domingo, 12 de julho de 2009

Construindo o verde

30 anos da fundação da Associação dos Engenheiros Florestais do Amapá
Alcione Cavalcante e Laércio Aires

Há 30 anos um grupo de 12 engenheiros florestais fundou a Associação dos Engenheiros Florestais do Amapá - AEFA, estes já anteviam que a semente que estava sendo plantada cresceria em curto espaço de tempo.

A profissão é nova no Brasil, existe há 49 anos. A primeira escola foi fundada em Minas Gerais em 1960 pelo Presidente da República Juscelino Kubitschek. Verifica-se que apenas 19 anos nos separam daquele marco inicial cujo objetivo e a correta administração e gestão aos recursos florestais do país. Hoje contamos com cento e sessenta profissionais associados à AEFA, prestando serviço à sociedade amapaense. A semente germinou e a árvore cresceu.

Ao comemorar 30 anos da AEFA, sabemos que muito já foi feito, mas muito ainda falta fazer, pois grandes são os desafios que estão por vir. Só agora o Estado está se preparando e planejando a exploração de suas riquezas naturais renováveis, produtos e subprodutos da floresta.

O compromisso dos pioneiros foi de educar a sociedade quanto à utilização dos recursos naturais renováveis visando à sustentabilidade para assegurar as gerações futuras um meio ambiente saudável.

Se voltarmos no tempo, e sem querer ser saudosista verificamos que este sucesso foi decorrente da ocupação dos espaços institucionais, pelos profissionais de engenharia de florestas, daí o sucesso na realização dos trabalhos, que é comprovado, quando se constata ser o Estado do Amapá o mais protegido do Brasil.

Isto é a prova de quanto estes profissionais cumpriram com sua missão com presteza e dedicação. Para que a sociedade conheça a importância dos profissionais da Engenharia Florestal, faremos um breve relato de alguns trabalhos desenvolvidos por estes profissionais que, visando deixar como legado as gerações futuras e á sociedade um ambiente cada vez mais saudável. Exemplo que vem está sendo seguido com muita determinação pela nova geração de profissionais de florestas.

A contribuição no plano institucional é notável. Com efeito, em 1976 foi criado em Macapá um posto de fiscalização do IBDF subordinado ao Estado do Pará, dois anos depois um estudo feito por Engenheiros Florestais transformava o posto em DELEGACIA DO IBDF do Amapá, com autonomia e quadro funcional próprio. Posteriormente, foi construída a sede da instituição e a implantação de postos de fiscalização nas localidades de Bailique, Afuá, Jarí e Tartarugalzinho.

Aspetos legais também receberam aporte dão labor da classe, entre os quais destacamos a significativa participação na elaboração dos anteprojetos de lei que instituíram a Lei Estadual de Florestas, Código Ambiental do Amapá e o Sistema Estadual do Meio Ambiente. Estes últimos em companhia de outros profissionais, dentre os quais permitimos citar os agrônomos ilustres Iraçu Colares e Genésio Cardoso do Nascimento.

A digital dos florestais também se encontra na criação do Departamento de Recursos Naturais da antiga Secretaria de Agricultura, que passou a coordenar e executar as ações na área ambiental do Território. Foi o embrião da Coordenadoria do Meio Ambiente, posteriormente transformada em Secretaria de Estado. Registre-se ainda a recente, mas não menos importante criação do Instituto Estadual de Florestas, que já demonstra peso institucional e sinaliza com promissoras ações na área de gestão florestal e de serviços naturais.

Os primeiros trabalhos de educação ambiental registram o Informe Ecológico, veiculo destinado aos estudantes, quando ainda pouco se tratava do assunto na Região, e já grande preocupação com a conservação da biodiversidade, externada através de campanhas de prevenção ao fogo e proteção dos cerrados, já no final da década de setenta.

O painel das unidades de conservação, não seria tão expressivo sem a participação destes profissionais. Estudos técnico-científicos realizados que culminou com a criação das primeiras Unidades de Conservação do então Território Federal do Amapá, no caso a Reserva Biológica do Lago Piratuba, o Parque Nacional Cabo Orange e Floresta Nacional do Amapá, tiveram sua contribuição técnica. No espaço estadual, são de lavra de florestais os estudos que levaram a criação da REBIO do Parazinho, da REBIO da Fazendinha e da Floresta Estadual do Amapá, segunda maior Unidade de Conservação do Estado e uma das maiores do Brasil.

Implantamos também, o Projeto “Quelônios do Amapá”. Hoje uma realidade que além de estudar tartarugas e tracajás, repovoa nossos rios e lagos com tais espécies. É um projeto inovador ainda hoje, que foi instalado nas localidades: Parazinho, Pracuúba e Aporema, sendo o pioneiro na Amazônia em pesquisa e manejo com o tracajá, servindo de modelo para toda a Amazônia. Esse projeto,assumimos, deve-se sua existência à perseverança e determinação do Dr Rubens da Rocha Portal, Engenheiro Florestal de boa cepa.

Os florestais operaram e operam amplamente no setor produtivo do estado, principalmente na elaboração e condução de projetos de Manejo Florestal, em especial de espécies madeireiras e do açaí, ainda hoje de grande importância na formação do PIB estadual.

Finalmente, destacamos a criação do Distrito Florestal do Amapá, posteriormente transformado em Área Prioritária para Florestamento/Reflorestamento, que possibilitou ao Amapá, atrair empresas e incentivos fiscais, destinados inicialmente ao plantio de pinus e dendê e mais recentemente ao eucalipto. O que talvez seja a iniciativa produtiva mais exitosa da história do Amapá. Convém registrar que a capacidade de associar produção e conservação, tem nestes projetos florestais seu mais exuberante feito, exemplo seguido por outras empresas do Brasil e do exterior. Seguramente em nenhum lugar do País, as áreas de reserva legal e de preservação permanente foram tão respeitadas e protegidas. Deve-se isso com certeza a Renato Ribeiro, a Paulo Souto, a Rui Régis a Luiz Alberto, entre outros colegas, que introduziram na cultura de respeito à norma, mas principalmente, ao meio ambiente.

Evidentemente que não pretendemos aqui esgotar todos os feitos da classe, nem era essa nossa pretensão, mas apenas resgatar alguns momentos da trajetória de nossa profissão. Aceitamos contribuições.

Artigo dominical

O mínimo indispensável
Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá

Na vida de Santo Antão, um dos padres do deserto, se lê esta história.
Um jovem desiludido da vida decidiu ser monge. Vendeu todos os bens reservando para si somente o indispensável. Em seguida, apresentou-se a Santo Antão. Este o acolheu com bondade e perguntou-lhe se realmente tinha renunciado a toda riqueza.
– Sim – respondeu o jovem – Vendi tudo o que possuía, guardei somente o mínimo indispensável.
O Santo deu-lhe a seguinte ordem: - Se quiser ser monge de verdade, vá à aldeia mais próxima, compre um bom pedaço de carne, vista essa carne como se fosse uma roupa e depois volte para mim.
O jovem ficou intrigado com a recomendação, mas, confiando na sabedoria de Antão, obedeceu. Comprou a carne, cortou-a em fatias muito finas e colocou-as no seu corpo. Assim enfeitado, com aquela roupa tão esquisita, tomou o caminho do retorno. Foi uma volta bem amarga. Logo que saiu da aldeia, vários cachorros famintos foram atrás dele, abocanhando as carnes. Incontáveis insetos vorazes zumbiam e ferravam o seu corpo. Os urubus das redondezas também começaram a disputar o presente inesperado. O jovem chegou todo ensangüentado aos pés de Santo Antão que lhe falou:
- Viu? Aqueles que deixam tudo, mas, ao mesmo tempo, querem reservar-se o mínimo indispensável, acabam como você. Aquele mínimo de riqueza logo se tornará para eles um sofrimento insuportável.
Sempre achamos essas histórias antigas muito radicais. Pensamos serem outros tempos. É verdade, aqueles homens se foram. Contudo no evangelho de domingo, 12, Jesus envia os doze para irem às casas das redondezas sem levar praticamente nada.
A razão dessa pobreza material se chama liberdade. Não é, porém, a leveza de quem não carrega nada porque não quer se fadigar, ou porque sabe que encontrará tudo lá onde chegar. É a simplicidade de quem acredita no único tesouro que leva consigo no coração: a boa notícia do Reino, por causa do qual eles devem convidar as pessoas à conversão. Se carregassem muitas coisas, a viagem ficaria mais difícil; e a luminosidade do anúncio poderia ser ofuscada pelas aparências dos enfeites. De certa forma, nem as pessoas dos apóstolos devem aparecer, porque não estão dando testemunho próprio ou das suas idéias. No centro de tudo está a boa notícia que o Reino de Deus chegou! Nada, nada mesmo, deve atrapalhar.
Mais uma lição para nós que, às vezes, achamos que o nome do pregador famoso, seja mais importante do que a mensagem. Ou pensamos que a organização chamativa do tal grupo desperte mais atenção do que o próprio Senhor. Pobreza, então. Ordem de Jesus.
A liberdade é coisa séria. Não vale somente para os discípulos, vale também para os que podem ou não acolhê-los. Com efeito, os apóstolos não devem ficar nas casas para convencer de todo e qualquer jeito as pessoas, custe o que custar. Os que abrem as suas casas devem sentir-se livres de aceitar ou de rejeitar o anúncio do Reino. Imposições, ameaças, truques, presentes e promessas, não combinam com a alegre acolhida da Palavra do Senhor. Somente um coração livre é capaz de abrir-se à novidade da paz e do amor que os grupinhos dos apóstolos, de dois em dois, vão testemunhando. À liberdade e à simplicidade dos mensageiros deve corresponder à livre escolha de quem acolhe, para que não seja algo de superficial e de emocional, mas revele a transformação sincera da própria vida. Nenhum poder então, nenhuma imposição. Somente a liberdade do coração para que também a gratuidade do amor de Deus possa manifestar-se num encontro libertador com a pessoa amada.
Para quem recusar sobrará a poeira dos pés. Quem sabe, também a lembrança de uma ocasião livremente perdida.

sábado, 11 de julho de 2009

Macapá Verão

Programação
12 de julho - domingo

Fazendinha
Local: balneário
Hora: 10 às 17h
Atrações: Dj Mauro do Brasil, Garotos do Break, stéreo vitola, Rafael cambraia, amigos do samba, swing Brasil, clube do samba e Banda Placa

Jandiá
Local: Complexo Turístico Jandiá
Hora: 10 às 17h
Atrações: Jeferson e Cametá, DJ 8, Mec Louco, Madox, Banda Swing, Caçula do Brega, Delson Moreira e Banda e Frutos Tropicais

Curiaú
Local: Balneário
Hora: 10 às 17h
Atrações: Melody Forró, desfile Musa Verão, Raimundo Ladislau e Batuque do Quilombo do Curiaú

Araxá
Local:Complexo Turístico
Hora:10 às 17h
Atrações: DJ Serginho, Black Power, Fire Hard, Mano a Mano, Mesti Samba e Banda Marfim

Distrito de Santa Luzia
Local: Balneário Santa Luzia
Hora: 10 às 17h
Atrações: Mega som s16 e Flamengo dos Teclados

Distrito de São Joaquim do Pacuí
Local: Balneário São Joaquim
Hora: 10 às 17h
Atrações: Som DZ e Rafa Galã da Saudade

Programação Teatral
Local: Parque do Forte
Hora: 17 às 21h
Atrações teatrais: Brincando com Pipas, Na terra do Julgamento e Que Palhaçada é essa.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Num outro verão...

Reconhece esses brotinhos, que nos 70, enfeitavam a praia da Fazendinha, inspiravam poetas e provocavam suspiros?

Alerta! Alerta! Alerta!

Mais de cem casos de febre por oroupuche são registrados por mês em Mazagão

Se você vai ao município de Mazagão todo cuidado é pouco para não contrair uma doença conhecida por “febre por oroupuche”.
Só de abril a junho deste ano 391 casos foram registrados e não sei porque a Secretaria de Saúde ainda não se manifestou sobre o assunto nem faz um alerta à população.
Amostras de sangue de vários destes pacientes foram encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas que confirmou tratar-se realmente de “febre por oroupuche”.
A doença se manifesta sob a forma de febre alta, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações e fotofobia. Geralmente o paciente fica de cama por cerca de 12 dias e ainda corre o risco de ter uma recaída após 15 dias.
Ela é transmitida por uma espécie de maruim, o Culicoides paraensis, que se prolifera onde não há saneamento, onde há acúmulo de entulhos e lixo.
Mosquitos desta família são também responsáveis pela doença denominada "Língua Azul" (LA), que acomete ovinos e bovinos.

"Lei da Cachaça"

é assim que está sendo chamado o projeto de lei de autoria do vereador Luizinho Monteiro (PT) que estende o funcionamento das boates e danceterias das 4 para às 5 horas da manhã em Macapá.
O prefeito Roberto Góes já disse que vai vetar.
Tem vereador dizendo que a Câmara vai derrubar o veto.

Sugestões para os vereadores de Macapá

A aprovação do projeto de lei estendendo o horário de funcionamento das boates, bares e danceterias das quatro para às cinco horas da manhã levou o leitor deste blog Jean Paul a concluir que está faltando criatividade aos vereadores de Macapá, daí ele resolveu dar uma mãozinha aos nobres representantes do povo tucuju enviando uma lista de sugestões.

Eis:

- Projeto de lei autorizativo, prevendo a sinalização horizontal da Avenida FAB, onde morre ou se aleija um motoqueiro por dia. Pode ser subdivido em vários trechos, para atender várias excelências.

- Indicação propondo a sincronização dos sinais de trânsito na avenida FAB. Nunca na história deste município houve idéia tão legal. A proposta pode ser subdividida em duas, para atender duas excelências. A primeira autoriza a sincronização do sinal da rua São José com o da rua General Rondon. A segunda o sinal da General Rondon com a rua Eliezer Levy. Sincronizar com o da rua Leopoldo Machado não. E muito difícil. Fica pra próxima legislatura. Afinal a maior parte das excelências vai voltar mesmo.

- Petição propondo a reposição das árvores e ajardinamento da frente da Prefeitura, na avenida FAB. Proposta de reconhecida dificuldade, pois iremos precisar de mais de dez mudas, além de um paisagista de bom gosto.

- Requerimento sugerindo a poda e controle de “erva de passarinho”, que infestam as árvores da avenida FAB. Operação de grande enredamento, pois envolve operários especializados e pelo menos vinte litros de gasolina. Em face de sua complexidade, duas excelências podem apresentar o requerimento.

- Recomendação sugerindo a reforma dos abrigos para passageiros na avenida FAB. De operacionalização muito difícil. Promessa que vem se arrastando desde quando a excelência era o Azevedo Costa.

- Requerimento pleiteando a substituição das lâmpadas queimadas da avenida FAB e da Praça da Bandeira. Reconheço que isso é uma missão quase impossível, mas como existe excelência que já presidiu a CEA, quem sabe, com um esforço concentrado da Parceria, Harmonia e da Governabilidade, talvez seja possível resolver a situação nos próximos quatro anos.

- Indicação solicitando a retirada, educadamente, de todos os camelots (gostaram do afrancesado?), localizados no centro cívico, na frente da PMM, da Seed, do CCA. Todos na avenida FAB. Proibindo evidentemente a atuação da Guarda Municipal.

- Projeto de Lei Urgente Urgentíssimo. Desfazer o que foi feito na lei que já está sendo alcunhada “Lei da Cachaça” e alterar de volta o horário de funcionamento das boates para até duas horas da manhã. Formar uma comissão pra pedir permissão pros donos das boates. Coragem, excelências! Já comemos toucinho com mais cabelo.


- Petição propondo, claro que discretamente e se o prefeito concordar e assim aquiescer, a volta dos salários tanto do prefeito como da vice, e das próprias excelências, para os níveis já bastante elevados de 2008. Não precisa, mas a diferença seria destinada à compra de material para combater a dengue, malária, leptospirose, beribéri, caxumba, desinterias, hepatite e tuberculose.

E você, que acabou de ler esta relação, pode também deixar sua sugestão na caixinha de comentários ou mandar por e-mail (alcinea.c@gmail.com). Vamos colaborar com as excelências ;-)

Dia da pizza

Hoje é o Dia da Pizza

Responda rápido... se souber:

1 - A pizza é o prato preferido
a) das crianças
b) dos adolescentes
c) da petezada
d) dos senadores
e) dos deputados
f) sei lá... não gosto de pizza nem de políticos

2 - Que tempero especial você adicionaria numa pizza oferecida
a) ao presidente Lula
b) ao senador Sarney
c) ao governador do Amapá, Waldez Góes
d) ao prefeito de Macapá, Roberto Góes

e) ao presidente da Assembléia Legislativa do Amapá
f) ao presidente da Câmara de Vereadores de Macapá
g) ao prefeito de Santana, Antônio Nogueira
h) ao vereador Luizinho Monteiro, do PT
i) sei lá ... não entendo de culinária nem de política ...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Chá das cinco

VERDE PRETÉRITO
Alcy Araújo

(1924-1989)

O sapo era verde
no lago verde.
O lodo era verde
no mar tão verde.
Eu era verde
ao poema verde.
A amada era verde
de olhos verdes.
O amor era verde
nos anos verdes.
A fonte era verde
a esperança era verde
e logo secou.
O sinal era verde
o carro era verde
a infância era verde
e se apagou.
(Do livro Autogeografia - 1965)

Pra rir um pouco

Cinema no interior
Os grandes sucessos do cinema, ao serem exibidos numa cidadezinha do interior não tinham público. O cinema da cidade estava quase indo à falência.
Para salvar o negócio, o proprietário resolveu adaptar os títulos ao linguajar local e a partir daí bamburrou.


Aqui vão alguns exemplos:

- Velocidade Máxima = Rápido pra Purra!
- Duro de Matar = Escruto de Murrê
- Esqueceram de Mim = Me deixaro suzinho, mano.
- Coração Valente = Curação presepeiro.
- Free Willy = Tambaqui Porrudo.
- Tubarão = Mapará que mata.
- Tubarão II = Mapará que mata... De nuvu!
- Titanic = Narfrágio do Novo Amapá.
- Epidemia = Mina de Curuba.
- Máquina Mortífera = Jegue Matador.
- Fantasma = A Visage.
- Querida, Encolhi as Crianças = Mulhé, as criança tão gitiiiinha.
- Corra Que a Polícia Vem Aí = Te manda que os homem tão na ilharga.
- Priscila, a Rainha do Deserto = Bando de bicó alegre.
- As Margens da Loucura = Na ilharga da duidera.
- Tomates Verdes Fritos = Macaxeira escruta e rançosa.
- Rio Babilônia = Igarapé pervertido.
- Poço das Vaidades = Olho d'água cheio de pavulage.
- Splash, uma Sereia em Minha Vida = Spraxi, minha mulhé é um curimatã.
- A Gaiola das Loucas = Arapuca de fresco.

Família Sarney coleciona escândalos no poder

Presidente do Senado, filhos e netos se envolvem em alguns dos mais rumorosos casos investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Acusações incluem abuso de poder econômico e formação de quadrilha.
Leia aqui

Tá no Estadão:

Fundação de Sarney dá verba da Petrobrás a empresas fantasmas

De Rodrigo Rangel e Leandro Colon, em O Estado de S.Paulo:

A Fundação José Sarney - entidade privada instituída pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para manter um museu com o acervo do período em que foi presidente da República - desviou para empresas fantasmas e outras da família do próprio senador dinheiro da Petrobrás repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel.

Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto. Uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício.

A verba foi transferida em 2005, após ato solene com a participação de Sarney e do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. A Petrobrás repassou o dinheiro à Fundação Sarney pela Lei Rouanet, que garante incentivos fiscais às empresas que aceitam investir em projetos culturais. Mas esse caso foi uma exceção. Apenas 20% dos projetos aprovados conseguem captar recursos.

O projeto de Sarney foi aprovado pelo Ministério da Cultura em 2005 e está em fase de prestação de contas na pasta. Antes da aprovação, o próprio Sarney chegou a enviar um bilhete ao então secretário executivo e hoje ministro da pasta, Juca Ferreira, pedindo para apressar a tramitação. Em 14 de dezembro, o ministério comunicou que o projeto estava aprovado e, no dia seguinte, a Petrobrás anunciou a liberação do dinheiro. Procurada pelo Estado, a Petrobrás informou que a fundação foi incluída no programa de patrocínio como "convidada" e por isso não teve de passar pelo processo de seleção.

O objetivo do patrocínio, que a fundação recebeu sem participar de concorrência pública, que a estatal faz para selecionar projetos, era digitalizar os documentos do museu. "Processamento técnico e automação do acervo bibliográfico", como diz um relatório de contas.

Pela proposta original, que previa o cumprimento das metas até abril de 2007, computadores seriam instalados nos corredores do museu, sediado num convento centenário no centro histórico de São Luís, para que os visitantes pudessem consultar online documentos como despachos assinados por Sarney na época em que ocupava o Palácio do Planalto. Até ontem, não havia um único computador à disposição dos visitantes.

Nos últimos dias, o Estado analisou notas fiscais e percorreu os endereços das empresas que a fundação afirma ter contratado para prestar serviços ao projeto. Na relação de despesas, foram anexados até recibos da própria entidade para justificar o saque de R$ 145 mil da conta aberta para movimentar o dinheiro do patrocínio.

Em recibo de 23 de março de 2006, em papel timbrado da fundação, Raimunda Santos Oliveira declara ter recebido R$ 35 mil por "serviços prestados de elaboração do projeto de preservação e recuperação do acervo" do museu. Procurada ontem pelo Estado, ela disse que já trabalhou na fundação, mas nos anos 90. "Eu trabalhei lá de 1990 a 1995", disse. Sobre o recibo, não quis comentar: "Não sei do que você está falando."

A lista de empresas que emitiram as notas revela atuação entre amigos no esforço para justificar o uso do dinheiro. Uma delas, a Ação Livros e Eventos, tinha como sócia até pouco tempo atrás a mulher de Antônio Carlos Lima, o "Pipoca", ex-secretário de Comunicação da governadora Roseana Sarney (PMDB) e atual assessor do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, aliado da família.

Das 34 notas fiscais emitidas pela Ação, que somam R$ 70 mil, 30 são sequenciais - é como se a firma tivesse apenas a Fundação José Sarney como cliente. Mais: uma das sócias, Alci Maria Lima, que assina recibos anexados à prestação de contas, nem sabe dizer que tipo de serviço a empresa prestou. "Eu assinei o recibo, mas não sei o que foi que a empresa fez, não."

"Pipoca" é irmão de Félix Alberto Lima, dono de outra empresa, a Clara Comunicação, que teria prestado serviços ao projeto da fundação. As notas da Clara totalizam R$ 103 mil.

Ao Estado, Félix Lima disse num primeiro momento que prestou serviços de divulgação das atividades da fundação. Ele não soube explicar a relação disso com o projeto patrocinado pela Petrobrás. "Não sei de projeto, me chamaram para fazer esse trabalho e cumpri isso profissionalmente", disse. Mais tarde, em outro telefonema, tentou retificar o que dissera: afirmou que a Clara foi contratada para divulgar o projeto.

Outra empresa cujas notas foram anexadas na prestação de contas, o Centro de Excelência Humana Shalom, não existe nos endereços declarados à Receita Federal. Por "serviços de consultoria", teria recebido R$ 72 mil da Fundação José Sarney. À época, a Shalom tinha como "sede" a casa da professora Joila Moraes, em bairro de classe média de São Luís. "A empresa é de um amigo meu, mas nunca funcionou aqui. Eu só emprestei o endereço", disse Joila. Ela é irmã de Jomar Moraes, integrante do Conselho Curador da Fundação José Sarney e amigo do senador.

Uma terceira empresa, a MC Consultoria, destinatária de R$ 40 mil, nunca existiu no endereço no qual foi registrada na Receita. Funcionários do prédio jamais ouviram falar dela.

Na prestação de contas, há até notas referentes à compra de quentinhas num restaurante na rua do museu. A fundação pagou R$ 15 mil pelas marmitas. Pelo valor unitário, R$ 4,50, o restaurante teria fornecido mais de 3 mil quentinhas.

Tá no Estadão:

Influência do clã Sarney põe diretor de museu no TRE

Desde que a Fundação José Sarney foi criada, em 1990, o senador José Sarney destacou um velho amigo, o advogado José Carlos Souza Silva, para tocar o museu. É ele quem assina os documentos enviados ao Ministério da Cultura para pedir o patrocínio e, depois, os relatórios destinados a justificar como foi gasto o dinheiro.

Com a ajuda do poder do senador amigo, Souza Silva acaba de ser escolhido juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão. A nomeação só depende da assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Até ontem, Souza Silva figurava no site oficial da fundação como presidente da entidade. Como juiz do TRE, ele reforçará a bancada de magistrados ligados à família - desde o ano passado, o tribunal tem como presidente a desembargadora Nelma Sarney, casada com Ronald Sarney, irmão do senador.

Procurado pelo Estado há três semanas, Souza Silva não quis falar sobre a execução do projeto patrocinado pela Petrobrás. Indagado sobre o assunto, ele não confirmou nem negou que as metas haviam sido alcançadas. "Eu não vou falar sobre isso", disse. Em seguida, indagou. "Você acha que alguém aqui roubou o dinheiro?"

Anteontem, o Estado esteve no museu. Ao final da visita, pediu para falar com o responsável pela fundação. Souza Silva não estava. Quem respondia pela entidade era o diretor executivo, Fernando Silva Belfort.

Em um primeiro momento, uma funcionária disse que ele atenderia a reportagem. Em questão de minutos, outra empregada avisou que ele tivera que sair às pressas e não poderia atender. Belfort é um dos funcionários do museu que estavam pendurados na folha de pagamento do Senado. Por um ano e sete meses, recebeu R$ 3 mil como assistente da ex-senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), sem sair do Maranhão.

Tá no estadão:

Funcionários do Senado estão em lista de cursos

Cunhada de Sarney nomeada por ato secreto na Casa aparece entre os supostos beneficiados por treinamento

Funcionários do Senado aparecem em listas para comprovar a execução de cursos pagos pela Petrobrás destinados ao museu do senador José Sarney (PMDB-AP) e até mesmo cumprindo expediente na fundação do presidente do Congresso. Ana Maria Coelho Ferreira mora em São Luís e entrou no Senado em 2003 para trabalhar com a então senadora e hoje governadora Roseana Sarney (PMDB). Hoje, é lotada no gabinete do suplente de Roseana, Mauro Fecury (PMDB-MA), segundo o Portal de Transparência do Senado.

A reportagem telefonou para a casa de Ana Maria em São Luís. Num primeiro contato, ela confirmou o emprego no Senado, mas, indagada sobre o museu de Sarney, desligou o telefone em seguida. Em outra conversa telefônica, sua mãe informou que, na verdade, ela trabalha no museu, e não no Senado.

Uma funcionária do gabinete do próprio Sarney foi incluída numa lista de "curso de capacitação" do projeto pago pela Petrobrás. É Renata Ribeiro Costa Bezerra. Segundo o site do Senado, ela é funcionária da Casa desde 2003. Renata está numa relação de pessoas que, teoricamente, fizeram cursos, entre 2006 e 2007, para executar o trabalho da Fundação José Sarney.

Na prestação de contas da Fundação ao Ministério da Cultura surgem ainda duas personagens velhas conhecidas de escândalos no Senado: Maria do Carmo de Castro Macieira e Shirley Pinto de Araújo. Elas também estão na relação de quem fez curso de capacitação para o museu do senador. A primeira é prima de Roseana e foi nomeada, por meio de ato secreto, para trabalhar no gabinete dela em junho de 2005.

Recentemente, recebeu um aumento salário para R$ 2,7 mil. Shirley Araújo foi nomeada em 2003, também de maneira sigilosa, para trabalhar no gabinete de Roseana. Ela é cunhada de Sarney. Deixou a vaga no Senado em abril, após a filha do senador renunciar ao mandato para assumir o governo do Maranhão.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Atentado à liberdade de expressão no Pará

Querem calar o jornalista Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal, o combativo e premiado jornalista Lúcio Flávio Pinto (já ganhou quatro prêmios Esso) acaba de ser condenado pelo o juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª vara cível de Belém, a pagar uma indenização de 30 mil reais aos irmãos Maiorana, donos da Organização Rômulo Maiorana (Liberal) por causa de uma matéria sobre as origens do Grupo O Liberal.
Para que todos os leitores deste blog - aos quais peço que se solidarizem com o jornalista - saibam o que realmente se passa, publico abaixo a carta de Lúcio Flávio Pinto aos leitores do JP.

"Ao Caro Leitor
Li com estupefação, perplexidade e indignação a sentença que ontem me impôs o juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª vara cível de Belém do Pará. Ao fim da leitura da peça, perguntei-me se o magistrado tem realmente consciência do significado do poder que a sociedade lhe delegou para fazer justiça, arbitrando os conflitos, apurando a verdade e decidindo com base na lei, nas evidências e provas contidas nos autos judiciais, assim como no que é público e notório na vida social. Ou, abusando das prerrogativas que lhe foram conferidas para o exercício da tutela judicial, utiliza esse poder em benefício de uma das partes e em detrimento dos direitos da outra parte.
O juiz deliberou sobre uma ação cível de indenização por dano moral que contra mim foi proposta, em 2005, pelos irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, donos da maior corporação de comunicação do norte do país, o Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão. O pretexto da ação foi um artigo que escrevi para um livro publicado na Itália e que reproduzi no meu Jornal Pessoal, em setembro daquele ano.
O magistrado acolheu integralmente a inicial dos autores. Disse que, no artigo, ofendi a memória do fundador do grupo de comunicação, Romulo Maiorana, já falecido, ao dizer que ele atuou como contrabandista em Belém na década de 50. Condenou-me a pagar aos dois irmãos indenização no valor de 30 mil reais, acrescida de juros e correção monetária, além de me impor o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, arbitrados pelo máximo permitido na lei, de 20% sobre o valor da causa.
O juiz também me proibiu de utilizar em meu jornal “qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes”. Também terei que publicar a carta que os irmãos Maiorana me enviarem, no exercício do direito de resposta. Se não cumprir a determinação, pagarei multa de R$ 30 mil e incorrerei em crime de desobediência.
As penas aplicadas e as considerações feitas pelo juiz para justificá-las me atribuem delitos que não têm qualquer correspondência com os fatos, como demonstrarei.
O juiz alega na sua sentença que escrevi o artigo movido por um “sentimento de revanche” contra os irmãos Maiorana. Isto porque, “meses antes de tamanha inspiração”, me envolvi “em grave desentendimento” com eles.
O “grave desentendimento” foi a agressão que sofri, praticada por um dos irmãos, Ronaldo Maiorana. A agressão foi cometida por trás, dentro de um restaurante, onde eu almoçava com amigos, sem a menor possibilidade de defesa da minha parte, atacado de surpresa que fui. Ronaldo Maiorana teve ainda a cobertura de dois policiais militares, atuando como seus seguranças particulares. Agrediu-me e saiu, impune, como planejara. Minha única reação foi comunicar o fato em uma delegacia de polícia, sem a possibilidade de flagrante, porque o agressor se evadiu. Mas a deliberada agressão foi documentada pelas imagens de um celular, exibidas por emissora de televisão de Belém.
O artigo que escrevi me foi encomendado pelo jornalista Maurizio Chierici, para um livro publicado na Itália. Quando o livro saiu, reproduzi o texto no Jornal Pessoal, oito meses depois da agressão.
Diz o juiz que o texto possui “afirmações agressivas sobre a honra” de Romulo Maiorana pai, tendo o “intuito malévolo de achincalhar a honra alheia”, sendo uma “notícia injuriosa, difamatória e mentirosa”.
A leitura isenta da matéria, que, obviamente, o magistrado não fez, revela que se trata de um pequeno trecho inserido em um texto mais amplo, sobre as origens do império de comunicação formado por Romulo Maiorana. Antes de comprar uma empresa jornalística, desenvolvendo-a a partir de 1966, ele estivera envolvido em contrabando, prática comum no Pará até 1964. Esse fato é de conhecimento público, porque o contrabando fazia parte dos hábitos e costumes de uma região isolada por terra do restante do país. O jornal A Província do Pará, um dos mais antigos do Brasil, fundado em 1876, se referiu várias vezes a esse passado em meio a uma polêmica com o empresário, travada em 1976.
Três anos antes, quando se habilitou à concessão de um canal de televisão em Belém, que viria a ser a TV Liberal, integrada à Rede Globo, Romulo Maiorana teve que usar quatro funcionários, assinando com eles um “contrato de gaveta” para que aparecessem como sendo os donos da empresa habilitada e se comprometendo a repassar-lhe de volta as suas ações quando fosse possível. O estratagema foi montado porque os órgãos de segurança do governo federal mantinham em seus arquivos restrições ao empresário, por sua vinculação ao contrabando, não permitindo que a concessão do canal de televisão lhe fosse destinado. Quando as restrições foram abolidas, a empresa foi registrada em nome de Romulo.
Os documentos comprobatórios dessa afirmação já foram juntados em juízo, nos processos onde os fatos foram usados pelos irmãos Maiorana como pretexto para algumas das 14 ações que propuseram contra mim depois da agressão, na evidente tentativa de inverter os pólos da situação: eu, de vítima, transmutado à condição de réu.
Todos os fatos que citei no artigo são verdadeiros e foram provados, inclusive com a juntada da ficha do SNI (Serviço Nacional de Informações), que, na época do regime militar, orientava as ações do governo. Logo, não há calúnia alguma, delito que diz respeito a atribuir falsamente a prática de crime a alguém.
Quanto ao ânimo do texto, é evidente também que se trata de mero relato jornalístico, uma informação lateral numa reconstituição histórica mais ampla. Não fiz nenhuma denúncia, por não se tratar de fato novo, nem esse era o aspecto central do artigo. Dele fez parte apenas para explicar por que a TV Liberal não esteve desde o início no nome de Romulo Maiorana pai, um fato inusitado e importante, a merecer registro.
O juiz justificou os 30 mil reais de indenização, com acréscimos outros, que podem elevar o valor para próximo de R$ 40 mil, dizendo que a “capacidade de pagamento” do meu jornal “é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhe garante um bom lucro”.
Não há nos autos do processo nada, absolutamente nada para fundamentar as considerações do juiz, nem da parte dos autores da ação. O magistrado não buscou informações sobre a capacidade econômica do Jornal Pessoal, através do meio que fosse: quebra do meu sigilo bancário, informações da Receita Federal ou outra forma de apuração.
O público e notório é exatamente o oposto. Meu jornal nunca aceitou publicidade, que constitui, em média, 80% da fonte de faturamento de uma empresa jornalística. Sua receita é oriunda exclusivamente da sua venda avulsa. A tiragem do jornal sempre foi de 2 mil exemplares e seu preço de capa, há mais de 12 anos, é de 3 reais. Descontando-se as comissões do distribuidor e do vendedor (sobretudo bancas de revista), mais as perdas, cortesias e encalhes, que absorvem 60% do preço de capa, o retorno líquido é de R$ 1,20 por exemplar, ou receita bruta de R$ 2,4 mil por quinzena (que é a periodicidade do jornal). É com essa fortuna que enfrento as despesas operacionais do jornal, como o pagamento da gráfica, do ilustrador/diagramador, expedição, etc. O que sobra para mim, quando sobra, é quantia mais do que modesta.
Assim, o valor da indenização imposta pelo juiz equivale a um ano e meio de receita bruta do jornal. Aplicá-la significaria acabar com a publicação, o principal objetivo por trás dessas demandas judiciais a que sou submetido desde 1992.
Além de conceder a indenização requerida pelos autores para os supostos danos morais que teriam sofrido por causa da matéria, o juiz me proibiu de voltar a me referir não só ao pai dos irmãos Maiorana, mas a eles próprios, extrapolando dessa forma os parâmetros da própria ação. Aqui, a violação é nada menos do que à constituição do Brasil e ao estado democrático de direito vigente no país, que vedam a censura prévia. A ofensa se torna ainda mais grave e passa a ter amplitude nacional e internacional.
Finalmente, o magistrado me impõe acatar o direito de resposta dos irmãos Maiorana, direito que eles jamais exerceram. É do conhecimento público que o Jornal Pessoal publica – todas e por todo – as cartas que lhe são enviadas, mesmo quando ofensivas. Em outras ações, ofereci aos irmãos a publicação de qualquer carta que decidissem escrever sobre as causas, na íntegra. Desde que outra irmã iniciou essa perseguição judicial, em 1992, jamais esse oferecimento foi aceito pelos Maiorana. Por um motivo simples: eles sabem que não têm razão no que dizem, que a verdade está do meu lado. Não querem o debate público. Seu método consiste em circunscrever-me a autos judiciais e aplicar-me punição em circuito fechado.
Ao contrário do que diz o juiz Raimundo das Chagas, contrariando algo que é de pleno domínio público, o Jornal Pessoal não tem “bom lucro”. Infelizmente, se mantém com grandes dificuldades, por seus princípios e pelo que é. Mas dispõe de um grande capital, que o mantém vivo e prestigiado há quase 22 anos: é a sua credibilidade. Mesmo os que discordam do jornal ou o antagonizam, reconhecem que o JP só diz o que pode provar. Por assim se comportar desde o início, incomoda os poderosos e os que gostariam de manipular a opinião pública, conforme seus interesses pessoais e comerciais, provocando sua ira e sua represália. A nova condenação é mais uma dessas vinganças. Mas com o apoio da sociedade, o Jornal Pessoal sobreviverá a mais esta provação.

Belém, 7 de julho de 2009

Lúcio Flávio Pinto"

Vice-prefeita é contra projeto de lei de vereador petista

A vice-prefeita Helena Guerra disse que é contra o projeto de lei, de autoria do vereador Luizinho Monteiro (PT) que estende o horário de funcionamento de bares, boates e similares das 4h para às cinco horas da manhã.
Fundadora do Grupo das Lágrimas, Helena tem estatísticas que comprovam que grande número de acidentes de trânsito e crimes envolvendo jovens acontecem na saída das boates. Ela diz que a ampliação do horário vai aumentar ainda mais o número de assassinatos e acidentes de trânsito.

Olha o Gilvam Borges aí de novo

Tá na Folha de S.Paulo:

Senado mantém nepotismo mesmo após decisão do STF
Fábio Zanini, da Sucursal de Brasília

Onze meses após o Supremo Tribunal Federal proibir o nepotismo na administração pública, o empreguismo de parentes continua no Senado.
Análise por amostragem feita pela Folha no novo Portal da Transparência da Casa constatou diversas burlas à súmula do STF, saudada em agosto passado, quando foi editada, como uma revolução moralizadora.


Em cinco gabinetes foram encontrados exemplos em que, pelo entendimento do Supremo, a regra é desrespeitada.

Há ainda casos de empreguismo de parentes que conseguiram fugir do escopo da súmula, por ela ser bastante restrita. Uma legião de sobrinhos-netos, concunhados e primos de senadores permanece em gabinetes do Senado.

A súmula proíbe nomear parentes até o terceiro grau, o que, para o STF, inclui avós, netos, pais, filhos, cônjuges, irmãos, cunhados, tios e sobrinhos. Deve haver duas condições para isso: que em ambas as pontas da relação os servidores ocupem cargo comissionado (de livre nomeação) e que trabalhem na mesma pessoa jurídica de qualquer dos três Poderes -ou seja, no mesmo órgão (o Senado, por exemplo).

A súmula ainda está formando sua jurisprudência. Uma consulta feita pela Procuradoria Geral da República sobre diversos pontos ainda precisa ser respondida pelo Judiciário.

Pelo entendimento informado à Folha pela assessoria do STF, não é necessário que os servidores tenham relação de subordinação hierárquica para que haja nepotismo. Dois irmãos em cargos comissionados não podem trabalhar no Senado, por exemplo, mesmo que tenham status equivalente.

É isso que acontece no gabinete do senador Almeida Lima (PMDB-SE), onde estão lotados os irmãos Rafael e Daniel Allievi Figueredo, como assistentes parlamentares.

No gabinete de Gilvam Borges (PMDB-AP), trabalham Fernando Antônio Braga da Silva e sua filha Fernanda -ele como secretário parlamentar, ela como assistente. No mesmo local, trabalham oito pessoas da família Aquino.
Esses casos contrariam recomendação da própria Casa. "A questão ainda está sub judice no STF, mas, por precaução, orientamos os senadores a evitarem nomear pessoas que são parentes entre si", diz o advogado-geral do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello.

No segundo semestre do ano passado, após resistência inicial de senadores e deputados, várias pessoas foram exoneradas com base nas novas regras -87 servidores do Senado em setembro e outubro.
Desde então, três silenciosamente retornaram. Dois são parentes de Analice Pimentel Pinheiro, chefe de gabinete de Marconi Perillo (PSDB-GO).
Sua sobrinha Carla Pimentel Pinheiro Limongi foi exonerada em 24 de outubro de 2008, mas renomeada em 31 de março para a liderança do PMDB. Cunhado de Analice, Vicente Limongi Netto saiu no mesmo dia que Carla, mas retornou em 13 de fevereiro para o gabinete de Fernando Collor (PTB-AL).

Além deles, Carlos Eduardo Bicalho, outro exonerado em outubro, voltou em janeiro para gabinete de ACM Junior (DEM-BA) com o aval de uma liminar. Cunhado da secretária-geral da Mesa Diretora, Claudia Lyra, ele argumentou que se casou com sua irmã, Marta Lyra, após ter se tornado servidor do Senado.
Existem ainda outros casos nítidos de empreguismo fora da súmula, ou seja, em que há relações de parentesco mais distantes que o terceiro grau estabelecido pelo STF.

O primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI), contratou uma sobrinha-neta. O mesmo faz Papaléo Paes (PSDB-AP). Já Gilvam Borges emprega uma concunhada e uma prima da sua mulher.
Almeida Lima diz ter contratado como assessores comissionados dois filhos de primos e um "primo distante". Papaléo também emprega a mulher de um de seus suplentes

Frase do dia

"O próximo projeto vai ser transformar o plenário da Câmara (de Vereadores) as sextas e sábados na BOATE CAMARA NIGHT CLUB, também elegeram uma cambada de moleques."
(Do leitor Paulo, no blog Repiquete)

Promotor de Justiça recomenda ao prefeito que vete projeto de lei que estende o horário de funcionamento dos bares

O promotor de Justiça Haroldo Franco enviou ofício hoje ao prefeito Roberto Góes recomendando que vete o projeto de lei que estende o funcionamento dos bares, boates e similares até às cinco horas da manhã.
Franco ressalta que as estatísticas dos registros de ocorrências policiais vêm demonstrando que o consumo exagerado de bebidas alcoólicas tem implicações na segurança pública.
Ele solicita ao prefeito que “na apreciação de projetos de leis que versem sobre o horário de funcionamento de lanchonetes, bares, restaurantes, boates e danceterias, sejam rigorosamente observadas as disposições da Lei Federal nº 10.257/01, especialmente audiência do Poder Público com a comunidade envolvida e, também, a fiscalização do cumprimento das normas de segurança, adequação acústica (ABNT), obstrução das calçadas e saúde pública no que
concerne ao comércio irregular de alimentos e bebidas, recomendando, assim,
que sejam vetados os projetos que não contemplem todas essas exigências, em face de não estarem adequados às diretrizes estabelecidas pelo Estatuto da Cidade.”


Não faz muito tempo um levantamento feito pelo juiz Reginaldo Gomes de Andrade mostrou que mais de 90% dos crimes registrados em Macapá têm como fator desencadeante a ingestão de bebidas alcoólicas.

Sem noção

Gente, vereador que propõe e os que aprovam estender o horário de funcionamento das boates, bares e similares até o amanhecer tem carteirinha do "Clube PSN" (Clube de Pessoas Sem Noção). Né não?
Já foi provado que a maioria dos acidentes de trânsito acontece de manhãzinha quando a turma, depois de passar a noite inteira se embriagando nos bares e boates, sai por aí avançando preferencial, dormindo no volante, trafegando na contramão, dirigindo em alta velocidade e, lógico, matando.
A sociedade reclamou, os juízes reclamaram e a lei que estabelece o funcionamento dos bares e boates até 3h começou a ser cumprida. O número de acidentes caiu. Recentemente o horário - não sei por que - foi estendido até quatro horas. Agora, os vereadores antes de entrarem em recesso aprovaram projeto de lei que permite o funcionamento até às 5 cinco horas da manhã.
Será que o prefeito vai sancionar?

Atualização às 13h40 - Neyzinho Pantaleão informa aí na caixinha de comentários que o autor do projeto é o vereador Luizinho Monteiro, do PT. Essa petezada faz cada uma...

P.S1- Tô tentando entrar em contato com a Câmara de Vereadores para saber quem é o autor do projeto e quais edis votaram a favor. Nem sei se a Câmara tem assessoria de comunicaçõ. Se alguém souber, me informe, por favor.

P.S 2 - Vou almoçar e volto daqui a pouquinho

Tudo como antes

Nem o prefeito Roberto Góes nem os vereadores Charly Jhony e Péricles Santana foram cassados ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá.
O Ministério Público Eleitoral recomendou a cassação do prefeito - que é acusado de compra de votos e abuso de poder político e econômico - mas a pedido do relator Marcos Miranda o processo foi retirado de pauta. O juiz quer mais tempo para analisar e dar seu parecer, já que recebeu o processo há poucos dias.
Quanto a Charly Jhony, acusado de comprar votos, o julgamento foi suspenso pelo presidente do TRE, atendendo requerimento do recorrente.
Já Péricles Santana foi salvo por um pedido de vistas feito pelo juiz Edinardo Souza.

Festival das Estrelas na Igreja Messiânica

Como eu contei aí embaixo foi realizado ontem o Tanabata Matsuri, também chamado de Festival das Estrelas. O evento é realizado todos os anos no dia 7 de julho. Neste dia as pessoas, no mundo inteiro, fazem pedidos às estrelas, que são escritos em papéis coloridos chamados tanzaku e pendurados em árvores.
Em Macapá o Festival é realizado pela Fundação Mokiti Okada na Igreja Messiânica. Eu estive lá e fotografei para mostrar pra vocês.

Edelton Lopes dos Santos, o ministro responsável da Igreja Messiânica no Amapá, explicou o que é e como surgiu o Tanabata Matsuri, falou de estrelas e de amizade. "Os amigos devem ser como estrelas e não como os cometas. Os cometas passam, as estrelas permanecem e seu brilho não se apaga", disse. Depois da palestra, houve show instrumental e todos receberam os papéis coloridos, escreveram seus pedidos e peduraram nos bambus. Vale ressaltar que ninguém faz pedido pessoal - que isso é egoísmo - se pede pelos amigos, pela cidade, pelo país e, principalmente, pela paz mundial. Agora é torcer para que as estrelas atendam.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Boa noite!

"Teus silêncios são pausas musicais."
(Mário Quintana)

Num outro verão...

Fazendinha, julho de 1969. Domingo de sol, de violão, de cantar e se bronzear na praia e depois dar um mergulho sem risco, sem medo, que naquela época a água não era poluída.
Reconhece essa turma festejando o verão?

Gitas e gitinhas

Prefeito Roberto Góes e toda turma do PDT estão roendo as unhas. Acusado de compra de votos e abuso de poder político e econômico, Roberto Góes poderá ser cassado hoje à tarde pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AP). O Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável à cassação.

Vereador Raimundo Piaba, de Calçoene, foi trazido de ambulância ontem à tarde para Macapá com febre alta e fortes dores provocadas pela malária. É a segunda vez que o vereador é acometido de malária este ano.

Jornalista Dione Amaral (ex-TRE) assumiu ontem a assessoria de comunicação do Ministério Público do Amapá. Sucesso!

Camelôs voltaram à rua Cândido Mendes e foram, de novo, retirados pela Prefeitura. Desta vez sem violência.

A Prefeitura tem que ficar de olho nos lojistas. Ela tira os camelôs das calçadas e os espertinhos dos lojistas aproveitam o espaço para colocar ali aqueles tabuleiros feios, sujos, cheios de roupas fedorentas obstruindo as calçadas.
Espera-se que a PMM multe estes engraçadinhos e até feche suas lojas para aprenderem a respeitar o Código de Postura.

Uma grande idiotice mudar o nome do “Macapá Verão”. Será que esse pessoal não tem nada de importante para fazer ou se preocupar? É por isso que há quem diga que o Amapá não tem história... tem piada.
Ô gentinha!


Se alguém souber quem foi o "iluminado" que teve a idéia de mudar o nome do Macapá Verão me avise, que este blog vai homenageá-lo com o troféu "Casca de queijo".

O engenheiro agrônomo Pedro Arraes, 56, é o novo presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 7 de julho.

O presidente da República em exercício José Alencar assinou ontem à noite a lei 11.970/2009, que torna obrigatório o uso de proteção no motor, eixo e partes móveis das embarcações com o objetivo de reduzir os acidentes com escalpelamentos, quando o couro cabeludo, couro da testa, da nuca e até orelhas das vítimas são arrancados. A lei é resultado do projeto 1.523/2007, da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP).

Você sabe como funciona uma assessoria de comunicação? Aqui no Amapá tem muito "assessor de comunicação" que não tem nem idéia. Aliás, tem assessor escrevendo cachorro com x (caxorro). Dia desses recebi um e-mail, onde o açeçor escrevia "segue rialise em anexo". Pode? E tem assessoria que não passa de fábrica de release - e muito mal escritos, por sinal.
Para quem trabalha ou quer trabalhar em Assessoria de Comunicação recomendo a leitura diária do blog Além do Release.

Recebi do poeta Ademir Pedrosa:

Em homenagem a Tanabata vão aí uns haicais (poema de origem nipônica) de minha autoria. Pretendo ainda este ano reunir trezentos haicais escolhidos pra compor o meu livro solo a ser lançado no final do ano. Enquanto isto, eu ofereço ao leitor essa pequena amostra que também farão parte do livro, eis:

Saúvas nidificam
à sombra da samaúma
com forças hercúleas

Minhas mãos de nuvens
que afagam seus seios
seus tumucumaques nus

Tarde de equinócio:
arde na av. FAB
um ovo estrelado

Sem deixar vestígio,
passaste – deixaste em mim
nítido vazio

A linha do trem
cruza a linha do equador
e eu na janelinha

Meu computador
ngole letr s e cosp
p@lavrah$ 100 n&cxu$

Vou botar uns penduricalhos à noite num bonsai do meu jardim. Fiz um único pedido, súplica plausível... e justa: que o Senador Sarney deixe o Amapá. Largue de mão o nosso Estado, já fomos muito judiados, já comemos o pão que o diabo amassou. Que ele vá procurar por outra freguesia na baixa-da-égua. Esse senhor do bigode de pelos cerdosos, parece o Rei Midas às avessas, onde põe a mão infecta. Desde que se instalou aqui, o poder se deteriorou, deu mosca. Por isso vou apelar para os deuses. Como todas as tentativas fracassaram, quem sabe assim a mandinga dê certo. Oxalá!

Ademir Pedrosa
De prosa, de rima.

Tanabata Matsuri

É hoje o Tanabata, também chamado de Festival das Estrelas.

Neste dia as pessoas escrevem seus pedidos em pedaços de papéis coloridos, chamados tanzaku, que serão pendurados à noite em qualquer árvore, seja na praça, quintal, calçadas. Depois é só esperar que seus pedidos sejam atendidos pelas estrelas.
Em Macapá, a Fundação Mokiti Okada realiza o Festival Tanabata às 18h30 na Igreja Messiânica (Av. Almirante Barroso entre as ruas Hamiltom Silva e Manoel Eudóxio) com palestras, música e distribuição de tanzaku.
O evento é aberto ao público em geral.

Mas o que é o Tanabata Matsuri? De onde vem? Como surgiu?
www.nipocultura.com.br - Tanabata Matsuri [七夕祭り] é um festival japonês comemorado anualmente no 7º dia do 7º mês do ano. Originado há 2 mil anos da mescla de várias outras festividades, principalmente uma festa chinesa chamada Kikkouden [乞巧奠], o festival também é conhecido como o Festival das Estrelas.

O nome Tanabata é relacionado com a leitura das cartas chinesas, que costumavam ser chamadas de shichiseki [七夕]. Para tanto, nas cerimônias xintoístas de purificação, as miko [巫女] (mulheres que transmitiam as palavras dos deuses) vestiam sobre seus vestidos, um pano especial denominado tanabata [棚机], rezando para os deuses pela proteção das plantações de arroz, pela chuva e mais tarde, por uma boa colheita no outono.

Curiosamente, devido à influência da festa chinesa, escreve-se Shichiseki em chinês (七夕) e lê-se Tanabata em japonês (たなばた).

A lenda de Tanabata consiste na história de amor entre duas estrelas, Orihime (Vega) e Hikoboshi (Altair).

Há muito tempo, morava próximo do rio de estrelas, Amanogawa [天の川] (Via Láctea) uma princesa chamada Orihime [織姫] (a Princesa Tecelã), a qual tecia belas roupas mas vivia triste por estar sempre ocupada, sem tempo para se apaixonar.

O seu pai, o imperador Tenkou [天工] (Senhor Celestial), ao ver a tristeza da filha, apresentou-lhe um belo rapaz chamado, Hikoboshi [彦星] (Pastor de Gado), acreditando ser ele o par ideal para sua filha. Os dois jovens se apaixonaram e a partir desse momento, ambas as vidas giravam apenas em torno do amor, deixando assim de lado seus afazeres e obrigações diárias.

Entristecido com a irresponsabilidade do casal, o Senhor Celestial decidiu separá-los, obrigando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea. Permitiu que se encontrassem apenas uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, desde que cumprissem as suas tarefas diárias. Assim, todos os anos, nesta data, a partir da foz da Via Láctea, um barqueiro da lua leva Orihime ao encontro do seu amado Hikoboshi. Contudo, caso a princesa não tenha feito o melhor da sua tarefa, o Senhor Celestial fazia com que chovesse, inundando o rio e impedindo que o barqueiro viesse buscá-la. Nestas ocasiões, os Kasasagi (grupo de aves) ajudavam a princesa a cruzar o rio, formando uma ponte de pássaros sobre a Via Láctea.

O Festival Tanabata celebra a melhoria da sabedoria e capacidades da pessoas. Tal como na China, os japoneses acrescentaram valores específicos para os desejos de Orihime aprimorar suas habilidades e trabalhar duro para que possa encontrar com Hikoboshi. Atualmente, os japoneses escrevem os seus desejos, geralmente para si próprio ou familiares, tais como: aumento do desempenho no trabalho ou nos estudos, sonhos e esperanças para o futuro. Os desejos escritos nas tiras de papéis coloridos chamados tanzaku [短冊] são pendurados em bambus, na esperança que os desejos se tornem realidades.

Programa de incentivo à regularização de lotes

O prefeito de Macapá, Roberto Góes, sancionou ontem, a Lei nº 1686/2009/PMM, que dispõe sobre a criação e implantação do Programa Especial de Incentivo Fundiário - PEIF -, na Planta Genérica de Valores – PGV- no Município de Macapá. A solenidade de assinatura da lei aconteceu durante entrevista coletiva à imprensa no Palácio Laurindo Banha.
O programa visa proporcionar ao munícipe melhores condições para legalização do imóvel, oferecendo condições excepcionais nos preços da planta de valores, através da criação de um redutor para a legitimação de terrenos na área urbana.
De imediato, a aplicação do redutor na PGV será de 50% de desconto no valor venal do terreno. No segundo ano de vigência da PEIF, a aplicação do redutor será de 30%. No terceiro ano, o redutor será de 20%.
O pagamento poderá ser à vista ou em até 36 parcelas mensais e consecutivas, desde que o interessado manifeste adesão ao programa no prazo de três anos. Para o pagamento à vista será concedido desconto de 20% no preço do terreno, além dos 50% já garantidos para quem aderir ao programa ainda este ano, chegando a um total de 70% de desconto no valor do imóvel.
Na compra parcelada, haverá acréscimo de 0,5% ao mês. O programa tem validade de três anos.
O munícipe interessado em aderir ao programa deve procurar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional – Semduh -, na Avenida Presidente Vargas, entre as Ruas Eliezer Levy e Odilardo Silva, no Centro.
Na Prefeitura de Macapá existem 110 mil lotes urbanos cadastrados. Desse total, apenas 9 mil são legalizados.
O prefeito Roberto Góes disse que tomou a iniciativa de lançar o programa, visando aumentar a arrecadação municipal, pois a situação financeira da prefeitura não é das melhores, e garantir ao munícipe a oportunidade de legalizar o lote. “Legalizado, munícipe poderá acessar o programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida”, observou.
Pela estimativa do prefeito, se 30 mil lotes forem regularizados nesses seis primeiros meses do programa no valor médio de 10 mil reais, a prefeitura vai arrecadar cerca de 300 milhões de reais. “Isso é mais do que o orçamento anual da prefeitura. É dinheiro que vamos ter em caixa para investir em obras e serviços para sociedade”, ressaltou.
A Prefeitura de Macapá dará ampla divulgação ao programa de incentivo a regularização de lotes urbanos, através de campanha publicitária, para informar o munícipe sobre as facilidades e vantagens. Técnicos da prefeitura também vão reunir com segmentos empresariais e corretores de imóveis para falar sobre o programa.
Na oportunidade, o prefeito Roberto Góes também sancionou a lei que concede desconto de 30% no pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU – em atraso referentes aos anos de 2005, 2006, 2007 e 2008.

(Texto: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Macapá)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Chá das cinco

GATOS EM AZUL
Isnard Lima

Há uma decoração estranha
no bar em que bebo:
Onze gatos
Mostrando o pulo azul
De um
Ágil Gato Azul
Tu pulas
Inexistente
Diferente
Azul
Fazes pensar
Que no meu bar
Há um estranho
Mais do que estranho
Que um estranho
Dentro do bar


Poeta, escritor, advogado e boêmio, Isnard Brandão Lima Filho, meu compadre, nasceu em Manaus em 1º de novembro de 1941 e veio para Macapá em 1949. Publicou dois livros: Rosas para a Madrugada (poemas, 1968) e Malabar Azul (crônicas, 1995). Morreu em 11 de julho de 2002 deixando inacabado um livro de memórias e pronta para a publicação a coletânea poética Seiva da Energia Radiante.

Charge de julho de 2007


Pra você

O Twitter já revolucionou a comunicação

Entrevista com Marcelo Tas
Leia aqui

domingo, 5 de julho de 2009

Lembras da beira?


Não faz tanto tempo assim que não possas lembrar. Eu lembro muito bem quando criança ia com minha mãe aos sábados "na beira" (frente da cidade) fazer a feira. Aliás, todo mundo ia. Pois ali se comprava frutas, peixe e camarão fresquinhos direto nas canoas. Se comprava também a farinha - vendida em paneiros - e potinhos de mel de cana. Eu adora os potinhos de barro cheinhos de mel.Ia à beira só por causa deles.
Aqueles potinhos despertavam a imaginação da criançada. A gente acreditava que deixando-os no quintal um dia o Zé Colméia apareceria para buscá-los e nós seríamos as únicas crianças do mundo a ter o Zé Colméia como bichinho de estimação.

Artigo dominical

Cara de ladrão

Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá

Um homem cortava árvores com um machado e vendia a lenha. Gostava muito da sua ferramenta. Um dia o seu machado preferido desapareceu. O homem procurou-o, mas foi inútil; não conseguia mais encontrá-lo. Convenceu-se que alguém o tinha roubado. Por causa disso, começou a espiar o filho do vizinho. Fazia muito tempo que não gostava do jeito dele. Agora que o observava bem, não tinha mais dúvidas: o andar dele era de ladrão, a cara e o olhar dele, também. Até os cabelos cumpridos eram de ladrão. Só podia ser ele quem tinha pegado o machado. Precisava desmascarar o criminoso. Após alguns dias, porém, varrendo a casa, a mulher encontrou o machado sumido. Estava debaixo do sofá, onde o próprio marido o tinha jogado voltando do trabalho. O homem ficou feliz e reparando novamente o filho do vizinho decidiu que, talvez, o andar dele não fosse de ladrão, nem a cara, nem o olhar e nem os cabelos. Contudo, melhor desconfiar, nunca se sabe.
Essa pequena história nos lembra como é fácil rotular as pessoas. O fazemos seguindo os nossos gostos, as nossas idéias e, na maioria das vezes, os nossos pré-conceitos. Depois é difícil desfazer os rótulos; quando o percebemos eles já estão bem colados nas pessoas e essas os carregam a vida inteira. É difícil aceitar e acolher os outros como eles são, sem querer julgá-los ou classificá-los, conforme os nossos esquemas mentais. Mais difícil ainda é nos alegrarmos com a melhoria deles.
Aconteceu também com Jesus, voltando para a sua cidade natal, Nazaré. O rótulo dele era aquele de ser o filho do carpinteiro, de ser pobre, do interior, do norte. Era verdade que agora ele revelava uma nova sabedoria, tinha gestos diferentes, e alguns diziam que fazia milagres. Contudo, para o povo de lá, continuava sendo o mesmo de alguns anos antes. Não queriam admitir que tivesse mudado.
Por que é tão difícil reconhecer que as pessoas podem mudar, inclusive para melhor? De onde nos vem tanta desconfiança? A resposta é simples.
Primeiro porque se admitirmos a mudança do outro, que agora se apresenta diferente de como o tínhamos rotulado, deveríamos reconhecer que erramos. Fica mais cômodo continuar a pensar que nós estamos certos e que só mudaram as aparências dele, a substância, porém, ainda é a mesma. Tudo disfarce. Porque nós nunca erramos.
A segunda razão é pior do que a primeira. Excluir que as pessoas possam mudar nos permite também continuar a sermos o que somos; na maioria das vezes acomodados em nossa mediocridade, ou em nossa ilusória superioridade. Reconhecer que seja possível mudar significaria admitir que nós também poderíamos ou deveríamos mudar. Isso nos incomoda e nos deixa inseguros. Muito melhor manter as nossas idéias, os nossos rótulos, porque isso nos faz sentir bem, na nossa segura e cômoda desculpa que sempre defendemos: mudar é impossível. Foi por causa da cabeça dura dos moradores de Nazaré, diz o Evangelho, que Jesus não pode fazer milagre algum naquele lugar e que somente curou alguns doentes.
Mais uma vez deveríamos entender que o verdadeiro milagre que o Senhor quer fazer conosco, se o deixarmos, é aquele de entrar em nossa vida como amigo e companheiro de luta e caminhada, sem mais nem menos, acolhido com alegria e confiança. Nós, porém, em várias formas, continuamos a rotulá-lo de “quebra galho”, de “curandeiro”, ou de “invasor de privacidade”. Naturalmente se acharmos que nos deu uma forcinha e resolveu o nosso problema, nesses casos valeu a ajuda. Mais amável ainda é quando não nos diz o que devemos fazer, querendo impor a sua moral. Se nos deixar a consciência em paz, é bom. Quantas vezes o chamamos de “salvador”, mas dos outros ou dizemos que é a “verdade”, contanto que esta coincida exatamente com as nossas idéias.
Um amigo verdadeiro não precisa de rótulos. Está conosco porque nos ama, nada mais. Nesse caso os piores cegos somos nós: os que não querem ver.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

E agora à tarde...

Quem passou pela Cândido Mendes agora diz que está uma beleza andar por lá com as calçadas todas desobstruídas.
É bom a Prefeitura manter fiscais permanentemente na área para evitar nova invasão de camelôs.

Guardas municipais despreparados, violentos, truculentos

Parece que a rua Cândido Mendes, no centro comercial de Macapá, virou uma praça de guerra com a ação de retirada dos vendedores ambulantes do passeio público.
Chocante as imagens que acabo de ver no programa Balanço Geral (canal 10).
Mais de dez guardas municipais chutando, socando e batendo com cassetete um camelô. Uma outra imagem mostra um camelô, mesmo manietado, sendo socado por outros guardas.
É a truculência dos despreparados guardas municipais.
O prefeito Roberto Góes - que já chamou de propineiros para os guardas - tem que tomar providências urgentes contra esses trogloditas e uma delas tem que ser a substituição do comandante da guarda. Na minha opinião, a maior responsabilidade é dele.
Estou enojada, indignada com o que vi.

13h15 - Agora estão dizendo que os que apanharam eram vândalos que estavam se aproveitando do momento para saquear o comércio. Pode ser, mas nada justifica tamanha violência. Por que mais de dez homens pra bater em um só? Por que espancar tanto alguém que já está imobilizado?

16h30 - Imagens do tumulto no blog Notícias Daqui

Confirmado primeiro caso da nova gripe em Macapá

Lembra que domingo eu contei aqui que um brasileiro vindo da Argentina está internado em Macapá com sintomas da nova gripe?
Hoje o secretário estadual da Saúde, Pedro Paulo Dias, disse que exames feitos pelo Instituto Evandro Chagas confirmaram que o paciente realmente está acometido da Influenza A.
Este é o primeiro caso confirmado da nova gripe em Macapá.
Vamos torcer para que não surjam outros.
Todo cuidado é pouco.

Bom dia!

Patati-patatá

Crescem os rumores de que Alberto Góes (PDT) será o vice em chapa encabeçada pelo vice-governador Pedro Paulo Dias (PP) ao governo do Amapá.

Também continuam fortes os rumores de que Camilo Capiberibe (PSB) poderá ser o vice de Jorge Amanajás (PSDB) na disputa pelo governo do Amapá. Os linguarudos de plantão dizem que o nome da chapa já foi escolhido: "Grilagem sustentável". Pura maldade!

Depois que o Lula passou a andar abraçado com Sarney, Renan, Jader Barbalho e Collor de Mello nada mais me espanta. Aliás, a petezada que nos anos 80 dizia "Xô Sarney", agora grita "I love you, Sarney!"

Uma dobradinha que tá dando o que falar: Lucas Barreto (PTB) e Randolfe Rodrigues (PSOL). Os dois - que são amigos - jantaram juntos, conversaram animadamente sobre eleição 2010 e discutiram a possibilidade de Randolfe sair candidato ao Senado com o apoio de Lucas Barreto, mesmo que os dois partidos não coliguem.

Comentando no blog Repiquete sobre a possível candidatura de Randolfe Rodrigues a senador, o deputado Rui Smith (PSB) disse que o Senado precisa de renovação e nada melhor que candidatos jovens e com novas idéias. Sobre a conversa com Lucas, disse que Randolfe "está mais do que certo ao conversar com quem demonstra interesse."

Prefeito de Santana, Antônio Nogueira (PT), já diz aos mais íntimos que passa sim por sua cabeça ser candidato a governador.

Ex-prefeito João Henrique não descarta possibilidade de se candidatar ao Senado, mas diz que sua prioridade é reeleger sua mulher, Lucenira Pimentel, para a Câmara dos Deputados.

Quem diria? Mesmo toda enrolada na Polícia Federal, acusada de fraudar documentos para se eleger presidente da Federação das Indústrias do Amapá, Telma Gurgel deu uma rasteira no deputado estadual Edinho Duarte. Agora ela tem um partido pra chamar de seu e pelo qual será candidata a deputada estadual ano que vem.

Deputado federal Jurandil Juarez (PMDB) já não é mais o queridinho dos empresários. Sem o apoio destes, sua reeleição fica difícil.

Num passado recente...

Lucas Barreto (PTB), Eduardo Seabra (PTB), Clécio Vieira (PSOL), Alberto Capiberibe (PSB), Zé Ramalho (PSB), Camilo Capiberibe (PSB) e Randolfe Rodrigues (PSOL), num animado almoço ano passado.
O encontro foi noticiado pelo blog Notícias Daqui que ressaltou que houve "muita conversa temperada com promessas futuras e um compromisso político já assumido de construir a unidade."
(Foto: Luciana Capiberibe)

Atualização às 16h30 - Corrigindo: A foto não é de Luciana Capiberibe. Como peguei no blog Notícias Daqui achei que era dela. Quem souber quem é o autor da foto, por favor, informe para que eu dê o crédito corretamente.

Nota azul pro prefeito

Veterano jornalista ligado ao PSB me perguntou, quarta-feira na Praça da Bandeira, que nota eu daria para o prefeito Roberto Góes neste primeiro semestre de administração. "Dou nota 8", respondi. E pensei que ele fosse me contestar. Qual nada! Ele concordou comigo.
Daí começamos a falar sobre as melhorias já bastante visíveis na cidade, como a coleta regular do lixo doméstico, a limpeza da cidade (falta o munícipe contribuir e parar de jogar lixo e entulhos na ruas), a desobstrução das calçadas, recuperação das praças e programa de arborização da cidade (falar nisso sempre digo que Eraldo Trindade é o secretário municipal que mais tem mostrado trabalho, embora esteja chateada com ele porque tirou as placas de poesias da praça Floriano - mas depois comento sobre isso), sinalização das vias e outras coisas mais.
Claro que ainda há muito a ser feito em todos os setores (são meses apenas) e vários erros vem sendo cometidos. Mas se Roberto Góes continuar com este pique não demora muito a gente poderá voltar a chamar Macapá de "Cidade Jóia da Amazônia".
Tomara!

PS - Antes que eu esqueça: Tem que acabar urgente com aquela currutela na frente da cidade, ou a nota azul vai cair pra vermelha. Outra coisa: providenciar urgentemente um curso de relações humanas. bons modos, civilidade para os guardas municipais.

Atualização às 10h30
Para a turma que adora patrulhar: O jornalista a quem me refiro na nota acima não é o João Silva. Vocês acham que o único jornalista veterano que existe em Macapá é o João Silva? Vocês acham que nenhum outro jornalista, além do João Silva, pode passear, papear ou sentar na praça? Ora, ora! Conversei sim com meu amigo João Câncio Picanço e Silva na Praça da Bandeira. Querem saber o que conversamos? Pois bem, falamos sobre Macapá antiga, futebol, cultura, a importância de se fazer caminhada pra manter a saúde (ele faz caminhadas três vezes por semana e eu também), relembramos a Rádio Educadora e o jornal A Voz Católica, causos e histórias da Câmara de Vereadores na época que ele e meu pai trabalhavam lá e do carinho que minha mãe tinha pelo J. Ney. Falamos também de coisas atuais e do processo que ele move contra o senador Gilvam Borges. Como vocês podem perceber o papo foi longo (aliás sempre que nos encontramos rola um longo papo) mas não fizemos nenhuma avaliação sobre o prefeito Roberto Góes ou o governador Waldez Góes. Faço esse esclarecimento porque tem muita gente me ligando e ligando também para o João para "confirmar" se é ele o veterano jornalista que dá nota azul para o prefeito Roberto Góes. Não! Não é o João! E não vou dizer quem é, a não ser que seja autorizada.
Tic?

Congresso do PSOL

O ex-deputado Randolfe Rodrigues deverá ser reeleito presidente do PSOL no Amapá amanhã, quando será realizado o segundo congresso estadual do partido.
Durante o congresso - que vai das 10h às 19h no Sindicato dos Urbanitários - haverá discussões a respeito da concepção do PSOL, os rumos que serão seguidos e eleições de 2010 e a escolha dos delegados ao Congresso Nacional - que será realizado em agosto.

Lula e Sarney se encontram hoje

Do Portal G1:

Lula confirma a senadores do PT que se reunirá com Sarney
Encontro será nesta sexta-feira


Jeferson Ribeiro
Do G1, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou para senadores petistas numa reunião que durou cerca de quatro horas nesta quinta-feira (2) que se encontrará com o presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), nesta sexta-feira (3). Contudo, os parlamentares saíram do encontro sem dar detalhes sobre a discussão travada com Lula sobre a crise política do Senado.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi escolhido como porta-voz dos demais petistas para informar que o líder da bancada, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), concederá uma entrevista na manhã desta sexta-feira para contar os detalhes do encontro com Lula.

A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PT-AC), se limitou a dizer que no encontro a maioria da bancada voltou a dizer ao presidente Lula que Sarney devia se afastar temporariamente do cargo. Os senadores petistas já tinham pedido a licença temporária de Sarney, mas depois recuaram.

“Nós dissemos ao presidente aquilo que já havíamos expressado, que é o sentimento da maioria da bancada, que é pelo afastamento temporário”, afirmou Marina sem sair do carro. O G1 tentou entrar em contato com outros senadores que estiveram presentes ao encontro, mas eles não atenderam as ligações da reportagem.

Suplicy confirmou que Lula se encontrará com Sarney, mas não disse em que horário. “Haverá uma reunião do presidente Lula com o presidente Sarney amanhã [sexta-feira]”, revelou.

Segundo ele, Lula ouviu o posicionamento individual de cada um dos senadores petistas. Contudo, ele não contou qual foi a avaliação feita por Lula da situação política do Senado.

Sítios arqueológicos - MPBA firma convênio com a Unifap

A Mineração Pedra Branca do Amapari firmou convênio com a Universidade Federal do Amapá - UNIFAP para garantir a continuidade do trabalho de registro, análise e guarda de todo material arqueológico encontrado na área do projeto Amapari. Esse trabalho teve início em 2005. O convênio celebra a contratação de mais dois profissionais para compor a equipe de arqueologia.

O coordenador das atividades, o arqueólogo Prof. Edinaldo Pinheiro Nunes, selecionou dentre os alunos de arqueologia da UNIFAP dois técnicos que vão contribuir na agilidade e qualidade do trabalho de seleção, cadastramento e guarda dos materiais.

Todos os vestígios arqueológicos, como fragmentos cerâmicos e artefatos de pedra polida resgatados em trabalho de campo estão sendo catalogados e analisados no laboratório do Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas da universidade.

No convênio, a MPBA é responsável por fornecer todos os recursos financeiros e materiais necessários para realização do trabalho. Em contrapartida a UNIFAP disponibiliza o recurso intelectual, ou seja, profissionais capacitados e especializados em arqueologia para coordenar, acompanhar, dar apoio técnico em todas as etapas do plano de resgate arqueológico.

Durante as atividades no Projeto Amapari, já foram identificados 19 sítios arqueológicos do tipo pré-colonial a céu aberto.

Todo este trabalho é parte integrante dos estudos ambientais realizados pela MBPA e apresentados e aprovados aos órgãos ambientais do Estado. Além disso, em 2005 a empresa adquiriu a permissão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN para realização de coleta, análise e guarda do material arqueológico da área de seu empreendimento.

De acordo com Marta Rocha – Gerente de Meio Ambiente da MPBA, “todo o trabalho, de resgate arqueológico é realizado com total cumprimento às normas e procedimentos legais exigidos pelas instituições responsáveis, o que garante a legitimidade e a credibilidade de todo o processo”.

(Texto: Assessoria de Comunicação da MPBA)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O "Fora Sarney" em Macapá

Cerca de duzentas pessoas - estudantes, militantes do PT, PSOL e PSB - participaram ontem, na Praça da Bandeira em Macapá, do ato "Fora Sarney".
A mobilização toda foi feita pela Internet. Nenhum jornal e nenhuma emissora de rádio e TV deram qualquer notícia sobre a manifestação. Os organizadores disseram que apesar do silêncio da imprensa amapaense pode-se considerar que o ato bombou. "Não é fácil mobilizar apenas pela Internet quando sabemos que o número de internautas no Amapá ainda é muito pequeno", disse Heverson Castro, um dos organizadores do evento e que faz parte da Juventude Petista.

Veja abaixo algumas imagens do ato:


Vereadora Cristina Almeida (PSB) - que foi adversária de Sarney em 2006 - e o presidente do PSOL Randolfe Rodrigues

A Juventude do PT levou até o João Buracão pro ato

quarta-feira, 1 de julho de 2009

É hoje o "Fora Sarney"

Fortaleza - 19h em frente ao Bar do Arlindo
Manaus - 19h no Parque dos Bilhares
Recife - 17h na Praça do Diário
Florianópolis - 19h em frente a Assembléia Legislativa
Natal - 15h na Praça Cívica
Belo Horizonte – 14h na Praça Liberdade
Brasília - 19h em frente ao Congresso Nacional
São Paulo – 19h em frente ao MASP
Campo Grande – 18h na Praça do Rádio
Campinas - 19h em frente a Prefeitura
Porto Alegre - 12h30 na Praça da Matriz
Goiânia - 19h em frente a Assembléia Legislativa
Rio de Janeiro - 13h na Cinelândia
Macapá - 16h na Praça da Bandeira
Juiz de Fora - 19h no Parque Halfeld

Li no Meme de Carbono

"O primeiro movimento “Fora Sarney” foi em 2006 quando ele utilizou a justiça para tirar do ar o blog da jornalista Alcinéa que o criticava. A propósito, agora Alcinea Cavalcante mantém seu blog no Blogger.
Desde então o atual senador faz parte do imaginário do Internauta cidadão como um símbolo do cerceamento da liberdade de expressão."

(Leia a íntegra em http://www.memedecarbono.com.br/)

Pedófilos

Dentre os quatro pedófilos presos hoje pela Polícia Federal em Macapá estão um alto funcionário do Tribunal de Contas do Estado e um médico pediatra.

Fora Sarney!

Sarney decide sair
Lauro Jardim, Radar On-line

José Sarney decidiu renunciar à presidência do Senado. Ele oficializará essa posição hoje à noite quando conversar com Lula, que está chegando da África.

A decisão foi tomada hoje de manhã, depois de uma reunião com os seus assessores mais próximos e alguns de seus familiares. Ontem, à noite, numa conversa com os filhos, também se disse decidido a sair da tormenta. Os três filhos, Roseana, Sarney Filho e Fernando, apóiam a decisão. Marly, mulher de Sarney, é outra que pediu ao marido que saia de onde está.

Sarney espera que a renúncia bote fim na sequência de revelações sobre nepotismo que minaram sua capacidade de reação diante da crise. Com a renúncia, quer fazer valer a afirmação que fez num discurso na tribuna do Senado há duas semanas: "A crise não é minha, é do Senado". Saindo de cena, espera jogar no colo dos outros senadores a bomba da crise.

Mas e se Lula , na conversa de hoje à noite, pedir para Sarney ficar?

Segundo o que ficou acordado na reunião de hoje de manhã, Sarney não recuará. Dirá que está cansado, que quer sair.

Sarney assumiu a presidência do Senado (pela terceira vez) há quatro meses. Não teve um dia sequer de paz: a podridão do Senado emergiu com uma força incontrolável. Desde o seu primeiro mês na presidência, já vinha falando em sair.

PF prende quatro pedófilos em Macapá

Cerca de 30 Policiais Federais deram cumprimento hoje a quatro mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão em desfavor de indivíduos que estariam cometendo abusos sexuais contra meninos menores de idade

A investigação começou há quatro meses quando a mãe de um menor denunciou à Polícia Federal os abusos sexuais que seu filho estaria sofrendo por diversas pessoas, fato que causou sérios problemas psicológicos no menor, obrigando-o inclusive a mudar de estado.

Com as informações prestadas, a Polícia Federal descobriu que a área de atuação dos pedófilos era o bairro Perpétuo Socorro. Os aliciadores iam nas escolas e praças oferecendo dinheiro e outros agrados aos menores para a prática de atos libidinosos. Verificou-se que os pedófilos eram homens adultos, com posição de relativo destaque na sociedade. Num primeiro momento, os “encontros” eram intermediados pelos aliciadores, alguns menores de idade, para conseguir a confiança dos outros menores.
Quando do cumprimento de um dos mandados de prisão,um dos envolvidos estava com quatro menores e o conselho tutelar teve de ser acionado.

Os quatro indivíduos presos serão enquadrados no artigo 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente, exploração sexual infantil, com pena de reclusão de 4 a 10 anos; atentado violento ao pudor (artigo 214 do Código Penal), com pena de reclusão de 6 a 10 anos e corrupção de menores (artigo 218 do Código Penal), com pena de reclusão de 1 a 4 anos.
(Da assessoria de comunicação da Polícia Federal-AP)