sábado, 28 de abril de 2007

Poesia

IMPERATIVO
Manoel Bispo Corrêa
Hora de atirar
pedras no rio
e esconder as mãos.
Hora de mergulhar
no vento frio
e driblar a solidão.
Hora de nem pensar
e apenasmente saber
o que vale sonhar.
Hora de retirar
a mordaça das palavras
e deixar que o espelho
reflita a prenhez da poesia.
(Do livro "Intátil" - Macapá, 2002)