Mostrando postagens com marcador Gautama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gautama. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de junho de 2009

Tá na Veja

Interrompido pela corrupção

O Amapá não possui ligação rodoviária com nenhum outro estado. Só é possível chegar lá de barco ou avião. Como uma viagem fluvial partindo de Belém – a capital mais próxima – leva 24 horas, a forma mais racional de chegar ou sair é pelo ar. O novo Aeroporto de Macapá deveria ter ficado pronto em 2006, mas a construção foi interrompida porque a Gautama, empreiteira que tocava a obra, desviou metade dos 113 milhões de reais investidos no projeto. Dele só há o esqueleto de concreto e aço exposto às intempéries amazônicas. Será necessário fazer outra licitação para concluí-lo. A população segue usando o aeroporto velho, que parece uma rodoviária de interior, com cadeiras encardidas e puídas. Quando dois aviões pousam ao mesmo tempo, ele fica superlotado. A Infraero desativou a área ocupada por lojas para aumentar o saguão e ergueu uma barraca de lona encostada ao aeroporto que serve de sala de embarque.
(Leonardo Coutinho, com foto de Leo Caldas/Agência Titular.)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Aeroporto de Macapá perde R$ 6,8 milhões

TCU diz que quadrilha desviou R$ 50,9 milhões da obra
A Câmara dos Deputados rejeitou, nesta terça, 23, a emenda do Senado à Medida Provisória 381/07 que dava mais R$ 6,89 milhões para obras de infra-estrutura no aeroporto internacional de Macapá. Os deputados já tinha excluído o valor em setembro passado, mas o Senado Federal voltou a destinar recursos para a empresa Gautama, construtora da obra, investigada pela Polícia Federal como a principal beneficiária de fraudes em obras públicas. O senador José Sarney (PMDB) é o autor da emenda que destinou dinheiro para a reforma do aeroporto. O Tribunal de Contas da União apontou que dos R$ 112,8 milhões contratados em novembro de 2004 para a reforma do aeroporto foram desviados R$ 50,9 milhões.

“É lamentável que, de novo, o Amapá deixe de receber recursos para seu desenvolvimento por causa de uma quadrilha instalada no estado. A população sofre nas mãos de um grupo que tomou conta do estado e ignora seu povo. É um amontoado de apoios políticos para esconder a corrupção que leva o dinheiro do aeroporto, da saúde, da merenda, das rodovias. Estes corruptos precisam sair da política do Amapá. Só assim a população vai ter sossego e seus direitos respeitados”, desabafa a deputada Janete Capiberibe (PSB/AP).

O Senado havia aprovado emenda liberando recursos para o Aeroporto de Macapá, apesar da corrupção, mas um acordo entre oposição e governo, na Câmara, condicionou a liberação dos recursos à conclusão das investigações que estão sendo feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A Gautama é uma das empresas participantes do consórcio responsável pelas obras e foi apontada pela Polícia Federal, na Operação Navalha, como a principal beneficiada por um esquema de fraudes em licitações de obras públicas. Dos seis políticos que receberam doações da empresa na última campanha eleitoral, três são do Amapá. (Sizan Luis Esberci, do gabinete da deputada Janete Capiberibe)

segunda-feira, 30 de julho de 2007

olha a Guatama aí de novo

O radialista Rodolfo Juarez disse hoje, no programa Tribuna da Cidade, que o governo do Amapá contratou a empresa Guatama por R$ 144 milhões (valor superior ao do contrato para construção do novo aeroporto de Macapá) para executar as obras de entorno da Fortaleza de São José de Macapá - que, diga-se de passagem - ainda não começaram.
Segundo Rodolfo o mais estranho é que nenhuma outra empresa retirou o edital de licitação para essas obras, o que pode indicar um jogo de cartas marcadas.
O contrato da Guatama foi assinado com a Secretaria de Estado de Infra-Estrutura.
O espaço aqui no blog está aberto para o governo, se quiser, se manifestar sobre o assunto.
Só pra lembrar - A Guatama é uma das responsáveis pela obra do novo aeroporto internacional de Macapá, de onde já foram desviados, segundo o TCU, algo em torno de R$ 50 milhões.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Fraude em projeto do governo Roseana Sarney

Do jornal O Estado de S.Paulo:

Gautama e OAS se uniram para levar R$ 540 milhões no Maranhão
Investigação da PF mirava gestões recentes, mas chegou a fraude em projeto do governo Roseana Sarney
Fausto Macedo

No rastro de Zuleido Veras, apontado como pivô da máfia das obras, a Polícia Federal mira um negócio de R$ 540 milhões - em valores atualizados - no Maranhão que ele dividiu com a Construtora OAS. Foi no governo Roseana Sarney (hoje no PMDB, na época no PFL).

A meta inicial da investigação federal era descobrir como a empreiteira de Zuleido, a Gautama, foi acolhida pelas administrações José Reinaldo Tavares (PMDB) e Jackson Lago (PDT), alvos da Operação Navalha. Os federais descobriram, então, que, em parceria com a OAS, a Gautama chegou bem antes por lá, quando o Maranhão ainda era domínio quase exclusivo do clã Sarney.

Foi em 2000, quando a Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema), por força de convênio com o Ministério da Integração Nacional, contratou as empreiteiras para a obra da Adutora Italuís II, orçada então em R$ 300 milhões.

A OAS e a Gautama dividiram meio a meio o bolo. A OAS pegou um trecho de R$ 151 milhões, a Gautama outro, de R$ 149 milhões. A União seria a principal fonte do desvio, não fosse uma ação cautelar movida pelo Ministério Público Federal que embargou pagamentos em favor das empreiteiras.

Dados oficiais indicam que a OAS e a Gautama receberam R$ 31 milhões antes que a Justiça mandasse interromper os novos repasses. A parceria das empreiteiras, que Roseana acolheu, revela que, apesar das suspeitas de que a Gautama teve origem em briga interna da OAS, as duas andam lado a lado quando estão de olho em obras de grande porte, com recursos do Tesouro.

O ajuste ficou mais evidente porque as duas empreiteiras indicaram um de seus diretores para assumir a presidência da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão.

A Italuís II, duplicação do sistema de captação e tratamento de água para abastecimento da capital, mal saiu do papel. Foram executados apenas 12% do total da obra. O Tribunal de Contas da União identificou “indícios de irregularidades graves”, como superfaturamento.

Os auditores alinharam o que encontraram de errado: “Projeto básico deficiente, sobrepreços, valores e composições inadequados de BDI (benefícios e despesas indiretas), ausência de licitação autônoma para aquisição de equipamentos.”

Eles também apontaram “fortes suspeitas” sobre a regularidade do licenciamento ambiental. Em fevereiro de 2003, a Justiça Federal mandou parar tudo. Hoje fazem parte do cenário maranhense dois canteiros repletos de tubulações e equipamentos a céu aberto. A decisão foi tomada pelo juiz Wellington Claudio Pinho de Castro, da 5ª Vara Federal de São Luís, que anulou os contratos decorrentes da licitação 029 e condenou a Caema e o Estado do Maranhão, solidariamente, ao ressarcimento dos recursos até então liberados.

A ordem judicial se baseou nos relatórios dos auditores do TCU, que apontaram sobrepreços de 75% no contrato 72/2000 (contrato da OAS), e de 15% no contrato 71/2000 (da Gautama). O levantamento teve como parâmetro o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi).
Analisando a conduta das empreiteiras, os peritos de contas denunciaram “indícios de conluio na licitação, evidências de relacionamento entre os sócios da OAS e da Gautama”.

Pelo TCU, documentos mostram que os sócios das duas participavam da composição de terceira empresa estranha à concorrência, contratada para elaborar o projeto básico. “Verificou-se direcionamento da licitação do projeto básico, custeado com recursos estaduais, havendo fraude na documentação”, assinalaram os auditores.

“A elaboração do projeto executivo a cargo da OAS e da Gautama chega a ser temerário, ante o porte da obra e os valores envolvidos, e também ilegal, dada a subcontratação de empresa para fazer os projetos, sem observância da Lei de Licitações”, advertiu o TCU.

O empreendimento de mais de meio bilhão de reais, em valores atualizados, que o governo Roseana contratou enfrenta três ações judiciais. Uma na Justiça estadual - ação civil, em razão de falhas no Estudo de Impacto Ambiental. Duas da alçada do Judiciário Federal - uma obriga a União a suspender repasses para a obra. A outra proíbe a continuação da obra.

sábado, 2 de junho de 2007

Gautama bancava garotas de programa

Do site www.abcpolitiko.com.br
"Gautama bancava até garotas de programa como presente

Garotas de programa, passagens aéreas e até cirurgia. Depoimentos prestados à ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon, responsável pelo inquérito da Operação Navalha, confirmam que a construtora Gautama gostava de agradar agentes públicos com os mais variados mimos. Na lista de presentes, há também perfumes, para as mulheres, e gravatas, para os homens.
Frente a frente com a ministra, o gerente da Gautama Gil Jacó de Carvalho Santos revelou que foi acionado para providenciar garotas de programas em Salvador no dia 20 de abril, dia do casamento de Rodolpho Veras, filho do dono da construtora de Zuleido Veras." (Leia mais)

terça-feira, 29 de maio de 2007

Eles receberam mimos da Gautama

Três amapaenses figuram na lista de autoridades e políticos que receberam presentes da Gautama: o senador José Sarney (PMDB), o ex-deputado federal Gervásio Oliveira (PMDB) e o governador Waldez Góes (PDT).
Segundo o jornalista Cláudio Humberto, a Polícia Federal não considera os presenteados como suspeitos, mas admite que pode haver conexões com as irregularidades investigadas.
Eis a lista completa:
Deputados federais e ex-deputados:
Benedito de Lyra (PP-AL)
Jonival Lucas Jr. (ex-deputado pelo PTB-BA)
Pedro Novaes (PMDB-MA)
Gastão Vieira (PMDB-MA)
Átila Lins (PMDB-AM)
Jutahy Jr. (PSDB-BA)
Paulo Magalhães (DEM-BA)
Olavo Calheiros (PMDB-AL)
José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Marinha Raupp (PMDB-RO)
Paulo Lima (ex-deputado pelo PMDB-SP)
Vicentinho (PT-SP)
Professor Luizinho (PT-SP)
Jorge Bittar (PT-RJ)
José Borba (PMDB-PR)
Ricardo Barros (PP-PR)
Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Almerinda Carvalho (ex-deputada pelo PSB-RJ)
José Chaves (PTB-PE)
Luiz Piauhylino (ex-deputado pelo PDT de Pernambuco)
Maurício Quintela (PR-AL)
Eduardo Campos (PSB-PE)
Iberê Ferreira (ex-deputado federal pelo PSB-RN)
José Carlos Machado (DEM-SE)
Gervásio Oliveira (ex-deputado pelo PMDB-AP)
Milton Monte (PR-SP)
Humberto Michiles (ex-deputado pelo PL-AM) Welington Roberto (PR-PB)
Ivan Paixão (ex-deputado federal do PPS-SE)
João Leão (PP-BA)
Wilson Santiago (PMDB-PB)
Celcita Pinheiro (ex-deputada do DEM-MT)
Osvaldo Reis (PMDB-TO)
Márcio Reinaldo (PP-MG)
ACM Neto (DEM-BA)
Albano Franco (PSDB-SE)
Pedro Passos (deputado distrital do PMDB)
Carlos Wilson (PT-PE)

Senadores e ex-senadores:
José Sarney (PMDB-AP)
José Agripino (DEM-RN)
Teotônio Vilela (PSDB-AL)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
João Ribeiro (PFL-TO)
Roseana Sarney (PMDB-MA)
Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA)
Almeida Lima (PMDB-SE)
Fernando Bezerra (ex-senador pelo PTB-RN)
Waldir Raupp (PMDB-RO)
José Jorge (DEM-PE)
Fernando Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Jonas Pinheiro (DEM-MT)
Romeu Tuma (DEM-SP)
João Tenório (PSDB-AL)

Ministros de Estado:
Geddel Vieira Lima (Integração Nacional)
Alfredo Nascimento (Transportes)
Paulo Bernardo (Planejamento)

Ex-ministro:
Silas Rondeau, ex-ministro das Minas e Energia

Ministros do TCU
Walton Alencar Rodrigues (presidente da entidade)
Augusto Nardes
Aroldo Cedraz
Guilherme Palmeira
Benjamin Zinler

Governadores, ex-governadores, prefeitos e ex-prefeitos:
Jarbas Vasconcelos (PMDB), ex-governador de Pernambuco e atual senador
Marcone Perillo (PSDB), ex-governador de Goiás
Ronaldo Lessa, ex-governador de Alagoas (PDT)
Amazonino Mendes, ex-governador do Amazonas (DEM)
Eduardo Braga (PMDB), governador do Amazonas
Paulo Souto, ex-governador da Bahia (DEM)
Eraldo Tinoco, ex-vice-governador da Bahia (DEM)
João Alves, ex-governador de Sergipe (DEM)
Moema Gramacho, prefeita de Lauro de Freitas (PT)
Luiz Caetano, prefeito de Camaçari (PT)
Marcelo Miranda (PMDB), governador de Tocantins
Joaquim Roriz (PMDB), ex-governador do Distrito Federal e hoje senador
José Reinaldo Tavares, ex-govenador do Maranhão
Antonio Imbassahy, ex-prefeito de Salvador
Agripino Lima, prefeito de Presidente Prudente
Iris Rezende, ex-governador de Goiás
André Puccinelli, governador do Mato Grosso do Sul (PMDB)
Alcides Rodrigues, governador do Goiás (PP)
Waldez Góes, governador do Amapá (PDT)
Jackson Lago, governador do Maranhão (PDT)
Oswaldo Dias (PT), ex-prefeito de Mauá
Marcelo Déda, governador de Sergipe (PT)
Jaques Wagner, ex-ministro das Relações Institucionais e hoje governador da Bahia