sexta-feira, 29 de maio de 2009

Gírias amapaenses (ou dicionário tucuju)

Hummm... táááá, cheiroso! = conta outra que nessa ninguém acredita
Ex:
Riba: Eu não sabia dessa grana
Povo: Hummm... táááá, cheiroso!

Buiado = endinheirado
Ex: O Riba tá buiado. Caiu uma grana na conta dele que ele nem sabe de onde

Caba = marimbondo de fogo
Ex: O Zé é igual caba. Vive ferrando os outros

Éguaaaaaaaaa mas quando! = Nunca!
Ex:
- To sabendo que tu pediu aquela ajudazinha
- Éguaaaaaaaaa mas quando!

Não que não! = Claro que sim!

Ex:
- Tu achas que ele sabia?
- Não que não!


Papagaio no leso = tonto, confuso, desorientado
Ex: Ele levou tanta peia que ficou igual papagaio no leso

Piema = maré de azar
Ex: O cara tá numa piema... tão descobrindo tudo dele.

Nova enquete

Quando cai um dinheiro a mais na sua conta, você:

a) Não mexe porque sabe que não é seu
b) Não mexe porque tem certeza que vai ser estornado
c) Procura saber quem fez o depósito e por que
d) Saca imediatamente porque acha que foi um presente do papai do céu pelo seu bom comportamento



Frase do dia

"O que dizer de um cidadão brasileiro que, checando sua conta bancária, encontra depósitos mensais de mais de R$ 3.000,00 e não tem a curiosidade de conhecer a identidade desse benfeitor anônimo que todo mês pinga um "capilé" em sua conta?"
(Lúcia Hippolito, cientista política)

Ah, esse Sarney

Flagrado com a boca na botija, mesmo assim Sarney desmentiu na quarta-feira, jurando por todos os santos, que não recebia nenhum centavo de auxílio-moradia. Pra que tal auxílio, já que tem uma mansão em Brasília e ainda dispõe da residência oficial de presidente do Senado?
Ontem, com cara de andorinha molhada, Sarney admitiu que recebe sim o auxílio-moradia desde maio de 2008. Todo mês cai na sua conta R$ 3.800,00, totalizando nestes doze meses R$ 45.600,00. Pediu desculpas aos jornalistas pela lorota que tinha contado na véspera e jurou que como nunca jamais em tempo algum tinha requerido o auxílio não sabia que estava recebendo. Nunca notou essa merreca a mais no seu contra-cheque.
Até que faz sentido. Sarney não é de se ligar em boró (dinheiro miúdo). Na campanha eleitoral de 2006, quando ele moveu mais de 20 ações contra mim pediu indenizações de R$ 106 mil, o que faz com que eu tenha uma dívida de quase de dois milhões de reais. Vejam bem: o total da merreca que ele recebeu irregularmente nestes 12 meses não daria para que eu pagasse pelo menos uma das indenizações que ele me cobra.

Vocês devem lembrar que em 2006 Sarney virou o zezeu pra cima dos jornalistas amapaenses. Processou todos que ousaram não viver de joelhos diante dele. Censurou blogs, jornais, emissoras de rádio... Numa das ações chamou os blogueiros de criminosos. Disse que estes formavam "um bando para praticar crimes nas Internet". O crime? Não apoiá-lo na busca de seu terceiro mandato de senador pelo Amapá. Para processar os jornalistas e blogueiros Sarney trouxe de Brasília o advogado Fernando Aquino, funcionário do Senado.

Sarney e o CQC - No mesmo dia que negou receber auxílio-moradia, Sarney atentou mais uma vez contra a liberdade de expressão mandando cassar as credenciais do jornalistas do programa CQC (Band). Motivo: fora chamado de dinossauro no programa.
Com a repercussão das patuscadas (ontem mais de dez mil páginas na Internet abordaram os dois assuntos), Sarney voltou atrás. Admitiu receber o auxílio-moradia e suspendeu a ordem de cassar as credenciais de Marcelo Tas e equipe.

Alguns sítios sugeriram que Sarney renuncie e outros lembraram que foi o Amapá ( me mata de vergonha!) que ressuscitou Sarney quando nem o Maranhão o queria mais depois sua passagem desastrosa pela presidência da República.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ah, coitado!

Sarney não sabia que desde maio do ano passado cai na sua conta todo mês R$ 3.800,00 referente a auxílio-moradia.
Durante todo este tempo - exatos 12 meses - ele nunca deu uma olhadinha no seu contra-cheque.
Por causa desta displicência foi beneficiado com R$ 45.600,00.

Eu hein!

Ladroagem e patifaria agora tem outro nome:
erro administrativo.

Tá na Folha de S.Paulo

Senadores recebem auxílio irregularmente, inclusive Sarney

Três senadores receberam auxílio-moradia de R$ 3.800 mesmo morando em apartamentos funcionais do Senado.
O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que mora em seu próprio imóvel, também recebeu o auxílio, mesmo tendo à disposição a residência oficial e fazendo uso dela.
A Folha teve acesso a uma lista sigilosa de senadores que ganham o auxílio-moradia. João Pedro (PT-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gilberto Gollner (DEM-MT) receberam o benefício apesar de morarem em apartamentos funcionais cedidos pelo Senado, o que não é permitido pela legislação.
Depois de procurados pela reportagem, todos pediram o cancelamento do auxílio.
Anteontem, a Folha revelou que o Senado paga ilegalmente auxílio-moradia para 42 senadores. O ato que regulamentava o benefício foi revogado em dezembro de 2002.
Ainda que o instrumento legal valesse, os quatro senadores estariam em situação irregular, pois somente os congressistas sem imóvel funcional podem receber o benefício.O ato revogado, e que deve ser reeditado, definia que o auxílio só seria pago aos "senadores que não dispuserem de apartamento funcional". Já a lei 8.112 diz que o benefício será pago se "não existir imóvel funcional disponível". (Leia mais)

O blog Repiquete avisa:

Tá chovendo canivete em Macapá

Clique aqui para saber mais

Parabéns, confrade!

Hoje todos os foguetes, rufar de tambores e gengibirra deste blog são para esse baixinho de fala mansa, amante de esportes radicais, jipeiro, poeta dos bons, bom contador de piadas, jornalista, escritor e editor do jornal "a Gazeta", meu amigo Paulo Ronaldo Almeida, que aniversaria nesta quinta-feira, 28. É gente que mora no meu coração.
...

Vale a pena ler de novo o bate-papo rapidinho deste blog com Paulo Ronaldo em março, na seção Vida de Repórter.
...

Vamos lá:

O começo - Entrei no jornalismo em outubro de 1996, no Jornal Diário Marco Zero. O convite veio do José Marques Jardim. Já éramos amigos e tínhamos feitos uma exposição da I Mostra de Poesia Marginal, no Alexandre Vaz Tavares, o nome era uma referência ao movimento Poesia Marginal, surgido na década de 70.
Comecei como digitador. Mas um dia faltou um repórter e o Jardim pediu que eu fosse para a rua fazer polícia. Fui no Hospital de Emergência. Bom, o primeiro dia é sempre difícil. Transcrevi o texto do policial escrito no livro de ocorrência e passei o resto do dia batendo cabeça. Acho que ficou uma merda porque o Jardim reescreveu tudo. Mas, fui ficando, ficando e acabei sendo contratado.

Uma matéria inesquecível - Se tivesse que escolher uma matéria que fiz, escolheria uma que mostrou as mães sentadas em um banco de madeira e segurando seus filhos doentes no Hospital de Emergências, que na época se chamava Pronto Socorro, isso era 1998, época do governo Capi, quando o Diário do Amapá batia direto nele.
A matéria gerou repercussão e o promotor Pedro Leite mandou apurar a denúncia e constatou que além daquele problema, havia outros. O inquérito foi concluído seis meses depois da matéria ser publicada e ele abre com a reportagem feita por mim com as fotos do Samuel Silva, que ainda continua no Diário. No inquérito o promotor sugere ao governador que fosse construído um lugar exclusivo para atender crianças de 0 a 14 anos, surgindo meses depois o PAI (Pronto Atendimento Infantil). Me orgulho disso.

O maior mico que já pagou - Acho que o maior mico foi uma vez que o Douglas Lima (Diário do Amapá) me pautou para fazer uma matéria sobre o Vestibular. Tava começando a fazer matérias de cidades, antes só fazia polícia. Ai perguntei pra ele, quem eu deveria procurar. Ele respondeu: “Procura o Daves.”
E lá eu fui para a universidade procurar o tal de Daves e depois de algumas respostas negativas, já que ninguém conhecia essa pessoa, foi que o vigilante me chamou e disse: Daves é um departamento e não uma pessoa. Aí que fui ver que Daves era Departamento de Apoio ao Vestibulando.

Uma matéria interessante - Fui na lixeira pública há uns cinco anos, fazer aquelas velhas matérias de final de ano. E lá conheci um casal que tinha começado o namoro catando lixo. Fiz o texto contando a história dos dois e coloquei título o “Lucia e João: o amor que nasceu no lixo”. Foi legal.

O maior desafio - Ser editor de um jornal diário sem dúvida nenhuma é um grande desafio para qualquer profissional, mas o grande desafio meu foi quando o jornal entrou em crise financeira e muitas vezes tive que fechar a edição praticamente sozinho. Depois perdi o que eu considerava meus pilares dentro da redação: Lorena, Elder e Ângelo. Foi a partir deste ponto que eu tive realmente mostrar minha capacidade. Porque sem equipe tinha a missão de colocar o jornal todos os dias nas bancas e com qualidade. Algumas vezes conseguia outras não.

Taxa de Marinha em debate hoje na Câmara

Para discutir o tema “Taxa de Ocupação de Áreas de Marinha/ Propostas Para Enfretamento do Problema”, o vereador Clécio Luís (PSOL) promove uma audiência pública nesta quinta-feira, 28.
O debate - que começa às 9 horas na Câmara Municipal de Macapá (CMM) - contará com a participação dos moradores envolvidos no caso, autoridades e deputados estaduais e federais.
Segundo Clécio, o pagamento da taxa de marinha, é um problema que atinge duas mil famílias do município de Macapá.

Presidente Lula sancionou ontem a Lei Capiberibe

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem a Lei Federal que obriga publicar todas as contas públicas (receitas e despesas) na Internet. Já chamada de Lei Capiberibe, de autoria do ex-senador João Capiberibe, será agora publicada no Diário Oficial da União e passa a vigorar imediatamente. A solenidade, no Centro de Cultural do Banco do Brasil, que abriga o Gabinete Presidencial, teve a presença do autor da Lei, ex-senador Capiberibe, e de lideranças nacionais do PSB e do PSOL.
“As contas públicas ainda não são tão públicas. Com a lei, sancionada pelo presidente Lula, todas as contas públicas estarão ao olho do contribuinte. A novidade é que ela mantém tudo o que está previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal e obriga a publicação em tempo real na Internet. Agora, as contas serão realmente públicas”, disse Capiberibe.

Histórico – O Governo do Amapá foi o primeiro ente público que divulgou todas as contas na Internet, em tempo real, por decisão política do governador João Capiberibe, há oito anos (www.amapa.gov.br/gestao). Em 2003, no Senado Federal, Capiberibe apresentou a proposta que foi aprovada por unanimidade pelos Senadores, em 2004. Dia 05 de maio passado foi aprovado por 389 votos favoráveis e apenas uma abstenção pela Câmara dos Deputados.

Acesso livre – De acordo com a Lei Capiberibe, todas as informações sobre a movimentação financeira dos órgãos públicos deverão ser detalhadas para qualquer pessoa que tenha acesso à Internet. Será publicado todo o detalhamento da nota fiscal, o bem comprado ou o serviço prestado, o número do processo, quem recebeu e quanto foi o pagamento. Ainda será publicada toda a arrecadação dos governos.

Exemplo – A compra de macarrão para a merenda escolar por uma secretaria de educação. Na hora que a nota for emitida confirmando a intenção de comprar esse produto, no mesmo instante poderá ser vista na tela do computador, conectado a Internet, por qualquer cidadão.
Ele vai saber o número da nota de empenho, a quantidade de macarrão que a secretaria pretende comprar, qual a marca, o peso do pacote, quanto custa cada pacote, o valor total da compra e quem é a empresa que está vendendo para a secretaria.
Com esses dados na mão, o cidadão contribuinte pode comparar se o macarrão comprado pela secretaria está no preço de mercado, ou se está mais barato ou mais caro do que aquele que o consumidor compra na venda. Se estiver mais caro, com indício de superfaturamento, poderá fazer uma denúncia ao Ministério Público e a compra pode ser suspensa já que ainda não foi paga.

Prazos – A União, os estados, o Distrito Federal e os municípios com mais de cem mil habitantes têm um ano se adequar à Lei. As cidades com população entre 50 mil e 100 mil pessoas terão dois anos e os municípios com até 50 mil habitantes terão prazo de quatro anos a partir da publicação da Lei. Se não forem publicadas as contas dentro desses prazos, o município ou estado poderá ser impedido de receber transferências voluntárias.

(Sizan Luis Esberci, do gabinete da deputada Janete Capiberibe)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Bem que o Amapá poderia seguir o exemplo

Pará regulamenta festas juninas para coibir criminalidade
Da Agência Estado

A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Pará instituiu uma portaria para regulamentar o funcionamento das festas juninas do Estado deste ano, para proporcionar segurança aos festejos, evitar ocorrências policiais, coibir a poluição sonora e buscar a manutenção das tradições juninas do Pará. A polícia também fiscalizará a permanência de crianças e adolescentes nas festas juninas fora do horário determinado pelo Juizado da Infância e da Juventude.

Segundo informações do governo estadual, entre as principais regras estão a determinação do período de realização das festas, de 29 de maio a 30 de junho, e o horário de término do evento, que só poderá acontecer até as 2 horas da manhã. Aos domingos, a festa deverá terminar à meia-noite. O decreto determina também que as festas não poderão ser feitas em vias públicas como canteiros centrais, calçadas, vilas, alamedas, praças.

A portaria ainda proíbe o uso de balões infláveis, bombas de poder explosivo, queima de fogos de artifício próximo aos locais das festas, montagem de fogueiras nas redondezas de postos ou depósitos de combustíveis ou qualquer tipo de estabelecimento que armazene produtos inflamáveis.

Nota da MPBA

A Mineração Pedra Branca do Amapari (MPBA) afirma que ainda não teve acesso ao conteúdo da ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual, sobre a qual a empresa ficou sabendo pela própria imprensa do Amapá. Contudo, a empresa acredita que alguns esclarecimentos se fazem necessários e que algumas informações já podem – e devem - ser divulgadas para o esclarecimento de toda a população acerca da alegação de dano ambiental ao Igarapé William, no município de Pedra Branca do Amapari.

A MPBA entende que não causou qualquer dano ambiental, o que será demonstrado de forma clara no curso desta ação civil pública. No entanto vai analisar todo o processo desta ação para, depois disso, se posicionar. De todo modo, a MPBA desde já afirma que não se eximirá de nenhuma responsabilidade que, comprovadamente, lhe couber. A empresa reafirma que adota rigorosamente todas as ações de proteção ambiental impostas por lei e pelo seu licenciamento ambiental.

Durante toda a sua trajetória no Amapá, a Mineração Pedra Branca do Amapari sempre atuou de forma ética e transparente, honrando em todos os momentos com as responsabilidades e os compromissos assumidos com suas comunidades vizinhas e com o Estado.

Assim, a empresa se compromete mais uma vez em manter a sociedade informada sobre o andamento da questão, atuando para que a mesma seja resolvida da maneira mais ágil e mais justa para todos os envolvidos.

Do blog Poesia Aberta:

Silogismos Sofismáveis (ou o Paradigma da trilogia escatológica)
Joe Brazuca

Possibilidade 1ª -

Premissa maior: Os ratos andam pelo esgoto
Premissa menor: O Congresso tem esgoto
Conclusão: logo, os ratos andam pelo Congresso

Possibilidade 2ª -

Premissa maior: No Congresso tem ratos
Premissa menor: No esgoto tem ratos
Conclusão: logo, o Congresso é o esgoto

Possibilidade 3ª -

Premissa maior: Existem ratos no esgoto
Premissa menor: Existe esgoto no Congresso
Conclusão: logo, existe um Congresso de ratos do esgoto


Para conhecer mais o poeta e músico Joe Brazuca clique aqui e aqui

Tremei, pedófilos!

A CPI da Pedofilia vem ao Amapá para investigar denúncias de que crianças e adolescentes são vítimas de abuso sexual por parte de autoridades locais.
A vinda CPI é resultado de requerimento do senador Papaléo Paes (PSDB) aprovado ontem na Comissão.

Adauto x Moisés

Lembram do programa do PSC veiculado na televisão semana passada?
Ainda vai dar muito pano pras mangas
O secretário de estado da Educação, Adauto Bittencourt, ingressou com ação ontem na Justiça contra o deputado estadual Moisés Souza e seu partido, o PSC.
Bittencourt cobra do parlamentar e do partido indenização por danos morais e pede direito de resposta no horário do partido.

Alô, gulosos!

Não convidem mais o bom repórter Evandro Luiz (TV Amapá) para jantar uma baita tigela de açaí com charque.
Por recomendação médica ele tem que parar de fazer essas extravagâncias.

Roubaram teu Ford Fiesta? Então lê essa aqui

Um Ford Fiesta Sedan, ano 2005, com placas de Macapá MER 6218 foi apreendido ontem à tarde em Vitória da Conquista (BA) pela Polícia Rodoviária Federal.
De acordo com a PRF a documentação do veículo é falsa.
Dirigido por Ricardo dos Santos, o carro foi apreendido no Km 859 da BR-116, em Vitória da Conquista.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Será?

Segundo os linguarudos de plantão já está sendo rascunhado o pedido de prisão de um quarteto de terno e gravata.
Há um "minerar" de denúncias contra o tal quarteto.

Pra quem não sabe: "minerar" no nosso linguajar tucuju significa "graaaaaaaaande quantidade"

Não sossega

Deputado estadual Moisés Souza peregrinou ontem pelas redações distribuindo cópias de notas fiscais de pagamentos da Secretaria de Estado da Educação à empresa de vigilância Amapá Vip e ainda espalhou outdoor com essas notas nos pontos mais movimentados de Macapá.
O parlamentar - que até pouco tempo fez parte da base aliada do governo - diz que não sossega enquanto Adauto Bittencourt não for exonerado do cargo de secretário de estado da Educação.
Na briga pela contratação de empresas de vigilância, Moisés Souza defende a LMS, do empresário Luciano Marba.

Pode chorar! Você foi filmado

Quem já sentou, sorriu, riu, deu gargalhadas e ainda bebeu um whiskyzinho no sofá da sala de estar do empresário Luciano Marba agora entrou em desespero.
Dois DVDs colocados nas paradas de sucesso pelo deputado estadual Moisés Souza foram gravados lá: um com o ex-assessor jurídico da Seed e o outro com o presidente da Comissão de Licitação da mesma secretaria.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O bicho pegou na Prefeitura

Um bate-boca medonho entre o prefeito Roberto Góes e seu chefe de gabinete Paulo Melém, com direito a gritos e murros na mesa, assustou os funcionários da Prefeitura de Macapá hoje à tarde.
O clima está muito tenso por lá.
Roberto Góes mandou Melém para casa "para esfriar a cabeça."
Há quem diga que Melém amanhece exonerado. Mas há quem aposte que amanhã tudo estará esquecido, afinal os dois são amigos de longas datas.

Sabe de que político era esse castelo?

Para saber clique aqui

PF deflagra Operação Simbiose no Oiapoque

Visando coibir a prática de delitos ambientais, tais como a garimpagem ilegal e destruição de floresta nativa, além de outros crimes, a Polícia Federal, em cooperação com o Exército, Receita Federal, Ibama e Instituto Chico Mendes, está realizando a Operação Simbiose desde o dia 16 se estendendo até amanhã, 26. O lugar alvo da operação é o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, extremo norte do país, divisa com a Guiana Francesa e com área aproximada de 4 milhões de hectares.

A execução operacional da missão consiste em várias frentes. Em uma delas, com incursão ao longo do rio Oiapoque e patrulhamento fluvial ostensivo visando localizar possíveis focos de garimpo clandestino. Em outra frente, comunidades conhecidas como Ilha Bela e Vila Brasil, por se encontrarem no interior do Parque Nacional, estão sendo fiscalizadas. Ilha Bela, ocupada desordenadamente serve de apoio para a garimpagem clandestina, daí decorrendo outros delitos.

Policiais Federais também montaram barreiras para patrulhamento rodoviário na região de Calçoene, nas proximidades do Distrito de Lourenço, com intuito de fiscalizar o tráfego viário naquele trecho e combater o contrabando.

Cerca de 30 policiais federais e 250 militares do Exército participam da missão que tem como objetivo sufocar os inúmeros delitos na região, principalmente coibir e desestimular a ocupação clandestina da área.
Ilha Bela está localizada dentro do Parque de Tumucumaque, área de
preservação federal, e sua ocupação não é permitida. Lá foram apreendidos 1.200 litros de óleo diesel, armas, rádios-comunicadores e baterias. Na região de garimpo ilegal dentro do Parque do Tumucumaque, mais armas e materiais
utilizados em garimpagem de ouro foram apreendidos.
Durante a operação foram soltos animais silvestres que estavam em cativeiro. Na orla de Oiapoque-AP, motores de popa de origem estrangeira e dois Jet-ski foram apreendidos sem documentação legal.

(Comunicação Social SR/DPF/AP)

domingo, 24 de maio de 2009

Topblog

Marabaixo da Favela

Festejando a Santíssima Trindade, a Associação Zeca e Bibi Costa (Azebic) deu continuidade ontem ao Domingo do Mastro, que foi suspenso domingo passado em virtude da morte de um dos membros da família Costa, o Macaco Seco.
Os tambores começaram a rufar às 15horas e os foguetes anunciavam o início da festa - que só terminou à meia-noite. Para garantir a alegria e a energia foram servidos 300 litros de gengibirra, 70 caixas de cerveja e centenas de pratos de caldo de carne bovina. Para a criançada, muito refrigerante.
No antigo bairro da Favela, hoje Santa Rita, a Santíssima Trindade é festejada por duas associações: o Berço do Marabaixo (na avenida Duque de Caixas) e Azebic (na avenida Mendonça Furtado). A primeira ligada a família de Tia Gertrudes e a segunda ligada às famílias Costa e Congós.

O festeiro Aluízio Carvalho, cheio de orgulho, assegura que o Marabaixo da Azebic é o mais tradicional. E cita alguns pontos:
- não usamos microfone, usamos só o gogó
- aqui os homens dançam, diferente dos outros onde atualmente não se vê mais quase homens dançando, só batendo caixa
- temos os "brequeiros" que já não existem nos outros marabaixos
- mantemos os jogos da Carioca e da Galinha Choca.

Marabaixo do Laguinho

Na casa da Tia Biló toda noite, diante do oratório, tem a ladainha do Divino Espírito Santo. Parte dela é rezada em latim

Os mastros do Divino Espírito Santo erguidos na frente da casa de Tia Biló. Um coberto com murta e o outro pintado com as cores do santo. No topo dos dois a bandeira.

Artigo dominical

Novas tecnologias, novas relações
Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá

No domingo da Ascensão do Senhor celebramos, todos os anos, também o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Ainda hoje olhamos para o céu como os apóstolos, contudo não o fazemos mais porque estamos parados aguardando Aquele que um dia voltará. Ao contrário, sabemos que devemos voltar para a cidade, porém somos quase obrigados a imaginar os espaços celestes porque as novas tecnologias da comunicação abriram para a humanidade possibilidades antes impensáveis. Os “confins da terra” aos quais Jesus enviou os seus discípulos hoje são alcançados com extrema facilidade pelos meios de comunicação. Entendemos que quem controla esses meios tem um poder imenso, mas também é possível usá-los para o bem e a paz.
A mensagem do papa Bento XVI para este dia tem como tema: “Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”. De maneira especial o papa quer falar aos jovens porque, entre os católicos, são eles que navegam com mais familiaridade pelo cyber-espaço e por isso os exorta a aproveitar desses novos caminhos para comunicar a “boa nova” de Jesus aos amigos que encontram nas aventuras on-line.

O papa lembra que a necessidade de comunicar é própria da natureza humana. Todos sentimos o desejo profundo de encontrar amigos. O grande projeto de Deus é fazer da humanidade uma grande família, onde todos se respeitem, saibam dialogar e experimentem uma verdadeira amizade. Nesse sentido o papa nos alerta a cultivar essas virtudes. Em razão do respeito à dignidade e ao valor da pessoa, devem ser excluídas imagens e palavras degradantes para o ser humano. Elas alimentam o ódio e a intolerância, envilecem a beleza e a intimidade da sexualidade humana, exploram os débeis e os inermes.

O diálogo entre pessoas de diferentes países, culturas e religiões é atraente e positivo, porque permite conhecer valores e tradições alheias. A escuta, porém, deve ser atenciosa e respeitosa. O diálogo deve estar radicado numa busca sincera e recíproca da verdade para promover a compreensão e a tolerância. A busca da verdade, do bem e do belo deve conduzir à felicidade e à alegria. Caso contrário torna-se consumo indiscriminado de novidades, onde a experiência subjetiva sobrepõe-se à própria verdade.

Enfim a amizade. Essa é uma das melhores e maiores experiências enriquecedoras do ser humano. Os amigos devem sustentar-se e encorajar-se reciprocamente, desenvolvendo assim os seus dons e talentos para colocá-los a serviço da comunidade humana. Contudo uma amizade virtual entre internautas pode tornar-se obsessiva ao ponto de prejudicar a família, os vizinhos e as pessoas que encontramos todos os dias. Nesse caso isola a pessoa e interrompe as relações sociais reais.

As redes de comunicação podem facilitar formas de cooperação entre os povos, aumentando a consciência da solidariedade e da co-responsabilidade pelo bem de todos. Devem alcançar também os economicamente e socialmente marginalizados, oferecendo-lhes a possibilidade de uma verdadeira socialização humana.

As últimas palavras do papa, porém, são dirigidas aos jovens católicos, para que saibam aproveitar desses novos instrumentos tecnológicos para a evangelização do novo “continente digital”. Bento XVI exorta os jovens a assumir com entusiasmo o anúncio do Evangelho aos seus coetâneo, porque eles conhecem mais do que os adultos os medos e as esperanças, os entusiasmos e as desilusões dos seus colegas. Devem partilhar com entusiasmo a resposta que a fé pode dar às expectativas de cada coração humano. Os jovens devem ser arautos de “um mundo onde reine o amor, onde os dons sejam compartilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu significado na verdade e a identidade de cada um se realize numa respeitosa comunhão”.

Que bom que o papa fale aos jovens e os exorte a usar bem das novas tecnologias da comunicação. Eis uma nova missão da Igreja, e os jovens podem ser os desbravadores desse “novo mundo” digital.

Em tempo: a nossa Diocese também voltou a ter o seu site: www.diocesedemacapa.com.br

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ministério Público move ação contra MPBA e Anglo Ferrous

A Promotoria de Justiça da Comarca de Serra do Navio-AP, por meio do promotor Afonso Guimarães, ingressou com Ação Civil Pública contra as mineradoras MPBA-Mineração Pedra Branca do Amapari Ltda e Anglo Ferrous Amapá Mineração Ltda., além do Estado do Amapá e do IMAP-Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Estado do Amapá, em razão dos danos ambientais causados aos igarapés William, Taboca, Sentinela, Mário Cruz, Jornal e do córrego Braço, que se estendem pela área do Projeto Amapari de extração de ouro e ferro.
De acordo com Afonso Guimarães, “esses igarapés estão sendo impactados por um forte processo de assoreamento causado pelo carreamento de material sólido (terra), que tem elevado o nível de turbidez a, pelo menos, o dobro do permitido pelo Conama, impossibilitando o uso da água pelos ribeirinhos”.
Estão sendo processados também o Estado do Amapá e o IMAP, “porque têm sido omissos no dever de fiscalizar, eis que o problema vem acontecendo desde 2005, quando a MPBA iniciou suas atividades”.
Em que pese o IMAP ter multado as empresas em um milhão de reais, esse valor, para o promotor de Justiça, é insignificante, considerando a extensão dos danos ao meio ambiente e aos ribeirinhos, como também o vulto financeiro dos projetos.
Além da reparação dos danos ambientais, o Ministério Público busca na justiça, em favor das famílias de ribeirinhos, uma indenização pelos danos materiais e morais.
O Promotor requereu várias medidas liminares, dentre elas, a realização de auditoria ambiental e a paralisação das atividades de movimentação de terra numa faixa de 200 metros das margens dos igarapés, além da proibição da demissão de empregados enquanto as mineradoras se adaptarem à legislação ambiental.
(Assessoria de Comunicação do Ministério Público)

MS suspende transferência de recursos para 4 municípios do Amapá

O Ministério da Saúde suspendeu a transferência de incentivos financeiros para as atividades dos Programas Saúde da Família (PSF), Saúde Bucal e Agentes Comunitários nos municípios de Macapá, Santana, Pedra Branca do Amapari e Cutias por causa de irregularidades detectadas no cadastro de profissionais no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES). Entre as irregularidades está a duplicidade no cadastro de profissionais no SCNES
A Portaria foi publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira.

Cuidado!

Ele está chegando.
Vem passar o fim de semana.
Quando ele bota as botas nestas paragens coisas estranhas acontecem.

Dizem por aí...

que o governador Waldez Góes bateu o martelo:
Pedro Paulo será o candidato do Setentrião ao governo do Amapá ano que vem.

Uma amizade que vem de longe

Nosso amigo Zé Façanha – por quem temos um carinho muito especial – conviveu muito com meu pai Alcy Araújo. Dona Diva, mãe dele, adorava o meu pai e chamava-o de Nenê. Tinha tanta confiança nele que permitia que o filho ainda molecote saísse com os boêmios e poetas daquela época desde que meu pai estivesse junto. Zé Façanha era chamado de mascote da turma e tem muitas histórias pra contar sobre Alcy Araújo.

Ontem ele nos contou essa:
Tudo se explica. Porque gosto de vocês, filhos do Nenê. E olha que tenho pouco convívio com vocês. Mas por trás de tudo, está ele, o velho Alcy. Não sei se já falei sobre esse momento, mas tem uma passagem interessante. Eu era moleque (l6/17 anos) e saí da Turma do Buraco (em maiúsculas, né!), pelos favores do Dr. Olimpio - que era Diretor de Produção e fui ser o servente de seu gabinete.
Passado algum tempo, ele mandou-me trabalhar na gráfica do Palácio para aprender e depois encadernar os documentos da secretaria.
Lá o Nenê me descobriu e dissse: "Zé, o que tu estás fazendo aqui?” Expliquei-lhe a situação, com o que completou, "não nascestes para ser gráfico, isso é coisa para o Cassiporé.” E levou-me para o Palácio.

Lá disse para a Mamãe: “Diva, se tu não cuidas do teu filho eu vou fazê-lo.” Foi uma gargalhada geral.
Daí foi o início de um aprendizado, do lado bom e, como diria, do lado esperto da vida.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ele tá na área

Meu amigo Rostan Martins - que cursa doutorado em São Paulo - está em Macapá desde ontem. Veio para passar o aniversário da amada esposa Vitória Smith.
Professora de educação física, enfermeira e atleta, minha queridíssima amiga Vitória aniversaria hoje e recebe os paparicos de uma multidão de amigos.

Lembras

da Rádio Equatorial?
Foi a primeira emissora particular de rádio do Amapá (não tem nada a ver com a atual Rádio Equatorial, pertencente o sistema Z Publicidade). Ficava ali por perto de onde é hoje a Praça Nossa Senhora de Fátima.
Teve vida efêmera. Foi fechada pelo regime militar.
Ah, a primeira nota social veiculada na Rádio Equatorial foi o nascimento da minha irmã Alcilene Cavalcante.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Tolice

Li no blog Notícias Daqui que “a Assembléia Legislativa decidiu interpelar judicialmente os meios de comunicação que estão falando que há deputados recebendo propinas de mineradoras.”

E eu pergunto: Será que o jornal O Globo vai ser interpelado também?

Du-vi-de-o-dó
Ora, ora, senhores deputados, é tolice e perda de tempo interperlar os meios de comunicação. É tão inútil quanto querer tirar a lua do fundo do mar.
A denúncia dando conta de que teria sido feito um acordo pelo qual as mineradoras teriam que pagar royalties a deputados foi feita por Paulo Chedid Lisboa, diretor da Ecometals. E ele disse isso em depoimento ao Ministério Público Estadual. Tá tudo registrado, gravado, escrito, assinado... e o Ministério Público está investigando.

Mal acompanhado

Tenho grande admiração e respeito pelo deputado federal Antônio Feijão – que considero um dos parlamentares mais bem preparados e inteligentes deste Amapá.
Mas essa de Feijão ir tomar café da manhã com Collor de Mello e ainda querer trazê-lo para visitar o Amapá é coisa de quem quer andar mal acompanhado. Né não?


E vai que o Collor – que veio aqui em 1990 inaugurar o estádio Zerão – resolve transferir seu domicílio eleitoral pra cá ...
Cruz credo!

Pedofilia

A notícia de que a CPI da Pedofilia virá ao Amapá tirou o sossego de alguns engravatados.
Um deles depois de engravidar uma garota de 12 anos correu para consultórios de psicólogos. Já a garota, de família muito humilde, tornou-se freqüentadora das intermináveis filas de postos de saúde para fazer o pré-natal.

Babado forte

Fiquei sabendo ontem à noite que tentaram chantagear o secretário de estado da Educação, Adauto Bittencourt, e quebraram a cara.
Bittencourt deu um murro na mesa e botou os patifes pra correr.
Toma-te!

Senadores na blogosfera

Os políticos amapaenses começaram a descobrir a importância da blogosfera. Alguns já criaram blogs, outros determinam que suas assessorias o façam.
Dos três senadores do Amapá, dois já aderiram: Gilvam e Sarney. (Sim. O Sarney - aquele mesmo que na campanha de 2006 dizia que os blogueiros eram criminosos).
Alimentado pelo gabinete de Sarney o blog Amapá no Congresso traz as notícias da bancada federal do Amapá, enquanto o de Gilvam Borges funciona como uma prestação de contas do seu mandato.
Resta saber se o presidente do Processamento de Dados do Governo do Amapá, Fernando Hora – que dizem que até hoje pensa que blog é diário de adolescente – bloqueou o acesso aos blogs dos dois senadores.

Já era tempo

A Prefeitura de Macapá começou a substituir ontem à noite os semáforos do tempo do ronca por equipamentos mais modernos, adquiridos pela Empresa Municipal de Transportes Urbanos (EMTU), ao custo de R$ 258 mil.
O primeiro foi instalado no cruzamento da Avenida FAB com a Rua Leopoldo Machado e o prefeito Roberto Góes foi lá conferir.
Os outros são na FAB com Leopoldo Machado, FAB com General Rondon, Padre Júlio com Cândido Mendes, Padre Júlio com São José e Leopoldo com Feliciano Coelho.


Sucupira é aqui - A Prefeitura fez uma grande festa, chamou o povo, deputados, vereadores e outras autoridades para a "inauguração" do semáforo ontem à noite.
Daqui a pouco vão estar fazendo festa até para tapar buraco. Né não?

Bala pede urgência para definição do 24° deputado

Que desde a posse do ex-deputado Roberto Góes (PDT) no cargo de prefeito de Macapá a Assembléia Legislativa funciona só com 23 deputados, isso todo mundo tá careca de saber.
Mas a falta do 24° já está incomodando e preocupando muita gente.
Ontem o deputado federal Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) fez discurso na Câmara ressaltando que as decisões da Assembléia Legislativa podem ser, no futuro, questionadas, “pois há uma clara mutilação da representatividade do povo do Amapá.”
Bala disse que reconhece que a Justiça do Amapá é uma das mais céleres do Brasil, respeitada e de alta credibilidade. “No entanto, neste assunto está na contramão da sua própria história.”

Tim-tim!

Para minha amada sobrinha fisioterapeuta Allane (na foto com os pais Alcione e Vilma)


e para o ex-jogador Bira

que aniversariam hoje. Parabéns! Feliz aniversário!

Do jornal Diário do Amapá:

Mãe que teve filhos arrancados do colo começa a receber atenção do poder públicoSentada na porta do barraco, sozinha, cabisbaixa, Maria Sanderes chora a perda momentânea da prole

Maria Sanderes, 30, que teve os seis filhos levados pelo Conselho Tutelar na manhã de segunda-feira, 18, por estar vivendo em condições subumanas em um barraco no bairro Marabaixo II recebeu ontem a visita de técnicos da Secretaria de Inclusão e Mobilização Social (SIMS).
O drama pelo qual passa a família comoveu a sociedade. Segundo Maria, os técnicos disseram a ela que já estavam pro-videnciando uma casa para que ela mudasse com urgência. Um emprego também estaria sendo buscado pela equipe.
Com uma casa e um emprego, a mulher poderá reaver os filhos. Agora ela quer resolver o problema do marido que está preso.
Deocelino Alves, 21, o marido, já cumpriu um sexto da pena e só não está em liberdade porque não possui documentos. Burocracia mantém preso o homem que colocava os alimentos na mesa da família todos os dias. (Leia mais)

Plano Plurianual da Prefeitura

Prefeitura de Macapá faz audiência pública para elaborar o plano plurianual
Volney Oliveira

O Plano Plurianual - PPA - é o instrumento de planejamento de médio e longo prazo que estabelece as diretrizes, objetivos e metas da administração pública municipal. Trata-se de um plano de investimentos que abrange um período de quatro anos - 2010/2113 -, desdobrando-se, baseado nas suas diretrizes e metas, em orçamentos anuais, através das Leis de Diretrizes Orçamentárias.
O processo de elaboração do PPA é coordenado pela Secretaria Municipal de Planejamento - Sempla -, em cooperação com as demais secretarias e coordenadorias municipais. Segundo o secretário municipal de Planejamento, Joselito Santos Abrantes, os princípios básicos que vão nortear o PPA são: Identificação clara dos objetivos e prioridades da administração, Integração do planejamento e do orçamento, Garantia da transparência e a Organização das ações de governo em programas.
Para democratizar o processo, garantindo a participação popular na elaboração do PPA, serão realizadas quatro audiências públicas na Câmara de Vereadores com alguns segmentos da sociedade civil organizada. A primeira vai acontecer hoje, dia 20, a partir das 9 horas, com o segmento da juventude. A segunda audiência está marcada para o dia 3 de junho com os segmentos desporto, cultura, esporte e lazer. A terceira será realizada no dia 10 de junho com os segmentos empresariais e a quarta e última audiência pública está agendada para o dia 24 de junho com os segmentos movimentos populares e associações de moradores.
A idéia é coletar as demandas prioritárias dos segmentos da sociedade para o PPA. A diretora do Departamento de Planejamento da Sempla, Nair Cristina Martel, disse que a Câmara Municipal foi escolhida como local das audiências para que, na hipótese de alguma demanda dos segmentos ficar de fora do PPA, os próprios vereadores poderão apresentá-la como emenda. "A proposta é contemplar todos os segmentos da sociedade, alguns por meio das audiências públicas, outros com reuniões setoriais e grupos de trabalho", observou.
Para o coordenador municipal da Juventude, Anízio Galo Freitas, a audiência pública contemplando o segmento o qual representa mostra o compromisso da atual administração com a juventude que há muito tempo vem sofrendo discriminação por falta de oportunidades e investimentos do poder público. "É uma iniciativa para concretizar demandas da juventude em políticas públicas", acredita.A Prefeitura de Macapá tem prazo até 30 de setembro para apresentar e submeter o Plano Plurianual à apreciação da Câmara Municipal. Os vereadores têm até a última sessão ordinária do ano para votá-lo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Lembras

do Cine Teatro Territorial?
Ficava no mesmo terreno da escola Barão do Rio Branco. Foi aí que aconteceu o primeiro Festival Amapaense da Canção (a música vencedora foi Canção Anti-Muro, de Alcy Araújo e Nonato Leal, interpretada por Célia Mont'Alverne).
No palco deste teatro se apresentaram grandes orquestras, famosos cantores e excelentes peças teatrais.
Era usado também para os programas de auditório da Rádio Difusora de Macapá. Também era um espaço muito bem aproveitado pelas escolas para realização de programações culturais.
Quando criança integrei o grupo de teatro infantil da professora Aracy Mont'Alverne e tive o privilégio de me apresentar neste palco.
No palco do Cine Teatro Territorial brilharam cantores e músicos como Nonato Leal, Humberto Moreira, Aymorezinho, Sebastião Mont'Alverne, entre outros.
Não sei se este prédio ainda existe. Qualquer hora dessas vou dar uma passadinha por lá pra saber o que restou dele.
Ah, muitos namoros começaram aí na frente e outros também terminaram aí.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Os royalties dos deputados no jornal O Globo

A notícia, veiculada em primeira mão aqui neste blog, de que deputados estaduais estariam cobrando royalties por cada carregamento de minério que sai do Amapá, foi parar na mídia nacional.

Leia o que diz a coluna Panorama Político, do jornal "O Globo":

A Polícia Federal e o Ministério Público investigam um esquema de pagamento de propina de mineradoras para deputados estaduais do Amapá, estado rico em manganês e ferro. A denúncia foi feita pelo diretor da Ecometals Mineradora, Paulo Chedid Lisboa. Disse ele ao MP: "Para cada carga de minério é feito pagamento para deputados na Assembleia Legislativa. São dez dólares por tonelada. Tá no contrato, mas não dessa forma".

Marcelo Tas apóia Sarney

Não é mentira, não.
O super muito bem conceituado jornalista Marcelo Tas, do CQC, decidiu apoiar o senador José Sarney (PMDB-AP).
Ele mesmo dá a notícia em seu badalado blog.
Confira aqui

Lembras

do jornal Folha do Povo?
......
Fundado em 1963 por Elfredo Távora e Amaury Farias, entre outros jornalistas, a Folha do Povo era um jornal semanal de oposição ao governo. Por causa disso seus jornalistas foram presos várias vezes.

O jornal funcionava na avenida Mário Cruz. A foto registra uma das interdições do jornal, após o golpe de 1964. Um policial na porta principal impede a entrada e saída de qualquer pessoa.

Neste dia quando Amaury Farias chegou ao jornal já estava lá à sua espera o delegado José Alves e um escrivão de polícia para prendê-lo.

Disse-lhe o delegado: "Amaury, na ausência do Elfredo (Elfredo Távora, editor-chefe do jornal, estava em Belém) tu és o responsável pelo jornal como redator-chefe, e aqui estamos por ordem do governador para te prender e fazer intervenção no jornal porque aqui funciona uma célula comunista."

E lá foi o Amaury Farias preso mais uma vez. Ele e José Araguarino Mont'Alverne - que era um excelente repórter.

Chuva e chicória

Quando chove, como agora, a minha pequena plantação de chicória exala um perfume que toma conta de todo o quintal e invade a casa.
E esse cheiro de chicória dá uma vontade danada de correr para a cozinha e fazer uma caldeirada de peixe. É... não existe tempero melhor para uma peixada do que algumas folhinhas de chicória.
Já experimentou fazer um peixe cozido só na chicória e na alfavaca? Experimenta. É pra comer de joelhos.
Outra coisa: dizem que a chicória é um santo remédio para o fígado.

Bom dia!

sábado, 16 de maio de 2009

Um pouco sobre a religião Messiânica

A Igreja Messiânica Mundial foi instituída no Japão em 1935 por Mokiti Okada, cujo nome religioso é Meishu-Sama, o Senhor da Luz. Tem no espiritualismo e no altruísmo as bases essenciais para a concretização do mundo ideal, isento de doença, pobreza e conflito

Ela foi introduzida no Brasil em 1955, e hoje reúne atualmente cerca de 3 milhões de pessoas, entre adeptos e simpatizantes.

Meishu-Sama realizou estudos sobre diversas áreas do conhecimento humano, como política, medicina, educação, filosofia, economia, entre outras, mas, sobretudo, dedicou-se ao estudo da religião, das artes e da agricultura, apresentando propostas viáveis para um desenvolvimento social integrado.

Incentivou a prática do altruísmo e a apreciação do Belo, como formas para a elevação da sensibilidade e a aplicação de um método agrícola sustentável, que preserva o meio ambiente e promove a saúde de produtores e consumidores, oferecendo alimentos puros e saborosos.

Toda sua filosofia foi estabelecida com base nas Leis da Natureza, alicerçada nos princípios da Verdade, Bem e Belo.
(Texto extraído do sítio da Igreja Messiânica)

Hoje tem culto e arte na Messiânica

Hoje é dia de culto mensal de agradecimento na Igreja Messiânica. É um dos dias mais esperados do mês pelos messiânicos que fazem um agradecimento especial pelas graças alcançadas no decorrer do mês e pedem a proteção de Deus e Meishu-Sama para o mês seguinte.
O culto começa às 18 horas, mas desde cedo a movimentação é intensa. Como a Messiânica dá um grande valor à arte e à cultura, neste dia é feita também uma programação cultural. Da programação constam varal de poesia, exposição de obras de arte, declamação de poesias, além de música com pequenos shows de voz e violão. A programação cultural inicia às 16h30. Às 18h é suspensa para que todos tenham oportunidade de participar do culto e logo após o culto recomeça e rola até às 20h30.


Colunas da salvação
A Messiânica trabalha com três colunas da salvação: o Johrei, a agricultura natural e o Belo (arte). Das três, o Johrei é a coluna mais importante.
Transcrevo aqui um texto do sítio da Igreja Messiânica que explica direitinho o que é este método que cria felicidade.
Vamos lá:

O que é o Johrei?
Johrei é palavra criada por Meishu-Sama com a junção de dois ideogramas da língua japonesa que significam JOH – “purificar” e REI – “espírito”. Assim ele denominou o método de canalizar com as mãos, a intangível, infinita e poderosa energia que, pela sua origem e benefícios, é considerada Luz Divina.
O Johrei purifica as impurezas do homem e possibilita que ele se eleve espiritualmente para camadas onde a Luz é intensa. A Luz é a fonte da saúde, da sabedoria e da felicidade.

Como ele atua?
As invisíveis, mas poderosas ondas de luz que irradiam durante o Johrei, eliminam as impurezas impregnadas no ser humano, revitalizando sua força natural de recuperação, também chamada força curativa natural.

Por que o Johrei é diferente?
Todas as práticas energéticas que objetivam restaurar a força curativa natural do ser humano, usam energia que emanam do próprio praticante, o que restringe a sua ação devido ao limite da condição humana. Porém, como o Johrei não utiliza a força humana, e sim a energia vital do universo, potencializada por Meishu-Sama, pode ser praticado indefinidamente e, o que é melhor, quanto mais se pratica, mais energia se recebe.

Como o Johrei é ministrado?
Uma sessão de Johrei dura, geralmente,quinze minutos (mas pode ser muito menos. Há Johrei de três minutos). Dependendo da necessidade, o tempo de duração pode ser prolongado. A pessoa que direciona a energia, é chamada de ministrante, e a distância entre este e a pessoa que recebe é de trinta centímetros a um metro.

Quem pode ministrar Johrei?
Todos que tenham experimentado o Johrei até sentir seu resultado e após a conclusão de um curso para receber o Sagrado Ponto Focal–Ohikari, poderão ministrar Johrei para qualquer pessoa, a qualquer hora em qualquer lugar.

Alguns benefícios do Johrei:
Desperta o homem para a existência do Criador;
Fortalece-o para que ele possa ultrapassar os
desafios da vida;
Torna-o saudável física e espiritualmente;
Torna-o mais sereno e pacífico;
Eleva a sua inteligência e a sua personalidade;
Expande a sua aura, protegendo-o dos infortúnios;
Possibilita-lhe perceber melhor a abundância e as
oportunidades,propiciando a sua prosperidade;


Em Macapá a sede da Igreja Messiânica está localizada na Avenida Almirante Barroso entre as ruas Hamilton Silva e Manoel Eudóxio. Abre de segunda a sábado das 7h30 às 21h.

Ótima notícia

Meu amigo Carlos Lobato recuperou-se rapidinho da cirurgia que submeteu-se em São Paulo para retirada de um tumor. E melhor ainda: os últimos exames mostraram que ele está completamente curado. "Aqui no hospital Sírio-Libanês, a equipe médica e os exames me deram um carimbo de curado", conta Lobato, que curte a boa notícia ao lado da mulher, dos filhos e da irmã ainda em Sampa. Dentro de poucos dias ele retorna a Macapá de volta ao batente na Rádio Cidade.
E a gente que orou pelo restabelecimento da saúde dele temos que agradecer a Deus a todo instante.

Boa notícia

Santana - o segundo maior município do Amapá - recupera a paz e mostra que quando o poder público quer a violência diminui.
Ontem completou três meses que nenhum assassinato é registrado naquele município e há mais de quatro meses ninguém perde a vida no trânsito.
Que continue assim.

Gripe suína

Uma criança de nove anos foi internada ontem à tarde no Hospital Alberto Lima em Macapá apresentando sintomas da gripe suína. A criança chegou recentemente dos Estados Unidos. Um parente adulto da criança também apresenta sintomas, mas está sendo monitorado em casa.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Ainda o DVD da Corrupção

Os linguarudos começaram a espalhar ontem que o DVD completo da Corrupção - aquele cujas estrelas são o ex-assessor jurídico da Secretaria de Educação e um empresário do ramo de vigilância - tem 54 minutos e 52 segundos e não apenas 42 minutos como a cópia que foi distribuída e caiu na rede.
Na edição, afirmam os linguarudos, foi cortado o trecho onde as estrelas falam sobre o envolvimento de um deputado estadual na maracutaia. Os mais linguarudos dizem que o verdadeiro dono da tal empresa de vigilância é um parlamentar.

Depoimentos - Está marcado para hoje no Ministério Público Estadual o depoimento do ex-assessor jurídico da Seed, Jean Brazão, do empresário Luciano Marba e outras pessoas envolvidas. Muita coisa pode vir à tona com estes depoimentos.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Do blog do jornalista Chico Bruno:

TSE usa dois pesos, duas medidas e absolve governador

Os companheiros de Senadinho chegaram à conclusão que nunca antes nesse país aconteceram tantos escândalos no Congresso Nacional como nos cinco primeiros meses desse ano. A conclusão foi à unanimidade. Não houve a mínima discordância.

A imprensa, incluídos blogs e sites, não está dando conta de tantos escândalos. Talvez, por isso ela está perdendo a percepção de análise de alguns fatos que acabam passando despercebidos.

Enquanto a mídia, foca sua artilharia na farra de passagens, servidores fantasmas, artifícios de estatal, terceiro mandato, sucessão de 2010 e outros temas, acontecem coincidências relevantes no dia a dia da Justiça Eleitoral.

“Após cassar dois governadores neste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recuou, na noite de ontem, ao julgar ação movida pelo Ministério Público contra o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), e o absolveu”, informa o lead do jornal Valor.

Para alegria do governador Waldez, a mídia não percebeu que aconteceu algo muito estranho no julgamento, como, por exemplo, a rapidez com que todos os ministros concordaram com o voto do relator, a insistência do presidente da Corte, Carlos Ayres de Britto, em trocar o estado de origem da causa pelo Acre e todos engolirem a tese da defesa de que o expediente da Polícia Militar do Amapá se encerra às 13:00.

Esses fatos estranhos já mereceriam um tratamento de desconfiança com a absolvição do governador por parte da mídia. Mais, ainda, se buscarmos os antecedentes da sentença.

O TSE cassou dois governadores por que teriam angariado votos utilizando a máquina pública. Segundo o Ministério Público Eleitoral o mesmo ocorreu com Waldez Góes.

Para o procurador-geral eleitoral, Antonio Francisco de Souza, o governador Waldez Góes praticou abuso de poder político e incorreu em conduta vedada a agente público ao tentar, por meio do Comando da Polícia Militar, angariar votos a favor de sua reeleição entre os militares da corporação e ao Corpo de Bombeiros. Diante disso, segundo o Ministério Público, o governador deveria ser cassado e ser marcada nova eleição para o cargo no estado.

O parecer do MPE é coerente com os fornecidos nos processos de cassação de mandato de governador, de Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Jackson Lago (PDT-MA), que foram acatados pelos relatores do TSE.

No processo de Waldez, o relator Fernando Gonçalves divergiu do MPE ao afirmar em seu voto que o encontro com cem pessoas com a participação do governador no Clube de Oficiais da Polícia Militar em julho de 2006 foi regular, pois ocorreu em local privado, pertencente a uma associação. Além disso, o ministro destacou que as mensagens de apoio à candidatura de Waldez Góes foram transmitidas de um celular privado, pertencente à esposa de um dos oficiais que participaram da reunião.

É risível a justificativa de voto do relator em relação à distribuição de combustível pelo Comando Geral da Polícia Militar para veículos de Conselhos Comunitários de Segurança, na qual ele afirma que foi regular, já que estava prevista em convênio firmado pelas entidades privadas com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá.

Mais hilário é o argumento a acusação de que houve uso de órgão público. Para o relator, o material de campanha encontrado na gaveta de um móvel na Vice-Governadoria não foi distribuído. Para Fernando Gonçalves não foi provado que o governador do Amapá nem o vice-governador sabiam da existência do material de propaganda achado na gaveta.

Na verdade, o relator do TSE não se deu ao trabalho de ler os autos do processo. Preferiu reproduzir o voto do relator do processo no TRE/Amapá, desembargador Carmo Antônio.

Com as mesmas acusações e provas Cássio Cunha Lima e Jackson Lago foram cassados, enquanto Waldez foi absolvido.

Vale lembrar, que o ministro Fernando Gonçalves de forma monocrática no mês passado mandou arquivar um processo de cassação contra Waldez e o senador José Sarney por falta de pagamento das cópias do processo pelos recorrentes, em uma decisão no mínimo esdrúxula.

Por isso, tudo vale uma análise crítica da mídia, pois os indícios de armação estão claros e cristalinos, principalmente envolvendo a figura do senador José Sarney, que está todo prosa, pois não perde uma nos tribunais superiores.

Não é muita coincidência, o TSE cassar o mandato do adversário de sua filha e lhe dar posse como governadora do Maranhão e absolver de forma sumária e unânime o governador Waldez Góes seu afilhado político no Amapá.

Publicado ou Escrito por Chico Bruno

Tá no jornal "a Gazeta"

Ministério Público diz que Icomi não saiu do AP e denuncia mineradoras
Paulo Silva

Os promotores de Justiça Haroldo Franco e Ivana Cei, da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da Comarca de Macapá ingressaram com Ação Civil Pública (ACP) na Justiça do Estado pedindo a condenação de Jorge Augusto Carvalho de Oliveira e das empresas Tocantins Mineração, Alto Tocantins Mineração e Ecometals Manganês do Amapá.
De acordo com os promotores, a Indústria e Comércio de Minérios S/A (Icomi), que por quase 50 anos explorou minério de manganês no Amapá, não saiu do Estado, mas apenas alterou a denominação social em setembro de 2004. Dentre outras coisas, as mineradoras são acusadas de provocar danos ao meio ambiente.
Haroldo Franco e Ivana Cei afirmam que a alteração na denominação social da Icomi ocorreu depois da renúncia de José Luiz Ortiz Vergolino (superintendente) e Celso Vidal Gomes (diretor), para Tocantins Mineração, e, em seguida, depois da ratificação dos atos de gestão e compra e venda das ações da Santana Participações e Empreendimentos Ltda, realizaram a compra e venda das ações da Icomi para a Alto Tocantins Mineração pelo valor de R$ 1,00 e uma quantia adicional equivalente a U$ 1,00 (um dólar norte-americano) por tonelada de minério que viesse a ser vendida ou utilizada. “A Icomi não saiu do Amapá, como muitos pensam. Apenas foi vendida por R$ 1,00 e alterou o nome para Tocantins Mineração”, sustentam.
Os promotores ressaltam que a Icomi realizava um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad), iniciado em 10 de abril de 1989, elaborado pela Ampla Engenharia Assessoria Meio Ambiente e Planejamento, e, a partir de janeiro de 1997, foi contratada a firma REVECOM Comércio e Serviços Ambientais. Depois que assumiu a titularidade dos direitos minerários da Icomi, Jorge Augusto Carvalho de Oliveira dispensou os serviços da Revecom e não concluiu o Prad, deixando um passivo ambiental no município de Serra do Navio.
A Icomi não fez planejamento sobre a disposição final dos rejeitos da produção do manganês, e disso resultou uma grande cava no quilômetro 34 da BR 156, em Macapá, as proximidades da Estrada de Ferro e da APA do Curiaú, degradando o meio ambiente. Só depois do vazamento da barragem criada artificialmente mediante escavação alcançando o nível freático, em Santana, onde eram depositados os rejeitos do processo de pelotização, contaminando as águas do subsolo em suas imediações, inclusive igarapés (Elesbão), é que houve preocupação com o depósito de rejeitos.
Também foi abordada a questão do teor de arsênio desprendido dos finos do minério de manganês, caso que até hoje suscita controvérsias na sociedade, não se tendo garantias de que o processo de contaminação se mantenha afetando o ambiente físico, biótico e social, ou tenha cessado. Haroldo e Ivana lembram de denúncias que não foram objeto de qualquer investigação ou apuração, como o alerta feito pela Pastoral da Criança da existência de casos de acefalia ou microcefalia em crianças nascidas nas proximidades da mina de Serra do Navio, conforme relatório do Observatório Social.
Em setembro do ano passado, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM outorgou em favor da Alto Tocantins Mineração, sabidamente de propriedade de Jorge Augusto Carvalho de Oliveira, alvará de pesquisa para minério de ferro pelo prazo de três anos, no mesmo município de Serra do Navio, numa área de 3.804,42 hectares. Quanto a Ecometals Manganês do Amapá, esclarecem os promotores se tratar de uma nova companhia surgida de um acordo entre a Alto Tocantins e a Ecometals Limited, esta representada por Paulo Fernando Chedid Lisboa e incluída no pólo passivo em razão de que, ocorrendo a comercialização do minério de manganês ainda estocado nas pilhas de Santana e de Serra do Navio, será beneficiada.
Em relação ao Estado do Amapá, os promotores de justiça imputam omissão e descaso com relação a apuração do passivo ambiental deixado pela Icomi desde que a empresa passou para o controle de Jorge Augusto Carvalho de Oliveira, ou seja, a partir do ano de 2004. Justificam, ainda, que a ação seja distribuída para uma das Varas Cíveis da Capital, considerando que do mesmo fato decorreram danos em pelo menos três municípios, ou seja, Serra do Navio, Santana e Macapá, sendo que Serra do Navio e Santana estão localizadas na bacia hidrográfica do Araguari, caracterizando dano de âmbito regional e não apenas local. Com 40 páginas, a Ação Civil Pública foi distribuída para a juíza Alaíde de Paula.

Contratos suspeitos e acordos estranhos na Justiça Trabalhista
Na ação civil pública contra Jorge Augusto Carvalho e as mineradoras Alto Tocantins Mineração, Tocantins Mineração e Ecometals Amapá Mineração, os promotores de Justiça Haroldo Franco e Ivana Cei chamam a atenção para o que consideram “acordos estranhos na Justiça Trabalhista”, e citam o caso de Geraldo Magela Guerra.
Em outubro de 2007, a Tocantins Mineração, representada por Jorge Augusto Carvalho de Oliveira, fechou contrato de compra e venda de 360 mil toneladas de minério de manganês com a empresa LL Phoenix Ltda, representada por Geraldo Magela e Gisele Gonçalves da Silva Guerra. O minério contratado seria para exportação. Estranhamente, um ano depois, em 10 de novembro de 2008, Geraldo Magela, que se apresenta como administrador, ajuizou reclamação trabalhista contra a Tocantins Mineração, de Jorge Augusto, de quem teria sido empregado entre setembro de 2006 e novembro de 2008.
Além das cobranças normais de um trabalhador, Geraldo Magela pediu indenização correspondente a 360 mil toneladas de minério de manganês à base seca, com teor de 35%, a ser retirado no município de Serra do Navio. Houve conciliação na 3ª Vara da Justiça do Trabalho, e justamente na quantidade de 360 mil toneladas de minério de manganês depositado nas pilhas de Serra do Navio. A audiência, inicialmente designada para fevereiro deste ano, foi antecipada para dezembro de 2008.
Antes do contrato com a LL Phoenix de Geraldo Magela, seu empregado na Tocantins Mineração, e antes da conciliação na Justiça do Trabalho, Jorge Augusto Oliveira, em nome da Alto Tocantins Mineração, celebrou contrato com a Ecometals Limited (Ecometals Mineração do Brasil Ltda), companhia constituída sob as lei da República do Panamá, representada por Paulo Lisboa, que se apresenta como geólogo, envolvendo 3.948.000 toneladas de minérios de manganês existentes na mina de Serra do Navio e 65 mil toneladas de minério de manganês armazenadas no porto da Icomi, em Santana.
O acordo entre Jorge Augusto e a Ecometals Mineração do Brasil se transformou na sociedade empresarial limitada Ecometals Manganês do Amapá Ltda. Uma das cláusulas da nova “sociedade” estabelece que a Ecometals Manganês teria 34% do capital social, ficando os outros 66% com a Alto Tocantins. Em janeiro deste ano, durante reunião no Ministério Público Estadual, Paulo Lisboa, gerente da Ecometals, comunicou que a Alto Tocantins estaria tentando burlar os acordos que tem com sua empresa, alegando que o minério de Santana foi obtido por uma empresa no exterior, sendo vendido o minério para a LL Phoenix. Paulo e Jorge brigam em processo que tramita na Justiça Federal. Mesmo com tanta nebulosidade nas transações empresariais promovidas por Jorge Carvalho, o Ministério Público observa que ele conseguiu, em setembro do ano passado, outorga do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) de alvará de pesquisa para minério de ferro pelo prazo de três anos, e no mesmo município de Serra do Navio, numa área de 3.804,42 hectares.

Artigo

Uma temporada no inferno

Carlos Lobato

Neste instante em que inicio este texto, cai sobre a Paulicéia um frio de doer os ossos de todo nortista acostumado ao sol e ao calor.
Tudo estava sereno, de repente, o arco-íris do dia a dia se transformou em nuvens cinzentas e ameaçadoras. Eu, sozinho, no escritório, resolvi saciar minha curiosidade médica e, não hesitei: me deitei na “rede” e busquei os resultados dos exames aos quais havia me submetido. Confuso com a terminologia da linguagem técnica e, já meio sem controle, liguei para o médico para que traduzisse aquilo que lia, mas não compreendia. A tradução me trouxe uma enxurrada de certezas e desafios. A certeza principal era a mudança que meu estado clínico de saúde, afinal, eu acabara de entrar no grupo dos pacientes portadores de CA, um mal que assusta até diácono de Igreja Católica. O pior, o falo era o órgão que seria afetado, pois a próstata era a vil residência do maligno companheiro.
Confesso que meu mundo se fragmentou tal qual o então sólido muro de Berlim, segregacionista e impávido diante das dores daquele povo que foi dividido pela intolerância dos homens. Dali pra frente, me vi dividido, não como querem alguns psicanalistas – mente/corpo -, mas em mim, comigo/ self, e, mim / ti atores do meu universo – mulher, filhos, pais, amigos... - o que fazer? Parafraseando o velho Ilitch Ulianov , o Lênin.
Decidi que faria da desgraça um passo de valsa e que cantaria/ contaria a todos que me inspirassem confiança. Chamei os “eleitos” para o salão e, juntos, dançamos o “cisne negro”. Assim foi.
Dentro de mim, homem de natureza polêmica roça o Lobato ateu, agnóstico, messiânico, espírita, católico, traficante de idéias, e, como diria Rimbaud “blasfemador incorrigível” que muitas vezes se confunde com o apaixonado no campo das idéias ou visionário, mas que alimenta uma alcatéia de críticos que se atiça para decifrar e divergir de meus postulados. É a vida!
Não tenho vocação para cordeiro, habito um mundo onde matilhas sempre estão e estarão à espera da presa que se apressa em fraquejar se atirando na sarjeta do insensato destino.
Se essa viagem me levou aos escanhinhos do inferno, quero compreender a lógica de tudo isso, sem me abraçar ou beijar o capeta. Quero minha passagem de volta! E, para voltar, precisava ir à São Paulo “combater o bom combate”. Confiei em conselhos de amigos, marquei a cirurgia, conheci, experienciando, o significado da palavra UTI - complicações me deixaram lá por um dia e meio, tempo suficiente para fazer uma regressão e repisar filmes reais de minha história de vida. Confesso que vivi!
Hoje, vivo minha recuperação, angustiado entre voltar para minha aldeia e abraçar meus filhos, minha mãe e uma das irmãs que chegarão na quinta-feira. De tudo por tudo, uma certeza: após o dilúvio se aquietar uma lebre parou entre os sanfenos e as móveis campânulas, e recitou sua oração ao arco-íris, através de uma teia de aranha. Os versos me remeteram ao poeta Fernando, cujo Canto assim me ensinava: “colorido é um sonho em preto e branco, que a gente vê e não percebe o equilíbrio de uma cor...”. Desliguei tudo, inclusive a mim e fui deitar com o sofejo da Juliele quando questiona: “de quem é a razão quando a razão erra?”

terça-feira, 12 de maio de 2009

TSE absolve Waldez Góes

Do sítio do TSE:
Na sessão plenária desta terça-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, por unanimidade, recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) que pedia a cassação do governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), e de seu vice, Pedro Paulo Dias de Carvalho, por abuso de poder político e conduta vedada a agente público nas eleições de 2006.

A Corte julgou que Waldez Góes, reeleito para o cargo, não cometeu irregularidade eleitoral ao se reunir com integrantes da Polícia Militar do estado no Clube dos Oficiais da corporação, um estabelecimento privado, em horário fora do expediente e estando os oficiais a paisana. Os ministros consideraram ainda que as provas contidas no processo não demonstraram distribuição de propaganda eleitoral em órgão público nem uso de prédio público para distribuição de combustível a integrante da campanha do governador.

O relator do processo, ministro Fernando Gonçalves, afirmou em seu voto que o encontro com cem pessoas que o governador participou no Clube de Oficiais da Polícia Militar em julho de 2006 foi regular, pois ocorreu em local privado, pertencente a uma associação. O ministro destacou que não ficou também demonstrada a existência de uma rede de comunicação entre o Comando do Corpo de Bombeiros para cooptar votos a favor da reeleição do governador entre os bombeiros. Segundo o relator, as mensagens de apoio à candidatura de Waldez Góes foram transmitidas de um celular privado, pertencente à esposa de um dos oficiais que participaram da reunião.

O relator informou que, de acordo com os autos, a distribuição de combustível pelo Comando Geral da Polícia Militar para veículos de Conselhos Comunitários de Segurança foi também regular, já que estava prevista em convênio firmado pelas entidades privadas com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá. O ministro Fernando Gonçalves afirmou que as cotas de combustíveis destinadas aos conselhos eram amparadas pelo convênio e que não ficou caracterizado o uso do combustível para atender a campanha de qualquer candidato.

O ministro Fernando Gonçalves também rejeitou em seu voto a acusação de que houve uso de órgão público para a realização de campanha a favor da reeleição de Waldez Góes. O relator salientou que, segundo informações do processo, foi encontrado material de campanha em uma gaveta de um móvel na Vice-Governadoria, propaganda esta não foi distribuída. Fernando Gonçalves destacou que não foi provado que o governador do Amapá nem o vice-governador sabiam da existência do material de propaganda achado na gaveta.

“Os autos não comprovam o abuso de poder político nem a potencialidade de fatos capazes de influenciar o resultado daquele pleito no Amapá. Nego provimento ao recurso”, finalizou o relator.

Os ministros Ricardo Lewandowski, Carmen Lúcia e o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, destacaram em seus votos o cuidado que o administrador público sempre deve ter ao separar as atividades eleitorais e a gestão pública.

Acusação e defesa
O procurador-geral eleitoral, Antonio Francisco de Souza, afirmou em seu pronunciamento que o governador Waldez Góes praticou abuso de poder político e incorreu em conduta vedada a agente público ao tentar, por meio do Comando da Polícia Militar, angariar votos a favor de sua reeleição entre os militares da corporação e ao Corpo de Bombeiros. Diante disso, segundo o Ministério Público, o governador deveria ser cassado e ser marcada nova eleição para o cargo no estado.

Já a defesa de Waldez Góes sustentou que todos os fatos mencionados na ação movida pelo Ministério Público como abuso de poder político e de autoridade foram rejeitados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP).

Segundo o advogado, a Corte Regional considerou que as provas apresentadas eram insuficientes para comprovar a conduta irregular por parte do governador, o que poderia resultar na cassação de seu diploma de acordo com a legislação eleitoral.

O caso das mineradoras

A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da Comarca de Macapá ingressou ontem, segunda-feira, com Ação Civil Pública pedindo a condenação de Jorge Augusto Carvalho de Oliveira e das empresas Tocantins Mineração S/A, Alto Tocantins Mineração Ltda, Ecometals Manganês do Amapá Ltda e Estado do Amapá.
Na petição inicial os promotores de Justiça, Haroldo Franco e Ivana Cei, afirmam que ao contrário do que muitos pensam, a Icomi não “saiu” do Amapá, apenas alterou sua denominação social para Tocantins Mineração.

Lembram que a Alto Tocantis comprou a Icomi por um real? É isso mesmo que você está lendo: UM REAL. Tá explicado, né?

Como a Interlerda hoje está pior que tartaruga preguiçosa estou tendo dificuldade para checar algumas informações e contar os detalhes das transações envolvendo Alto Tocantins e Ecometals.


Uma coisa é certa, a briga entre Paulo Fernando Chedid Lisboa (Ecometals) e Jorge Augusto Carvalho Oliveira (Alto Tocantins) vai dar muito panos pras mangas e envolve deputados e autoridades do poder executivo.

Só pra lembrar: Em depoimento ao Ministério Público Paulo Fernando Chedid Lisboa, da Ecometals, falou sobre um acordo que teria sido firmado com os deputados pelo qual eles, os deputados, teriam direito a royalties de R$ 90 mil a R$ 225 mil por cada carregamento de minério saído do Amapá. Falou também em financiameento de campanhas eleitorais e a ameaça de morte que sofreu.

Vale lembrar também que Jorge Augusto Carvalho de Oliveira (Alto Tocantins) há algum tempo usou a mída para afirmar que sua empresa estava sendo alvo de chantagens e de prevaricações, dizendo-se vítima de extorsão por parte do Procurador-Geral do Estado, Ricardo Oliveira, que estaria pedindo "quantia absurda" para "facilitar" a transferência da ferrovia para a Alto Tocantins.

Muita coisa virá à tona com esta ação do Ministério Público. Para fazer a matéria completa sobre o assunto estou lendo a ação, consultando documentos, tentando checar várias informações e ouvir os envolvidos, que, se quiserem, podem logo mandar suas versões para o meu e-mail alcinea.c@gmail.com

Interlerda

Ficamos mais de 24 horas sem acesso à Internet, agora parece que está voltando porém mais lerda que tartaruga preguiçosa.
É, gente, internet aqui no Amapá é uma merda. E não adianta trocar de provedor, todos são esta porcaria. A disputa entre eles é pra ver quem oferece o pior serviço.
Isto é o Amapá!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Repercutiu

A notícia dada aqui neste blog em primeira mão, na sexta-feira, sobre a denúncia de que deputados estariam cobrando das mineradoras royalties de R$ 90 mil a R$ 225 mil por carregamento de minério que sai do Amapá, repercutiu hoje nos dois principais jornais diários do Amapá.

Veja o que eles dizem:

Royalties
Corre na rede mundial de computadores, inclusive nos blogs locais, informação que está deixando muita gente sem dormir.
Ministério Público estaria investigando denúncia de que parlamentares estariam cobrando “royalties" de R$ 90 mil a R$ 225 mil por cada carregamento de minério que sai do Amapá
Tá um quiprocó danado por conta do assunto.

Denúncia pesada
Desembarcaram na Justiça Federal no Amapá duas denúncias contra parlamentares do Estado. Eles estariam cobrando “royalties” de R$ 90 mil a R$ 225 mil por carregamento de minério saído do Estado. Em outra esfera do poder a cobrança teria chegado a R$ 6 milhões. Um dos juízes arquivou a denúncia, mas outro mandou fazer o desentranhamento das peças acostadas às folhas 03/20 e 23/110 e mandar para o Ministério Público Federal, a quem caberá a adoção das providências que consideradas apropriadas. O desentranhamento teria sido feito na Petição Criminal 2009.31.00.000972-7. Aguarde mais coisas.

Artigo

"Lei Capiberibe": a transparência contra a corrupção
*Janete Capiberibe

O Brasil está a um passo de instituir uma ferramenta poderosa para combater a corrupção: a transparência a partir da publicação de todas as contas públicas, em tempo real, na Internet. O projeto de lei complementar neste sentido foi aprovado nesta semana pela Câmara dos Deputados, com 389 votos favoráveis, de todos os partidos, nenhum voto contrário e apenas uma abstenção. De autoria do ex-senador João Capiberibe (PSB/AP), falta apenas ser sancionado pelo presidente da República para virar lei.
Foi o governador Capiberibe, pioneiro, em 2001, que determinou a publicação de todas as contas do governo do estado do Amapá na Internet. Quando chegara ao governo, em 1995, havia informatizado a estrutura governamental e acessava, do seu gabinete, toda a movimentação financeira do governo estadual. Assim, podia detectar se houvesse qualquer indício de superfaturamento ou fraude nas compras, contratos e licitações. Deu resultado e decidiu que todo o cidadão tinha o direito de saber, efetivamente, o que era feito com o dinheiro que pagava por meio dos impostos. Até hoje as contas do governo do Amapá podem ser acessadas pelo site www.amapa.gov.br/gestao. Eleito para o Senado, em 2002, propôs estender a iniciativa a todo o país.
Ao mesmo tempo, eu e o senador Capiberibe éramos vítimas de uma armação e nos defendíamos da acusação infundada feita pelo PMDB do senador José Sarney que, com uma série de manobras e duas testemunhas - sustentadas economicamente pelo senador Gilvam Borges, que assumiu a vaga de Capiberibe -, nos tirou os mandatos acusando-nos de comprar dois votos ao preço de 26 reais cada, pagos em duas parcelas.
Hoje, o uso privado das repartições e dinheiro públicos ampliou o apelo social por iniciativas que aperfeiçoem a democracia e protejam os cofres públicos. Ironicamente, o projeto de Capiberibe, senador pelo Amapá cassado injustamente, é a ferramenta escolhida e aprovada pelo Congresso Nacional para inibir a corrupção, dentre os piores crimes que têm amparo nos velhos coronéis da política.
O Projeto, batizado de lei Capiberibe pelo líder do PSB na Câmara, obriga a divulgação de todas as contas públicas na rede mundial de computadores, sem qualquer restrição de acesso. A obrigatoriedade por força de lei evitará que a democratização dessas informações seja refém da vontade do governante.
A partir da assinatura da Lei, a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios com mais de cem mil habitantes terão um ano para publicar as contas na Internet. As cidades com população entre 50 mil e cem mil pessoas terão dois anos para se adaptar. Já os municípios com até 50 mil habitantes terão quatro anos de prazo. Quem não cumprir a lei será impedido de receber transferências voluntárias da União.
Assim, dá visibilidade ao orçamento e à contabilidade públicas, facilita a fiscalização e inibe a corrupção. Qualquer cidadão poderá saber, antecipadamente, com a publicação em tempo real da nota de empenho das compras e gastos públicos, quanto será pago por um serviço ou por um produto, a descrição e a quantidade que será comprada e quem receberá o pagamento. Agindo assim, poder público e sociedade civil poderão detectar e anular o ato lesivo antes que ele se concretize, já que serão publicadas as notas de empenho ou de compras antes que o pagamento seja feito. Todos os ocupantes de cargos públicos serão tratados igualmente.
Deste modo, a transparência nas contas públicas é um poderoso instrumento de controle social, que reduz as práticas criminosas na aplicação do dinheiro do contribuinte. Cada cidadão, individualmente, e a sociedade civil terão ampliada sua participação no funcionamento do Estado e veremos fortalecida nossa democracia, banindo a corrupção da prática cotidiana das relações público-privadas.

*Janete Capiberibe é deputada federal do PSB eleita pelo Amapá e membro da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção.

Domingo do Mastro

O Domingo do Mastro deixou o bairro da Favela mais alegre, colorido e barulhento no Dia das Mães, com o marabaixo que começou às 16 horas e só termina às 6 horas desta segunda-feira.
No Domingo do Mastro é quando os homens vão à mata tirar um mastro - que no fim do mês será enfeitado com murta - e depois juntam-se com as mulheres, jovens e crianças e percorrem as ruas do bairro batendo caixa, tirando ladrões (cantando), dançando e soltando foguetes até a casa do festeiro, onde - com muito caldo e gengibirra - a festa continua até de manhã quando o mastro é levantado e só será derrubado no dia 14 de junho, encerrando o Ciclo do Marabaixo que começou dia 11 de abril.