quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Anonovesco

Alcy Araújo Cavalcante
(1924-1989)

Aceitarei sem mágoas milhões de luas. Não bem luas. Que o plural acaba com a poesia. Satélite. Assim o telescópio perceberá melhor os anéis de Saturno. Ser satélite. Girar em torno de. Há necessidade de uma gramática celeste. Melhor ainda, geografia celestial, de asas. Asas circunferenciais, eclipsiodais, tridimensionais, vista-visionais, de fim de ano, natalinas. Faltam tantos dias relativos para o começo de outro fim.

Sempre o começo. O início. O inaugural. O inaugural e a esperança de que após o fim o início recomeça. Há muitas casas no reino de meu Pai. A todos a melhor casa. Esperança de último. Esperança de ser o primeiro inquilino na interpretação simplista do Livro.

Enquanto isso, falece o gesto de bondade. Não observar o aviso – é proibido pisar na rosa. Superior mesmo é nascer pássaro e defecar na flor silvestre.
Também seria bom nascer borboleta e pousar na flor com asas de arco-íris. Digo, arco-da-velha. Nunca porém nascer disco voador, viajar milhões de mundo, encontrar milhões de humanidades. Uma é suficiente.

O necessário mesmo é reler Júlio Verne. Viajar deitado. Sem sair de casa. Acordado, à espera de Papai Noel de barbas brancas, saco de nylon e brinquedos de matéria plástica.

Depois esperar o dia da Fraternidade Universal e os três reis magos. Principalmente Baltazar, o que nasceu no Harlem, há mil novecentos e oitenta e oito anos, um mês e dezoito dias. Explico: Baltazar porque o poeta não tem preconceitos raciais.

Viva o ano novo que começa quando nasce uma criança.
(Do livro “Autogeografia”, 1965 – Macapá-AP)

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A equipe de Roberto Góes

CHEFE DE GABINETE
Paulo Roberto da Gama Jorge Melém, economista, 38 anos. Foi diretor financeiro do Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Amapá (Rurap), secretário legislativo da Assembléia Legislativa do Estado do Amapá e diretor administrativo da Federação Amapaense de Futebol (FAF)

CONTROLADORIA GERAL
Márcia Valéria Barbosa Guerra, advogada, 35 anos. Foi assessora jurídica do Comando Geral da Guarda Municipal de Macapá, Procuradora Patrimonial do Município de Macapá.

PROCURADORIA GERAL
Vicente da Silva Cruz, advogado, com especialização em Direito Administrativo, 44 anos. Foi procurador-geral da Universidade Federal do Amapá e chefe de Núcleo da Defensoria Pública do Estado do Amapá; é presidente da Sociedade Esportiva e Recreativa São José e da Universidade do Samba Boêmios do Laguinho.

SECRETARIAS

Administração - César Nazaré Bezerra da Rocha, economista, 53 anos. Foi chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Administração, Superintendente de Navegação do Amapá, Diretor Administrativo e Financeiro da Companhia de Água e Esgoto do Amapá.

Finanças - Allan Rosas Salles, técnico em contabilidade, 48 anos. Empresário, consultor, com experiência em Gestão de Administração Industrial nas áreas financeira, comercial e de planejamento.

Planejamento - Joselito Santos Abrantes, economista, mestre em Desenvolvimento Sustentável. Foi técnico do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AP), assessor da Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico do Estado do Amapá e coordenador do Curso de Economia do Centro de Ensino Superior do Amapá (Ceap).

Assistência Social e Trabalho - Hécia Maria Silva Sousa, assistente social, 37 anos. Foi diretora-administrativa do Hospital Municipal de Paraipaba (CE), Assessora Técnica da Associação dos Prefeitos do Estado do Ceará, supervisora de Benefícios da Secretaria da Ação Social do Estado do Ceará e secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Inclusão e Mobilização Social do Amapá.

Desenvolvimento Econômico - Otacílio Pereira Barbosa, administrador, 52 anos. Foi Gerente de Feiras do Produtor do Estado do Amapá, Superintendente-adjunto do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e gerente do Núcleo de Expofeiras do Estado do Amapá.

Educação - Conceição Corrêa Medeiros, pedagoga com especialização de Planejamento em Políticas Públicas e em Planejamento Educacional. Foi diretora do Instituto de Educação do Estado do Amapá.

Meio Ambiente - Eraldo da Silva Trindade, ex-deputado federal, radialista, engenheiro florestal e acadêmico de Direito, 52 anos.

Obras - David Samuel Alcolumbre Tobelém, empresário, deputado federal, acadêmico de Administração, 31 anos.

Saúde - Eduardo Monteiro de Jesus, médico cardiologista, 60 anos. Acumula 33 anos de experiência na área médica, atuando na Sociedade Beneficência Portuguesa, em São Paulo e no Instituto Dante Pazzanesi de Cardiologia.

Manutenção Urbanística - Gláucia Regina Maders, formada em Economia Doméstica. Foi gerente do Projeto de Gestão Ambiental Urbana da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Amapá, chefe da Divisão de Saúde Ambiental/SEMA e secretária municipal de Manutenção Urbanística da Prefeitura de Macapá.

Desenvolvimento Urbano e Habitacional - Alessandro Taveres, advogado, 29 anos. Foi chefe da Divisão de Inspeção e Aferição do Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Amapá (IPEM), assistente de gabinete da Procuradoria da Assembléia Legislativa do Estado do Amapá e Superintendente Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

COORDENADORIAS
Comunicação Social
- Sérgio Cleber de Souza Barbosa, jornalista profissional, 39 anos. Foi repórter do Jornal do Dia, Folha do Amapá, Diário do Amapá, Rádio Difusora e Antena 1 FM; coordenador de Comunicação Social da Prefeitura de Santana, assessor de Comunicação Social do Ministério Público do Estado do Amapá, assessor de imprensa do Governo do Estado e assessor de imprensa do gabinete do senador José Sarney.

Esporte e Lazer - Ramilton Pinto de Farias, 26 anos, amapaense. Foi repórter do Jornal O Liberal Amapá e da Rádio Difusora de Macapá, assessor de Imprensa da Federação Amapaense de Futebol (FAF), editor-chefe do Jornal O Amapá, chefe da Unidade de Jornalismo da Rádio Difusora de Macapá.

Políticas Públicas para as Mulheres - Marivalda Barbosa da Silva, acadêmica de Serviço Social, 56 anos. Foi diretora de escola, assessora e da Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres e vereadora do município de Macapá.

Juventude - Anízio dos Santos Freitas, acadêmico de Direito, 30 anos. Foi chefe do Museu da Imagem e do Som da Secretaria Estadual da Cultura do Amapá, gerente de Eventos da Fundação de Cultura do Estado do Amapá.

Agências Distritais - Adail Barriga Dias, acadêmico de Administração, 46 anos.

Igualdade Racial - Circele Maciel dos Santos, psicóloga, pós-graduada em psicopedagogia, 32 anos.

GUARDA MUNICIPAL
Fernando Lourenço da Silva Neto, engenheiro civil e matemático, 37 anos. Foi oficial do Exército Brasileiro, subcomandante da 1ª Companhia de Fuzileiros do 2º Batalhão de Infantaria de Selva, Chefe da Divisão de Fiscalização e Controle Urbano da Empresa Municipal de Urbanismo (URBAN), diretor do Departamento de Programação de Custos e Orçamentos da Secretaria Estadual de Infra-Estrutura do Amapá (SEINF) e subcomandante-geral da Guarda Municipal de Macapá.

EMPRESA DE TRANSPORTES URBANOS (EMTU)
Haroldo Tavares Matos, 41 anos, arquiteto e urbanista, especialista em Trânsito e Transporte. Foi chefe da Divisão de Fiscalização do Departamento Municipal de Transportes (DMTU), chefe da Divisão de Engenharia de Tráfego da EMTU e chefe da Divisão de Transporte e Terminais Rodoviários da Secretaria Estadual dos Transportes do Amapá (SETRAP).

MACAPÁ PREVIDÊNCIA (MACAPÁPREV)
Benedito Rodrigues Barbosa, matemático, especialista em Administração Pública e Privada, 58 anos. Foi diretor Administrativo da Secretaria Municipal de Administração de Mazagão e também vice-prefeito daquele município; Chefe da Delegacia Geral de Ensino da Secretaria de Estado da Educação e diretor da Escola Estadual Gabriel de Almeida Café.

Bom dia!

"Que Deus arrume todas as tuas manhãs com rosas e perfume, e teus dias sejam iluminados com sol e mar, e tua vida seja sempre prenhe de romance."

(Ray Cunha, jornalista e escritor)

Gitas e Gitinhas...

Secretariado – Prefeito eleito Roberto Góes (PDT) reúne a imprensa hoje, às 8h30 no Macapá Hotel, para anunciar seu secretariado e apresentar o relatório dos trabalhos feitos pela equipe de transição.

Eu não acredito – Comenta-se nos bares, corredores, praças e gabinetes que um empresário da comunicação, dono de uma televisão, foi convidado e – pasmem! – aceitou assumir a Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura de Macapá. Nos mesmos lugares comenta-se que o deputado federal Davi Alcolumbre (DEM) será o secretário municipal de Obras. Por que eu não acredito? Ora bolas! Pelo mesmo motivo que você também está achando tudo isso muito estranho.

Boa escolha – Vice-prefeita Helena Guerra assumirá a secretaria municipal de Educação e Vicente Cruz será o procurador-geral do município. Na minha opinião essas são escolhas acertadas.

Ray Cunha – Jornalista, poeta e escritor amapaense há muitos anos radicado em Brasília, Ray Cunha lança no comecinho do ano, pela LGE Editora, seu novo livro: O Casulo Exposto - uma coletânea de 17 histórias curtas, todas ambientadas em Brasília.

Hein? – Estão mesmo fritando o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amanajás? Será o PP?

Aterro - A empresa Anglo Ferrous Brazil está construindo no município de Pedra Branca do Amapari um aterro sanitário destinado ao armazenamento de resíduos sólidos, hospitalar e carcaças de pequenos animais. Orçado em R$ 660 mil, o aterro será inaugurado em fevereiro.

Beija-mão – Prefeito João Henrique recebe hoje, a partir das 11h em seu gabinete, os cumprimentos de fim-de-ano. Deve aparecer por lá meia dúzia de gatos pingados.

De novo? – Carnavalescos começam a bater o pé: se o governo não liberar grana até terça-feira,6, para as escolas de samba, não haverá carnaval.

Na minha casa

Turma do Maracatu: presidente Souza, vice-presidente Geléia,
porta-bandeira Lica e delegado Claudionor Soares
Minha casa é sempre muito movimentada. Temos prazer em receber diariamente os amigos. São jornalistas, radialistas, poetas, escritores, políticos, executivos que quase todos os dias estão por aqui para um bate-papo gostoso no pátio ou no agradável quintal à sombra da mangueira. Dizem que o meu pátio é o mais bem informado da cidade.
Agora chegou a vez do pessoal do carnaval ocupar o pátio. Ontem estiveram por aqui os diretores da escola de samba Maracatu da Favela – minha escola querida - Souza, Claudionor, Cleide, Paulo Flexa, Eulália, Geléia e a bela morena Lica, porta-bandeira da escola.
E olha esse trio que toda tarde vem tomar um cafezinho no quintal: presidente do Sindicato do Sindicato dos Jornalistas Volney Oliveira e os poetas e jornalistas Rostan Martins e Osvaldo Simões

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Tim-tim!

Todo meu carinho, amor e atenção hoje para o meu marido Soeiro, que está aniversariando. Costumo dizer que se tivesse que casar mais uma vez casaria de novo com ele. Soeiro é lindo, amoroso, gentil, um grande companheiro e um exemplo de pai. Somos casados há 29 anos e temos um filho que é tudo para nós.
Meu bem, nunca é demais repetir que te amo. E sei o quanto você gosta de ouvir isso.
Feliz Aniversário!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Cidade abandonada e sem lei

Macapá está tomada por ratos.
É rato saindo do esgoto, ratazanas desfilando nas ruas, ratos invadindo casas, passeando em lojas, restaurantes, farmácias e supermercados.
De cada dez pessoas com quem converso pelo menos nove dizem que já viram ratos nas suas ruas, calçadas, quintais e casas.
Tá um horror!
Portanto, todo cuidado é pouco para não pegar leptospirose.
E se alguém pegar não hesite em responsabilizar o poder público. Entre na Justiça contra os governos estadual e municipal. Foram eles que entregaram a cidade para os ratos.
A cidade está imunda, fedorenta, abandonada e a chegada das chuvas agrava o problema.

Outra coisa: se alguém sofrer acidente de trânsito por causa das dezenas de semáforos que não estão funcionando, processe o poder público também.

Se sofrer qualquer outro tipo de violência depois das 3 horas da madrugada, também entre na Justiça contra o governo do Estado e contra a Prefeitura de Macapá. Está provado que a maioria dos acidentes de trânsito, brigas, facadas, tiros etc que acontecem na madrugada tem como fator desencadeante a ingestão de bebida alcóolica. Lembre-se que há uma lei que proíbe o funcionamento de bares, boates e qualquer espelunca que venda bebida depois das 3 horas da madrugada nos finais de semana. Lei que ninguém cumpre, que ninguém fiscaliza, que ninguém faz cumprir.

Falar nisso, alguém sabe dizer para que serve aquele monte de bafômetro que o Governo comprou? Fizeram festa pra mostrar o equipamento, treinaram policiais para usá-los, chamaram a televisão para divulgar. Mas usar que é bom, NADA!

E ali na frente da cidade - que virou um currutela - aquelas espeluncas já funcionam 24 horas por dia. Crianças continuam se prostituindo e se drogando ali, com os pedófilos fazendo a festa. Homem bêbados, feios e fedorentos e mulheres porres, descabeladas, feias, com a maquiagem toda borrada completam a visão de puteiro do inferno naquele local.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

É Natal!

Alcy Araújo Cavalcante
(1924-1989)


Sabeis que é Natal. Não é necessário que eu diga isto. O anúncio da renovação do milagre do nascimento de Jesus está nesta música que vem de longe, que desce do céu e flutua, em pianíssimo, em torno de nossa alma e toca de leve o coração dos homens. O milagre está, também, nesta luz que vem do alto e ilumina os espíritos, está no riso das crianças, na oração da rosa, na lágrima dos que sofrem, no canto dos pássaros, no sussurro da brisa, no murmúrio do rio e na saudade de minha mãe rezando.
Tudo é tão bonito que as lágrimas de dor e de saudade de infâncias inexistentes são poesia pura. O belo é tanto que não resisto à vontade vesperal de anunciar que é Natal, antes que a noite chegue, antes que seja oficiada a Missa do Galo, antes que dobrem os sinos na igreja comunicando a vinda do Messias.
Tudo é luz em torno do mundo. As trevas não prevalecerão quando cair a noite acendendo mistérios. As vozes dos anjos, o coral dos pastores de Israel, a lembrança dos Reis Magos estão presentes. Há perfume. Os turíbulos de Deus espargem incenso e mirra, porque é Natal no mundo e renasce a esperança no cumprimento da palavra dos profetas.
Mais uma vez é Natal!
Chegam as vozes da infância perdida nos caminhos e o coração enxuga saudades. Os sinos, à meia-noite, vão bimbalhar lágrimas distantes. Vêm de presépios inanimados e risos perdulários afogam angústias cotidianas. A dor se esconde por trás de mágoas indormidas e as horas se ocultam nos relógios, para que a poesia do Natal não passe e o musical minuto dure mais um segundo na eternidade deste dia.
É Natal!
Reza a minha alma de joelhos pelo menino sem brinquedos que perdi, na minha pobreza de sempre.
É Natal!
Repetem meus arrependimentos nas estradas.
E uma alegria imensa absorve as tristezas que fabriquei no mundo. Um sentimento infinito de bondade apaga as dores que construí durante o meu ontem irreversível. Uma ternura imensa acende felicidades futuras, porque é Natal, neste sábado do mundo. Há um polichinelo no bazar. Pertence ao menininho doente que Jesus chamou para o seu reino. Uma boneca abandonada já não chama mamãe para a garota loura que um anjo levou pela mão naquela manhã de sol. Mas outros brinquedos coloridos fazem ciranda em torno das árvores de Natal e milhares de crianças são felizes nos lares cristãos de meu país sem coordenadas. Enquanto isto, Deus sorri, pleno de Amor, por trás da Eternidade.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Messiânicos em festa

Hoje é um dia especial para nós messiânicos. Comemora-se o natalício de Mokiti Okada, fundador da Igreja Messiânica Mundial.

Em Macapá, o culto especial será às 19 horas, na Igreja que fica situada na avenida Almirante Barroso entre as ruas Leopoldo Machado e Hamilton Silva. E, claro, que eu vou!
"Mokiti Okada, cujo nome religioso é Meishu-Sama, nasceu no dia 23 de dezembro de 1882, no bairro de Hashiba, na cidade de Tóquio, Japão.Desde criança, foi uma pessoa dedicada às artes e preocupada com os problemas da humanidade.Após inúmeras dificuldades na vida familiar e empresarial, ele foi cada vez mais se aprofundando na filosofia, na religião e no estudo sobre a origem do sofrimento humano.

Como resultado de inúmeras pesquisas e uma imensa sabedoria, em 1º de janeiro de 1935, instituiu a Igreja Messiânica Mundial com o objetivo de concretizar o ideal de construir um mundo consu­bstanciado na verdade, no bem e no belo, isento de doença, pobreza e conflito.

Meishu-Sama faleceu em 1955, deixando para a humanidade uma doutrina em que o Johrei, o método de Agricultura Natural e o Belo são como as (três) práticas básicas para se alcançar a verdadeira saúde, a prosperidade e a paz.

São estas as suas palavras: “Pude intuir esta ma­ravilha que é o Johrei graças ao conhe­cimento que tive sobre a existência do ‘espírito’ e ao princípio fundamental de que, com a purificação do espírito, o corpo volta à normalidade. Esse prin­cípio deve ser considerado como um pre­núncio da cultura do futuro. Realmente, ele representa uma grande revolução para a Ciência e, se o aplicarmos em todos os setores da vida, o bem-estar da humanidade aumentará incalculavelmente”.

Deixou três Solos Sagrados (protótipos do mundo ideal) em Hakone, Atami e Kyoto, dois museus de arte (Atami e Hakone), conceituados internacionalmente, e preciosos ensinamentos que, embora escritos nas décadas de 30 a 50, parecem feitos nos dias atuais, pela sua perfeita aplicabilidade na vida cotidiana, como atestam os relatos de centenas de milhares de pessoas salvas dos mais variados tipos de sofrimento." (http://messianica.org.br)

Papai Noel grampeado

Este blog grampeou a caixa de e-mail do Papai Noel e olha só as cartinhas que encontrou lá:

"Querido Papai Noel,
Esta cartinha é só para lhe lembrar que não vale do engana. O senhor me deu um diploma dia 15 e como um bom e respeitável velhinho de barbas e cabelos brancos tem que me dar a faixa dia primeiro de janeiro. Não dê ouvidos para os fuxiqueiros, o que eles têm muito é inveja de mim. Ficam falando por aí que eu faço e aquilo, que compro não sei o quê e que piso na bola. Essa, Papai Noel, é a maior mentira, pois como o senhor sabe sou craque no futebol e tenho pé quente. Tudo que falam de mim é fofoca de quem por falta do que fazer fica jogando pimenta nos olhos dos outros.
O senhor sabe que eu sou bom menino. Não me deixe sem aquela faixa. Preciso muito dela, pois com ela posso fazer um bocado de boas ações, como ajudar um monte de gente e financiar para o meu primo, em 2010, uma passagem pra ele passar uma temporada em Brasília. O senhor sabe como nossa família é unida, né?
Um abraço do
Robertinho"

"Bom dia, Papai Noel!
Escrevo-lhe essa cartinha porque acredito na sua justiça e bondade. Sou um menino estudioso, educado e da paz. Brigão é o meu pai. Eu não! Por isso mereço ganhar um bom presente neste Natal.
Por meio desta quero informá-lo que já pendurei na porta da minha casa uma meia chiquérrima (que mandei buscar no Canadá), onde o senhor poderá colocar aquela faixa bonita que tanto venho pedindo para mudar um monte de coisas ruins que vem acontecendo por aqui nos últimos anos.
Aquele diploma o senhor pode deixar com o meu ilustre colega (que depois os homens de preto providenciam outro para mim), mas a faixa o senhor traz pra mim, tá?
Saudações socialistas
Carlos Kami"

"Papai Noel,
Eu falo pouco mas não afrouxo. Por meio desta venho pedir-lhe de presente de Natal uma faixa que está sendo cobiçada por dois primos, embora eles neguem o parentesco. Por aí o senhor já vê que eles não são "flor que se cheire".
O senhor sabe que dos três eu sou o mais comportado e educado. Eu não sujei a cidade, eu não lambuzei os muros, eu não azucrinei os ouvidos dos outros com aparelhagens, eu não atrapalhei o trânsito... eu não fiz nada (ou quase nada) de errado e se o senhor quiser tirar a prova pode perguntar para aquele homem do zolhão azul, aquele que dizem que nem dormia só pra ficar vigiando toda a galera 24 horas por dia.
Papai Noel, eu mereço a faixa. Acredite!
Luquinha"

"Papai Noel,
Como manda a tradição, pensamos em fazer uma cartinha com algumas sugestões de presentes que gostaríamos de ganhar e colocar essa cartinha ali embaixo daquela árvore bonita que a Telma Duarte mandou fazer no Largo dos Inocentes ou naquela centenária Samaumeira, que o Ministério Público enfeitou lá pras bandas do Araxá.
Acontece, Papai Noel, que quando começamos a listar os presentes percebemos que é coisa que não acaba mais. Como o senhor sabe aqui não temos quase nada que preste. Não temos ruas (só buracos), não temos calçadas, falta energia elétrica, água, médicos, postos de saúde, remédios. Não temos leis, quer dizer, lei tem, mas ninguém cumpre; não temos emprego, segurança, vigilância sanitária etc etc etc etc etc etc e mais etc e mais um monte de etc ... então, Papai Noel, deixamos a lista de lado (não ia dar mesmo para escrever tudo) e resolvemos pedir só uma coisa: PELO AMOR DE DEUS, PAPAI NOEL, DÊ DE PRESENTE PARA OS POLÍTICOS DESTE ESTADO UM POUCO DE VERGONHA NA CARA, que já é um bom começo.
Povo"

Artigo

Felizcidade, Macapá!
(ainda que maltratada e maltrapilha)

Ademir Pedrosa

No início deste ano subtraíram-me a oportunidade de comemorar o aniversário de 250 anos de minha cidade de Macapá. O meu parceiro de outras músicas, Zé Miguel, que estava à frente da organização do festival, compactuou com essa patacoada. Logo ele que sofrera, inclusive, retaliação semelhante em outro festival. Alhearam-me daquele evento, justificando que a letra da música era subjetiva demais. Só porque eu não falo diretamente em Macapá, o “subjetivismo” ofuscou os dirigentes a enxergar que eu me referia à cidade tucuju. A música “Garota de Ipanema”, um hino apaixonado à cidade carioca, de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, nem sequer fala no nome do Rio de Janeiro; “Sampa”, de Caetano Veloso, uma declaração de amor a São Paulo, em nenhum momento fala nominalmente na capital paulista. Eles queriam o quê? Que eu cantasse “Parabéns pra você, Macapá”? Há coisas que não é necessário apontar o dedo, elas saltam aos olhos por si só. Só não enxerga quem não quer ver; só um cego, cego de marré de si, coitado, não vê o óbvio ululante. Vê-se que boa vontade e zelo faltou no tratamento por aquilo que é nosso. Vi uma índia waiãpi, de cocar, seios às amostras, tanga vermelha e cheia de penduricalhos, e que falava, meio que agachada em um recanto pitoresco da Praça Zagury, ao celular. Era uma cena inusitada, e eu me aproximei dela, curioso. Quando cheguei perto, pude ouvir que falava ao celular em sua língua nativa, tupi-guarani. Agora, imagina uma aborígine à sua frente, vestida a rigor, falando ao celular em sua língua autóctone, não é algo que merece registro? Foi o que fiz, registrei aquilo numa letra de música. Na esquina da Rua Mendonça Furtado com a Avenida General Rondon, há sempre um índio dessa tribo naquele lugar, e isso não fica na África ou em Nova Zelândia, sei lá... Fica bem aqui em Macapá. Se você vir uma índia dessas por aí, fotografe. Porque a imagem fala mais que mil palavras, posto que a referida sentença careça de significado e significante. Cantar aquela linguagem ágrafa representou, para mim, mais que mil imagens, pois no princípio era o Verbo (JOÃO I : I-3). E neste crepúsculo de ano, presto minha homenagem ao ano que se encerra de seus 250 anos. Felizcidade, Macapá!

Top model das tribos
Ademir Pedrosa

Vi uma Waiãpi
Na Praça Zagury
Que falava ao celular
Na sua língua tupi
Meninos, eu vi.
Tinha a tanga encarnada
Flor da pele acobreada
Com desenhos de urucum
De sandálias havaianas
Um cocar superbacana
Um par de óculos Rayban
Top model das tribos
Estreava a lingerie
Seus cabelos de azeviche
São mururés do igapó
A tanga é quase nadinha
Pouco esconde as taludinhas
Suas vergonhas do amor
Ela é estrela da manhã
Moça bela, curuminha
Faceira índia, rainha
É guerreira cunhantã
Tinha tatuagem de henna
Na orelha um brinco de penas
Nativa na passarela
Tinha aparelho nos dentes
No nariz piercing, pingente
E eu me apaixonei por ela

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Bom dia!

Presépio armado no supermercado Favorito. Foi o mais bonito que
encontrei nas minhas andanças pela cidade

Crianças de 11 anos se prostituem na currutela

Crianças de 11 anos se drogam e se prostituem na Beira-Rio – o que era um ponto turístico de Macapá e virou currutela, como diz o Leonai Garcia.
Reportagem de Elden Carlo no Diário do Amapá mostra que meninos e meninas, de 11 e 12 anos, que freqüentam a Beira-Rio faturam à noite fazendo programas a vinte reais.
Leia a matéria completa clicando aqui

Diga aí, Osvaldo!

"Nesse momento em que se aproxima o Natal, famílias amapaenses ornamentam suas residências com os enfeites natalinos importados... meus olhos enchem de alegria e saudade... alegria por ver a facilidade hoje para ornamentar a casa com o tema natalino, antigamente era no improviso: algodão, galho de árvore... Saudades do tempo de criança, quando de mãos dadas em famílias descíamos até a praça da matriz ( descíamos por que naquele tempo não íamos ao comércio, íamos lá pra baixo), ouvindo os periquitos nas mangueiras da praça, pois era o início da florada, início das mangas, eles se alimentavam fazendo festa no entardecer... assim, caminhávamos ao centro da praça da matriz onde ali estava um presépio... presépio construído nos seus mínimos detalhes. Sem o menino Jesus na manjedoura, só no dia 25 de manhã que ele aparecia, era quando nascia. Eu achava misteriosa aquela teatrealização, porém, gostosa. Também por ali ficava um papai noel... naquele tempo (anos 60) não existia tanta violência. Ainda podíamos sonhar caminhando de mãos dadas..."

Meu grande amigo Osvaldo Simões Filho, a quem chamo de "Camarada", é jornalista e poeta, autor de livro "Lamento Ximango". Nasceu em Alenquer-PA, mas desde gitinho mora em Macapá. Nos conhecemos lá pelos anos 70, nos movimentos culturais, e durante todos estes anos nada abalou a nossa amizade. Camarada é mais que um amigo: é um irmão para mim.

Projeto Poronga

Hoje e amanhã, 22 e 23, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá realiza, no auditório da Federação do Comércio do Amapá (Fecomércio), a partir das 18h, mais duas etapas do ‘Projeto Poronga – Qualificação Profissional Para Informar Melhor’.
Jornalismo Político, Esportivo, Cultural e Assessoria de Imprensa são os temas que estarão em debate

Confira a programação:
Hoje - segunda-feira


Jornalismo Político – O palestrante é Paulo Silva, 33 anos de profissão. Paulão foi diretor da Rádio Nacional de Macapá (Radiobrás) e da Rádio Difusora de Macapá. Já exerceu várias funções no jornalismo, entre elas chefe de jornalismo, editor dos jornais Diário do Amapá e O Liberal Amapá e coordenador editorial do Jornal do Dia. Hoje é editor de política do jornal A Gazeta e um dos apresentadores do programa Tribuna da Cidade, da Rádio Cidade 101FM.

Jornalismo Esportivo - Antônio Luiz Pinheiro, especialista em Comunicação e Política, graduado em Administração de Empresas e Jornalismo, é comentarista esportivo da Rádio Difusora, colunista esportivo do Jornal do Dia e integrante do programa Mundo em Debate, da Rádio Antena 1. Vai abordar o esporte como canal de mobilidade social e instrumento de formação do homem, o esporte profissional agregado à ciência, o papel do jornalista esportivo como elo entre o esporte e a comunidade, bem como a importância de fundamentos, regras e linguagem esportiva.

Jornalismo Cultural - Osvaldo Simões Filho, especialista em docência do Ensino Superior, bacharel em Comunicação Social, poeta e militante do Movimento Cultural do Estado do Amapá. Tratará da Trajetória Histórica do Jornalismo Cultural, O Jornalismo Autoral, O Caderno Cultural, Diferença entre divulgação de eventos e jornalismo cultural, A reportagem e a notícia factual, e o texto.

Amanhã - terça-feira
Assessoria de Imprensa
– A palestrante é Tanha Silva, Pós-graduanda em Estratégias de Comunicação e Mídia, Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, Curso Seqüencial em Nível Superior de Comunicação e Marketing, Assessora de Comunicação do Sebrae, Sócia-proprietária da Empresa Elo Comunicação e Eventos. Profissional experiente com passagem por vários veículos de comunicação e assessorias de imprensa do Amapá. Abordará temas relacionados às funções e estratégias de comunicação do assessor, a relação com a mídia, entre outros.

(Com informações de Denyse Quintas)

domingo, 21 de dezembro de 2008

Artigo

Explicarás a teu filho
Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá


Nestes dias todos nós somos contagiados pelo clima natalino. Desejamo-nos uns aos outros um Feliz Natal. Sabemos muito bem que não será feliz para todos e, também se o fosse, não o seria da mesma forma. Cada um de nós tem a sua história e o seu jeito de entender e buscar a felicidade. Contudo insistimos: Feliz Natal! Porque Natal deveria ser feliz para todos. Ao menos, acredito, todos gostaríamos que o fosse. Por um dia: todos felizes.


Na frente do Menino Jesus, os ânimos se acalmam, os corações se comovem, as lembranças se reavivam e os afetos se renovam. Poucos momentos do ano são vividos com tanta intensidade. Essa é a força e a graça do Natal. Não podemos desperdiçá-la; ao contrário, devemos vivê-la plenamente. Cada ano é diferente, e cada ano é uma nova chance que nos é dada de não jogar fora a riqueza do Natal.
Nesse sentido, lembrei-me que no livro do Êxodo, na Bíblia, após o relato da Páscoa, segue um capítulo, o 13, no qual Moisés lembra aos pais o que deverão dizer, por sua vez, aos filhos quando forem perguntados sobre o sentido dos gestos que estão fazendo. Isso significa que a simples repetição de ritos simbólicos devia ser acompanhada por uma explicação. Os anos iam passando, as gerações se sucedendo, mas as palavras dos pais contando e motivando o rito da Páscoa, deviam permanecer. Não podia ser perdido o significado daqueles sinais. Era obrigação dos mais velhos explicá-lo aos mais novos, de geração em geração, para sempre.

Não seria bonito que, também no Natal, os próprios pais contassem a história de Jesus aos seus filhos? As únicas dúvidas que eu tenho são: os filhos ainda têm vontade de conhecer esta história ou ficam satisfeitos com os filmes da televisão? Eles chegam a perguntar aos pais: “O que significa isto que estamos celebrando?” (Cfr. Ex. 13,14) Os pais têm condições de contar a história do Natal de Jesus?

Ninguém fique ressentido com essas interrogações. Porque a questão verdadeira, pensando bem, não é contar simplesmente o Natal como se fosse uma historinha qualquer, talvez cheia de anjos, pastores, bois e burros. O desafio é ajudar os mais jovens a ficar interessados sobre uma criança, que veio ao mundo tantos anos atrás e ainda hoje é lembrada no seu nascimento. Por que será isso?
Essa é a maior dificuldade que encontra quem quer contar a história do Natal e, se acredita, transmitir algo mais. Não vai ser fácil. Se os pais contarem uma história muito enfeitada – tipo fadas madrinhas e duendes - a criança vai acreditar, mas tudo isso desaparecerá quando ela crescer. Ficará talvez a poesia do Natal, a festa e a troca de presentes. Porém o Menino será somente o pobrezinho que nasceu em Belém e que deve continuar dormindo em paz. Do outro lado, uma história sem ânimo e comoção ficaria sem sentimento. Seria uma simples comunicação, sem calor e sem alegria. Um Natal, com uma embalagem fantástica cheia de luzes e cantos, mas vazio por dentro.

Não tenho grandes sugestões pedagógicas, ou alguma fórmula secreta, para que o Natal não desapareça rapidamente no turbilhão da correria, dos negócios e do consumo. Talvez a única saída seja contar como sabemos e podemos a história do Natal, e também fazer algo de diferente. Se por causa da ceia, a Missa ficou para trás, invertemos os horários. Assim os filhos ficarão sabendo que a Missa é coisa para adultos também. Se no meio de tantos presentes lembramos uns parentes mais afastados e pobres, uma família carente, os empregados e, talvez, vamos juntos entregar esses dons na casa deles, será uma surpresa para todos. Para quem doa e para quem recebe. Não uma cesta anônima, e sim um gesto fraterno de amizade. Se ficarmos sentados com a família para contar a história de Jesus e dizermos aos filhos que nunca mais vai ter um Menino assim, porque aquele Menino vem sempre para nos ajudar a mudar de vida, os filhos vão ouvir os seus pais falar de Deus e não somente o padre ou a catequista. Se convidarmos todos a fazer as pazes, e nós formos os primeiros a pedir desculpa pelo pouco tempo que investimos na nossa família, todos vão perceber que acreditamos e gostamos dela. Aí sim, os filhos vão perceber que o Natal chegou para valer.

Nada melhor que, explicando o Menino Deus, falarmos um pouco mais de nós, do hoje, das nossas alegrias e tristezas, das nossas angústias e esperanças. Somente assim o Menino ficará sorrindo para nós, será uma história viva de hoje e não mais só um evento do passado.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Cidade sem lei

Li no blog Repiquete (link ao lado) que "as polícias foram às ruas na madrugada do último sábado fazer cumprir a lei de horário de fechamento de bares e boates.
Uma das boates estava cheia de fiscais da lei e de legisladores, descumprindo a dita.
Lei não é obrigada a ser cumprida por qualquer cidadão? E por que a polícia tem que ir mandar fechar senão ninguém fecha?"


Meu comentário: Muito bonito, né? Os fiscais da lei descumprindo a lei. Que falta de vergonha na cara!
Será que hoje vai ser assim de novo? Acho que vai. Ontem, sexta-feira, boates e bares só fecharam as portas quando o sol apareceu. E haja bêbado no trânsito, menores embriagados nos bares, boates e na currutela e acidentes de trânsito, facadas e tiros em todos os pontos da cidade.

Bom dia!

"É bonito respeitar a tradição do presentear. É uma reverência a tão importante data do calendário cristão. Mas, não podemos esquecer que o verdadeiro presente está no estender a mão todos dias ao irmão esquecido, abandonado, vilipendiado, caído na sarjeta de uma esquina qualquer.

Varal

Desde ontem está à venda nas prinicpais livrarias e na banca do Dorimar, o livro "Varal". São hai-kais e poemas de Rostan Martins, Alcinéa Cavalcante e Osvaldo Simões. Modéstia à parte, é um ótimo presente de Natal.

Tá no Diário do Amapá
Coluna From
Poetas Alcinéa Cavalcante, Rostan Martins e Osvaldo Simões estão com livro novo nas bancas, a partir de hoje.
"Varal", obra de poemas e hai-kai é da melhor qualidade.
Colunista recomenda leitura neste crepúsculo do ano.


Coluna Ponto e Vírgula
Os escritores Rostan Martins, Alcinéa Cavalcante e Osvaldo Simões Filho, estão reunidos em um projeto digno de presente de Natal. Intitulado "Varal", o livro com 51 páginas já foi aprovado por quem teve o prazer de deliciá-lo em leitura. O escritor Rostan Martins, disse que o trio se inspirou na idéia lançada em1971 pelos poetas Ray Cunha, Joy Edson e José Montoril, que naquela época lançaram o livro "Xarda Misturada". Quem ainda não escolheu um presente de Natal, pode seguir a dica e adquirir um exemplar do livro que está disponível nas livrarias Amapaense e Transamazônica e na Banca do Dorimar.

Diga aí, Norminha

"Macapá é uma das últimas cidadelas da Amazônia com peculiaridades que só podem ser vistas, ouvidas e vividas, em Macapá. Coisas do tipo ; o Alô, Alô Amazônia ; Um reduto remanescente de Quilombolas tão próximo da área urbana, como o CURIAÚ ; As festas de Santo com ladainha rezada em Latin como, a Festa de Nossa Senhora do Carmo , no Retiro "Maracanã Grande", da Tia Raimunda Araújo Picanço ; a Revoada das andorinhas imigrantes, todos os dias, às 18hs, em pleno Centro comercial na Cândido Mendes, e por aí, a fora... eu precisaria de noites a fio para enumerar tantos aspectos i

ímpares do Amapá.
E é claro, nesse elenco de elementos culturais pitorescos que fazem toda a diferença e peculiaridade nesse torrão natal, não posso deixar de citar o Carnaval Macapaense .
Quando cheguei em Macapá para passar uma temporada, nos idos 1999, uma coisa me chamou a atenção! A forma como o carnaval envolvia as comunidades foliãs. Digo que chamava atençaõ, porque, apesar de estarmos na época, as portas do século XXI, mas, o carnaval no Amapá resiste a uma caracteristica, que talvez lhe seja tão peculiar pelo fato de sua localização, tão no extremo oeste da amazônia. A característica de um carnaval que tem a fantasia , a magia, e o romantismo herdado dos cordões e blocos de rua. Isso pode ser vistos nos grandes grupos de amigos , vizinhos , a juventude que sai em várias escolas na mesma noite, é lá, na passarela do samba, bem no meio do mundo, nas noites de momo é que encontramos com todos e todas, em uma harmonia muito familiar, que só termina na quarta-feira de cinzas, na hora da contagem dos votos dos jurados. Normal...
Mas, como disse anteriormente, toda essa alegria, deve-se em parte a sua localização e que faz com que possamos ter aí, em Macapá , além de 92% de suas áreas verdes preservadas, uma manifestação cultural pagã , tão cheia de beleza e emoção , sem deixar a desejar nada a nenhuma bateria da Sapucai. Digo sem medo de pecar por ufanismo!. Sabes porque, Alcinéa?por quê, já desfilei na Sapucai e o repique da Bateria do PIRATÃO , quando chega na frente da comissão julgadora é algo capaz de embriagar os olhos e embebedar os ouvidos... Por isso, sempre dizia, não saio deste Amapa´, sem antes desfilar no PIRATÃO. E assim, foi. Numa bela manhã de carnaval de 2006 - sim, porque, para manter a tradição, o PIRATÃO, só entra na avenida ao raiar do dia - lá estava eu , toda garbosa, na minha fantasia , só para sentir a vibraçao e a emoção da bateria nota 10 do PIRATÃO, e foi na Av. Ivaldo Veras, que percebi , que o repique dos tambores do PIRATÃO , só é menor que o repique da bateria do SALGUEIRO, por exemplo, por quê, a Escola de Samba do Rio de Janeiro, tem um número maior de ritimistas. Mas, o frio na barriga e a falta de saliva na boca, quando o PIRATÃO entrou na avenida naquela bela Manhã de Carnaval de 2006, foi igualzinho quando entrei na Marquês de Sapucaí para desfilar pela Beija-Flor, em 1998. Foi demais!!!
Este ano, fiquei de olho compriiido, pois já li na internet que a Escola do Laguinho vai homenagear o PARÁ, portanto, se aí estivesse, teria que , além do PIRATÃO, desfilar no Boêmios, também. Quem sabe, uma outra bela Manhã de Carnaval está se desenhando no universo."

Norma Oliveira é jornalista, apaixonada por Macapá e pelo carnaval amapaense, mora em Belém, de onde sempre manda notícias pro povo de cá.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Esculhambação na orla

Do blog do DJ Ronaldo Monteiro:

Sábado ao sair com amigos a noite pela orla de Macapá me deparei com uma situação um tanto inusitada, isto é, para não dizer fora da lei.
Um certo barzinho dos muitos que tem ali próximo ao SESC fechou totalmente o passeio público (calçada) com grades, sendo que, as pessoas que por ali queiram passar agora tem que ir pela rua disputando espaço com os carros que como sabemos aos finais de semana são muitos ali naquele trecho. E digo mais, agora as pessoas que queiram se sentar em alguma das mesas do tal bar tem que pagar antecipado ao segurança o valor de R$5,00! Um verdadeiro absurdo! visto que, as mesas ficam do lado de fora como já mencionei, na calçada. Se fosse cobrado tal valor para as pessoas que adentram o bar até ai tudo bem, mas as mesas ficam na calçada com isso não vejo com que direito o proprietário do local tem de cobrar "ingresso" para se sentar ali, até porque volto a repetir, ele FECHOU a calçada com grades e agora até mesmo aquelas pessoas que só por ali estiverem passando não podem em virtude disso. Será que a URBAM sabe disso? Algum orgão competente será que pode acabar com tal palhaçada na nossa orla?
Para aqueles que não sabem vejam o que diz a lei:
"A instalação de mobiliário obedecidos os padrões definidos pela Prefeitura nos passeios, não poderá bloquear, obstruir ou dificultar o acesso de veículos, o livre trânsito de pedestres, em especial de deficientes físicos, nem a visibilidade dos motoristas, nas confluência das vias..."


Meu comentário: Ronaldo, essa cidade há muito tá pior que "casa de mãe joana". Todo mundo faz o que quer, todo mundo se acha dono das ruas e calçadas e o Poder Público tá cego, surdo e mudo. Na orla do Santa Inês, os donos de bares se apoderam das calçadas e colocam grades, na beira rio eles já tomaram conta até da rua. Passe lá pra ver. Primeiro ocuparam as calçadas e agora já colocaram as mesas e cadeiras na rua. Virou uma currutela mesmo, como diz o Leonai Garcia. E é nessas mesas e cadeiras que ficam na rua que mulheres bebem a noite inteira; de manhã, descabeladas e com a maquiagem toda borrada elas mais parecem assombração. Os homens sujos de vômito, sem camisa, fedorentos e mais bêbados que gambá parecem ter saído das profundezas do inferno. Mas o pior ainda é ver crianças e pré-adolescentes bêbados amanhecidos naquela currutela. Existem leis proibindo a obstrução das ruas e passeios públicos, existe lei proibindo o funcionamento de bares e espeluncas depois da uma hora da madrugada e exsite lei proibindo a venda de bebida alcóolica para menores. Quem cumpre essas leis? Ninguém! Quem fiscaliza? Ninguém! Macapá virou uma sucursal do inferno apoiada pelo Poder Público.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Liminar garante diplomação de Roberto

É verdade. E agora é oficial
Liminar concedida pelo TRE-AP garante a diplomação de Roberto Góes e Helena Guerra hoje à noite no Teatro das Bacabeiras, em solenidade que começa às 19h.

Eis a nota que acaba de ser distribuída pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá:

"Em decisão liminar, o TRE-AP concedeu para o prefeito eleito Roberto Góes e sua vice Helena Guerra o direito de serem diplomados.
O pedido de liminar foi julgado pelo presidente da Corte, desembargador Carmo Antonio. Como a Coligação “Nosso Forte é Macapá” deu entrada no documento no último final de semana, o presidente do TRE é quem absorve todas as funções e julga a Medida Cautelar.

O prefeito eleito de Macapá, Roberto Góes, tem a seu desfavor duas sentenças de cassação proferidas pelo Juízo da 10ª Zona Eleitoral. Para as duas sentenças, duas liminares foram cedidas em decisões monocráticas pelos juízes do TRE, Marco Miranda e Carmo Antonio de Souza.

A Coligação “Nosso Forte é Macapá” tem, a partir da publicação da segunda sentença do juiz Marconi Pimenta, três dias para recorrer da decisão, ou seja, até quarta-feira, 17. Se não recorrerem no tempo hábil, o processo transitará em julgado e a liminar perderá seu objeto.
A defesa de Góes alega que tomou ciência da sentença no dia 12 de dezembro às 17h30 e como a diplomação será nessa segunda-feira, 15, não haveria tempo para o ingresso e julgamento do Recurso Eleitoral que permitiria o duplo grau de jurisdição e a ampla defesa.
Na decisão do desembargador Carmo Antonio, a liminar suspende os efeitos da decisão do Juiz Marconi Pimenta até o trânsito em julgado da sentença ou até o julgamento do mérito pelo Tribunal Regional Eleitoral."

domingo, 14 de dezembro de 2008

Roberto será diplomado?

Esqueçam todas as decisões do juiz Marconi Pimenta - cassação de registro de candidatura, suspensão dos direitos políticos, não diplomação e novas eleições.
Por força de liminar, o prefeito eleito Roberto Góes (PDT) será diplomado nesta segunda-feira, às 19h no Teatro das Bacabeiras, e no dia primeiro de janeiro assume o governo municipal. A decisão é provisória, até que seja julgado o mérito.
Como o julgamento do mérito neste país dura uma eternidade, vamos torcer para que Roberto faça um bom governo, cumpra pelo menos a metade das promessas que fez e tire Macapá do buraco e os buracos de Macapá.

Atenção!
Atualização às 17h39- Tentei checar esta informação com a assessora de comunicação do TRE-AP, jornalista Dione Amaral. Ela disse que por enquanto não tem informações sobre isso pois estava fora da cidade. Uma mensagem, via celular, enviada por Dione na sexta-feira à noite sobre a liminar em relação ao primeiro processo só chegou aos destinatários na manhã de hoje. No meu celular chegou precisamente às 9h52 (coisas do péssimo serviço oferecido pela telefonia celular no Amapá). Pode ser que esse atraso na entrega da mensagem aos destinatários tenha gerado toda uma confusão, mas pode ser também que realmente haja essa segunda liminar como garantem os partidários de Roberto Góes. Como o TRE não funciona hoje está muito difícil saber da fonte oficial se existe ou não esta liminar.
Vamos aguardar!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Nova eleição

Nem Roberto Góes (PDT) nem Camilo Capiberibe (PSB)

Se depender do juiz Marconi Pimenta nenhum dos dois candidatos que passaram para o segundo turno na disputa pela Prefeitura de Macapá assumirá o governo municipal.
Em dois processos, Marconi cassou o registro do prefeito eleito Roberto Góes (PDT).
Os pessebistas entendem que mantida a cassação de Roberto Góes no TRE ou no TSE quem deverá ser diplomado e empossado é Camilo Capiberibe, que ficou em segundo lugar.
Mas o juiz entende que deverá haver uma nova eleição dentro de 40 dias, no máximo.

Sobre a cassação de Roberto Góes

O TRE-AP acaba de divulgar nota sobre a cassação de Roberto Góes.
Eis a nota:

"Pela segunda vez, o prefeito eleito de Macapá, Roberto Góes, tem seu registro cassado pelo juiz da 10ª Zona Eleitoral, Marconi Pimenta. A nova sentença foi publicada antes da decisão do juiz do TRE, Marco Miranda, que deferiu o pedido de liminar impetrado pelo candidato e sua vice, Helena Guerra.
O juiz Marco Miranda alegou nulidade na primeira sentença por não haver citação da vice Helena Guerra. Na segunda sentença, quem entrou com a ação foi a Coligação Frente pela Mudança, que tem como candidato Camilo Capiberibe. A acusação é a captação ilícita de sufrágio, através da Secretaria de Inclusão e Mobilização Social.

Penalidades
Na segunda sentença, Roberto Góes e sua vice Helena Guerra tiveram seus registros cassados, além de aplicação de multa no valor de 40 mil (UFIR). Para ser diplomado, o candidato terá que entrar com um novo pedido de liminar. O juiz Marconi Pimenta entendeu pela necessidade de novas eleições majoritárias no prazo de 20 a 40 dias."

Extra! Extra!

O juiz eleitoral Marconi Pimenta acaba de cassar pela segunda vez o registro de candidatura do prefeito eleito de Macapá Roberto Góes (PDT), acusado de captação ilegal de votos dentre outros crimes.
Daqui a pouco venho contar os detalhes.
Aguarde!

Bom dia!

"Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras."
(Artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos)

Repercutiu

O post “Não dá, senador” sobre o pronunciamento do senador José Sarney (PMDB) lamentando o fechamento do jornal Tribuna da Imprensa, lembrando que a aqui no Amapá ele mandou fechar blogs e jornais, tirar programas de rádio do ar e processou um monte de jornalista repercutiu em importantes sítios, blogs e portais brasileiros.
Selecionei alguns.
Clique e confira:

Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação


Portal Imprensa

Imprensa Livre

Portal Comunique-se

Prosa e Política

Sérgio Rubin

Chico Bruno

Jubal Cabral Filho

Ernâni Motta

Jornal da Besta

Repiquete

Notícias Daqui

Amapá Net

Blog do Paulinho

John Cutrin

Aprendeu com o coroné

Pagot processa Adriana Vandoni

A jornalista Adriana Vandoni, colaboradora de vários sites,está sendo processada por Luiz Pagot, diretor geral do Dnit, por matéria que escreveu em seu blog www.prosaepolitica.com.br

Adriana não foi notificada, mas soube pela imprensa que já tem até audiência marcada para se explicar perante a juíza.

Em vista disso, o advogado de Adriana distribuiu esta nota a imprensa:

Adriana Vandoni, representada por seu advogado Eduardo Mahon, diante da notícia de que estaria sendo processada pelo Diretor-Geral do DNIT, Luiz Antônio Pagot, vem a público afirmar que não recebeu qualquer intimação a respeito do caso e desconhece os termos da inicial. Em revista aos termos da matéria publicada, suposta motivação do pedido de explicações, queremos reforçar as convicções estampadas e ratificar integralmente a liberdade de imprensa e de convicção ideológica de cada qual. O gestor público, seja quem for, está predisposto a receber críticas e conviver com elas e não é através de expedientes que revelam constrangimentos ao direito assegurado constitucionalmente de livre manifestação que serão capazes de conter a legítima oposição à gestão pública. Aliás, não é a primeira vez que jornalistas são alvo do grupo ligado ao Sr. Governador do Estado. Felizmente, o Supremo Tribunal Federal suspendeu a vigência da hedionda lei de imprensa, forjada pelo autoritarismo militar brasileiro, libertando os cidadãos de quaisquer tipos de pressão. Portanto, caso se confirme a notícia do processo intentado contra Adriana Vandoni, será mais uma oportunidade de demonstrar à sociedade mato-grossense e brasileira a face da democracia, de um lado, e da ausência dela, de outro; de como o poder quer castrar o que a imprensa livre conquistou pagando um alto preço pelo fim da censura, seja ela explícita, seja velada por meio de constrangimentos.


Esta blogueira se solidariza com a jornalista Adriana Vandoni e repudia mais este atentado à liberdade de expressão, a tentativa absurda e ridícula de Antônio Pagot de rasgar a Constituição Brasileira e jogar na lata de lixo a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Uma crônica de Ademir Pedrosa

Pra não dizer que não falei das flores
Ademir Pedrosa

A idéia de plantar flores nas ruas é poética. Plantar flores para florir e perfumar as ruas de nossa hiléia tropical me enche de romantismo, e é bem capaz de me fazer nascer uma flor na lapela e uma namorada no braço. Já me vejo passear liricamente de mãos dadas por entres canteiros de alamedas, ruas e avenidas de Macapá, com uma imensa begônia na lapela.

A idéia de plantar flores não é apenas poética, mas um exercício politicamente correto e providencial. Mas convém cuidar; regá-las sempre; podá-las de vez em quando; catar as ervas daninhas, e vez ou outra condimentar a terra do canteiro. E desse zelo que advém o vigor de vegetação nas plantas. Carinho e afeto é sempre muito bom; e é desse viço que a natureza clama. No entanto, se só plantar, elas vão malograr. Como aconteceu com os canteiros da Iracema Carvão Nunes e da Mendonça Furtado. Como malograram as da Praça da Bandeira e da Praça Floriano Peixoto. Plantaram e deixaram lá a deus-dará. Feneceu uma por uma.

Fui a um festival de música em Curitiba, no Paraná. Estava numa agência de viagem que ficava numa alameda cheia de canteiros de flores, e onde não passava carro, tipo Alameda Serrano. Estava nessa agência para marcar minha passagem de volta à Macapá. Quando vi, passou na frente da agência um carro de bombeiro. Estranhei, pois acabara de verificar que aquela ruela era destinada a passeio de pedestres. Saí pra ver, era um carro-pipa com um grupo de jardineiros munido de tesoura, tosquiador, regador; uma parafernália de instrumentos para cuidar caprichosamente das plantas. Aí eu pude compreender porque ali as flores são tão vivas e belas. Eles cuidam.

Curitiba é a cidade das flores, dado ao seu clima favorável a esse tipo de cultivo, uma espécie de Amsterdam da América Latina, onde a estação da primavera parece se prolongar indefinidamente... E eles laboriosamente cuidam de suas plantas. Aqui em Macapá, onde a intempérie, a rigor, é desfavorável a essa cultura, onde temos um sol de oitenta graus de temperatura à sombra, onde reina um bilhão de formigas de fogo e saúvas, capaz de devorar uma safra inteira de flores em Amsterdam; querem que aqui as plantas floresçam ao deus-dará? Demorou!

A jornalista Alcinéa Cavalcante sugeriu à população que plantasse flores em frente das suas casas. E até mostrou um pé de jasmim que a irmã plantou, e que agora perfuma a atmosfera do seu bairro. Isso deve ser uma vocação hereditária que herdou do pai, o poeta Alcy Araújo. Li, já faz algum tempo, um de seus poemas que fala de chuva de um crepúsculo vespertino, e até hoje esse fragmento está impregnado de perfume em minha memória:
Lavada
gotejante minha roseira
espiou pela janela: deu
de cara comigo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Não dá, senador!

Através de sua assessoria o senador José Sarney (PMDB) me envia matéria intitulada "Em defesa da imprensa livre" com pedido para que seja publicada aqui no meu blog.
A matéria é sobre um pronunciamento que ele fez lamentando o fechamento do combativo jornal Tribuna da Imprensa.
Mas logo o Sarney que aqui no Amapá, em 2006, pediu o fechamento de blogs, jornais e mandou tirar do ar programas de rádio. Que homem é este que no Amapá é contra a imprensa livre e no resto do país faz pose e discurso de defensor da liberdade de imprensa?
Que homem é este que no Estado que lhe dá de presente o mandato de senador usa todos os meios para calar as vozes que têm a ousadia de contestá-lo e que no resto do país posa de defensor de jornalistas corajosos?
Não dá, senador, para publicar a matéria que o senhor me enviou. O seu lamento pelo fechamento da Tribuna soa muito falso, afinal aqui em Macapá o senhor mandou fechar blogs, jornais, tirar programas de rádio do ar, o senhor condenou vários jornalistas ao desemprego, ao pagamento de multas estratosféricas e a ter o nome no Cadin, o que impede que os jornalistas que o senhor condenou possam abrir uma empresa para começar um pequeno negócio seja na área de comunicação ou em outra qualquer, impede até que os cônjuges desses jornalistas possam acessar financiamento para aquisição da casa própria, como impede acesso a qualquer crédito, como um empréstimo bancário para um tratamento médico.
Decididamente, senador, não dá pra publicar tal matéria. Ninguém aqui vai acreditar nas suas palavras.
Ou será que o senhor mudou?

A lista de presentes

Não, gente.
Eu não esqueci a lista de presentes de Natal para os políticos.
Todas as sugestões que vocês estão mandando estarão na lista que será publicada nos próximos dias.
Podem ir mandando mais sugestões.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

PF apreende 19kg de cocaína

O feriado começou com apreensão de drogas e prisão de seis traficantes

A Polícia Federal apreendeu na manhã de hoje em Macapá 19kg de pasta-base de cocaína, na casa de um empresário no bairro Açaí. O empresário traficante é dono de dois frigoríficos em Macapá e um em Altamira, no Pará.
Além da droga foram apreendidas duas motos e dois mil reais. Seis pessoas foram presas.

A PF não divulgou os nomes dos presos, apenas as iniciais.
L.C.S.T. são as iniciais do chefão do bando e dono dos frigoríficos. A mulher dele, de iniciais E.H.M. também foi presa. Era na conta corrente dela que entrava todo o dinheiro da comercialização das drogas, além disso ela ajudava o marido diretamente na venda do bagulho.

Em nota distribuída agora há pouco a Polícia Federal informa que “ os federais investigavam os traficantes e acompanharam todo o transporte da droga desde Altamira/PA, local de saída do barco, até Macapá/AP onde foi escondida em uma residência no bairro Açai. Os agentes federais, com o apoio do BOPE da Polícia Militar do Amapá e da Guarda Municipal, se deslocaram para o local e montaram campana observando a movimentação na residência.”
Quando duas pessoas numa moto Titan vermelha chegaram ao local para comprar droga, foram abordadas e presas em flagrante. Na casa os agentes encontraram uma moto bis cor preta e 19kg de pasta de cocaína acondicionados em 18 pacotes.

L.C.S.T, 31 anos - o dono de dois frigoríficos em Macapá e um na cidade de Altamira/PA que eram utilizados para “lavar” o dinheiro do tráfico - também é o proprietário de duas casas aqui em Macapá que estão em nome de G.S.L, 36 anos, preso por ser o “Gerente” que administrava a distribuição dessa droga. Foram presos também J.M.B.B., 39 anos, G.S.L., 36 anos, E.R.S., 30 anos e E.N.S., 28 anos.

A PF vai pedir o bloqueio das contas bancárias e todos os bens da quadrilha.

Vou ali

pesquisar uns presentinhos. Volto depois do almoço com uma lista de sugestão de presentes de Natal para os políticos.
Quer me ajudar a fazer a lista? Então deixa a tua sugestão aí na caixinha de comentários.

"Alguma coisa muito bela vai acontecer na cidade, porque a estrela tem música e o céu está perfumado nestas noites claras em que os anjos passam apressados no azul. E o azul é mais azul e a luz é mais luz. Deve ser tempo de nascer esperança."
(Alcy Araújo)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Diga aí, Ivan!


“Há onze anos eu estava prestando vestibular pelo terceiro ano seguido, mas era a primeira vez que tentava somente em faculdades particulares. Muitos estudantes macapaenses naquela época, sem muitas opções de cursos superiores na cidade, tentavam aprovação fora do Estado. Naqueles anos havia uma demanda muito grande pelos vestibulares do Sul e Sudeste por parte dos vestibulandos de Macapá, e eu, além de Belém, onde já estava morando, fui fazer no interior gaúcho. Outros faziam no interior paulista ou no interior mineiro, e praticamente todos também tentavam em Belém, não poderia deixar de ser diferente, era tradição. Sentindo um frio danado em pleno verão gaúcho, eu ficava tentando me imaginar morando tão longe da minha terra natal. A cidade onde eu estava nos recebia muito bem, até porque encontrávamos tantos amapaenses já cursando faculdade por lá, que nos sentíamos 'mais perto de casa'. Éramos muitos estudantes de Macapá, espalhados pelas pensões, pousadas e casas de família também, que aproveitavam a cidade cheia em época de vestibular para alugar quartos e faturar um dinheiro extra. No dia do vestibular, terminadas as provas, todos saíam em busca dos bares, pizzarias, restaurantes, locais movimentados onde comemoravam a realização do processo seletivo. O grupo de vestibulandos macapaenses da pensão onde eu estava resolveu dar uma passada pela faculdade pra saber dos gabaritos, resultados, datas de matrículas... e pra nossa surpresa, ao passarmos em frente a uma grande mesa cheia de pessoas, aparentemente funcionários da faculdade, que comemoravam o término das provas bebendo grandes canecas de cerveja, fomos aplaudidos de pé, ovacionados por muitos outros que também circulavam pela faculdade, e todos gritavam: "viva o Amapá! Viva!". Éramo$ adorado$. Ah, sim! Também passei no vestibular de lá, obviamente.”

Bisneto de Mestre Oscar, o poeta, administrador e acadêmico de Direito Ivan Daniel da Silva Amanajás, está fora de Macapá desde 1993, mas anuncia que em 2009 volta de vez.
Ivan mantém o blog
Revelações de minh’alma

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Roberto Góes recorre

Os advogados do deputado estadual Roberto Góes (PDT), prefeito eleito de Macapá, vão atacar em duas frentes a decisão do juiz eleitoral Marconi Pimenta, da 10ª Zona, que cassou o registro de sua candidatura. Junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, os advogados ingressarão com Recurso Ordinário e com Ação Cautelar.
O recurso ordinário é contra a cassação do registro, enquanto a ação cautelar visa dar efeito suspensivo a decisão do juiz Marconi Pimenta, permitindo que Roberto Góes seja diplomado no dia 15 deste mês e tome posse no dia 1º de janeiro de 2009.

O mesmo aconteceu com a prefeita eleita de Laranjal do Jari, Euricélia Cardoso. Como Roberto Góes, ela foi acusada de abuso de poder e captação ilícita de votos. Por conta disso teve o registro de sua candidatura cassado pelo juiz Walcir Marvulle. Seus advogados recorreram ao TRE impetrando recurso ordinário contra a cassação e ação cautelar para garantir a diplomação e posse, mas o TRE manteve a decisão de Marvulle e vai diplomar Barbudo Sarrafo – que foi o segundo colocado na disputa pela Prefeitura daquele município, a não ser que Euricélia ganhe a questão no TSE.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

ado-a-ado


Hummmmm ... será que vai ter nova eleição?
Ado-a-ado eu já tô todo animado!

hein?



PF conclui investigações

Olha aí o empresário Eike Batista mais uma vez todo enrolado. Desta vez porque suas empresas destruíram sítios arqueológicos no Amapá.
Veja o que informa a Polícia Federal:

"Desde novembro de 2007, a Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal do Amapá – DELEMAPH, investiga notícia de danos a sítios arqueológicos ocorridos durante o processo de instalação das sociedades empresariais Mineração Pedra Branca do Amapari (MPBA) e MMX Amapá Mineração Ltda.
Primeiramente, as investigações concluíram que os licenciamentos ambientais das empresas não seguiram os trâmites estabelecidos pela legislação federal, no que se refere à avaliação dos impactos dos empreendimentos sobre o patrimônio cultural, inclusive sobre os sítios arqueológicos

Com relação à MPBA, existem elementos informativos de que embora alertada sobre a necessidade do monitoramento arqueológico, a empresa destruiu alguns sítios, dois deles situados na região do Urucum, no final do ano de 2006/início do ano de 2007. Com efeito, tanto a empresa MPBA como o seu representante legal foram indiciados no art. 62, inciso I, da Lei n. ° 9.605/1998, uma vez que não condicionaram a implantação ao constante e essencial monitoramento arqueológico, assumindo os riscos de produzir os danos aos sítios arqueológicos.

A MMX, por seu turno, já se obrigou a pagar R$6.000.000,00 (seis milhões), a título de compensação, pela necessidade de readequação do processo de licenciamento ambiental, aí incluídas as questões arqueológicas. Todavia, o relatório reuniu indícios de que, mesmo após a celebração de termo de ajustamento de conduta, houve continuidade de danos ao patrimônio arqueológico. Em consequência, diante do descumprimento da obrigação legal de cuidado, proteção e vigilância aos sítios arqueológicos, a empresa e representantes legais dela foram indiciados, da mesma forma, no art. 62, inciso I, da Lei n. ° 9.605/1998.

Nos próximos dias, em complemento ao relatório final, será encaminhado ao Ministério Público Federal o resultado dos exames periciais realizados pelo Setor Técnico Científico da Policia Federal do Amapá, quando do cumprimento do mandado de colheita de provas na empresa MMX, em julho deste ano.

O art. 62, inciso I, da Lei n. ° 9.605/1998 (Destruição, deteriorização e inutilização de bem protegido por lei) prevê pena que varia de um a três anos de reclusão e multa."

Tim-tim!


Meu amigo radialista Cliver Campos aniversariu ontem mas hoje a festa continua nos bares, blogs, estúdios e por onde mais estão espalhados os amigos desse cara super alto astral e com um coração desse tamanhãooooo.
Feliz aniversário, menino. De presente vou te dar uma camisa do Maracatu pois aquela do Piratão não combina contigo rsssssss

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Extra! Extra!

A sentença ainda não foi publicada, mas a decisão vazou: o prefeito eleito Roberto Góes (PDT) teve seu registro de candidatura cassado.
No entanto, nada que possa levar os pedetistas ao extremo desespero, pois Roberto - que está em Brasília - pode recorrer ao TRE e se perder ainda caberá recurso ao TSE.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Boa tarde!

“Quero colocar uma guirlanda na minha vivenda não para mostrar aos outros, uma jóia do artesanato, mas alertar a cada um que aqui tem um espírito esperançoso em que a felicidade precisa prosperar...”
(André Wernner)

Vê se pode

Eleito para um cargo municipal, o sujeitinho vive batendo perna em órgãos estaduais pedindo a cabeça de quem não votou nele.

Novo blog no ar

Um espaço para discutir as questões relacionadas com a cultura. É assim o blog Cultura sem Fronteira, que entrou há poucos dias no ar. Nele o internauta pode e deve sugerir, levantar e debater de forma democrática a questão e o significado da cultura.
Cultura sem Fronteira é pilotado por Jocivaldo França Ramos, o Jojoca, que foi meu aluno na Escola Integrada de Macapá nos anos 80.
Formado em Ciências Sociais, professor universitário e pós-graduado em Educação Ambiental, Jojoca é o coordenador da Casa Brasil, em Santana.
Visitei o blog do meu ex-aluno, gostei e por isso recomendo a todos que se interessam pelas questões culturais.

O endereço é http://www.culturasfap.blogspot.com/

Sarau poético

No palco eu e os alunos da turma 124 da Escola Tiradentes

Um dia pleno de cultura. Foi assim a sexta-feira na Escola Estadual Tiradentes, com espetáculos de dança e música, teatro e o sarau poético “Saudações à poesia tucuju”.
O sarau foi realizado pelos alunos de Literatura da professora Adriana Abreu e homenageou os poetas Paulo Tarso, Herbert Emanuel, Ozéias, Carla Nobre e Alcinéa Cavalcante, esta que vos escreve.
Os estudantes deram um show no palco declamando poesias,
fazendo performance, enquanto num telão passava um vídeo sobre o poeta em questão.

Emoção na platéia

Professora Adriana Abreu levando a poesia amapaense para a sala de aula

Volto depois do almoço

Vou ali comprar um peixe, cuidar, temperar, assar na brasa e comer com sal, limão e farinha.
Volto depois do almoço.

Diga aí, Paulão!

“Néa,
Vou começar dizendo da Macapá da tranqüilidade da minha infância. De ter nascido na Rua São José e ter sido "aparado" pela parteira Inezelina, a dona Inês, que acabou sendo minha madrinha de batismo. E me parecer que sua também. Digo do quanto foi bom jogar bola na beira da praia e tomar banho no trapiche Eliezer Levy (meu pai era marítimo, e aí ficava mais fácil). Felicidade foi estudar em uma escola que ficava na Rua da Praia (área hoje ocupada pelo hotel) e depois correr pela área do estaleiro e fechar com um sorvete no Macapá Hotel.
Depois veio a convivência na Praça da Matriz, a participação no grupo escoteiro São Jorge e a paixão pelo Juventus. Não tem como não lembrar o curso de Admissão (lembra?) no Barão do Rio Branco, o ingresso no IETA e os jogos estudantis (fui atleta dos bons), sempre fazendo amigos. Digo da mudança para o bairro do Trem, a paixão pelo Ypiranga e por Piratas da Batucada. Digo da construção de grandes amizades e do conhecimento de pessoas que ajudaram na minha formação. Algumas delas já se foram, mas sem realmente partir.
Digo com tristeza da Macapá atual, abandonada pelo Poder Público e deixada de lado por homens do poder que tentam nos enganar todos os dias com a "conversa mole" de sempre. Eles não gostam da cidade. Mas digo que continuo com fé na vida, com fé no que virá. Um grande abraço a você e aos que curtem este seu espaço na internet.”

Paulo Silva, 53 anos, jornalista e radialista. Foi diretor das rádios Difusora e Nacional e de O Liberal Amapá,, além de ter ocupado outros cargos públicos. Atualmente é coordenador editorial do Jornal do Dia e um dos apresentadores do programa Tribuna da Cidade, na Rádio Cidade 101-FM.
É um dos mais responsáveis e éticos jornalistas que conheço.
Conheci o Paulão em 1975, magrinho. Eu trabalhava no Jornal do Povo e ele na Rádio Difusora.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O entardecer em Macapá

Diga aí, Flávio!


“O falecido Celso Saléh amava o Amapá. Casado com a amapaense Ilka Maria Barriga Saleh, foi presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), comunista e chefe de gabinete de diversos presidentes do Senado, incluindo entre eles, Mario Martins e Petrônio Portella. Esse perfil de comunista, líder estudantil com um discurso fervoroso se deu num passado distante. Depois de preso pelo golpe militar de 1964, foi solto fazendo carreira de funcionário público no Amapá até entrar no Senado, onde era gentil, educado e competente técnico legislativo (o seu trabalho das 5h. até 10h30 correspondia ao trabalho de três dias de um funcionário comum). Isso durante parte da madrugada e dia. Depois, como era chegado a uma birita, ia descansar. Mas nesse período é que morava o "perigo". Ele virava aquele líder estudantil, com um discurso vibrante, irônico, questionador de tudo e de todos. Assim, em 1990, candidato pelo Amapá a uma cadeira no Senado, Saléh andava a busca de votos. Na ida todos gostavam daquele ser dócil, inteligente, educado. Na volta, se assustavam com o discurso de um candidato irreverente, sem medo, que "baixava o pau" nos militares. Não foi eleito. Se recusou a elogiar no rádio o candidato do mesmo partido ao senado, Henrique Almeida (que depois se elegeu), e ainda disse no ar que era um candidato do povo, não de um homem! Eu vi o seu número que terminava em 21 se transformar em 27 (Sérgio Barcellos), nas mesas de apurações dos votos. Informado do fato, Saléh apenas disse: "Eles não me queriam deputado independente!".

O jornalista Flávio Barros é carioca, mora em Niterói (RJ) mas passou uma temporada em Macapá, onde trabalhou em vários jornais, dentre eles o Jornal do Dia.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Agradeço, mas não vou

Recebi convite para um café da manhã, amanhã, na sede reformada e gradeada da OAB.

Agradeço a gentileza do presidente Washington Caldas, mas não vou.

Me recuso a tomar café na sede da OAB enquanto o leão permanecer na jaula. Nada nem ninguém vai me convencer que foi por uma questão de segurança que enjaularam o inofensivo leão.

Meus sobrinhos são feras

Marcelino Neto, o Thité, filho do Alcione e Vilma foi aprovado no vestibular para Farmácia na Cesupa. E hoje é aniversário dele, portanto, parabéns em dobro pra ele.
Alcy Araújo Cavalcante Neto, filho do Zoth e Naira, passou no vestibular para Engenharia Ambiental em Manaus.
E Ricardinho, filho da Alcilene e Dias, passou na primeira fase do vestibular da Unifap. Ricardinho está prestando vestibular como treineiro, pois ainda está no segundo ano.
A titia aqui tá toda orgulhosa com a vitória dos lindos e tão amados sobrinhos.

Tim-tim!

Parabéns em dobro pro meu sobrinho Marcelino, o Thité, filho do Alcione e Vilma, que passou no vestibular da Cesupa e faz aniversário hoje

Corrêa Neto (com Dias e Alcilene) completa 70 anos hoje. É um mestre na arte de fazer jornalismo e na luta pela liberdade de expressão.

Tô na maior correria, mas vim aqui rapidinho para registrar o aniversário de três pessoas muito especiais para mim: o meu sobrinho Marcelino, o Tité, filho do Alcione e Vilma; o jornalista Corrêa Neto, que conheci na redação do Jornal do Povo no início dos anos 70; o poeta José Queiroz Pastana, que foi meu aluno na Escola Integrada de Macapá . As amizades que começaram na redação do JP e na sala de aula perduram até hoje, porque há carinho, respeito e uma imensa ternura entre nós.

José Queiroz Pastana: um poeta de rara sensibilidade e sempre na luta pela valorização da literatura amapaense

Um novo livro

Quando o perfume do jasminzeiro da Alcilene se espalhou e uma estrela discretamente acendeu a noite, surgiu em mim, no Osvaldo Simões e no Rostan Martins o desejo de fazer um varal de poesias para brindar o nascimento do Messias – época em que se renovam as esperanças.
Um vento chegou de leve e reacendeu no velho fogareiro o cheiro do peixe assado saboreado no almoço. Este mesmo vento, que a Juritá diz ser um abraço de Deus, reacendeu em nossos corações a esperança de publicar um livro de poesias de forma conjunta, como fizeram os poetas Ray Cunha, Joy Edson e José Montoril em 1971, lançando o “Xarda Misturada”, sob as bênçãos do poeta cigano e lírico Isnard Lima.
Daí decidimos transformar nosso singelo Varal em livro, que será lançado ainda em dezembro, como um presente de Natal para nós e para nossos amigos.

Na correria – Como eu já disse aí cima estou na maior correria. Hoje, eu, Rostan e Osvaldo, passamos a manhã toda acompanhando a formatação do livro.
Logo mais participo de encontro do Uni-Verso, um seleto grupo de poetas e amantes da literatura, na galeria Alcy Araújo da Biblioteca Elcy Lacerda.
Depois vou abraçar meus queridos amigos Corrêa Neto e José Pastana, que aniversariam hoje.
Amanhã pela manhã estarei na Escola Tiradentes onde serei homenageada pelos alunos da professora de Literatura e escritora Adriana Abreu durante o sarau poético “Saudações à poesia Tucuju”.

Vou ali

Volto na hora do almoço com novidades.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ademir Pedrosa escreve:

Oi, Ana
Não conheço Bagé, sua cidade natal, de lá só conheço o “Analista de Bagé”, de Luis Fernando Veríssimo. Brincadeirinha. Mas conheço Encantado, onde você morou. No ano 2000, ou mais precisamente 19 de março – dia de São José, nosso Padroeiro – participamos do festival internacional de música do Mercosul, em Encantado, e ganhamos o 1º Lugar do VIII Canto da Lagoa, com a música “Nave Protonotária”, composição minha e de Cléverson Baía.

A música é de ritmo autóctone, do batuque do Igarapé do Lago daqui, cuja letra tem 89 versos em redondilha maior, e é uma retratação da linguagem do caboclo ribeirinho da Amazônia. A dançarina Nega Piedade, que fez a performance durante a música, ganhou o troféu “Destaque do Festival”. A crioula deu um show à parte, acompanhada pelo o rufar dos tambores de Nego Nena, Adelson Preto, Pedro Bolão e Nego Guto. Não é bacana? Viajamos de uma ponta a outra do País, e fomos contemplados com “Ouro” num dos festivais mais importantes do Brasil. Senti um puto orgulho de ser amapaense.

Chamar Encantado de bonito é redundante. O curioso é que em Encantado não há meninos de rua, nem nas ruas há mendigos; e a cadeia de lá está sempre de portas abertas, vazias; não há presos para ocupá-la. É um dos poucos municípios brasileiros com alto índice de qualidade de vida e com menor em analfabetismo, segundo a ONU. O povo é tri-legal e frade lóio, hospitaleiro. Isso é furtivos resquícios do estadista Leonel Brizola, que durante sua gestão, como governador, erradicou o analfabetismo naquele estado. Encantado é uma cidade bela, de belas mulheres; inclusive a Miss Brasil 2008, Natália Anderle, é de lá – muito prazer.

Durante o estádio em que estive lá, eu era tão feliz que me nasceu uma flor na lapela e uma namorada no braço. Conheci uma gaúcha encantada, com seu mesmo nome, Ana. E eu me apaixonei por ela. Ela tinha os olhos de cor híbrida – um olho verde-cintilante e outro de cor azul-turquesa. Nunca tinha visto nada igual. Fiquei mundiado com aquele olhar hipnotizador. Mas ela se recusou a vir pra Amazônia comigo. Disse que tinha medo de jacaré.

Seus pais são da região da Catalunha, na Espanha, e ela, além do peculiar sotaque gaúcho, tem também um sutil sotaque hispânico. Ela disse que gostava da minha fala carioquês, e me pediu que eu pronunciasse: barbaridade. Pronunciei, e ela riu à beça.

Vim embora, e nunca mais tive notícias da Ana. Numa cidade com pouco mais de 20 mil habitantes é bem capaz de você ter conhecido uma pequena com essas características somáticas: pele alvinha, alva de porcelana; cabelos de azeviche, negros da cor de ébano; os olhos híbridos; e de estatura mediana. Ela se chama Ana não sei de quê Tem gestos tímidos, mas álacres. Seu sorriso é espontâneo e admirável. Todas as vezes que ri, nascem-lhe duas covinhas na maçã do rosto, que dá vontade de comê-la – juro. A idade? Não sei precisar, talvez de quinze a trinta anos, por aí. Desde sempre erro essas adivinhações cabalísticas, paciência...

Ah, quase que me esqueci... ela tinha também um grácil estrabismo, que em vez de apoucar-lhe a beleza, dava-lhe mais charme ainda. Você pode achar que eu estava deveras mundiado por aquela moça, pois até mesmo o seu olho torto – e de olhar oblíquo – se constituía, para mim, numa beleza singular. A Ana era assim, sei lá... Se você conheceu ou conhece alguém assim, diga-lhe que os jacarés daqui são dóceis; e que eu nunca me esqueci dos seus olhos bicolores. Chau, Ana. Seja bem-vinda à Macapá.
Ademir Pedrosa