizado várias vezes por dia)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

RUMO - A revista que projetou o Amapá


Dois mil e sete é o ano que marca o cinqüentenário de lançamento da revista Rumo, a realização de um sonho de poetas, intelectuais e jornalistas amapaenses. Totalmente produzida no Amapá, a Rumo circulou em todo o Brasil e contava com correspondentes em vários estados. Era uma revista mensal e foi fundada por Ivo Torres, Alcy Araújo, Arthur Nery Marinho,Vilma Torres, Aluízio da Cunha, entre outros.

Considerada uma publicação de alta qualidade, foi identificada por críticos literários e renomados autores como um veículo de difusão cultural dos mais importantes do país. O primeiro número, que circulou em novembro de 1957, mostrava a participação do Amapá pela primeira vez em um Congresso Nacional de Jornalistas. Foi o VII Congresso, realizado em setembro daquele ano marcando o cinqüentenário da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). E o Amapá foi representado por Alcy Araújo.

O jornalista aproveitou a viagem para conhecer Brasília "e os trabalhos que se realizam no Planalto goiano para a instalação da futura capital do país". Isto rendeu a matéria "Brasília – obra de saneadores, artistas e poetas", tendo como subtítulo "Pioneirismo e técnica moderna erguem a cidade do futuro – Uma visita aos verdes altiplanos de Goiás".

Uma matéria assinada por John H. Newman abordava a cultura da seringueira no Amapá, enquanto Paul Ledoux escrevia sobre agricultura, silvicultura e pecuária, e Amaury Farias sobre latifúndio; "A música no Território Federal do Amapá" era também destaque na primeira edição da Rumo, com matéria assinada por Mavil Serret, o pseudônimo de Vilma Torres.

Esta edição trazia também poemas de Fernando Pessoa, uma página de ciências, uma de economia e finanças, contos de Guy de Maupassant e de Almeida Fischer. Noticiava a morte do escritor José Lins do Rêgo, falava de teatro, de educação e traçava um perfil histórico de Macapá.

A revista – que trazia artigos e reportagens enfocando os mais importantes movimentos artísticos e culturais do Amapá, do Brasil e do exterior – inseriu a cultura amapaense no contexto nacional. Suas páginas recheadas de teatro, música, folclore, sabedoria popular, eram freqüentadas por ícones da época.
Por sua envergadura, a Rumo chegou a ter projeção internacional. "A Rumo conduz e explica o Amapá", escreveu o ensaísta Osório Nunes. Uma crítica publicada no suplemento literário do jornal Diário de Minas, em outubro de 1958, assim se expressou sobre a revista: "Encontramos suas raízes na Semana de Arte Moderna. A sua vida constitui um resultado de descentralização cultural que houve a partir daquela data e que cada vez se acentua. Se fôssemos um Carlos Drummond, Mário de Andrade, um Vinícius de Morais ou Aníbal Machado, nada nos alegraria mais do que nos saber lido lá pelos confins do Brasil, no Amapá."

Num tempo em que livros eram praticamente instrumentos de uma pequena elite, o jornalismo passou a ser utilizado como uma forma de intervenção social. Naquele momento o jornalismo tinha mais importância do que a literatura, porque ajudou a criar o impacto para despertar a sociedade mexendo com as pessoas. Para haver literatura era preciso um conjunto de coisas funcionando a um só tempo: crítica literária, leitores, debate, produção de livros, escolas... como um conjunto de elementos articulados. Daí a necessidade e a pertinência da revista Rumo, responsável pela articulação de todo um movimento que se consolidou com a projeção da obra intelectual do grupo de escritores amapaenses para além das fronteiras do Amapá.

A promoção do debate levou a revista a criar outros mecanismos de apoio à produção literária. E assim nasceu a Editora Rumo, que viria a publicar em 1960 a antologia Modernos Poetas do Amapá, o livro Quem explorou quem no contrato do manganês do Amapá, de Álvaro da Cunha (1962), e Autogeografia, livro de poesias e crônicas de Alcy Araújo (1965). A revista Rumo também deu origem ao Clube de Arte Rumo, que reunia poetas, pintores, músicos e artistas de teatro para discutir o que se fazia no Amapá e no Brasil no campo da literatura, da música e das artes cênicas e plásticas. Ao mesmo tempo em que promovia concursos de crônicas e poesias na busca de novos talentos.
















Na foto acima Ivo Torres e Álvaro da Cunha no lançamento da antologia Modernos Poetas do Amapá, editada pela Rumo.Na foto ao lado, Alcy Araújo autografando a antologia (1960)

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Há 38 anos era lançada a revista Latitude Zero

Estou folheando mais uma vez o primeiro número da revista “Latitude Zero”, lançada em agosto de 1969 pelos jornalistas e poetas Ezequias Ribeiro de Assis e Alcy Araújo Cavalcante.
Neste primeiro número, a revista dá início a um debate sobre a necessidade de se implantar o ensino superior no então Território do Amapá, denuncia a pesca clandestina na costa amapaense, publica lendas, crônicas, contos e poesias, deixando claro que o maior espaço da revista seria dedicado à cultura. “As nossas páginas estão abertas ao talento jovem. Poetas como Carlos Nilson, Aldony Araújo, Alcinéa Cavalcante, Manoel Bispo, Ernani Marinho, Ronaldo Bandeira e outros se reunirão em Latitude Zero”, informava o editorial de apresentação da revista.
Numa matéria sobre o verão e tudo que rolou no mês de julho na Fazendinha – a mais famosa praia de Macapá -, a revista diz que compreende porque o poeta Alcy Araújo declarou não ter o menor desejo de ir à lua, “onde não existe coqueiro, nem flor, nem sorriso de moça bonita. A Fazendinha tem tudo isto”.
A revista era editada por Ezequias Ribeiro de Assis e tinha como redator-chefe Alcy Araújo. Trabalharam nela Antonio Munhoz, Wilson Sena, Cordeiro Gomes, Arthur Marinho, Agostinho Souza, José Jeová, Hernani Marinho, Aldony Araújo, Aluízio Cunha, Derossy Araújo, Luiz Augusto Freire, Isaac Uchoa e Osmar Marinho, além de Graça Viana, que fazia a coluna social.
No editorial de apresentação, Ezequias explicou que escolheu para título Latitude Zero “numa justa homenagem aos que criaram no Território (do Amapá) a primeira revista independente que circulou na área”. Era a Latitude Zero criada por Álvaro da Cunha, Marcílio Viana e José Pereira da Costa, no final da década de 40.
Como a primeira “Latitude Zero”, a de Ezequias Assis também teve vida efêmera.
==========

Um dos poemas publicados no número 1 da revista Latitude Zero:
MEU CANTO
Manoel Bispo

Meu canto existirá
porque para os meus pés sacrificados
ainda existe um caminho.
Meu canto existirá
porque o pássaro é liberto
apesar dos muros e dos homens.
A rosa e o perfume,
a criança, o sorriso, a luz
sempre estarão no meu canto.
Ele será como um trigal maduro,
simples e significativo
e existirá por esta multidão de coisas
que me cercam.
Meu canto existirá,
apesar de mim.
(Manoel Bispo é professor, poeta, escritor, artista plástico e compositor)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Coisas de repórter

Eleito governador do Amapá em 1994, João Alberto Capiberibe (PSB) implantou o programa de desenvolvimento sustentável do Amapá, o famoso PDSA - apoiado por muitos e combatido por tantos outros.
Candidato à reeleição, em junho de 1998 Capiberibe reúne a imprensa no Palácio do Setentrião para uma entrevista coletiva. Como sempre, falou quase uma hora sem parar sobre as vantagens do PDSA.
Quando abriu para perguntas, um coleguinha da Rádio Difusora de Macapá - a emissora oficial do governo - apressou-se em levantar a mão para fazer a primeira pergunta. A Difusora transmitia ao vivo a coletiva.
Repórter - Governador, o senhor precisa de mais um mandato para consolidar o PDSA?
Capi - Sim.
Repórter - Pode-se dizer que o senhor é o pai do PDSA e...
Capi - Não! Não! Não! Eu sou pai da Artionka, da Luciana e do Camilo.