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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Íntegra do pronunciamento de Renan

"Na noite de hoje, decidi me licenciar da Presidência do Senado Federal, pelo prazo de 45 dias, a fim de demonstrar, de forma cabal e respeitosa, à Nação e a todos os ilustres senadores, que não precisaria do cargo para me defender. Agindo assim, afasto, de uma vez por todas, o mais recente e injusto pretexto usado para tentar dar corpo à inconsistência das representações enviadas, sem qualquer indício ou prova, ao Conselho de Ética.

Com este meu gesto, que é unilateral, preservo a harmonia no Senado Federal, deixo claro o meu respeito pelos interesses do País e homenageio as altas responsabilidades das funções que exerço, contribuindo decisivamente para evitar a repetição dos constrangimentos ocorridos na Sessão do dia 09 de outubro.

Reafirmo que enfrentarei os processos, como fiz até agora, à luz do dia, com dignidade e sem subterfúgios. Não lancei mão das prerrogativas de Presidente do Senado em meu benefício ou contra quem quer que seja. A minha trincheira de luta sempre foi a inflexível certeza da inocência, a qual, estou convicto, prevalecerá com a verdade, como aconteceu na minha absolvição.

O poder é transitório enquanto a honra é um bem permanente, que não sacrifico em nome de nada. Resistirei firme na minha defesa, honrando a confiança da minha família, do povo de Alagoas, dos meus amigos, dos meus colegas do Senado Federal e daqueles que, mesmo sem me conhecer, com seu apoio e suas mensagens e orações me deram forças. A estes certamente não decepcionarei.

Aguardarei serenamente que a Justiça e verdade prevaleçam.
Brasília-DF, 11 de outubro de 2007.
Senador RENAN CALHEIROS"

Do blog do Noblat:

Perderam a vergonha
Ricardo Noblat
O governo armou a seguinte jogada para salvar o mandato de Renan Calheiros. Ele se licenciar do cargo de presidente até ser julgado pelo Conselho de Ética, onde é acusado de quebra de decoro.
Se o Conselho recomendar sua cassação, ele renunciará ao cargo em definitivo às vésperas de ser julgado pelo plenário.
Em troca, o PT votará pela absolvição dele. E parte da oposição, também.
Foi pelo menos isso que Romero Jucá (PMDB-RO), líder do governo no Senado, propos ontem a Tasso Jereissati (CE), presidente nacional do PSDB, e José Agripino Maia (RN), líder do DEM no Senado.
Os dois dizem que recusaram a proposta.
O que pretende o governo com isso? Salvar o mandato de um aliado. E restabelecer a paz no Senado para aprovar ali a prorrogação até 2011 da CPMF.

domingo, 2 de setembro de 2007

Já é um pântano


Renan recebia propina de ministérios

Mais uma denúncia complica a situação do presidente do Senado, Renan Calheiros. Desta vez, as acusações envolvem cobrança de propina, desvio de dinheiro público e chantagem. Bruno Brito Lins, afilhado de Renan, afirmou, em depoimento à Polícia Civil de Brasília, que buscou sacolas de dinheiro para o senador. Uma delas teria R$ 3 milhões. Ele confirmou as acusações em entrevista exclusiva a ÉPOCA. A verba seria desviada de ministérios chefiados por pessoas do PMDB, partido do senador. (Leia na revista Época)

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Caso Renan - O relatório

Que os senadores Marisa Serrano (PSDB) e Renato Casagrande (PSB-ES) recomendaram a cassação do mandato de Renan Calheiros, isso você já sabe.
Mas, se quiser ler na íntegra, o relatório clique aqui e aqui.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

O triunvirato da cassação

Por João Alberto Capiberibe*
Dia de cão aquele 25 de outubro de 2005, quando fui expurgado do Senado, sem direito de defesa, por decisão monocrática do presidente Renan Calheiros. Sarney não estava em plenário, dos bastidores manobrava a resistência obstinada de Renan em não ceder aos apelos de 52 senadores e senadoras que da tribuna defendiam que me fosse garantido o direito à ampla defesa, como determina o regimento interno e a Constituição.
Renan, impassível, ouviu três horas de discursos. Alguns com fundamentos jurídicos, outros mais políticos, um ou outro mais agressivo, causando-lhe grande desconforto. Renan não arredou pé. Nenhuma concessão à lei ou ao plenário. O senhor dos anéis arbitrou que eu não permaneceria nem mais um dia no mandato, conquistado pela vontade livre e soberana do povo do Amapá.
Seguro de sua decisão, Renan cumpriu o acordo ao arrepio da lei, para, em seguida, em grande júbilo, empossar um peemedebista derrotado nas urnas. Nesse momento, surge Sarney em plenário exibindo um sorriso triunfal. Não esquecerei um terceiro personagem que concorreu com seus préstimos para me retirar o mandato. Dele falarei mais adiante.
A convicção de Renan, sustentada em pareceres de advogados do Senado, sucumbiu em menos de 24 horas no STF, que considerou sua decisão uma afronta à Constituição. Esse revés, que poderia ter servido para alertar a casa da precariedade das regras e dos procedimentos na condução de processos envolvendo seus membros, teve efeito contrário. Renan fechou acordo na Mesa, estabelecendo rito sumário de cinco dias para a defesa, insuficientes para qualquer tentativa de cumprimento das confusas normas vigentes. Prevaleceu a manipulação e o arbítrio.
O mesmo ritual, improvisado ao sabor das circunstâncias, quase se repete no Conselho de Ética para inocentar Renan da acusação de ter usado um lobista para pagar pensão de uma filha fora do casamento. Renan queria e articulou tudo para ser declarado inocente na mesma velocidade em que conseguira me expurgar do Senado. Não logrou êxito, porque a imprensa, diligentemente, apressou-se a ir contar seu rebanho, trazendo a público denúncias cada vez mais comprometedoras, mobilizando, assim, a opinião pública, e reforçando a acusação de quebra de decoro parlamentar.
Vamos aos fatos que antecederam o dia "D". Logo após as eleições de 2002, o PMDB de José Sarney impetrou recurso junto ao TRE, pedindo a cassação de meu mandato e de minha companheira Janete (eleita para a Câmara Federal com o maior número de votos da história do Amapá) pela compra de dois votos, por R$26 cada, pagos em duas suaves prestações. O Ministério Público Eleitoral não apresentou denúncia, e o TRE nos declarou inocentes. O PMDB de Sarney recorreu ao TSE, cujo recurso foi cair nas mãos do então ministro Carlos Veloso. Esse senhor, agindo mais como advogado de acusação do que como juiz, convence seus pares de que de fato teríamos comprado os dois votos.
Depois de idas e vindas, o PMDB, em questão de ordem junto ao STF, propõe nosso afastamento dos mandatos antes do trânsito em julgado. O pleno do STF se divide: três a favor e três contra. Coube, então, ao presidente proferir o voto de Minerva. O voto da sabedoria.
É nesse momento crucial que emerge dos bastidores o terceiro personagem do triunvirato da cassação, o presidente do STF Nelson Jobim, já com um pé fora do Supremo e outro dentro do PMDB, batendo o martelo a favor do seu partido. Isso é o que penso até que me provem ao contrário.

João Alberto Capiberibe foi governador do Amapá, prefeito de Macapá, senador e é vice-presidente nacional do PSB.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Renan e o dia da caça

Zuenir Ventura, hoje no jornal O Globo:
Parece até aquelas fábulas que terminam sempre com uma lição de moral do tipo "nada como um dia depois do outro". Além de não dispor mais de boiada para justificar suas transações suspeitas - a última foi a compra de duas rádios avaliadas em R$2,5 milhões -, Renan Calheiros teve que suportar essa semana a vingança epistolar de um ex-colega cujo mandato ele se empenhou em cassar. João Capiberibe escreveu-lhe uma carta relembrando o episódio em que foi caça e Renan o caç(ss)ador. Em outubro de 2005, depois de um polêmico processo com guerra de liminares, reformas de sentenças e divergências entre tribunais, o então senador João Capiberibe e sua mulher, a deputada Janete Capiberibe, perderam seus mandatos porque teriam comprado dois votos por R$26 cada. A denúncia foi feita pelo candidato derrotado Gilvan Borges, que identificou as duas eleitoras, que mais tarde confessaram ter recebido dinheiro para fazer a acusação. Correligionário de Renan, Borges ficou famoso por justificar assim a contratação de sua mulher e sua mãe para trabalharem com ele: "Uma dorme comigo e a outra me pariu" -, rigorosamente nessa ordem. Na época, o presidente do Senado destacou-se pela eficiência e rapidez com que abriu a vaga a ser preenchida por seu protegido.
Na Justiça, a batalha foi longa. Primeiro, o pedido de cassação feito pelo PMDB junto ao TRE e, em seguida, a declaração de inocência do casal. Depois, o recurso ao TSE, cujo relator, ministro Carlos Veloso, levou seus pares a reformar a sentença anterior. Finalmente, a sessão do dia 25 de outubro de 2005.
"Naquele dia", desabafa o ex-senador dirigindo-se a Renan, "você avocou para si os poderes da Mesa, do Regimento Interno, da Constituição Federal e do Plenário, fazendo ouvido de mercador aos apelos de cinqüenta e dois senadores e senadoras que se revezaram na tribuna clamando para que eu tivesse respeitado o direito constitucional de defesa, garantido até mesmo aos que cometem crimes hediondos com requintes de crueldade. Você se manteve inflexível e cassou o meu mandato para, em clima festivo e triunfante, dar posse ao seu então assessor de gabinete Gilvan Borges". Em menos de 24 horas, porém, o STF determinou a reintegração de Capiberibe. "Você acatou a decisão, mas pressionou a Mesa Diretora a criar um rito sumário de cinco dias para a minha defesa, prazo inexeqüível para uma mínima investigação." Capiberibe termina recordando que, ao contrário de seu desafeto, ele não teve direito de ser investigado nem pelo Conselho de Ética e nem pela Polícia Federal. "Você dispõe em abundância de tudo aquilo que me negou: os meios necessários para provar minha inocência."

terça-feira, 17 de julho de 2007

Carta aberta de Capiberibe para Renan

Caro Renan,
Não se aborreça e nem me leve a mal, mas bateu uma vontade incontida de falar um pouco da vida cotidiana do Brasil da planície, que já o aguarda com certa ansiedade.
Continuo tocando com entusiasmo minha militância política. Agora, sem as atribuições inerentes ao mandato de senador, que você ajudou a retirar de mim com bastante empenho.
Tendo em vista a situação inusitada da instituição que você preside e levando em conta os acontecimentos nos quais você figura com destaque e excepcional desenvoltura, me pergunto se não seria o caso de agradecer o mal que você me causou.
Talvez você, em função da estressante e diversificada responsabilidade política, empresarial e familiar, tenha apagado da memória qualquer registro a meu respeito.
Portanto, permita, em poucas palavras, dizer em que momentos nossos caminhos se cruzaram.
Sou aquele senador que, antes de completar o 3º ano de mandato, foi expurgado do Senado sem direito a defesa e substituído, com pompa e circunstância, por um senador do PMDB, o seu partido. Lembra-se deste episódio?
Pelo sim pelo não, melhor garimpar os labirintos da memória.
O PMDB, vinte dias após as eleições de 2002, impetrou recurso junto ao TRE pedindo a cassação do meu mandato e de minha companheira Janete, pela compra de dois votos por R$ 26,00 cada, pagos em duas suaves prestações. Acusação sustentada por duas testemunhas, que até hoje sobrevivem por conta deste processo. O feito não prosperou e fomos declarados inocentes.
Mas o PMDB recorreu ao TSE. Entrou com um recurso dito “especial” que foi cair nas mãos do então ministro Carlos Veloso.
Este senhor, como juiz relator, agindo mais como advogado de acusação e menos como juiz, convenceu seus pares de que eu e minha companheira Janete éramos culpados, reformando a sentença do TRE do Amapá, provendo, por inteiro, o recurso proposto pelo candidato derrotado Gilvam Borges.
Por último, relembro um momento raro na história da Casa que você ainda preside e à qual um dia pertenci.
Refiro-me a sessão do dia 25 de outubro de 2005. Naquele dia, você avocou para si os poderes da Mesa, do Regimento Interno, da Constituição Federal e do Plenário, fazendo ouvido de mercador aos apelos de cinqüenta e dois senadores e senadoras que se revezaram na tribuna clamando para que eu tivesse respeitado o direito constitucional de defesa, garantido até mesmo aos que cometem crimes hediondos com requintes de crueldade.
Você manteve-se inflexível e cassou o meu mandato, para em seguida, em clima festivo e triunfante, dar posse ao seu então assessor de gabinete Gilvam Borges. Decisão revertida em menos de 24 horas pelo STF, que considerou sua decisão uma afronta à Constituição Federal e determinou minha reintegração. Você acatou a decisão, mas pressionou a Mesa Diretora a criar um rito sumário de cinco dias para a minha defesa, um prazo inexeqüível para uma mínima investigação.
Bem, agora, com tudo fresquinho em nossas memórias, vamos ao assunto que gostaria de compartilhar com você.
Não resta dúvida, que se trata de um sentimento que poucos ousam confessar, entretanto, como sou franco, admito que sinto uma ponta de inveja ao comparar sua situação de desassossego, com a que tive de enfrentar.
Não pretendo descer no varejo dos sentimentos, falemos do que é fundamental para esclarecer as acusações que lhe atingem para comparar com as que me atingiram.
A diferença é que você ganhou o direito de ser investigado pelo Conselho de Ética, pela Polícia Federal e, sobretudo, pela imprensa. É sobre esses aspectos que não posso esconder que realmente invejo a sua situação, pois tudo que queria era ser investigado.
No entanto não me foi dado esse direito. O Ministério Público Eleitoral não investigou por que, segundo ele, não havia crime, o TRE, por isso, declarou nossa inocência e a imprensa não procurou contar o nosso rebanho, para saber se teríamos bois suficientes para pagar os dois votos, que supostamente eu e minha companheira compramos para nos eleger.
No nosso caso, bastou a acusação do candidato derrotado do PMDB para nos cassarem os mandatos. É por isso que o considero um homem de muita sorte, pois dispõe em abundância de tudo aquilo que você me negou: os meios necessários para provar minha inocência.
Para finalizar, me surpreendo pensando em voz alta - se diante daqueles absurdos, cometidos por você, contra mim, tivesse o Senado agido como determina o exercício do poder republicano, certamente não chegaríamos à situação caótica do presente.
Atenciosamente,
João Capiberibe*
*ex-preso político e exilado, ex-prefeito de Macapá, ex-governador do Amapá 1995-2002, ex-senador da República, 3º vice-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Esse Renan...

"Não vão me tirar do Senado fazendo cara feia"
(Renan Calheiros)

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Processo contra Calheiros terá três relatores

Do terra.com.br:
"O Conselho de Ética do Senado decidiu, na noite desta terça-feira, que o processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá três relatores.
As indicações devem ser feitas pelos líderes até as 16h desta quarta-feira. Um parlamentar sairá do bloco de apoio ao governo, outro do PMDB e o último do bloco da oposição (PSDB e Democratas)." Leia a matéria completa aqui

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Todos os senadores são suspeitos até prova em contrário

Do blog do Noblat, agora:
"Preste atenção na frase do dia. "Eu nunca fui lá", disse Renan Calheiros (PMDB-AL). Com isso quis refutar a acusação de que se mete nas decisões do Conselho de Ética do Senado.
É muita cara de pau, convenhamos.
O nome de Sibá Machado (PT-AC) foi submetido pelo PT à aprovação de Renan antes de ser indicado para presidente do Conselho. Até o flanelinha do anexo do Senado sabe disso (tem anexo no Senado?).
Renan teve dúvidas sobre a nomeação de Epitácio Cafeteira (PTB-MA) para relator do seu caso no Conselho. Ouviu os colegas José Sarney (PMDB-AP) e Ideli Salvati (PT-SC). Os dois garantiram que Cafeteira era de confiança, sim. Que faria um relatório favorável a ele.
Ok, disse Renan - e Cafeteira virou relator. Não investigou coisa alguma. Como estava combinado, fez o relatório pedindo a absolvição de Renan." (Leia mais)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Também acho

Senado, uma casa imunda
Chico Bruno


Quem diria, que em pleno 2007, com tantos avanços tecnológicos, o Senado se transformaria numa taberna imunda de beira de estrada . Uma daquelas tabernas, que no Brasil Colônia hospedava nos fundos um bordel de quinta.
A falta de reação de alguns senadores, que até agora são considerados como acima de qualquer suspeita, deixa na ribalta tipos suspeitos como Romero Jucá, Wellington Salgado, Valdir Raupp e Gilvam Borges, que diariamente dão declarações esdrúxulas sobre os bois reais de Roriz e os virtuais de Renan.(Leia mais)

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Conselho de ética do Senado

Quintanilha é o novo presidente
Fazendeiro e aliado de Renan Calheiros, o senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO) foi eleito agora à noite presidente do Conselho de Ética do Senado. Ele venceu o tucano Arthur Virgílio por nove a seis, em votação secreta.
A eleição de Quintanilha significa uma vitória para Calheiros, embora o novo presidente assegure que será imparcial na apuração das denúncias.
"Pretendo manter o compromisso com a verdade e estabelecer um comportamento estritamente baseado no regimento e Constituição”, disse Quintanilha.
Bom, só nos resta esperar para conferir.
Eu, claro, tenho minhas dúvidas já que neste país a corrupção se tornou tão corriqueira quanto tomar um copo d’água.

Só pra lembrar: Durante a ditadura militar, Leomar Quintanilha foi presidente da Arena.

Frase do dia

Mas esse tal de Renan está se saindo um excelente "cara de pau", hein? O homem é mais liso que bagre ensaboado...
E o pior é que a República está cheia desses parlamentares.

(Andre Wernner,leitor do blog)

domingo, 3 de junho de 2007

Olha só como ele "trabalha" no Senado

Trecho de conversa da jornalista Mônica Veloso com o senador Renan Calheiros, publicada na revista Isto É, que já está nas bancas e na internet:
Mônica – Só posso te dizer que toda vez que você entrar no gabinete você vai lembrar que você tem um filho que você fez lá.
Renan – Você é louca!
Mônica – Eu não sou louca. Somos loucos, então. Se tem alguém que é louco somos nós dois. Deixa eu pensar, eu preciso pensar. É complicado para mim.

Aí eu lembro da música "Vida Boa", do amapaense Zé Miguel, que diz assim:
"Que vida boa, suprimo
nós só tem que fazer menino.
E assim vão passando os anos
Êta que vida boa"