segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Bom dia!

Este blog está em novo endereço

Anota aí:
www.alcinea.com

Tô te esperando lá.
Não demora :)

Mas de vez em quando estou por aqui também

Gitas e gitinhas

Quer botar teu vereador pra trabalhar? Então liga pro “Disk Câmara” (3212-8366) sugerindo indicações e projetos e depois liga de novo cobrando. O “Disk Câmara”, segundo o presidente Rilton Amanajás, foi criado para facilitar o processo de aproximação entre os vereadores e o povo. Dizem que o telefone não pára de tocar. São inúmeras ligações dos eleitores pedindo e cobrando ações da edilidade para resolver problemas da falta de iluminação, limpeza, escola e pavimentação, recuperação das ruas e tapa-buracos.

Presidente da Assembléia Legislativa e pré-candidato ao governo Jorge Amanajás (PSDB) me disse que está conversando com vários partidos visando 2010, mas que é com o PSB que as conversações estão mais avançadas.
E por causa disso, os linguarudos de plantão andam dizendo por aí que já está sendo montada a chapa “Grilagem com Transparência”. Pura maldade!

Crescem os rumores de que Alberto Góes (PDT), secretário especial do governo, será candidato a governador.

E de repente o vice-governador Pedro Paulo Dias (PP) pode não ser candidato a nada. Fica no governo apoiando Alberto Góes para governador e Waldez Góes para senador, com a promessa de que em 2014 será o candidato dos dois ao governo do Estado.

Uma perguntinha: Pararam de fazer blitz de controle da Lei Seca?
Bares, boates e espeluncas estão funcionando até de manhã. E o resultado disso está no crescente número de mortes violentas nos finais de semana.

Terceiro recurso do prefeito Roberto Góes e vice-prefeita Helena Guerra contra cassação de diploma deles será julgado amanhã pelo TRE. O relator é o juiz Marco Miranda.

Deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) é destaque na revista Cláudia deste mês. Em reportagem de duas páginas, intitulada “A Vida é Bela”, a repórter Alessandra Roscoe faz um passeio pela vida da deputada amapaense. Inicia a reportagem lembrando que Fátima Pelaes nasceu num presídio e lá viveu até os três anos de idade e que sua biografia diferenciada tornou-a mais forte e sensível às questões sociais.” A revista destaca que Fátima Pelaes é reconhecida como uma das parlamentares mais sérias do Congresso Nacional.

Retrato em preto-e-branco

1972 – No estúdio da Rádio Educadora, João Lázaro entrevista o cantor e baterista José Maria Santos

João Lázaro fazia parte da elite dos mais badalados disck-jóqueis dos anos 60 e 70 e apresentava um dos programas mais ouvidos do rádio amapaense: “Os reis do iê-iê-iê”. Radialista dos bons, era também funcionário da Prefeitura Municipal de Macapá. Hoje, aposentado, pilota o blog “Sintonia Fina”.

José Maria Santos, menino criado nos bairros da Favela e Laguinho, chegou a ser considerado o melhor baterista da região Norte. Tocou em quase todos os conjuntos da época e fez parte da primeira formação da bateria da escola de samba Piratas da Batucada, por onde ganhou o título de “Tamborim de Ouro” do carnaval amapaense. Excelente intérprete, fazia sucesso nos festivais da música amapaense e defendendo música de Isnard Lima ganhou o troféu de Melhor Intérprete. José Maria Santos virou Jomassam, cantor de sucesso na Guiana Francesa. De vez em quando visita Macapá e nos encanta cantando divinamente bem.

(Foto: acervo do João Lázaro)

domingo, 18 de outubro de 2009

Poetas do Meio do Mundo

Está tudo pronto. No próximo dia 4, às 19h no Teatro das Bacabeiras, será lançada a coletânea de poesias do grupo Uni-verso, que reúne 16 poetas do meio do mundo.
A organização é de Manoel Bispo e a coordenação de Alcinéa Cavalcante, Ricardo Pontes, José Pastana, Rostan Martins e Manoel Bispo – que fazem parte da diretoria do Uni-verso e também do Clube dos Poetas.


Eles dizem que a publicação é o ponto culminante de uma empreitada intelectual e artística que se pretende vitoriosa. E contam que sempre se perguntavam o que fazer para se chegar à edição da produção que estava engavetada. A resposta veio com os encontros de poetas e escritores nos eventos culturais que tornaram próximos os que estavam eqüidistantes, no desenho panorâmico da diversidade cultural que nos assemelha.

Da aproximação surgiram as idéias; das idéias, a ação. E assim nasceu o Projeto Samaúma da Literatura Amapaense – Poetas, contistas e cronistas do meio do mundo, que até o final do ano lançará quatro coletâneas: duas de poesias, uma de crônicas e uma de contos.

Os poetas contemplados na coletânea de poesias que será lançada dia 4 são personalidades que entre suas preocupações procuram externar seu amor pelas nossas coisas e, no uso da sensibilidade, nos dizem verdades e fantasias em versos decorrentes das suas visões de mundo. “A visão de mundo de cada poeta estabelece uma espécie de riqueza abstrata que se insinua na cor estilística e na forma definida dessa arte de encantar palavras”, diz Manoel Bispo.
O Projeto Samaúma tem o apoio da Confraria Tucuju e do Governo do Amapá.

Poetas que participam desta primeira coletânea:
Alcinéa Cavalcante
Carla Nobre
Fernando Canto
Herbert Emanuel
Jô Massam
João Barbosa
Jonas Diego
José Pastana
Manoel Bispo
Mauro Guilherme
Obdias Araújo
Osvaldo Simões
Paulo Tarso
Ricardo Pontes
Rostan Martins
Sânzia Fernandes

Lembranças do Bartola

Ginásio Santa Bartoloméa Capitânio na década de 60
Estudei no Ginásio Santa Bartoloméa Capitânio – que a gente chamava carinhosamente de Bartola.

Fui pra lá com cinco anos de idade fazer o Jardim da Infância que, na época, era chamado de pré-primário.

Nos primeiros dias de aula fiz o que toda criança faz. Abri o berreiro. Minha mãe ia me deixar e quando ela me entregava para a freira e se afastava pra voltar pra casa eu chorava sem parar dizendo “eu quero a mamãe. Cadê a mamãe? Chama minha mãe”. Na segunda semana a madre superiora (era a diretora da escola), irmã Antonieta, disse para minha mãe que se eu continuasse chorando ela não me queria mais na escola. Parei de chorar, mas nunca consegui gostar da freira, uma morena baixinha. Ela era carrancuda, feia, má, nunca sorria. Mentira! Ela não era nada disso. É que eu tinha medo dela porque ameaça me mandar embora se eu chorasse, então arranjei todos estes defeitos pra ela e fiquei feliz quando ela foi substituída pela Irmã Rosa, uma freira alta, forte, grandona, rosto corado. Parecia uma portuguesona.

No pré I e II fui aluna de Irmã Tereza. Era branca, alta, magra e tinha os olhos claros. Foi com ela que aprendi o ABC, as cores, formas, contar de um a cem, escrever um monte de palavras e soletrar e ler. Sabe qual foi a primeira palavra que escrevi? Avião. Sim. Na primeira página do nosso caderno de caligrafia tinha o desenho de um avião e pedi logo que ela me ensinasse a escrever a-vi-ão. Pintei o aviãozinho de várias cores e escrevi a palavra um montão de vezes.

Da primeira a quarta série do primário minha professora foi a irmã Lúcia. Eu amava essa freira. Era linda, morena, baixinha, serena, amável, carinhosa, voz mansa. Nunca, mas nunca mesmo esqueci Irmã Lúcia.

O Bartola era uma escola impecável. O piso – de madeira – era encerado com esmero. Estava sempre brilhando. A entrada era pela Hamilton Silva. Do lado esquerdo um corredor imenso – que ia da entrada até a cantina lá no fim da escola. Ainda do lado esquerdo ficavam as salas de aula, a diretoria, os banheiros e a cantina. Uma quadra, com piso de alvenaria, ligava tudo ao lado direito – salas que a gente quase não tinha acesso, pois era o alojamento das freiras. Só numa a gente podia entrar – mas isso era raro. Era onde ficava a imagem de Nossa Senhora Menina, que parecia uma boneca deitada num bercinho.

Nosso uniforme era um luxo – o Bartola era a única escola particular na época. Saia pregueada de listas finas azuis e brancas, blusa branca e gravatinha. A gravata era feita do mesmo tecido da saia e trazia bordada as iniciais da escola: GSBC.

Antes de entrar em sala de aula, havia a formatura na quadra. Série por série formando fila indiana e todo mundo rezava o Pai Nosso, Ave Maria e Santo Anjo. Terminada a oração cada turma seguia para sua sala em fila indiana, claro. Como já disse pra vocês o piso da escola era impecável, as salas brilhavam de tanta limpeza, portanto, ninguém entrava ali com o sapato sujo. Em época de inverno, quando a lama pregava nos sapatos, estes ficavam arrumadinhos do lado de fora da sala.

Nas carteiras nenhum arranhão, nenhum risco. Cada aluna levava na pasta (não existia mochila) uma toalhinha azul de plástico para cobrir a carteira e nem na toalhinha podíamos rabiscar qualquer coisa. Nosso material escolar tinha que estar sempre limpo, arrumado, organizado. Livros e cadernos encapados com papel de presente. Lápis bem apontado e nada de roer ou quebrar. Borracha limpinha, como se fosse novinha.

Na hora do recreio, a saída era em fila indiana. Quem levava lancheira ia pra quadra lanchar. Quem não levava comprava o lanche na cantina sem furar a fila.

No Bartola, além de português, matemática, história, geografia, ciências e religião, a gente aprendia noções de higiene, postura, modo de se comportar à mesa, solidariedade, respeito aos mais velhos, amor ao próximo, dividir e ser humilde. Na sexta-feira depois do recreio tinha aula de religião. Quase ao final da aula eram distribuídos papeizinhos onde tínhamos que escrever nossos pecados – e eram pecados tão inocentes, como: “fulana me pediu um bombom e eu não dei”, “briguei com meu irmão”, “disse que minha colega era feia”, “comi leite em pó escondido de minha mãe”… Os papeizinhos eram colocados numa caixinha de papelão e íamos para o parquinho, ao lado da quadra, onde tinha uma estátua de Nossa Senhora. Ali fazíamos nossa oração, pedíamos perdão pelos nossos pecados e que Nossa Senhora abençoasse e protegesse todas nossas coleguinhas, nossas famílias, vizinhos, os enfermos etc etc. A caixinha com os nossos pecados era queimada. Pronto! Nossos pecados tinham virado fumaça. Estávamos perdoadas e a gente voltava pra casa se sentindo leve e feliz.

Toda vez que passo na frente do Bartola tenho vontade de entrar lá. Sei que cresceu muito, que deve estar muito diferente da minha época. É provável que o piso não seja mais de madeira. Imagino que seja de lajota. As paredes devem ser de alvenaria e as venezianas azuis das salas devem ter sido substituídas por outro tipo de janela.

Mas o que eu tenho uma grande curiosidade de saber é se ainda existe no parquinho a imagem da Nossa Senhora que perdoava os nossos pecados. Quero vê-la e quero ver de novo aquela Nossa Senhora Menina, igualzinha uma boneca no seu bercinho.

Ah, e antes que eu esqueça: durante todo o meu curso primário a menor nota que tirei foi 9,7.

sábado, 17 de outubro de 2009

Isso é que é vida!

Fim de semana com cara e jeito de fim de semana é aquele em que de repente, sem planejar, a gente se junta pra comer no quintal, à sombra da mangueira, um peixe assado na brasa e temperado com bastante chicória e alfavacas fresquinhas, colhidas no próprio quintal.

E foi assim ontem. De repente Volney Oliveira chegou trazendo tucunaré e bodó. “Que vocês acham da gente fazer uma peixada agora?“, perguntou pra mim e pro meu marido. “É pra já“, respondemos. Quem faz o fogo quem não faz, quem tempera, quem arruma a mesa. Coisas que são decididas em segundos.

Bodó é o peixe preferido do nosso amigo Osvaldo Simões, o Camarada. Ah, então tem que avisar o Camarada que vamos comer bodó assado. Telefonamos. Ele estava na Igreja (Messiânica) cumprindo seu plantão. De lá veio direto pra minha casa.

Tem peixe pra todos nós e pra quem mais chegar. E a peixada roloubodo11 até o comecinho da noite, com cervejinha (eu não bebo, mas eles bebem), refrigerante, suco e muita conversa recheada de causos da política, do carnaval, do jornalismo… Difícil era tirar o pitiú do bodó que ficou impregnado em nossas mãos. Lava com sabão grosso, sabão líquido, sabonete … e nada! Até que alguém lembrou-se de como faziam nossos avós e deu a dica: passar um pouquinho de manteiga nas mãos, nos cantos das unhas, deixar a manteiga agir por 15 minutos e depois lavar só com água. Tiro e queda! Serve também pra tirar o pitiú do tamuatá. É… morrendo e aprendendo.

Não sei se já contei pra vocês. Mas uma das coisas que eu e meu marido mais gostamos de nossa casa é o quintal. Nele passamos a maior parte do dia quando estamos em casa, lendo, escrevendo, conversando, namorando, recebendo amigos, reunindo a família. É um quintal sem luxos. Não tem piscina, mesa de mogno, cadeiras caras, churrasqueira grande e moderninha. Mas tem árvores, flores, sombra, vento, uma pequena horta, passarinhos, paquinhas, calangos, camaleão, sino do vento, muita paz e alegria. Pra nós é um pedacinho do paraíso.

Consideramos um privilégio ter um quintal assim e gostamos de dividir isso com os amigos. Por isso é sempre com muito prazer e alegria que recebemos quem aqui chega e logo tudo vira festa. Às vezes o papo é alimentado pelo cafezinho feito pela minha secretária Nete. Outras vezes rapidinho rola um churrasco, um peixe assado, um camarão no bafo ou um chá com biscoitos.

Pode rolar também a cerveja ou o açaí.

Falar nisso, certo dia minhas amigas Márcia Corrêa e Girlene Oliveira chegaram aqui com açaí do grosso e camarão fresco. A idéia era fazer o camarão no bafo para almoçar com açaí à sombra da mangueira. Acontece que tinha cerveja na geladeira. Meu marido pegou umas latinhas e levou pro quintal. As meninas deixaram de lado o açaí e partiram pra cerveja e o camarão virou tira-gosto. O “tal almoço” só terminou quando a lua apareceu.

E assim a gente vai curtindo a vida e sendo feliz.

sábado, 15 de agosto de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Bom dia!

Estou na casa nova… e própria.
Faz algum tempo eu tive casa própria (1). Era uma casa grande, com muitos cômodos. Um dia cansei dela, abandonei-a e, por causa do abandono, acabei por perdê-la. Mas nunca senti falta.
Pois bem, quando abandonei-a hospedei-me numa casinha menor (2), bonitinha e visitada por muitos e muitos amigos. Mas eis que um dia, um velho coronel ranzinza e ranheta (3), começou a implicar comigo, me perseguir, até conseguir que eu fosse expulsa de lá. Sim, por causa desse homem – que era muito poderoso – fui banida da minha casinha. Aliás, não era minha. Estava lá quase morando de favor, pagando um pequenino aluguel.
Os amigos, muitos amigos, de várias partes do país e até do exterior, me ofereceram morada. Entre tantas escolhi a que fiquei até ontem (4). Foram dois anos e nove meses nessa casa. Vou sentir saudade.
Neste período, alguns amigos, principalmente este aqui (5), me incentivaram a voltar a ter casa própria. Uma casa melhor, maior, novinha. Então em maio do ano passado comecei o processo de compra do espaço, documentação, legalização etc. Este amigo (5) me ajudou a vencer toda a burocracia. Tudo resolvido então. Ah, mas ainda não era hora de mudar. Me faltava tempo para pensar num projeto, construir, arrumar, pra deixar tudo no jeito e, confesso, coragem para sair daqui. Mas chega uma hora que tem que mudar. Não tem jeito. Então, mês passado, começamos a construção. O engenheiro foi este aqui (6). O mesmo que construiu a casa da mana Alcilene (7), talvez por isso elas estejam um pouco – ou bastante – parecidas. Mas tudo bem. Dizem que nós duas somos muito parecidas mesmo.
Bom, a casa ficou pronta quinta-feira. Na sexta comecei a mudar e hoje já estou lá (8). É verdade que ainda falta arrumar algumas coisinhas, mas vou arrumando devagar.
Ah, chega de papo, né? Vem logo me visitar, pois estou te esperando.
O endereço é este:


Ó, não precisa bater, viu? A porta está sempre aberta para você.
(1) –
www.ana.com.br, entrou no ar em maio de 1995. Foi o primeiro site jornalístico da região Norte.
(2)
http://alcinea.zip.net – que coloquei no ar em setembro de 2004.
(3) Vocês sabem quem. Pois é, a mando dele, o alcinea.zip.net foi tirado do ar no dia 30 de agosto de 2006.
(4)
http://alcinea-cavalcante.blogspot.com
(5) www.alipiojunior.com.br
(6) Rômulo
(7)
www.alcilenecavalcante.com.br
(8) www.alcinea.com

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Amanhã, com certeza

Como eu disse pra vocês eu estava mudando de casa, daí que fiquei sem tempo pra correr atrás de notícias.
Já está tudo ok. Tô saindo agora atrás de notícias para atualizar o blog amanhã.
Então, amanhã, com certeza, o blog estará cheinho de novidades.
Até lá.

Ah, mas se no caminho eu encontrar algum jabuti trepado num açaizeiro em volto correndo pra contar pra vocês, pois este é o tipo de fato que não dá para deixar pra contar só no dia seguinte.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Bom dia!

De mudança

Gente, estou de mudança para uma casa nova... e própria.
Por isso, o blog fica devagar estes dias.
Termino de fazer a mudança amanhã, sábado. A nova casa não é muito diferente desta, mas é maior.
Depois venho contar mais para vocês.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Amapá na mídia nacional

Os principais jornais do país e um grande número de blogs lembraram hoje o festival de perseguição aos jornalistas amapaenses promovido pelo senador José Sarney em 2006.
Sarney promoveu o maior atentado à liberdade de expressão no Amapá. Foram mais de cem ações contra jornalistas e blogueiros.
Só contra mim foram mais de 20.

Um bom exemplo

"Gostaria de compartilhar a minha experiência com o uso das sacolas retornáveis distribuidas pelo MPE-AP. Fui ao supermercado e solicitei ao embalador que colocasse as compras na sacola retornável. Ele ficou todo atrapalhado e confuso. Me explicou que as compras são embaladas por afinidade e que seriam necessárias pelo menos três sacolas: uma para frutas e hortaliças, uma para material de limpeza e outras para as demais compras. Retornei na semana seguinte com as três sacolas e foi muito legal, além de chamar a atenção de pessoas que devem ter achado a iniciativa interessante ou mesmo que sou maluco ou gosto de aparecer.
Acho que sou um pouco de cada, mas gostaria de propor um “dia de sacolagem”, onde poderiamos escolher um dia para irmos a determinado supermercado e fizessemos uso das sacolas retornáveis.
Ah! Tenho usado a sacola para pequenas compras sem problema algum.
Abs,
Marco Chagas"

Retrato de Salinas

Olha só o que o paraense está fazendo com a praia do Atalaia, em Salinas
A foto foi enviada para o blog pelo Edgar Torres, que manda dizer que é um "absurdo as pessoas não terem a consciência de que esse paraíso pode simplesmente acabar e virar um grande aterro sanitário ao som de Tecno Brega!!!"

Associação de Cabos de Saldados da PM e BM-AP

Nota de Repúdio

A Associação de Cabos e Soldados da Polícia e Bombeiro Militar do Amapá vem a público repudiar a atitude do nobre vereador Aldrin do PDT-AP, pois no último dia 04 de agosto de 2009, durante sessão da Câmara de Vereadores de Macapá que votaria o veto do Prefeito sobre a lei que alterava o horário de funcionamento de bares, boates e similares da cidade, expressou-se da seguinte forma sobre os policiais militares da PM-AP, ele nos classificou, generalizando a categoria de Policiais Militares, como sendo “vadios”, temos certeza que esse pensamento não representa os dos demais vereadores daquel a Casa de Leis, assim como não representa o pensamento da sociedade amapaense sobre o papel desempenhado pela briosa Polícia Militar do Amapá.
Segundo a Constituição Federal no artigo 144, parágrafo 5°-às policias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; vejam bem, nós trabalhamos em regime de escala ordinária, de 12h de serviço diurno, por 24h de descanso e 12h serviço noturno por 48h de descanso, ou 6h diariamente de segunda a sábado, sendo que durante nosso período de descanso concorremos a escalas extraordinárias, bem como a formaturas militares e atividade física militar, somos funcionários públicos, com uma diferença, somos regidos por legislação específica, podemos ser responsabilizados por nossos atos através de legislação penal e penal militar, para nossa legislação somo s policiais 24h em serviço ou não. A lei de Contravenções Penais (Lei 3.688 de outubro de 1944)- específica a Vadiagem em seu artigo 59, segundo ela “o individuo VADIO está entregue à ociosidade”, esse com certeza não é o nosso caso.
Trabalhamos embaixo de sol e chuva, diuturnamente, durante o período carnavalesco, festas juninas, durante o período da Expo-feira e operação Papai Noel, além é claro de outros eventos que somos convocados para propiciar segurança a nossa população, não estamos de forma alguma reclamando das atividades que desempenhamos, pois servimos nossa Instituição e o povo do Amapá com maior orgulho e dedicação.
A atividade policial militar é árdua e pouco valorizada, contudo, juntamente com o Corpo de Bombeiro e trabalhamos 24h por dia, somos umas das poucas Instituições Públicas que a qualquer momento do dia ou da noite o cidadão pode encontrar mesmo que precariamente trabalhando. Por várias vezes saímos de nossas casas para trabalhar sem saber ao certo se voltaremos com vida, deixamos nossos familiares inseguros para dar segurança a nossa população. Com certeza se alterarem os horários de funcionamento de bares, boates e similares nós estaremos lá para propiciar segurança a comunidade, pois esse é nosso papel constitucional. Merecemos respeito, se não nos valorizam ao menos nos respeitem, somos pais e trabalhadores que estamos lutando pa ra garantir o sustento de nossas famílias.

CB PM Adilson Ferreira Costa
Presidente da Associação de Cabos de Saldados da PM e BM-AP

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Só a luta muda a vida

"Melhores ou piores, é a mesma coisa.
A bota que nos pisa é sempre uma bota.
Já compreendereis o que quero dizer:
Não mudar de senhores,
mas não ter nenhum"
(Bertolt Brecht)

Chá das cinco

ANÚNCIO
Álvaro da Cunha

Eu estou sonhando com um regaço de virgem,
onde eu ponha a cabeça
e adormeça
quando este mundo se despedaçar.
Será que este quebranto no meu corpo
não é cansaço,
mas um pretexto para repousar?

- A vida é triste, o mundo é triste,
o amor é triste.
Quem me censura o ato de sonhar?

(Ainda posso encontrar o meu desejo
sem arredar um pé deste lugar)

E vou escrever anúncios no jornal:

"Poeta, em Macapá,
está precisando de um regaço de virgem
onde ponha a cabeça
e adormeça
quando este mundo se despedaçar".
(Extraído da Antologia Modernos Poetas do Amapá - Macapá-AP, 1960)

Roberto Góes cassado mais uma vez

É a quarta vez que o prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT), é cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral por compra de votos.
Ele vai se mantendo no cargo por força de liminares.

Bom dia!

Ganhei do meu mano Alcione e divido contigo para que teu dia seja lindo,
cheinho de boas energias, como o meu

Lei da cachaça - Câmara mantem o veto do prefeito

Pressionados pela população, os vereadores de Macapá votaram ontem pela manutenção do veto do prefeito Roberto Góes ao projeto de lei de Luizinho do PT que ampliava o horário de funcionamento das boates até às cinco horas da matina.
Continua valendo a lei que determina que as boates tem que fechar às 4h.

Destrambelhado

Como policiais militares se manifestaram a favor do veto, o destrambelhado vereador Aldrin (PDT) - que em sua campanha usava um som denominado "Mini Predador" - disse que os policiais não queriam trabalhar, eram um bando de vadios e preguiçosos.
Ah, coitado! Ele pensa que a polícia só trabalha quando as boates estão abertas. Cala a boca, Aldrin!

Um telão vai bem

Vereador Luizinho do PT propôs que sejam realizadas audiências públicas para se discutir o funcionamento de bares, boates e o comércio em geral.
Sugestão do blog para o presidente da Câmara: coloque um telão na frente da Câmara para que mais pessoas possam assistir, já que o espaço lá dentro é muito pequeno.

Quem diria...

que um dia veríamos Lula e Collor tão afinadinhos como um casal de mestre-sala e porta-bandeira?

Sobrou pro consumidor

Técnicos do Ministério das Minas e Energia e Eletrobrás estão em Macapá tratando da federalização da Companhia de Eletricidade do Amapá, atolada em dívidas. E vai sobrar para consumidor, pois a tarifa deverá ter um reajuste de cerca de 40%.

Segurança para matar

Segurança de boate, clube, dançará não é para garantir a segurança dos frequentadores?
Pois no Casarão do Forró, os seguranças matam o freguês.
Na madrugada de domingo, um rapaz de 26 anos foi morto a socos, pauladas e pontapés pelos brutamontes do lugar, durante um tumulto que começou logo depois das 4 horas, ou seja, num horário em que pela lei o estabelecimento já deveria estar fechado.

Nuncanestepaiz

a TV-Senado teve tanta audiência quanto nesta crise.

Candidatíssimos

Secretários municipais Eraldo Trindade (Meio Ambiente) e Conceição Medeiros (Educação) trabalham de olho em 2010. Ele é candidatíssimo a deputado estadual e ela a federal.

Te explica, Eraldo Trindade

Falar em Eraldo, quando é que ele vai devolver as poesias que retirou da praça Floriano Peixoto?
Deve uma explicação aos poetas.
E não vale aquela desculpa esfarrapada de que tirou porque estava pintando as calçadas da praça. As placas de poesias estavam fincadas na terra e não na calçada, portanto não havia necessidade de tirá-las.
Ou ele pretendia pintar a terra?

Lucas e Randolfe

Lucas Barreto e Randolfe Rodrigues jantaram juntos ontem.
Lucas - pré-candidato ao governo - reafirmou apoio à candidatura de Randolfe Rodrigues ao Senado. E Randolfe, claro, garantiu apoiar Lucas Barreto na disputa pelo Setentrião, independente de ser formalizada uma coligação PTB-PSOL.

Relembrando o poeta

Poeta Álvaro da Cunha completaria 86 anos hoje.
Vale a pena reler o que postei sobre o poeta há um ano aqui.

Eles brilharam no Glycerão

Esse timaço do Municipal Esporte Clube deu uma surra de 5 a 1 no Fazendinha Esporte Clube.
Reconhece os craques?

Chico Bento derruba secretário de Educação

Leia aqui

Histórias do seu Eleuzípio Bem-Bem

Milton Sapiranga Barbosa, especial para o blog

José Borges Tavares, mais conhecido no bairro como seu Eleuzípio, era uma figura sem igual, do tipo inesquecível. Era dono de um raciocínio rápido e gostava de filosofar, como mostrarei mais adiante.
Ele morava no lado direito na subida da ladeira da Padre Júlio, quase no meio do quarteirão.
Funcionário do governo na fase de território, lotado no SAG,-Serviço de Administração Geral, usava uma bicicleta (que se chamarmos de velha, será elogio), mas que lhe servia para ir ao trabalho, às compras e visitar os amigos que moravam em outros bairros. Tinha um ciúme danado daquele traste, que chamava de bicicleta. Várias peças eram presas com arame, até o pneu dianteiro, que tinha um manchão, era todo intaniçado com arame para não aumentar o rasgo. Aquele monstrengo, para terem uma idéia melhor, além de tudo era torta, mas tão torta, que a roda dianteira ia no asfalto e a trazeira no chão batido. Era, como diz meu amigo Paulo Silva e a Alcilene gosta, uma bicicleta "querequequé"
Seus filhos mais velhos, Borges e Moacir, que ganhavam mais ou menos, queriam dar uma nova magrela pro pai Mas quem disse que ele queria se livrar daquele troço? Juro, não estou exagerando, quem ler esta crônica e conheceu o seu Eleuzípio, poderá comprovar.
Voltando aos filhos, cada um tinha uma bicicleta. A do Borges possuía até farol e a do Moacir era uma monarck zerada, comprada com seu primeiro salário de servidor municipal, onde exercia a nobre função de professor de matemática. Quando eles chegavam da rua, guardavam suas bicicletas embaixo do assoalho, que era alto, porque 80% do terreno era uma ladeira íngreme demais. Seu Eleuzípio também guardava lá seu mostrengo, só que atracado com uma grossa corrente e com um grande cadeado preso em suas extremidades. Um belo dia, ao ir pegar a magrela, seu Eleuzípio levou um susto: sua bicleta havia sumido mas as bicicletas dos moleques, novinhas e equipadas, estavam lá, jogadas sem nenhuma proteção, para indignação maior do seu Eleuzípio, que dizia: “esses moleques jogam suas bicicletas aí e o ladrão levou justamente a minha que estava atracada no esteio.” Até hoje penso que foi sacanagem do Moacir (o de moá) e do Borges, para poder dar uma bicicleta decente pro velho. E assim foi feito.
Falei no início do texto que seu Eleuzípio tinha raciocínio rápido e gostava de filosofar. Então vamos a comprovação: uma vez, na localidade de São José do Tucunaré, região do Curicaca, estávamos numa canoa pescando e de repente, zás, ele fisgara um peixe e perguntou: “ que peixe é esse?”, respondí: “mafurá”. E ele na hora: “me furar? eu é que vou furar este filho da fruta.” Noutra viagem, em companhia do filho Moacir e seu amigo Boquinha, em direção a Ponta de Pedra, no Pará, caiu um tremendo toró quando a embarcação, sem coberta, se encontrava no meio da baía. Fulo da vida por aquele banho inesperado, seu Eleuzípio filosofava: “é por essas e outras que às vezes eu não concordo com Deus. Pra que chover no rio. O rio já tem água e a maré ainda está enchendo.” E continuou: “agora chamar um pau torto de pernamanca, perna manca é um cara que anda mancando.” Seu Eleuzípio era único.
Por que Bem-Bem? Vou explicar. Nosso personagem, para aumentar a renda familiar e sustentar mulher e seis filhos, montou uma quitanda. Quando ele estava almoçando e batiam palmas na porta ele gritava: “Erba, vai ver quem está batendo!” A Elba (ele trocava o l pelo r) ia e voltava informando: “é um menino que quer comprar banana”. Aborrecido com a interrupção do almoço, seu Eleuzípio levantava e ia atender ao freguês, indagando: “ O que você quer, meu filho?” O moleque pra sacanear perguntava : “seu Leuzípio (descartando o e para apurrinhar ainda mais), tem banana?” e recebia como resposta: “meu filho, quer dizer teeer tem, mas não está bem, bem, bem, macia, macia. Daí ficar conhecido entre a molecada por seu Eleuzípio Bem-Bem.
Esse senhor que destaquei aqui, de quem ouvi muitas estórias engraçadas e joguei muito dominó, faz parte das boas lembranças de minha infância feliz, vivida no meu querido bairro da Favela.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A foto do dia

Manifestantes na galeria do Senado pedindo a renúncia de José Sarney
(Foto: Celso Junior/Agência Estado)

Sarney adia discurso

Portal G1

O pronunciamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AM), sobre a crise na Casa, previsto para a tarde desta terça-feira (4) foi adiado para quarta-feira (5). A assessoria da presidência não informou o motivo do adiamento.

O discurso faz parte da estratégia de enfrentar quem pede sua renúncia da função. Segundo assessores de Sarney, o pronunciamento está sendo redigido pelo próprio presidente da Casa. O teor do discurso não foi revelado.

Na segunda-feira (3), os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL) iniciaram a estratégia com bate-bocas com o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que discursava em plenário pedindo a saída de Sarney.

Durante o recesso o clima contra Sarney piorou. Entre as denúncias, a divulgação de gravações ligando o presidente do Senado a atos secretos contribuiu para aumentar o tom dos que pedem a sua saída. Nas gravações, uma neta de Sarney pede ao filho dele, Fernando Sarney, que conseguisse uma vaga no Senado para seu suposto namorado, que foi nomeado por ato secreto.

Sarney negou nesta segunda ter recebido pedido de seu filho Fernando para que deixasse o cargo e disse estar confiante para enfrentar as denúncias. O Conselho de Ética da Casa tem 11 pedidos de investigação contra Sarney e tem sua primeira reunião marcada para esta quarta-feira (5).

O último discurso de Sarney foi antes do recesso parlamentar. Ele se disse injustiçado e destacou as medidas administrativas tomadas no comando da Casa para reverter as irregularidades descobertas no Senado, como os atos secretos. “Contra as injustiças, só o silêncio, a paciência e o tempo”, disse Sarney, na ocasião.

Estatuto do Cidadão

“Fica estabelecido e combinado que não será tolerado pelo cidadão, político desonesto, safado, corrupto e ladrão. Que todos serão denunciados em jornais, revistas, blogs e na televisão. Os quais por justa decisão não mais poderão disputar eleição.”
(Artigo II do Estatuto do Cidadão, de Jarbas Cordeiro parodiando Thiago de Melo)

Ontem e hoje

Antes grupo de bandidos era chamado de gangue.
Hoje chama-se tropa de choque.

Cinco partidos devem pedir afastamento de Sarney

CAROL PIRES - Agencia Estado

Brasília - Senadores do DEM, PT, PSDB, PDT e PSB que defendem o afastamento de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado reagiram à ofensiva promovida pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-DF) e pretendem unir forças para obrigar o Sarney a se afastar da presidência do Senado. Em reunião que terminou no começo da tarde os líderes desses partidos decidiram pressionar pela saída de Sarney do comando do Senado - desta vez, não em discursos individuais, mas por meio de nota, assinada pelas cinco legendas, que o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), apelidou de "frente pela dignidade do Senado". O fechamento do acordo depende ainda do consentimento do senador Antonio Carlos Valladares (PSB-SE) e de uma decisão do líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), que deverá consultar a bancada. (Leia mais)

Senador José Agripino no Twitter agora:

"A bancada do DEM decidiu agora, por unanimidade, pelo afastamento do presidente Sarney"
11 minutes ago from web

Febre por oroupuche

Secretário Municipal de Saúde do Mazagão, José Monteiro, confirmou hoje em entrevista na TV-Amapá o que os leitores deste blog já sabiam desde o dia 10 de julho: mais de 300 casos de “febre por oroupuche” - uma virose transmitida por mucuim - foram registrados naquele município de abril a junho deste ano.
Segundo o secretário, a doença já está sob controle.
Para saber mais clique aqui.

Gente que ajudou a construir o Amapá

A foto é de 1952. Bebendo Flip Guaraná eles comemoram a conquista de um troféu.
Sabe quem são, que troféu é este e onde é a comemoração?
(Esta foto é do arquivo do meu amigo Edgar Rodrigues)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ontem e hoje

Antigamente quando alguém contava uma lorota a gente dizia: "Cuidado! Teu nariz vai crescer".
Hoje se diz assim: "Cuidado! Teu bigode vai crescer".

Frase do Zé

"O Brasil é testemunha de minha tolerância e minha posição a respeito da liberdade de imprensa, nunca tendo processado jornalista algum.”
(Sarney, o esquecido, em nota divulgada hoje dizendo que não tem nada a ver com a ação do filho Fernando Sarney contra o Estadão e que nem foi consultado pelo filho sobre isso)

Frase (ridícula) da tarde

"Veja bem: à luz do Direito namorado da neta não é parente."
(Senador Papaléo Paes defendendo o colega Sarney em entrevista agora à tarde na Globo News)

Macapá ontem e hoje

Avenida Mário Cruz

Lembras quando a gente andava por esta ruazinha nas tardes de domingo?

Depois de assistir a segunda sessão no Cine João XXIII, a turma rumava para a frente da cidade - passando pela avenida Mário Cruz - para passear no trapiche e depois tomar sorvete, servido em taça pelo famoso garçom Inácio, no Macapá Hotel.

Domingo sem cinema, passeio no trapiche e sorvete, não era domingo.

Já não existem o Cine João XXIII e a sorveteria do Macapá Hotel com mesas ao ar livre.
O trapiche encurtou e não sei por onde anda o bom e velho Inácio, contador de causos e histórias, que servia com a mesma elegância e simpatia tanto o peão como os presidentes da República e ministros que visitaram Macapá naquela época.

Enquete encerrada

Na opinião da maioria dos internautas (42%) o senador Papaléo Paes, do PSDB-AP, mentiu descaradamente ao dizer que o Amapá se orgulha de Sarney.
32% acham que Papaléo pirou de vez; 13% disseram que ele está fazendo graça e apenas 11% concordam com o senador tucano.

Bandidos assaltam CEAP

Dois homens armados assaltaram nesta manhã o Centro de Ensino Superior do Amapá - CEAP.
Os bandidos invadiram a tesouraria e de lá levaram mais de R$ 40 mil.

Bom dia!

"Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras."
(Artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos)

Sapiranga de carona na boléia da carroça

Personagens queridas no bairro da Favela
Mundico Sabiá, Congós, Antônio Cirino e Bulivino

Milton Sapiranga Barbosa, especial para o blog

1- Mundico Sabiá - Foi um dos primeiros a invadir e iniciar o povoamento do bairro. Sim, Favela nasceu em regime de Invasão (esse dado me foi passado pelo sobrinho do seu Mundico, o pedreiro aposentado Franqueira).
Seu Mundico, trabalhava fazendo carretos em uma carroça que pertencia a dona Sara Zagury (conhecida empresária da época e esposa do Sr. Isaac Zagury).
Quando eu estava com preguiça de ir andando até o Igarapé da Fortaleza ou Mercado Central, ficava de plantão próximo a Igreja dos Irmãos, à espera de pegar uma carona na “boléia” da carroça do Seu Mundico e lá ia eu aboletado naquele rústico veículo de tração animal, feliz pela carona e por ouvir piadas e causos que ele contava de quando era rapaz. Seu Mundico era uma figura ímpar, sempre sorridente, era muito querido e admirado pelos favelenses.

2-Congós - Era um negro que andava encurvado amparado por uma vara, que fazia as vezes de bengala. Tio Congó (sem o s) assim todos o tratavam, era excelente no trato com torções, benzedor como ninguém, rezador para curar quebranto e costurava rasgadura. Além de todos estes dons, Seu Congó, tinha sua imagem usada pelas mães para fazer criança parar de chorar ou acabar com birra para não tomar banho ou dormir. Bastava a mãe dizer “lá vem o tio Congo” era um Deus nos acuda. Ele também ajudava as mães, já que sempre fazia menção de partir pra cima do moleque chorão. Mas tudo não passava de fama. Tio Congó era amável e brincalhão quando chegava perto da criançada.
Ele era o dono da grande área onde hoje está implantado o Bairro dos Congós.

3- Antônio Cirino - O homem mais temido (no bom sentido) e respeitado na Favela. Seu Antônio Cirino, conhecia de plantas que curam como ninguém. Até as grandes autoridades de Macapá, como Hildemar Maia, por exemplo, recorriam aos seus preparados e garrafadas milagrosas. Ele tinha um quintal-pomar, com mangueira, goiabeira, mamoeiro, carambola e maracujazeiro, mas moleque nenhum entrava para apanhar uma fruta. Papagaio quando chinava e caía em seu quintal, só se ele fosse pegar e desse pro moleque.
Seu Cirino saía para ir comprar comida na beira e deixava a casa aberta. Alguém entrava em sua casa?. Aqui ó.
Certa vez ele me mandou pegar um remédio para minha mãe que estava em cima de uma mesinha e recomendou: “ pega o vidro, sai e não olha pros lados e nem para trás”. Fui, entrei sem olhar pros lados, peguei o vidro e já na porta de saída, como todo bom moleque que se preza, dei uma olhadela para dentro da casa. Tomei o maior susto de minha vida. Tinha um rolo enorme de cobra ao lado da mesinha que estava o remédio. Saí voando de lá. Quando cheguei em casa, ele me fitou e foi logo dizendo: “Não te disse para não olhar para trás.” Até hoje estou sem entender como ele soube que olhei para trás e não pros lados.

4- Bulivino - Era o negro velho mais folclórico do bairro. Como seu Mundico Sabiá, também vivia de fazer fretes com uma carroça, só que era patrimônio dele. Tio Buliva, como era tratado pela molecada, passava horas e horas contando façanhas de sua juventude, e nós, claro, acreditávamos ou fingíamos acreditar para que ele não parasse com suas historias.
Tio Buliva era torcedor do Bangu Atlético Clube, do Rio de Janeiro. Ou melhor, era torcedor do mestre Zizinho, que segundo os que o viram jogar, era igual ou melhor que Pelé. O sonho de Tio Buliva era ver o seu filho Janjão se transformar num mestre Ziza do futebol amapaense. Era sonho de pai, pois o Janjão não jogava nada.
Tio Buliva vivia numa maré mansa que até parecia ser baiano. Não tinha pressa pra nada e dizia sempre: “pra que correr, onde vou não vai sair do lugar”. Ele era tão devagar que na sua carroça tava escrito “Devagar e Sempre”.
Esta é a minha homenagem ao quarteto aqui destacado, pois eles foram pessoas importantes na minha infância feliz no querido Bairro da Favela.

(Você que acabou de ler este texto do Sapiranga quer homenagear pessoas do seu bairro que foram ou são importantes para você? Escreve e manda pro e-mail
alcinea.c@gmail.com que a gente publica aqui)

domingo, 2 de agosto de 2009

Quem comeu

................................................. o abiu .................... que estava aqui?

Leia com muita atenção

Sarney, o último representante da ditadura
Chico Bruno

A decisão judicial que amordaçou o jornal O Estado de S.Paulo de publicar reportagens sobre a investigação da Polícia Federal contra Fernando Sarney é novidade para o país, mas não é para o Amapá, onde na campanha reeleitoral de Sarney em 2006 o lobo travestido em pele de cordeiro conseguiu calar perto de uma dezena de jornalistas e veículos de comunicação.

O país está conhecendo agora a verdadeira face de Sarney. Face que já conhecíamos há muito tempo.

Agora o país se curva à realidade vivida no Amapá.

- O homem da transição democrática agora comete um ato da ditadura. Ele perdeu seu último argumento. Isso é terrível. O presidente Sarney tem de renunciar, disse Pedro Simon (PMDB/RS).

Que me desculpe Simon. Mas, é por causa dessa suposta afirmação de que Sarney foi “o homem da transição democrática” que ele fez e aconteceu, misturando em tempos de democracia o público e o privado, coisa que ele não teve a coragem de fazer durante o regime autoritário, do qual ele é o último representante.

Como fez no Amapá em 2006, Sarney usou um camarada implantado na Corte Judiciária para amordaçar o jornal paulista.

Teria sido bom para a democracia, se o senador petista Eduardo Suplicy (SP), tivesse se solidarizado em 2006 com os censurados da época. Talvez se ele tivesse dito naquela época o que diz hoje as coisas não tivessem chegado aonde chegaram.

- A Constituição assegura a liberdade de imprensa, sobretudo àqueles diálogos gravados com autorização judicial. É um direito de a população ser informada pela imprensa sobre diálogos que ferem a ética.

Como os companheiros jornalistas censurados em 2006 por Sarney gostariam de ter ouvido o que estão dizendo agora uma penca de políticos.

Não é de hoje que Sarney lança mão de expedientes promíscuos utilizando os serviços de afilhados do Judiciário e de servidores públicos beneficiados por ele. Sempre misturando o público com o privado.

Foi assim que ele cassou os mandatos do senador João Capiberibe e do governador Jackson Lago.

Aliás, os dois devem estar saboreando as agruras de Sarney. Devem estar convencidos que os ditos populares “quem com ferro ferre com ferro será ferido” e “ri por último quem ri melhor” são expressões que não podem ser desprezadas.

Com certeza a censura imposta ao Estadão deve ser revertida, principalmente pela relação de proximidade entre o desembargador e Sarney, um acinte a democracia brasileira estampado no flagrante de uma festa de casamento.

Infelizmente, os jornalistas do Amapá condenados ao pagamento de multas astronômicas por decisões judiciais duvidosas não terão revertidas às sentenças.

A última chance dos jornalistas do Amapá foi engavetada nos tribunais federais por uma chicana jurídica.

É a velha história. O que acontece nos confins do país não tem a mesma visibilidade do que ocorre nos grandes centros nacionais. Até nisso esse país é desigual.

Artigo dominical

O Santo Cura d’Ars
Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá

“Era uma vez, na França, um pequeno camponês cristão que, desde a mais tenra idade, amava a solidão e o bom Deus. Como aqueles senhores de Paris tinham feito a Revolução Francesa e não deixavam as pessoas rezar, ele ia assistir à missa, com os pais, no fundo de um celeiro. Os padres mantinham-se escondidos, e quando um deles era apanhado, cortavam-lhe a cabeça segundo as regras da arte. Eis porque João Maria Vianney alimentava o sonho de tornar-se sacerdote. Mas, se não lhe faltava a oração, faltavam-lhe os conhecimentos. Apascentava os carneiros e trabalhava os campos. Entrou tarde para o seminário e fracassou em todos os exames. As vocações eram cada vez mais raras, e no fim acabaram por aceitá-lo apesar de tudo. F oi designado para Ars, e ficou lá até à sua morte. O último sacerdote da França no último lugarejo da França. Mas foi cem por cento sacerdote, o que não acontece com freqüência. Foi sacerdote tão completamente, que o último lugarejo da França acabou por ter o primeiro sacerdote da França e a França inteira viajou para vê-lo. Ora, ele convertia todos os que iam visitá-lo, e, se não tivesse morrido, teria convertido a França inteira. Curava as almas e os corpos, e lia nos corações como num livro. A Virgem Santíssima ia visitá-lo, o demônio puxava-o pelos pés, mas não conseguiu impedi-lo de ser um santo. Foi promovido a cônego, a Cavaleiro da Legião de Honra – e depois a Bem-aventurado. Enquanto foi vivo, nunca chegou a entender por quê. E essa era a melhor prova que havia merecido a sua glória. Tudo isso se passou no século XIX, que é chamado, no Paraíso, onde se conhece o valor real das pessoas, o século do Cura d’Ars”.

Encontrei este belo resumo da vida de São João Maria Vianney na capa de um livro (O Cura d’Ars, Henri Ghéon, S. Paulo, 1986) e achei melhor copiá-lo na integra pela sua simplicidade, clareza e poesia.
Neste Ano Sacerdotal a Igreja Católica quer lembrar os 150 anos da morte do Santo Cura d’Ars, apontando para os padres e para todos os cristãos exemplos de serviço sacerdotal, de vidas doadas na simplicidade do dia a dia, cumprindo tarefas ordinárias.

Com a figura desse grande santo, neste primeiro domingo de agosto, dia do padre, quero homenagear todos os padres que trabalham em nossa Diocese: os padres do PIME, os diocesanos e os religiosos. De maneira especial, quero lembrar os que trabalham nas paróquias mais afastadas do interior, andando no meio das roças e das matas, ou navegando pelos nossos rios e igarapés. Contudo não menos desafiadora é a vida pastoral nas paróquias urbanas, onde está se tornando cada vez mais difícil reunir as pessoas, motivá-las para uma vida mais fraterna e solidária, tão grandes são as preocupações pela sobrevivência e tão fortes são as tentações do consumo, da diversão e do individualismo. Se muitos ainda participam das nossas comunidad es, muitos mais, porém, são os irmãos e irmãs afastados, sem tempo e sem vontade de encontrar um momento para Deus, para os irmãos e para si. Agradeçamos pelos padres que temos, rezemos pela saúde e perseverança deles e para que o Senhor dê aos jovens, que Ele continua chamando, a força e a coragem de responder.

Talvez a oração mais bonita que podemos fazer para os nossos padres seja que eles continuem a oferecer generosamente ao povo de Deus o “alimento que permanece até a vida eterna”, isto é, o próprio Jesus presente no pão da Palavra e no pão da Eucaristia. Não deveria ser tão difícil. Todos os dias os padres, celebrando a Santa Missa, podem escutar e meditar a Palavra do Senhor, podem receber o Senhor nos sinais do pão e do vinho consagrados. A Palavra e a Eucaristia devem ser, portanto, o alimento mais importante para a vida do próprio padre e para que ele possa, com o próprio exemplo, também ajudar todos os que quiserem a encontrar, a reconhecer e a seguir a Jesus. Ninguém é ordenado padre para si mesmo, mas para servir ao povo de Deus. A gratuidade, a disponibilidade e a acolhida fraterna devem ser, então, as qualidades visíveis de todo padre. Ele, porém, não dá apenas a sua vida, ele deve saber apontar e oferecer a Boa Notícia do Evangelho, para que cada cristão possa dizer como os moradores daquele lugar disseram à samaritana: “Já não é por causa daquilo que contaste que cremos, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (Jo 4,42). Feliz aquele padre que trabalha para formar católicos adultos na fé, conscientes, responsáveis, comprometidos com a causa do Reino. Quem sabe um dia, no Paraíso, descobriremos que o padre mais santo do século XXI foi um das nossas bandas.Muito mais difícil é que seja um bispo.

sábado, 1 de agosto de 2009

Vou ficar com saudade

Meus sobrinhos Alcione Filho, com a noiva Ediene, e Marcelino Neto curtiram férias em Macapá. Amanhã, domingo, eles viajam e eu vou ficar com saudade. Alcione é funcionário do Banco do Brasil em São Paulo e Marcelino Neto faz faculdade em Belém.

Isso é que é vida!

Se comportem

Vai sair pra balada? Claro, né? Afinal, hoje é sábado e o último final de semana de férias. Então a ordem é se divertir, mas sem ultrapassar os limites.
Bom mesmo é curtir numa boa, sem violência, sem conflitos e sem se exceder na birita.
A polícia vai estar de olho para levar pro xilindró quem não se comportar.
A Polícia Militar vai fazer uma grande operação – que começa às 21h de hoje e só termina amanhã de manhã – para coibir abusos, principalmente no trânsito.
“A corporação não medirá esforços a fim de fazer reeditar os resultados das operações anteriores, cujos finais de semana em que foram realizadas não registraram óbitos no trânsito”, informa a assessoria de comunicação da PM.

Bandidos invadem garagem e depredam 31 ônibus


A garagem da empresa União Macapá foi palco nas primeiras horas deste sábado, 1, de um violento ataque protagonizado por pelo menos dez homens, informa o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setap).
Os seguranças que estavam de plantão na empresa disseram que por volta das 3h30 da madrugada, homens armados - alguns usando máscaras - invadiram a garagem da empresa, localizada no bairro Boné Azul e iniciaram uma série de depredações contra ônibus.
Trinta de um ônibus tiveram os pára-brisas quebrados. O diretor da empresa, César Rangel, estima que o prejuízo ultrapasse R$ 50 mil.
César Rangel atribui o atentado com o fato do segundo semestre letivo iniciar nesta segunda-feira, 3, quando a empresa precisará colocar todos os ônibus em circulação. “A intenção era claramente nos prejudicar”, disse. Ele também anunciou que o reparo dos veículos iniciou neste sábado e que até terça-feira, 4, todos os pára-brisas serão trocados, sem prejuízo para os passageiros.
Logo nas primeiras horas a polícia esteve no local além da Polícia Técnica, que realizou a perícia. A empresa vai fornecer à polícia as gravações do circuito interno de TV e dos sistemas de gravação GPS instalados em alguns ônibus.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Será...

que "O Cara" criou juízo e vai mesmo abandonar "O Fofo"?

Para meus amigos jornalistas

Edição número 8 da Revista do Amapá, de novembro de 1948, que traz como matéria de capa a história da vila de Cunani, que chegou a ser, por um curto período , um país independente.
Uma das grandes atrações da vila eram os sinos da capelinha, feitos na França. Uma verdadeira obra de arte.
Moedas da República do Cunani ficaram por muitos anos expostas no Museu Histórico-Científico Joaquim Caetano da Silva, em Macapá. De lá foram roubadas. (Sim. Aqui se rouba tudo)

Tecnologias de produção de banana no Amapá

Por Dulcivânia Freitas

As variedades de bananeiras testadas pela Embrapa Amapá e as tecnologias
de produção adequadas para o estado serão apresentadas a técnicos, acadêmicos, produtores e demais interessados durante um Dia de Campo na
manhã da próxima quarta-feira, 5/8, no Campo Experimental de Fazendinha
(Macapá-AP).

O objetivo é demonstrar os resultados preliminares da análises de materiais resistentes a pragas (principalmente Sigatoka negra, a que mais atinge os bananais do Amapá). Os técnicos vão abordar desde o manejo nas fases do plantio à colheita até os procedimentos corretos de pós-colheita da banana.

Os materiais de banana avaliados pela Embapa recebem os nomes de Pacovan Ken, Maravilha, Preciosa, Japira e Tropical. Foram fornecidos pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, localizada em Cruz das Almas (BA). Somente a Tropical é do tipo maça, as demais são do tipo prata. Os testes de avaliação no Amapá começaram em janeiro deste ano e prosseguem até o final
de 2009, em áreas de cultivo para fins de pesquisa, no Campo Experimental de Fazendinha e na Escola Família Agrícola do Pacuí, distrito de São Joaquim do Pacuí (Macapá).

O Dia de Campo “Variedades de bananeiras e tecnologias de produção para o estado do Amapá” será composto de três estações. Na primeira etapa, o agrônomo Jackson dos Santos vai falar sobre os aspectos fitotécnicos no cultivo da bananeira no Amapá, detalhando procedimentos do manejo, cultivares indicadas para o estado, espaçamento, adubação, tratos culturais e colheita. Em seguida, o pesquisador Adilson Lopes Lima a parte de sanidade vegetal e pragas e na terceira estação a pesquisadora Valéria Saldanha Bezerra vai demonstrar os procedimentos adequados para a pós-colheita da banana, a fim de garantir maior durabilidade e qualidade do fruto na prateleira.

SERVIÇO: Dia de Campo “Variedades de bananeiras e tecnologias de produção para o estado do Amapá”. O evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas na Embrapa Amapá, no horário das 8h às 11h30 e das 14h30 às 17h30, pelo telefone 4009-9509, com Izete Barbosa, ou pelo e-mail izete@cpafap.embrapa.br

Caminhada pela paz

Vamos caminhar pela paz neste sábado no centro comercial?

Promovida por associações, sindicatos, órgãos públicos e sociedade civil será realizada amanhã, sábado, uma grande caminhada no centro comercial com o objetivo de fazer com que a sociedade amapaense se una no combate a violência e na construção da cultura da paz.
A concentração está marcada para às 8 horas na frente da Fortaleza de São José. A saída será às 8h30 e terá como ponto de chegada a Praça da Bandeira.
Vai lá. Ajude a construir a paz.
Seria interessante que policiais civis e militares, bombeiros e guardas municipais também participem.
E quero ver por lá os comandantes destas instituições.

Macapá ontem e hoje

Fazendinha, o balneário mais famoso de Macapá e onde se come o melhor camarão no bafo e o por-do-sol é mais lindo

A frase

"Não é problema meu. Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado, nem votei para ele ser senador no Maranhão"
(Presidente Lula em entrevista coletiva ontem)

Salão Marajó

Milton Sapiranga Barbosa, especial para o blog

Assim, simplesmente, poucos vão se lembrar. O Salão Marajó foi um dos primeiros pontos de encontro dos grandes dançarinos nas décadas de 40 e 50 em Macapá.
Quantos casais, ainda hoje juntos, não iniciaram namorico dançando ao som de um bolero do Waldick Soriano no tabuado do Salão Marajó? Primeiro funcionou na casa da dona Gertrudes e depois na esquina da rua Jovino Dinoá com a avenida Presidente Vargas, mas sempre na minha querida Favela.
O Salão Marajó é uma lembrança feliz de minha infância. Lá, na subida da ladeira, minha saudosa mãe Alzira Barbosa colocava sua banca para vender bolo, mingau e tacacá. Eu ajudava, junto com a mana Mariazinha, lavando as vasilhas e levando cuia de mingau ou tacacá para os fregueses mais folgados, que faziam seus pedidos do alto da escada ou da janela do Salão. E lá ia eu, cuia na mão, encarar 15 ou 20 degraus várias vezes na noite. Mas não reclamava, pois sabia que quanto mais eu subia degraus, mais minha mãe lucrava e no dia seguinte um boião farto estava garantido na mesa.
Mas vi também muita gente rolar escada abaixo, quando havia briga na casa. Salão Marajó. Não lhe lembrou nada? Então que tal Salão do Pecó? Pois era assim que os boêmios da época se referiam quando papeavam com os amigos e com as moçoilas. “Te encontro ou me espera lá no Pecó.”
Seu Jefferson Pecó, foi um dos primeiros empresários da noite amapaense.Tinha como ajudante seu filho mais velho, o Chico Pecó, hoje funcionário aposentado que reside na av. Pedro Baião, entre Hamilton Silva e Manoel Eudóxio, e com quem tive o prazer, dias atrás, de conversar sobre o salão de festas de seu pai. Ele ficou emocionado com as lembranças e eu, claro, também me emocionei.
Na baixa do Pecó, piçarra solta, de levantar poeira, trecho da rua Jovino Dinoá entre as avenidas Mendonça Furtado e Presidente Vargas, era nosso campo de pelada. Ali batia minha bolinha, numa pelada (jogo de bola entre amigos) animada, que começava às l5 horas e só terminava no escurecer, quando quase não se via mais a bola.
Joguei em outros campos, mas o da baixa do Pecó era especial. Zé Rodinha, Dodoca, Aviador, Duca, Arideu, Dedé, Stoesse, Dicoçá, Pilão, Soiá, Beto, Barata, Nolasco, Adamir, Raimundo Moroçoca, Curica, meus companheiros ou adversários nas peladas, ainda estão por aí para comprovar. Tinha mais moleques, mas estes já não estão entre nós, mas são também inesquecíveis; os irmãos Joaquim e Pedro: os gêmeos Torquato e Flávio e o irmão deles Sandó, o Pedroca, Maconga, Pelado, Lulu, Cabeça e Janjão.
O Salão Marajó (Salão do Pecó) também faz parte da minha infância feliz no Bairro da Favela. E como dizia meu saudoso compadre Flávio Guidão da Silva: Bons Tiempos .

Minha mãe era linda

Professora Delzuite Cavalcante faria 79 anos hoje e a mana Alcilene conta no Repiquete como era movimentado e alegre este dia em nossa casa.
Mãe, a saudade é grande. Muito grande.

Povo trabalhador

Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada esta semana mostra que a carga média de horário de trabalho da população brasileira caiu de 44 para 39,4 horas semanais, no período de 1988 até 2007.
Rondônia é o estado com a maior redução da jornada de trabalho: 21,7%.
O Amapá apresentou a menor: 3,2%. São Paulo continua sendo o estado onde se tem a maior carga horária: 41,9 horas por semana.
O amapaense é um povo honesto e trabalhador. Não merece ser envergonhado por esses péssimos políticos que manda pro Congresso Nacional.

Parabéns, gatinho!


O gatinho da foto é meu sobrinho e afilhado Alcy Neto, o Netinho, filho do mano Zoth e Naira.
Netinho - que mora em Manaus e toca violão divinamente - aniversariou ontem, mas a comemoração com a galera é hoje.
Titia não pode ir, mas te manda um monte de beijos e pede a Deus que te proteja e te abençoe todos os dias.
Parabéns também pro Zoth e pra Naira pelo filho maravilhoso que você é.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Isso é que é amor

O namoro, o casamento, a gravidez, as bodas de prata... e lá se vão mais de dez mil dias de muito amor, carinho, compreensão, ternura e companheirismo.
Hoje estou completando 30 anos de casada e quero mais é festejar. O blog fica para amanhã.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Chá das cinco

SE TU VIESSES VER-ME
Florbela Espanca


Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesse toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Bom dia!

"É melhor atirar-se em luta, em busca de dias melhores,
do que permanecer estático como os pobres de espírito,
que não lutaram, mas também não venceram."
(Bob Marley)

Para a jornalista Dulcivânia Freitas

Capa do primeiro número da revista Rumo - novembro de 1957

Perfil

Tem gente por aí cujo perfil está mais para bandido de altíssima periculosidade do que para representante do povo.
Né não?

É sempre bom lembrar que...

"Os meios de comunicação de massa podem e devem promover a justiça e a solidariedade segundo uma visão orgânica e correta do desenvolvimento humano, ao relatar os fatos de forma verdadeira e exata, ao analisar as situações e os problemas de forma completa e ao disponibilizar um espaço para a veiculação de diferentes opiniões".
(João Paulo II)

Ele é um pão, é um pão, é um pão...

Sabe quem são esses dois fazendo pose na frente do Macapá Hotel?

Uma dica - Dizem que quando eles passavam as meninas cantavam: "Ele é um pão, é um pão, é um pão..."

As pescarias do moleque Sapiranga

IGARAPÉ DA OLARIA
Milton Sapiranga Barbosa, especial para o blog

Assim era chamada a continuidade do igarapé da fortaleza quando passava por trás (ou detrás?) da Olaria Territorial e ia terminar no barreiro da Maloca, onde morava o tio Júlio do Boi .
Era um igarapé piscoso, onde se pescava muito matupiri, jandiá, jacundá e amuré ( essa espécie de peixe não existe mais, e mesmo, só servia pra roubar isca ) creio eu.
Dos meus 5 aos 8 anos de idade, cansei de ajudar no boião levando para casa grande cambada com matupiri (que o pessoal de outras paragens chama de lambari), entremeada com jacundá e jandiá. Quando estava já com 7 anos e já sabendo nadar bem, passei a pescar tambaqui e pirapitinga, também no Igarapé da Olaria, pois para pescar esses peixes era preciso ir além dos bueiros da Eliezer Levy, chegar até uma árvore de grande porte tombada sobre o leito do igarapé, onde, entre os ramos submersos, eles se encontravam. Noutra parte do igarapé, nerusca de encontra tambaqui ou pirapitinga.
A molecada do meu tempo freqüentava em peso o Igarapé da Olaria para pescar, tomar banho, brincar de pira, de dar canga-pé (mergulhar e tentar acertar o outro com os pés). Tinha um grupo mais corajoso, que se arriscava em varar de um lado para outro por dentro dos bueiros. Coisas de moleque. Rabiscando essas linhas, numa viagem no tempo, vejo nitidamente, como se fosse agora, o Mudo (hoje funcionário do GEA) pescando e gesticulando com ar de aborrecido com quem se aproximava de seu ponto de pesca. Ele queria até brigar às vezes.
Sabará, Célio, Délio, Bibi, Laércio Aires, Bereco, Candé, Rato e Ratão (único que entrava no tabocal para pegar um papagaio que ia chinando. Besta do espinho que aparecesse no seu caminho), Caié e o irmão Durval, os irmãos Bilisca Lua, os irmãos Silas Salgado e muitos outros, brincaram e pescaram no Igarapé da Olaria. Lá também servia de piscina ou banheiro, como queiram, para a molecada que trabalhava na olaria, só para que quando chegasse em casa não tivesse que encher água, pois corria o risco de encher um barril que comportava 12 latas de querosene, bem medido, que estava sempre de plantão ao lado do poço.
Mas o Igarapé da Olaria não me traz só boas lembranças. Andei levando umas boas surras da Dona Alzira por não avisar para onde ia ou por demorar muito por lá. Quando ela usava cinto, era bom (era como quem come um filé), mas quando era de galho de goiabeira ou cuieira, tamanco ou palmatória, era como comer carne de cabeça. Mas, apesar de doídas, as surras serviram e agradeço em oração a minha saudosa mãe, pois, sem elas, talvez eu não estivesse mais aqui ou não fosse uma pessoa de bem.
O Igarapé da Olaria faz parte também da minha infância feliz no Bairro da minha querida Favela. Bons tempos!

Bote a boca no trombone

"Ao Governo do Estado - Secretário de Administração

Assunto: Edital no. 001/2009 – Grupo Gestão Governamental – Governo do Amapá

Venho através deste demonstrar minha indignação e decepção quanto a desvalorização do profissional da Área de Tecnologia pelo Governo do Estado do Amapá, conforme pode-se constatar no Edital de nº 001/2009 – Gestão Governamental, para preenchimento de vagas no PRODAP – Processamento de Dados do Amapá, onde exige a conclusão de uma pós na área de Tecnologia, desvalorizando o profissional que, por seu esforço e sabedoria, concluiu uma graduação na Área de Tecnologia e tem total capacidade e conhecimento para exercer tal cargo, e, se não fosse só isso, os proventos oferecidos de R$2.216,20 é menor do que os proventos oferecidos para os candidatos onde exige apenas o nível técnico, nível este referente ao ensino médio, dos Grupos dos Setores Infraestrutura e Econômico, de R$2.282,50.

Sendo assim, retransmito essa indignação aos referidos representantes do Governo do Estado do Amapá para que se conscientizem e reflitam sobre o verdadeiro valor do profissional da Área de Tecnologia.

Eduardo Lopes
Bacharel em Sistemas de Informação"

Calote

Vários grupos de quadrilha junina (presta atenção, é quadrilha junina) que participaram do concurso oficial no “Arraial no Meio do Mundo”, promovido pelo Governo do Estado, reclamam que passado mais de um mês do encerramento do evento, ainda não receberam suas premiações em dinheiro conforme regulamento do concurso.

Até que enfim!

Depois de 20 anos, o projeto que cria Conselho da Mulher de Macapá finalmente vira lei.
De autoria da deputada federal Janete Capiberibe (PSB) à época em que era vereadora, o projeto foi sancionado ontem pela prefeita em exercício Helena Guerra.
A lei obriga implantar diretrizes de políticas públicas municipais para eliminar qualquer forma de de discriminação contra as mulheres, assegurando-lhes a plena participação no plano político, econômico e cultural, dentre outros.

Pois é. Foi preciso uma mulher assumir a Prefeitura para que o projeto fosse sancionado.

Professores explorados

A única escola de educação infantil do bairro Marabaixo II, o Centro Educacional Tempo de Educar, está há sete meses sem pagar os funcionários.
O diretor da escola diz que aguarda o Governo do Estado assinar um convênio com o educandário e liberar a grana para pagar os profissionais.
O Ministério do Trabalho bem que podia dar uma batida por lá.

terça-feira, 28 de julho de 2009

O novo Repiquete

O bombado blog Repiquete, da mana Alcilene Cavalcante, tá de casa e cara novas. Ficou uma beleza.
Corre lá pra ver, festejar e comentar.
www.alcilenecavalcante.com.br

E pegando a carona da Alcilene este blog também muda de endereço nos próximos dias. Tenho um domínio há mais de um ano que nunca usei. Resolvi usá-lo agora.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Pra você

Fui buscar no jardim da mana Alcilene para alegrar tua segunda-feira

Nova enquete

O senador Papaléo Paes, traindo o seu partido – o PSDB – não assina a representação que os tucanos vão apresentar ao Conselho de Ética contra o presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP).
Perguntado pelo jornal O Globo por que se recusa a assinar a representação, o tucano amapaense, sem tremer o bico, respondeu que os eleitores do Amapá se sentem muito prestigiados pelo fato de um parlamentar eleito pelo Estado ser o presidente do Senado.
Bonitheco ele. Né não?
O que será que levou Papaléo a achar que o povo amapaense se orgulha de ter um representante no Senado metido numa infinidade de falcatruas?
Na sua opinião, Papaléo está mentindo, falando a verdade, fazendo gracinha ou pirou de vez?
Responda na enquete aí ao lado.

Me mata de vergonha

Por causa desta declaração de Papaléo Paes internautas que comentam no blog do Noblat estão sugerindo que os amapaenses façam um curso para aprender a votar e assim parar de mandar essas coisas para Brasília.
Outros perguntam se não temos ninguém melhor por aqui ou se votamos neles porque somos “bananas”.

Bamburrou

De janeiro a junho deste ano o Governo do Amapá recebeu mais de R$ 800 milhões de transferências constitucionais.

Confira:
Janeiro - R$ 146.285.812,74
Fevereiro – R$ 134.360.335,44
Março – R$ 109.514.975,07
Abril – R$ 126.810.395,84
Maio – R$ 152.111.568,92
Junho – R$ 131.473.139,45
Total: R$ 800.556.227,46

Levanta a mão ou grita

Psiu, você que está lendo este blog agora, se orgulha do Sarney?
Se orgulha? Então levanta a mão e aproveita e manda um beijo pro senador Papaléo.
Não se orgulha? Então grita “FORAAAAAAAAAAAA”

Mandando pra Lua

Aproveitando as comemorações do quadragésimo aniversário da ida do homem à Lua, que político você mandaria para a Lua, mas para ficar por lá até o ano 2049?

Milton Sapiranga especial para o blog

COMÉRCIOS DA MINHA INFÂNCIA
Milton Sapiranga Barbosa, especial para o blog

A Casa Duas Estrelas – que ficava ali onde hoje é a Funasa - era uma casa que vendia de tudo, tendo a frente um português de sorriso fácil, o senhor Manoel Pinheiro, que costumava dar bombons para a molecada, como forma de garantir a freguesia. O moleque sempre preferia cumprir o mandado dos país na Casa Duas Estrelas.
Essa estratégia deu certo até que o senhor Amim Richene, concorrente de bairro, que tinha seu comércio onde hoje é a Ótica Menina descobrisse porque eu e outros moleques passávamos em frente ao seu estabelecimento e íamos comprar no comércio rival. Seu Amim Richene, que também era estrangeiro e muquirana, passou a agradar a meninada com caramelos e às vezes donzelas. Mas, mesmo assim, a maioria preferia ir na Casa Duas Estrelas, até por recomendação dos pais, já que seu Manoel fazia questão de manter seu comércio bem “sortido” e, a bem da verdade, vendia bem mais em conta e às vezes fiado, coisas que seu Amim não praticava.
Seu Zito, Ziló, Walter, a esposa e os filhos Gil, Fátima e Gilberto Pinheiro, também ajudavam no aviamento dos fregueses.
Já o seu Amim Richene, às vezes era evitado, porque tinha um ferimento na perna, que provocou muita zoeira e até briga entre moleques, pois quando alguém estava com uma donzela ou pão doce nas mãos, se deliciando com um copo de garapa ou um flip guaraná, era logo indagado: é do seu Amim? resposta positiva, vinha logo a gozação: agorinha entrei lá e ele estava coçando a perna. Cansei de jogar donzela e pão doce à distância.
Esses dois comércios (ambos ficavam na Mendonça Furtado c/ Leopoldo Machado) e seus donos e balconistas (alguns deles já nos deixaram) fazem parte de minha infância no bairro da Favela, onde, contrariando o saudoso Cartola, eu era feliz e sabia.


(Milton Sapiranga Barbosa é uma das pessoas por quem tenho grande admiração e carinho. Moleque criado no bairro da Favela e amante dos esportes, muito cedo começou a trabalhar como repórter esportivo na Rádio Difusora de Macapá. Era, ao lado de Almir Menezes, um excelente repórter ponta de gol. Digo pra vocês que quando comecei a fazer jornalismo esportivo, lá pelo comecinho dos anos 70, ficava observando o Milton e o Almir para aprender com eles)

domingo, 26 de julho de 2009

Um absurdo - mais de mil acidentes de trânsito

Li agora no blog do Carlos Lima que de janeiro a junho deste ano foram registrados em Macapá 1.039 acidentes de trânsito, com 52 vítimas fatais.
A maioria deles acontece nos finais de semana quando os irresponsáveis se metem na cachaçada e saem por aí provocando acidentes, matando e morrendo.
E os bares, boates e espeluncas continuam funcionando e inclusive vendendo bebida para menores até de manhã.

Frase (ridícula) do final de semana

"Meu Estado se sente prestigiado em ter o Sarney como presidente do Senado. Eu seria mau caráter se assinasse a representação."
(Senador Papaléo Paes dizendo ao jornal O Globo por que não assina representação que seu partido vai apresentar contra José Sarney ao Conselho de Ética)

Lei da cachaça - Resultado da enquete

Este blog quis saber a opinião do internauta sobre o horário de fechamento de bares, boates e similares.
Dos 186 internautas que participaram 68% querem que as boates, bares e similares fechem às três horas; 15% votaram pelo fechamento às 4h; 11% querem que a cachaçada vá até de manhã e 4% até 5h.

Portanto, se depender da grande maioria dos internautas não vai prosperar a "Lei da Cachaça", de autoria do vereador Luizinho do PT e aprovada pela maioria dos vereadores. Pelo projeto, já vetado pelo prefeito Roberto Góes, o horário de funcionamento seria estendido das 4h para às 5h.
Diferente dos vereadores, os internautas querem encolher o horário das 4h para às 3h.
Assim, a bebedeira diminui e os acidentes de trânsito também.
Agora vamos esperar pra ver se os vereadores ficam com o povo e mantem o veto do prefeito ou se preferem a cachaçada e a violência e derrubam o veto.

Domingo em família

Ricardo, Marcelino Neto, eu, Pedro Henrique, Márcio, Gabriel e Alcilene
Domingo é dia de reunir a família e celebrar a vida. Foi assim hoje. Reunimos parte da família num almoço na casa da mana Alcilene para principalmente paparicar meus sobrinhos que passam férias em Macapá: Ricardinho, que estuda em São Paulo, Marcelino Neto, que estuda em Belém e Alcione Filho, jornalista e bancário que trabalha em São Paulo.
Alcilene, que tem mãos de fada para cozinhar preparou um camusquim de camarão (receita de mamãe que ela herdou) e um arroz com frutos do mar na panela de barro. Mano Alcione fez uma das suas especialidades: pato orange - que eu como de joelhos. O encontro começou por volta das 11h e só terminou agora, depois de um café expresso e uma sobremesa de morangos.

Artigo dominical

Mais ricos ou mais pobres?
Dom Pedro José Conti, Bispo e Macapá

Um pai muito rico quis ensinar ao filho, ainda criança, o valor das riquezas que possuíam. Isso para ele aprender desde cedo o valor dos bens materiais e do dinheiro. Nada mais simples para alcançar o seu objetivo do que levar o filho lá onde poderia conhecer a pobreza. Assim vendo pessoas carentes, o filho devia aprender a dar valor aos bens que um dia viria a administrar. O pai decidiu que passariam alguns dias num vilarejo perdido no meio da mata, bem na beira de um rio. A criança fez logo amizade com os meninos do lugar, brincou, pulou, aproveitou bem das novidades. Na viagem de volta, o pai quis indagar ao filho o que ele tinha achado da experiência, e o que tinha refletido vendo a vida simples daquelas pessoas. O garoto estava cheio de coisas para contar. Começo u a dizer que era bem verdade que eles tinham uma piscina no quintal da casa, mas nada comparável com o tamanho do rio onde as crianças lá tomavam banho e brincavam. Também se lembrou das árvores que estavam bem enfileiradas no parque da mansão onde eles moravam, porém disse que tinha ficado espantado com o tamanho das árvores da floresta. Lá, sim, deu para subir bem alto. Por fim revelou ao pai que tinha visto animais desconhecidos: dois cachorros e cinco cavalos. Contudo lá havia perdido a conta dos cachorros e, sobretudo, tinha visto um monte de macacos pular entre os galhos das árvores. Tinha visto, ainda, uma cobra grande e até um jacaré.
Nesta altura o pai ficou perplexo e quis perguntar ao filho que conclusão tiraria daquela viagem. A resposta do filho, após ter visto tudo aquilo, foi: “Sabe pai, nós, em comparação a eles, somos muito pobres”.
Como sempre, cada história que conhecemos pode nos levar a conclusões diferentes.
Lembrei-me dessa, porque de 21 a 25 de julho ocorreu, em Porto Velho, Rondônia, o 12º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base com o tema “CEBs Ecologia e Missão”.
Mais uma vez a Amazônia levanta um grito por socorro e por respeito. Devemos sempre nos questionar o que será dessas imensas riquezas que formam o ambiente vital e de sobrevivência para os milhões de pessoas que moram por aqui. O que irá sobrar após ter tirado a madeira da mata, os minérios do subsolo e a água doce dos rios? Há bens que são dádivas da natureza. Continuam ficando para o bem e a alegria de todos, quando são respeitados por todos. Quando se tornam propriedades particulares só enriquecem uns poucos. Entendo que são assuntos grandes e sérios, entretanto o que está em jogo, nesses tempos, não é só o bem-estar de alguns, é, talvez, o equilíbrio ambiental do próprio planeta Terra. Tamanha é a responsabilidade dos poderosos quando tomam as deci sões seguindo os seus interesses e não o bem da humanidade inteira.
A mesma reflexão vale se deixamos ecoar em nosso coração a página da multiplicação dos pães e dos peixes que o evangelho deste domingo nos oferece. Jesus nos apresenta o sinal da fraternidade: o pouco que se torna muito, quando o sabemos partilhar. Isso vale quando juntamos as nossas coisas, os nossos saberes, as nossas capacidades, para que todos possam enriquecer-se. Ninguém fica mais pobre, ao contrário todos ficamos mais ricos.
Deveria ser esta a experiência convincente das pequenas comunidades cristãs, animadas não pelo lucro ou o interesse imediato de alguns, mas pela alegria da fraternidade e da solidariedade, com o olhar sereno e confiante para o futuro delas e dos próprios filhos. Se isso é possível vivenciar em pequenos grupos, por que não poderia ser o caminho para um futuro de vida e paz para a humanidade toda?
A página da multiplicação dos pães e dos peixes, mais do que um milagre de Jesus é, portanto, um sinal do seu projeto de amor. Mais uma vez devemos lembrar que o que chamamos de “meu” será desfrutado somente por nós. Talvez satisfaça a nossa ganância e o nosso orgulho. Porém o que é partilhado e é de todos, satisfaz a todos, sobra para todos, faz a alegria de todos.
Vamos rezar, esperar e lutar para que a Amazônia continue a ser um bem precioso para todo o povo brasileiro e para toda a humanidade. Todos ficaremos mais ricos e nada ficará perdido. Ainda há tempo.