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terça-feira, 10 de julho de 2007

Tempo perdido

Havia um tempo de cadeiras na calçada.
Era um tempo em que havia mais estrelas. Tempo em que as crianças
brincavam sob a clarabóia da lua. E o cachorro da casa era um grande personagem. E também o relógio de parede! Ele não media o tempo simplesmente: ele meditava o tempo.
(Mario Quintana)

domingo, 8 de abril de 2007

Poema

Mario Quintana
O grilo procura
No escuro
O mais puro diamante perdido.
O grilo
Com as suas frágeis britadeiras de vidro
Perfura
As implacáveis solidões noturnas.
E se isso que tanto buscas só existe
Em tua límpida loucura
- que importa? –
exatamente isto
é o teu diamante mais puro!