sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O entardecer em Macapá

Diga aí, Flávio!


“O falecido Celso Saléh amava o Amapá. Casado com a amapaense Ilka Maria Barriga Saleh, foi presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), comunista e chefe de gabinete de diversos presidentes do Senado, incluindo entre eles, Mario Martins e Petrônio Portella. Esse perfil de comunista, líder estudantil com um discurso fervoroso se deu num passado distante. Depois de preso pelo golpe militar de 1964, foi solto fazendo carreira de funcionário público no Amapá até entrar no Senado, onde era gentil, educado e competente técnico legislativo (o seu trabalho das 5h. até 10h30 correspondia ao trabalho de três dias de um funcionário comum). Isso durante parte da madrugada e dia. Depois, como era chegado a uma birita, ia descansar. Mas nesse período é que morava o "perigo". Ele virava aquele líder estudantil, com um discurso vibrante, irônico, questionador de tudo e de todos. Assim, em 1990, candidato pelo Amapá a uma cadeira no Senado, Saléh andava a busca de votos. Na ida todos gostavam daquele ser dócil, inteligente, educado. Na volta, se assustavam com o discurso de um candidato irreverente, sem medo, que "baixava o pau" nos militares. Não foi eleito. Se recusou a elogiar no rádio o candidato do mesmo partido ao senado, Henrique Almeida (que depois se elegeu), e ainda disse no ar que era um candidato do povo, não de um homem! Eu vi o seu número que terminava em 21 se transformar em 27 (Sérgio Barcellos), nas mesas de apurações dos votos. Informado do fato, Saléh apenas disse: "Eles não me queriam deputado independente!".

O jornalista Flávio Barros é carioca, mora em Niterói (RJ) mas passou uma temporada em Macapá, onde trabalhou em vários jornais, dentre eles o Jornal do Dia.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Agradeço, mas não vou

Recebi convite para um café da manhã, amanhã, na sede reformada e gradeada da OAB.

Agradeço a gentileza do presidente Washington Caldas, mas não vou.

Me recuso a tomar café na sede da OAB enquanto o leão permanecer na jaula. Nada nem ninguém vai me convencer que foi por uma questão de segurança que enjaularam o inofensivo leão.

Meus sobrinhos são feras

Marcelino Neto, o Thité, filho do Alcione e Vilma foi aprovado no vestibular para Farmácia na Cesupa. E hoje é aniversário dele, portanto, parabéns em dobro pra ele.
Alcy Araújo Cavalcante Neto, filho do Zoth e Naira, passou no vestibular para Engenharia Ambiental em Manaus.
E Ricardinho, filho da Alcilene e Dias, passou na primeira fase do vestibular da Unifap. Ricardinho está prestando vestibular como treineiro, pois ainda está no segundo ano.
A titia aqui tá toda orgulhosa com a vitória dos lindos e tão amados sobrinhos.

Tim-tim!

Parabéns em dobro pro meu sobrinho Marcelino, o Thité, filho do Alcione e Vilma, que passou no vestibular da Cesupa e faz aniversário hoje

Corrêa Neto (com Dias e Alcilene) completa 70 anos hoje. É um mestre na arte de fazer jornalismo e na luta pela liberdade de expressão.

Tô na maior correria, mas vim aqui rapidinho para registrar o aniversário de três pessoas muito especiais para mim: o meu sobrinho Marcelino, o Tité, filho do Alcione e Vilma; o jornalista Corrêa Neto, que conheci na redação do Jornal do Povo no início dos anos 70; o poeta José Queiroz Pastana, que foi meu aluno na Escola Integrada de Macapá . As amizades que começaram na redação do JP e na sala de aula perduram até hoje, porque há carinho, respeito e uma imensa ternura entre nós.

José Queiroz Pastana: um poeta de rara sensibilidade e sempre na luta pela valorização da literatura amapaense

Um novo livro

Quando o perfume do jasminzeiro da Alcilene se espalhou e uma estrela discretamente acendeu a noite, surgiu em mim, no Osvaldo Simões e no Rostan Martins o desejo de fazer um varal de poesias para brindar o nascimento do Messias – época em que se renovam as esperanças.
Um vento chegou de leve e reacendeu no velho fogareiro o cheiro do peixe assado saboreado no almoço. Este mesmo vento, que a Juritá diz ser um abraço de Deus, reacendeu em nossos corações a esperança de publicar um livro de poesias de forma conjunta, como fizeram os poetas Ray Cunha, Joy Edson e José Montoril em 1971, lançando o “Xarda Misturada”, sob as bênçãos do poeta cigano e lírico Isnard Lima.
Daí decidimos transformar nosso singelo Varal em livro, que será lançado ainda em dezembro, como um presente de Natal para nós e para nossos amigos.

Na correria – Como eu já disse aí cima estou na maior correria. Hoje, eu, Rostan e Osvaldo, passamos a manhã toda acompanhando a formatação do livro.
Logo mais participo de encontro do Uni-Verso, um seleto grupo de poetas e amantes da literatura, na galeria Alcy Araújo da Biblioteca Elcy Lacerda.
Depois vou abraçar meus queridos amigos Corrêa Neto e José Pastana, que aniversariam hoje.
Amanhã pela manhã estarei na Escola Tiradentes onde serei homenageada pelos alunos da professora de Literatura e escritora Adriana Abreu durante o sarau poético “Saudações à poesia Tucuju”.

Vou ali

Volto na hora do almoço com novidades.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ademir Pedrosa escreve:

Oi, Ana
Não conheço Bagé, sua cidade natal, de lá só conheço o “Analista de Bagé”, de Luis Fernando Veríssimo. Brincadeirinha. Mas conheço Encantado, onde você morou. No ano 2000, ou mais precisamente 19 de março – dia de São José, nosso Padroeiro – participamos do festival internacional de música do Mercosul, em Encantado, e ganhamos o 1º Lugar do VIII Canto da Lagoa, com a música “Nave Protonotária”, composição minha e de Cléverson Baía.

A música é de ritmo autóctone, do batuque do Igarapé do Lago daqui, cuja letra tem 89 versos em redondilha maior, e é uma retratação da linguagem do caboclo ribeirinho da Amazônia. A dançarina Nega Piedade, que fez a performance durante a música, ganhou o troféu “Destaque do Festival”. A crioula deu um show à parte, acompanhada pelo o rufar dos tambores de Nego Nena, Adelson Preto, Pedro Bolão e Nego Guto. Não é bacana? Viajamos de uma ponta a outra do País, e fomos contemplados com “Ouro” num dos festivais mais importantes do Brasil. Senti um puto orgulho de ser amapaense.

Chamar Encantado de bonito é redundante. O curioso é que em Encantado não há meninos de rua, nem nas ruas há mendigos; e a cadeia de lá está sempre de portas abertas, vazias; não há presos para ocupá-la. É um dos poucos municípios brasileiros com alto índice de qualidade de vida e com menor em analfabetismo, segundo a ONU. O povo é tri-legal e frade lóio, hospitaleiro. Isso é furtivos resquícios do estadista Leonel Brizola, que durante sua gestão, como governador, erradicou o analfabetismo naquele estado. Encantado é uma cidade bela, de belas mulheres; inclusive a Miss Brasil 2008, Natália Anderle, é de lá – muito prazer.

Durante o estádio em que estive lá, eu era tão feliz que me nasceu uma flor na lapela e uma namorada no braço. Conheci uma gaúcha encantada, com seu mesmo nome, Ana. E eu me apaixonei por ela. Ela tinha os olhos de cor híbrida – um olho verde-cintilante e outro de cor azul-turquesa. Nunca tinha visto nada igual. Fiquei mundiado com aquele olhar hipnotizador. Mas ela se recusou a vir pra Amazônia comigo. Disse que tinha medo de jacaré.

Seus pais são da região da Catalunha, na Espanha, e ela, além do peculiar sotaque gaúcho, tem também um sutil sotaque hispânico. Ela disse que gostava da minha fala carioquês, e me pediu que eu pronunciasse: barbaridade. Pronunciei, e ela riu à beça.

Vim embora, e nunca mais tive notícias da Ana. Numa cidade com pouco mais de 20 mil habitantes é bem capaz de você ter conhecido uma pequena com essas características somáticas: pele alvinha, alva de porcelana; cabelos de azeviche, negros da cor de ébano; os olhos híbridos; e de estatura mediana. Ela se chama Ana não sei de quê Tem gestos tímidos, mas álacres. Seu sorriso é espontâneo e admirável. Todas as vezes que ri, nascem-lhe duas covinhas na maçã do rosto, que dá vontade de comê-la – juro. A idade? Não sei precisar, talvez de quinze a trinta anos, por aí. Desde sempre erro essas adivinhações cabalísticas, paciência...

Ah, quase que me esqueci... ela tinha também um grácil estrabismo, que em vez de apoucar-lhe a beleza, dava-lhe mais charme ainda. Você pode achar que eu estava deveras mundiado por aquela moça, pois até mesmo o seu olho torto – e de olhar oblíquo – se constituía, para mim, numa beleza singular. A Ana era assim, sei lá... Se você conheceu ou conhece alguém assim, diga-lhe que os jacarés daqui são dóceis; e que eu nunca me esqueci dos seus olhos bicolores. Chau, Ana. Seja bem-vinda à Macapá.
Ademir Pedrosa

Diga aí, Walmar!

“Na saudade das gostosas lembranças da minha infância e juventude em Macapá, passam diversos filmes. Os cenários são tantos que vão desde o Jardim da Infância, no Barão do Rio Branco, com as professoras Lígia Cruz e Maria Façanha, até os homéricos porres com o Capi (Raimundinho), Fala Fina e Eury Farias. Aliás, com esses três companheiros eu vivi as maiores aventuras da minha vida. Em uma delas, nós, digamos assim, subtraímos, à noite, um pato da vizinha e fomos prepará-lo na casa do Eury, onde, infelizmente o gás havia acabado. Não havendo outra alternativa, fomos obrigados a escalpelar o pato, passar sal e colocar no fogo, feito no quintal, com restos de madeira, jornais e folhas secas. Até hoje eu sinto o gosto desse pato, que ficou duro, assim como borracha, mas que a fome deve ter temperado, porque acabou não sobrando nem o pescoço.
Em outra ocasião, nós compramos uma garrafa de cana e alguns tamuatás salgados no Igarapé das Mulheres, no fim da descida da Raimundo Álvares da Costa e, imitando o Meton Jucá, que já havia aprontado algo semelhante, nós pedimos ao rapaz da serralharia (creio que era do João Capiberibe), que assasse os tamuatás no maçarico de solda. Os tamuatás ficaram totalmente “sabrecados” e absolutamente impróprios para consumo. Então, nós compramos duas latas de sardinha e fomos para a beira do rio, na altura do final da Ernestino Borges, passando por cima daquelas saudosas pontes, onde o Eury encontrou a dona Maria Pula-Pula, que havia sido sua aluna no MOBRAL. A dona Maria Pula-Pula preparou uma das melhores sardinhas que eu já comi na vida, devidamente regada à uma legítima Canta Galo. Quanta saudade!”


Walmar Jucá é economista, funcionário do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Mora em Recife desde 1978, mas todo ano vem em Macapá matar a saudade dos amigos e comer tamuatá e camarão no bafo.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Mano, eu te amo!

Meu irmão Zoth, músico e funcionário da Petrobrás.
E porque te amo tanto sinto uma saudade danada de ti
e te desejo toda a felicidade do mundo.
Feliz aniversário, pequeno!

"Que te abeçoe o Anjo
que guarda a tua ternura
e não te falte jamais
a bênção do amor.
Que te abençoe o sol
nos dias luminosos de verão
também a música
e o vento que acaricia teus cabelos"
(Alcy Araújo, teu pai)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Perfumando

De tardezinha as flores de jasmim exalam perfume por toda a nossa rua. Este jasminzeiro foi plantado pela mana Alcilene na frente da casa dela para embelezar e perfumar a nossa rua.
Macapá seria bem melhor, mais agradável e bonita se mais pessoas cultivassem flores nas frentes das casas.

Caiu na rede

"Devido a quebra de Bancos, queda nas Bolsas, cortes no orçamento, crise nos combustíveis e pelo racionamento mundial de energia, informamos que a famosa luz no fim do túnel ... será desligada ".

Gitas e Gitinhas...

Doença de Chagas – Além do Zerão, há casos de Doença de Chagas no bairro Perpétuo Socorro e no município de Santana. A doença avança e até agora nenhuma campanha por parte dos governos estadual e municipal foi feita para esclarecer ou prevenir. Valha-nos quem?

É hoje – Às 15h, na 10ª Zona Eleitoral, a audiência do vereador reeleito Charly Jhone, acusado de comprar votos. Ele foi flagrado, pela Polícia Federal, na véspera da eleição com centenas de cadastros de eleitores e uma grande quantia em dinheiro dividida em cédulas de pequeno valor, supostamente para comprar votos.

Na Câmara - Já é prego batido e ponta virada: Rilton Amanajás (PSDB) será o próximo presidente da Câmara de Vereadores de Macapá. A briga agora é pelo cargo de primeiro-secretário.

Bebum – Um sujeito barrigudinho, aparentando 40 anos, estacionou o Siena preto por volta das 15h de ontem na avenida Almirante Barroso. Saiu do carro, colocou a latinha de cerveja em cima, botou o bilau pra fora e mijou à vontade na rua, sem se importar com três garotinhas que brincavam na calçada e saíram correndo com medo do homem. Um ônibus passou na hora e os passageiros vaiaram o bebum. Um vizinho pensou em denunciar o cara por atentado ao pudor, mas desistiu.
É... tem gente que quando toma umas latinhas aproveita para beber junto o juízo e a vergonha.

Pega – A Prefeitura de Macapá transformou a rua Hamilton Silva em mão única para diminuir o número de acidentes, mas não contava com a irresponsabilidade de playboyzinhos que aproveitam agora a rua larga e de sentido único para fazer pegas. Na sexta-feira, por volta das 19h, dois playboyzinhos faziam pega na rua, avançaram o sinal da Mendonça Furtado e atropelaram um ciclista que está entre a vida e a morte na UTI. Os irresponsáveis fugiram sem prestar socorro.

História - Os acadêmicos do curso de História da Faculdade de Macapá – FAMA, estão prestando serviços de museologia, arquivística e hienização para o Museu Histórico do Amapá Joaquim Caetano da Silva e para o Sindicato dos Profissionais em Educação do Estado do Amapá – Sinsepeap.

Tim-tim! – Professora e poeta Kiara Guedes, que pilota o blog poético http://nesteinstante.blogspot.com, trocando de idade hoje e recebendo paparicos de um montão de amigos. Feliz aniversário, menina!

Shopping - O Ministério Público Estadual recomendou ao Município de Macapá e aos órgãos licenciadores estaduais e municipais para que observem o fiel cumprimento da legislação ambiental na futura construção e instalação de um shopping center, na Rodovia Juscelino Kubitschek, em frente à Universidade Federal do Amapá (Unifap), considerando a previsão de derrubada de várias centenas de árvores para o espaço a ser construído.
O promotor de Justiça Haroldo Franco alerta que a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e as secretarias municipais Meio Ambiente (Semam) Desenvolvimento Urbano e Habitacional (SEMDUH) e de Obras (Semob) não devem emitir qualquer tipo de licença antes da realização de estudo de impacto ambiental e discussão dos relatórios do EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e do EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) em audiência pública, cujas despesas na realização deverão correr por conta dos representantes do empreendimento.

Solidariedade

Do blog do Ricardo Rayol
Santa Catarina pede ajuda. Se puderem enviem roupas, remédios, colchões etc através da defesa civil de sua cidade. Caso contrário, seja solidário e crie um grupo de arrecadação.

Diga aí, Ernâni!

“Por muitas vezes, depois de a televisão haver chegado a Macapá, ouvi as pessoas dizerem que não tínhamos opção de lazer, naturalmente, influenciadas pelas novidades vistas na telinha. Mas, posso dizer que era uma afirmação vaga, porquanto, na verdade, não nos faltava o que fazer para nos divertir.
E uma das lembranças que marcaram a minha adolescência e juventude foi o salão da Piscina Territorial, que ficava na Rua São José, por trás do Barão do Rio Branco. Lá, ao som dos melhores conjuntos (era assim que chamávamos o que hoje denominam de banda, como bem lembrou a Alcinéa, numa nota sobre a reunião dos “Cometas”) e as mais atualizadas “aparelhagens de som” (que eram os precursores dos “DJs” de hoje) dançava-se de rosto colado, tanto no sábado à noite, quanto no domingo à tarde, deixando os hormônios comandarem as nossas ações...
No salão da Piscina, aconteciam bailes em comemoração aos diversos acontecimentos. E muitos deles ainda hoje vivem nas minhas lembranças. Mas, a mais viva delas é o campeonato de quadrilhas de São João que conquistamos, como representantes do Grêmio Jesus de Nazaré, que reunia jovens do bairro homônimo. Que festa!
Pensando bem, quando acabaram com o salão da Piscina é que começamos a diminuir as nossas opções de lazer, em Macapá.
Acabaram com o salão da Piscina, o Grêmio Jesus de Nazaré também, mas, as lembranças essas ninguém apaga, nem o próprio tempo.”

Ernâni Motta, desde o Rio de Janeiro, cheio de saudades de Macapá, é bancário aposentado, jornalista, cronista e mantém o blog http://ernanimotta.zip.net/

Você sabia?

Cada litro de óleo de cozinha usado jogado no ralo é capaz de poluir 20 mil litros de água.
Em alguns estados as donas de casa coletam esse óleo em garrafas pet e encaminham para Ongs, instituições ou pequenas indústrias que usam esse óleo na produção de sabão.

domingo, 23 de novembro de 2008

Indo para a Igreja

Eu e meu marido pelas lentes do nosso filho

sábado, 22 de novembro de 2008

Feliz aniversário!

Todos os paparicos hoje são para a jornalista Denyse Quintas, assessora de comunicação do Sebrae-AP.

Querida por um montão de gente, Denyse é daquelas amigas que todo mundo quer ter: solidária, alegre e de alma linda.
Ah, pra festejar teu aniversário o Volney tá trazendo um pacu desse tamanhãoooooooo. O Camarada vai fazer o fogo e o Rostan fará o tempero, com muita chicória e limão.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Tá na Veja

Crimes eleitorais
TSE pode cassar mais sete governadores
21 de novembro de 2008


A cassação de Cássio Cunha Lima (PSDB), governador da Paraíba, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abre caminho para que outros sete governadores com processo em tramitação também percam seus mandatos. As acusações são, na maioria, de abuso de poder econômico e compra de votos.
Os políticos que estão na berlinda são os governadores Jackson Lago (PDT-MA); Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC); o de Rondônia, Ivo Cassol (sem partido); Marcelo Déda (PT-SE); Marcelo Miranda (PMDB-TO); José de Anchieta Júnior (PSDB-RR); e Waldez Goés (PDT-AP).
Entre os processos, o mais adiantado é o contra o governador do Maranhão. Lago, assim como Cassol e Anchieta, é acusado de comprar votos. Já sobre o governador de Santa Catarina pesa a denúncia de abuso de poder e propaganda ilegal no período das eleições. Contra Déda e Waldez as denúncias são de abuso do poder econômico e político.
O julgamento - No caso de Cunha Lima e o vice José Lacerda Neto (DEM), os ministros do TSE decidiram cassá-los por unanimidade na quinta-feira por usar programas sociais para distribuir dinheiro irregularmente. A defesa dos políticos afirmou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

Bom dia!


Quilombo do Curiaú, em Macapá-AP

ALERTA!

Não é só no Zerão que há surto da Doença de Chagas.
Já há casos da doença em outros bairros.

Diga aí, Rostan!

“Alcinéa, vou dizer pra você e para os amigos do seu blog três assuntos que considero de fundamental importância para nós todos. Tratam-se da nossa cidade, da nossa cultura e do povo, mas quero falar só de coisas bonitas.
A nossa cidade que é bela (ultimamente muito mal tratada) tem ruas largas, monumentos históricos e naturais e um desenho urbano considerado um dos melhores do mundo (paralelas e perpendiculares). A sua arquitetura também é linda. Acho que o que falta é mais amor pela nossa cidade, um gostar de paixão e não esquecer o passado.
A nossa cultura é muito linda, o nosso jeito de ser, o nosso falar, as nossas amizades, a cor da nossa pele (totalmente diferente de outras), o nosso marabaixo, o zimba, o batuque, coisas que só nós temos. Às vezes verificamos amapaenses escondendo a sua própria cultura. Uma pena!
E nós, povo amapaense, nós somos felizes, temos amigos, temos tempo, vivemos sorrindo e rindo, fazemos piadas de nós mesmos, jogamos conversa fora, temos tudo isso ao nosso lado. A felicidade está do nosso lado. Vivemos e convivemos com poetas, esportistas, autoridades, escritores, intelectuais, gente pitiú, ribeirinhos, todos juntos. Ah! como somos felizes, e ainda vemos muitas pessoas falando ao contrário. É por que não viram coisas horríveis que têm por esse mundo afora. Felicidades pra você e todos os seus leitores.”

Rostan Martins é arquiteto, professor universitário, radialista, escritor e mantém um blog super divertido (http://rostan.zip.net)

Hoje tem Marcha das Josys

É hoje, com saída às 16h do Campo Paraíso e chegada na Praça Cívica, a “Marcha das Josys”, movimento que denuncia a violência contra mulheres em Santana – o segundo maior município do Amapá e um dos mais violentos. A Marcha todo ano reúne uma multidão de homens e mulheres de todas as idades, integrantes de movimentos socais, segurança pública, pastorais e lideranças comunitárias que caminham pelas ruas de Santana.
Josycléia Guimbal, a Josy, era professora, tinha 30 anos quando foi assassinada com uma facada pelo seu ex-marido, que não aceitava a separação. O crime aconteceu em 2003, o assassino foi preso em flagrante pela população e entregue à polícia, ele ficou um ano na Penitenciária onde foi assassinado.
O crime comoveu a cidade e em 2005, a família de Josy com o apoio da Coordenadoria de Políticas Para Mulheres da Prefeitura de Santana, movimentos sociais e igrejas movimentam a cidade com a Marcha das Josys. Este ano a coordenadora de Políticas Para Mulheres, Isameire Cunha, estima que aproximadamente 5 mil pessoas participarão da Marcha.
(Com informações de Mariléia Maciel, assessora de comunicação)

Concurso do Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) abriu concurso para 225 vagas de analista ambiental. O salário é de R$ 4.115,37 para carga horária de 40 horas semanais.
Para o Amapá são cinco vagas.
O concurso é destinado a candidatos que tenham curso superior.
Mais informações você confere em
www.cespe.unb.br/concursos/ibama2008

Dengue e malária

Mais de 200 casos de dengue e 521 de malária já foram confirmados só este ano no município de Oiapoque.
A situação é tão preocupante que foi montada uma força-tarefa, composta pela Secretaria Estadual da Saúde, Exército e Prefeitura de Oiapoque para combater essas doenças. As ações começaram segunda-feira, 17, e vão até a próxima quarta-feira, 26.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Adiada audiência de Charly Jhone

O juiz da 10ª Zona Eleitoral Marconi Pimenta transferiu a audiência do vereador reeleito Charly Jhone, para segunda-feira, 24, às 15h. O adiamento ocorreu em virtude da ausência do candidato que apresentou atestado médico por meio do seu advogado Paulo Alberto dos Santos.
No dia 4 de outubro, véspera da eleição o vereador foi preso pelo Polícia Federal com uma grande quantia em dinheiro dividida em cédulas de pequeno valor, supostamente para comprar votos. Além da grana, a PF apreendeu na casa do vereador milhares de cadastros de eleitores.

Piadinha que rola nos blogs

Coisa de brasileiro
Um prefeito queria construir uma ponte e chamou três empreiteiros:
um japonês, um americano e um brasileiro.

- Faço por US$ 3 milhões - disse o japonês:
Um pela mão-de-obra.
Um pelo material.
E um para meu lucro.

- Faço por US$ 6 milhões - propôs o americano:
Dois pela mão-de-obra.
Dois pelo material.
E dois para mim. Mas o serviço é de primeira!

- Faço por US$ 9 milhões - disse o brasileiro.
Nove paus? Espantou-se o prefeito. Demais! Por quê?
Três para mim.
Três para você.
E três para o japonês fazer a obra.
- Negócio fechado! Respondeu o prefeito.

Olhar ecológico

Será aberta às 19h de hoje, no Sesc/Centro, a exposição fotográfica “Olhar Ecológico”, dos alunos do sexto semestre de jornalismo da faculdade Seama.
Com essa exposição, que se estende até o dia 29, os acadêmicos propõem idéias ambientais seguindo as abordagens romântica da natureza; denúncia de crimes e/ou infrações ambientais; tragédias ambientais; datas simbólicas relacionadas ao meio ambiente; e sócio-diversidade e populações tradicionais.

Gente da gente

Hoje todo meu carinho para esses amigos. É gente da poesia, carnaval, marabaixo, futebol, música, jornalismo e magistério. Gente de coração terno, alma linda, sorriso aberto. Gente de caráter e de luta, que nos orgulha e ajuda a fazer de Macapá uma cidade melhor.

Hoje tem Caminhada Zumbi e Missa dos Quilombos

Começa hoje, 20, a programação da Semana da Consciência Negra-XIV Encontro dos Tambores em Macapá. O evento reúne comunidades de afro-descendentes de todo o Amapá para homenagear Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, considerado um dos maiores defensores das causas envolvendo negros e negras.
A festa é uma mostra das tradições e fortalecimento da cultura afro de cada comunidade, incluindo a arte mostrada com a capoeira; religião, através dos cultos de matizes africanas como candomblé, umbanda e tambor de mina; culinária e artesanato e as danças tradicionais como marabaixo, batuque, zimba, tambor de crioula e sairé.
A programação será aberta com a Caminhada Zumbi dos Palmares, que sairá às 17h da Praça da Bandeira e segue até o Centro de Cultura Negra. Às 20h tem início a Missa dos Quilombos e logo após o Rufar dos Tambores.
Nos dias 21, 22 e 23 as 33 comunidades se apresentam no anfiteatro do Centro de Cultura Negra. Ainda no dia 22, antes das apresentações, será mostrado o documentário Marabaixo:Um Ciclo de Fé, Amor e Esperança.
No penúltimo dia, segunda-feira, haverá a apresentação das escolas de samba de Macapá e no dia 25, a programação encerra com o show de Lecy Brandão acompanhada de sua banda
Toda a programação será no Centro de Cultura Negra, no Laguinho.
(Mariléia Maciel, da Assessoria de Comunicação-UNA)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Frase

"Convenhamos, aquela jaula do leão da OAB é horrorosa. O autor daquela obra merece o penico de ouro da arquitetura."
(Corrêa Neto, jornalista)

Vigilante morre carbonizado dentro do ônibus

Por volta das 3h30 de hoje, quarta-feira, o vigilante Manoel de Oliveira Peixoto, de 26 anos, foi morto queimado dentro de um ônibus da empresa Viação Santanense. O crime bárbaro aconteceu quando cerca de três pessoas, ainda não identificadas, invadiram a garagem da empresa, localizada na Rodovia do Curiaú e renderam o vigilante.
Uma pessoa que mora ao lado da garagem e que prefere não se identificar por medo de represálias, declarou à polícia que por volta das 3h15 começou a ouvir gritos da garagem. Segunda ela, o vigilante implorava pela própria vida, declarando ser evangélico e ter uma família para sustentar. Em seguida, ela viu as três pessoas saírem da garagem e as chamas tomarem o veículo, onde o vigilante foi deixado.

Artigo

Senta que o leão é manso!
Ademir Pedrosa


Enjaularam o leão, é verdade. E logo um leão inocente, inócuo e singelo. Um inocente útil, não agregado à organização política ou à ideologia de interesses escusos. E enjaularam o pobre bichano. A jornalista Alcinéa Cavalcante fotografou o bicho atrás das grades em sua habitual pose elegante e nobre. E belo.

O jornalista Élson Martins nos bons tempos do jornal “Folha do Amapá”, também botou o então governador do Amapá Aníbal Barcellos, que na ocasião posava de boné azul, na cadeia. Fotografou-o casualmente por trás de umas grades, e estampou na capa do jornal, enjaulado. Qual a diferença entre os dois presos em seus cárceres alegóricos? – é a pergunta pertinente. Discrepante e abissal, respondo. Primeiro, o leão é factualmente manso; enquanto o outro, nem tanto. Segundo, a imagem metafórica do leão é contemplativa e politicamente correta; enquanto a insígnia do boné-azul era uma espécie de suástica, que atendia aos interesses da ditadura barcellista, a qual pretendia continuar no poder naquele estádio sombrio, de um regime cruel e arbitrário, e que combatemos estoicamente, e vencemos. E até hoje – sem tirar nem pôr –, o Comandante anda efetivamente por aí.

Quando fui presidente do Conselho de Cultura do Amapá, no governo Capiberibe, eu tive um encontro com o ministro da cultura Francisco Weffort e com Márcio Sousa, presidente da Funarte. Esse encontro resultou na aprovação de três projetos – projetos esses que havia a muito hibernados nas gavetas – que apresentei a eles: reforma e restauração do prédio do antigo Fórum – já sede da OAB –, pequena restauração do forte da Fortaleza e o projeto cultural “Encontro dos Tambores”, do Igarapé do Lago, cujo valor total era na ordem de 1 milhão de reais. Por incompetência da administração da Fundecap, os dois últimos projetos, o da Fortaleza e do Igarapé do Lago, caducaram nas gavetas por conta dos trâmites burrocráticos vigentes. No entanto, a OAB foi contemplada com 350 mil reais para sua reforma e restauração, porque seus dirigentes atenderam aos critérios técnicos que o Ministério da Cultura exigia. Pelo que sei, aplicaram direitinho e devidamente os recursos na reforma do prédio – e nem foi preciso enjaular o leão. E ele continuou ali, solto e magnífico, um guardião da efemérides, sob a égide da Lei.

Ao que parece a OAB está na berlinda. É OAB pra cá, OAB pra lá. Segundo Yashá Gallazzi a OAB do Amapá é farinha do mesmo saco, pertencente à maquiavélica “turma do azul”. O Desembargador Carmo Antônio quer saber que diacho de turma é essa que Gallazzi agregou até o poder Judiciário, do qual o desembargador é presidente. Gallazzi vai ter que se explicar, ou aprender a se conter e ficar só no sapatinho. E pra cirandinha não esvaziar, vem o Senador Gilvan Borges e quer aniquilar com os exames da Ordem aos bacharéis de Direito. Se porventura o leitor achar que isso é pouca porqueira, que chupe essa manga: fui interpelado judicialmente pelo o advogado Anderson Lobato Favacho (OAB/AP 1.102). O texto de sua interpelação, com apenas cinco laudas, possui cinqüenta e oito erros em língua portuguesa, dos mais elementares aos mais grotescos. Se eu fosse juiz, recusaria a ação judicial de tal espécie, a que não tivesse o mínimo de lisura com a Língua. Se acaso a pretensão do senador quixotesco não vigorar, vou sugerir a OAB que em suas avaliações inclua o “ditado”. Pode parecer bobagem, mas o que vai ter de candidato reprovado na Ordem, vai se uma festa. Ademais, os erros cometidos contra a língua vernácula por aquele advogado, em qualquer instituição decente configuram motivos de sobra para suspender a credencial de sua matrícula. Vão dizer que não, que isso é um exagero, e coisa e tal. Agora, experimenta ficar inadimplente...

Senhor Presidente Washington Caldas, data vênia. Vossa Excelência pode sentar-se tranqüilamente. Sente-se, Doutor, que o leão é manso. A grade não carece. Ela pode, doravante, ser de serventia para outros leões que tripudiam livremente por aí. Se prevalecer na Justiça a eqüidade cega, muda e surda. Amém!


Ademir Pedrosa é escritor e professor de língua portuguesa e literatura

Nova pesquisadora da Embrapa-AP participa de Workshop no Acre

A pesquisadora Ana Elisa Alvim Dias Montagner, contratada pela Embrapa Amapá há dois meses, participa esta semana do Workshop “Sistemas Pecuários Sustentáveis em Áreas Alteradas da Amazônia”, em Rio Branco (AC).
Ana Elisa, 37 anos, é graduada em agronomia, cursou mestrado em nutrição animal e doutorado em zootecnia, na área de plantas forrageiras. Ela é gaúcha de Bagé e estava morando em Encantado, uma cidade de 22 mil habitantes onde lecionava "Tecnologia em Agropecuária: Agroindústria", na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. No dia 12 de setembro, desembarcou em Macapá junto com o marido e o filho de dois anos, para dar continuidade ao trabalho em zootecnia e forrageiras, que vinha sendo conduzido por Paulo Meirelles, pesquisador que se desligou da Embrapa este ano. "Tenho grande interesse em trabalhar na minha área, que é zootecnia e forrageira. Estou entusiasmada, acho que vai ser um crescimento grande na minha carreira", aposta Ana Elisa.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Diga aí, Ivan!

“Na internet a gente acaba encontrando gente estranha. Um senhor, por exemplo, implicou com minha série em quadrinhos Exploradores do Desconhecido e começou a criticá-la em comunidades do Orkut e em seu podcast.
Incapaz de elaborar uma crítica técnica ao meu trabalho literário e quadrinístico, ele resolveu me atacar pelo local onde moro. Assim, para ele, Macapá é o “cu do mundo”, um local onde as pessoas sem talento se recolhem para assumir seu fracasso em vida¨.
Seu pensamento reflete a mentalidade pequena, segundo a qual só existe cultura em São Paulo e fora dessa cidade o que há é apenas um deserto cultural. Infelizmente, até mesmo alguns amapaenses (inclusive políticos) acabam comungando com essa miopia ao considerarem que, se alguém está em Macapá, é porque não teve capacidade para viver em Sampa. E esquecem que muita gente gosta em Macapá justamente pelo que ela tem de oposto àquela metrópole: a falta de engarrafamentos, a violência bem menor, as pequenas distâncias, o contato com a natureza...
Ao idiota que me criticou por viver em Macapá, só pude responder uma coisa: tenho muito orgulho de viver em Macapá e fico mais feliz ainda se puder contribuir, nem que seja um pouquinho, para a cultura desta cidade.”

Ivan Carlo é jornalista, escritor, professor universitário e um dos mais premiados roteiristas de quadrinhos. Como roteirista seu primeiro trabalho, assinado como Gian Danton, foi publicado na revista Calafrio em 1989. De lá pra cá não parou mais e já ganhou muitos prêmios nacionais e internacionais.
É colaborador de diversos sites e mantém o blog Idéias de Jeca-Tatu (http://ivancarlo.blogspot.com/).

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Nota triste

Faleceu hoje em Belém, por volta das 11h, o desportista Joaquim Neto, âncora do programa "Esporte Total" local.
Seu corpo deverá chegar em Macapá no final da tarde.

OAB mete o leão na jaula




Um atentado à arquitetura

Inaugurado em 15 de novembro de 1945 (segundo o historiador Edgard Rodrigues) – dois anos após a criação do Território Federal do Amapá – o prédio do antigo Fórum de Justiça de Macapá está impregnado da história e cultura do povo tucuju, faz parte da bela paisagem da cidade, encanta jovens, adultos, crianças e turistas.
Na escadaria do prédio idosos sentavam para descansar apreciando o rio Amazonas, jovens sentavam para bater um papo gostoso ou ler um bom livro recebendo a brisa do majestoso rio, turistas batiam fotos e mãezinhas orgulhosas faziam questão de ser fotografadas com seus rebentos ao lado das estátuas dos dois leões, encantadora obra de arte do escultor português Antônio Pereira da Costa.
Hoje o prédio abriga a OAB-AP. E é aí que começa um atentado à arquitetura, a nossa história e a nossa cultura.
Vejam só o que a OAB teve o desplante de fazer: cercou o prédio com horríveis grades. Adeus bate-papo na escadaria do fórum, adeus momentos de puro encanto recebendo a brisa, reverenciando o rio Amazonas ou admirando a lua das escadarias. Nunca mais os turistas terão direito de fazer pose ao lado dos leões para depois mostrar essa magnífica obra de arte para os amigos espalhados por esse mundão de meu deus. E as crianças de hoje e as que estão por vir jamais poderão chegar pertinhos desses leões como fez a minha geração e tantas outras.
A desculpa da OAB para gradear o prédio é o medo de assalto. Dizem que recentemente a OAB foi assaltada, daí a idéia de colocar essas horrorosas grades cometendo, segundo os arquitetos, um grande atentado à arquitetura.
Vem cá, para se prevenir dos assaltantes e ladrões os “iluminados” advogados não poderiam pensar numa solução menos brega? Que tal colocar alarmes, segurança eletrônica, segurança armada? Dinheiro pra isso tem. E como tem.
Vejam bem: já colocaram grades, já substituíram algumas das antigas portas por outras mais modernas, já mexeram na escadaria, já mudaram aqui e acolá alguns detalhes. O meu medo é que se ninguém botar a boca no trombone um dia derrubem este prédio para construir no lugar um edifício “super moderno”.
Enquanto em outras cidades se preserva e se tomba as edificações antigas, aqui em Macapá se derruba tudo. Já não tem quase nada da Macapá antiga e se a gente cruzar os braços daqui a pouco vai restar apenas a Fortaleza de São José de Macapá, isso porque ainda não tem trator capaz de derrubá-la e nem tecnologia para implodi-la.

O prédio do Fórum no finalzinho de sua construção


Diga aí, Veneide!

“Uma lembrança marcante que tenho de nossa Macapá antiga, é quando, na adolescência, nas tardes de domingo íamos ao Cine João XXIII ou ao Cine Macapá, ou aos dois, porque saíamos de um cinema e íamos para o outro. Depois, eu, minha irmã Vanda, a Elizete Murici, a Maria José, filha da Prof. Aspázia, a Norma Iracema, rumávamos para a frente da cidade pela Av. Mário Cruz, cheia de casas antigas onde cruzávamos com os casais de namorados que faziam o mesmo percurso. Essa rua era praticamente a única que levava do centro até o hotel. Tomávamos sorvete no Hotel Macapá e, depois, passeávamos pelo trapiche Eliezer Levy (ihhh, agora o Mário Jucá declarou que ia olhar a calcinha das meninas que passeavam pelo trapiche. Será que ele estava lá aos domingos também?? Ahahahahah!) Que que é isso, Mário!
Quando voltávamos, subíamos a Av. Mário Cruz, e pegávamos a Rua São José, na direção de nossas casas, passando ao lado da Piscina Territorial. A Rua São José era mais estreita entre o Gato Azul e a Praça. Depois da piscina, as colegas que moravam na Av. Raimundo Álvares da Costa se dirigiam cada uma para suas casas e eu e a Vanda continuávamos até a Rua Cândido Mendes, com a Av. Ernestino Borges. No outro domingo, depois da semana de aulas, tudo se repetia.
À noite, eu costumava brincar de pira com a molecada da vizinhança da Cândido Mendes. Existiam bem poucos carros e a rua só era asfaltada da Av. FAB até o centro comercial. Os prédios das lojas eram quase todos de madeira e a rua terminava depois da Fortaleza de São José."


Veneide Cherfen de Souza, com a irmã Vanda e a amiga Elizete Murici no dia 13 de setembro de 1968.
Ela nasceu na Rua Cândido Mendes de frente para o vento que vem do Rio Amazonas. Hoje, aposentada, vive entre o Brasil, a França e um terreno rural às margens do Rio Araguari.

Festa na PF

Servidores da PF no Amapá comemoram hoje o Dia do Policial Federal - transcorrido ontem . Os festejos começam às 9h com um delicioso café oferecido pelo Sindicato da categoria, na sede da Polícia Federal

domingo, 16 de novembro de 2008

Bom domingo!

LIRISMO
Alcy Araújo

(1924-1989)

Não,
eu não te darei um mal-me-quer.
Eu te darei
uma rosa de todo ano
e uma estrela
e uma lua branca
muito branca
um lírio
- porque os polichinelos ficaram inanimados
no bazar.
Depois
farei o poema do nosso primeiro beijo
recostarás tua cabeça no meu peito
e meus dedos compridos
acariciarão os teus cabelos
e Deus saberá
que nós estamos nos amando
porque haverá luz
e um grande silêncio
no pensamento das coisas.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Me aguarde

Vou ali ver e fotograr um leão que enjaularam.
Volto mais tarde com a foto e as informações.

Diga aí, Tadeu!


"O pessoal do bairro tem uma certa desconfiança comigo porque eu sou Piratas da Batucada e não Boêmios do Laguinho.
Mas sabe porque eu sou Piratão? É que eu fui moleque criado no bairro do Trem, vi a fundação de Piratas da Batucada, convivi com aquele pessoal antigo como o R. Peixe e o Pancho.
Me mudei pro Jacaré Acanga em 1967, com 13 anos de idade. Do Jacaré Acanga uma coisa que eu tenho muita saudade é do Beira Lago Futebol Clube que nós, garotos do bairro, fundamos. Era eu, o Estevão Picanço, o Joaquim, o Quincas, o Jucivaldo... e ainda vinham os garotos do Laguinho. O nosso campinho ficava ali onde é hoje a escola Castro Alves e de lá saíram vários craques pro futebol amapaense, como o Estevão Picanço.
Outra coisa boa no Jacaré Acanga era empinar papagaio (pipa), mas o seu Rui, o Ruizão (Rui Olavo Cunha de Menezes) cortava todo mundo. Ele cortava e arava. Em se tratando de papagaio o seu Rui era o melhor de Macapá.
Eu sou moleque do Trem, mas no Jacaré Acanga vivi também muitas coisas boas."
Tadeu Pelaes é macapaense, técnico em estatística e servidor público federal. É frequentador assíduo da Banca do Dorimar e todos os dias - faça chuva ou faça sol - faz cooper na frente da cidade e incentiva os amigos a praticarem exercícios físicos.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Boa tarde!

“O anjo lírico que guarda a minha ternura
ouve o silêncio que nasce na rosa”
(Alcy Araújo Cavalcante)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Para o Repiquete

O velho Trapiche Eliezer Levy, de muitas histórias, causos e lendas. Nele atracavam embarcações de bandeiras de vários países e os gringos aproveitavam para tomar um sorvete, servido em taça de inox pelo famoso garçom Inácio, no Macapá Hotel.
Era desse trapiche que saiam os navios com destino a Belém. No final das férias iam lotados de universitários que voltavam para as faculdades (não havia ensino superior no Amapá).
Nas tardes de domingo o velho trapiche era a passarela da juventude. Depois da sessão da tarde nos cines João XXIII e Macapá os jovens iam como em procissão passear ali. Era um passeio obrigatório.
À noite era comum ver na ponta do trapiche um pescador solitário. Um pescador de peixes, ou de estrelas, ou de poesia ou de raios da lua.
A foto é do tempo em que ainda existia a tão cantada em verso e prosa "Pedra do Guindaste" de muitas lendas. Uns diziam que meia noite a pedra transformava-se num navio de ouro maciço enfeitado com diamantes e esmeraldas. Outros contavam que era uma princesa encantada e tinha gente que jurava ter visto "com esses olhos que a terra há de comer" a pedra se transformar em princesa quando o relógio marcava meia-noite em ponto.
Um dia colocaram a imagem de São José, padroeiro de Macapá, em cima da pedra. Pouco tempo depois um navio chocou-se com ela e praticamente nada restou dela. No lugar foi construído um pedestal de concreto para São José, colocado de costas para a cidade, mas abençoando todos que aqui chegam pelo majestoso rio Amazonas.

No stress

Mal chegou de Brasília, onde esteve reunido com a bancada federal em busca de apoio para a Prefeitura de Macapá, o prefeito eleito Roberto Góes foi abordado pelo presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amanajás, e pelo vice-governador Pedro Paulo Dias.
- Roberto, eu sou candidato a governador e quero seu apoio, disse Amanajás
- Eu também sou candidato a governador e você tem que me apoiar, falou Pedro Paulo.
Roberto Góes olhou para um lado, para o outro, deu uma gargalhada e disse:
Sem estresse, gente. Eu vou apoiar um na zona norte e outro na zona sul.

Diga aí, Ray Cunha!


"Às vezes, a vida, que é só encanto, pois que é luz e roseirais, mergulha na penumbra e uma sombra densa, como céu na véspera da tempestade, escurece nossa alma e nos mata um pouco. Sabemos que o sol brilhará novamente; sabemos que degustaremos, ainda, Cerpinha enevoada defronte ao Macapá Hotel, naquela hora da tarde que já é praticamente noite, hora intermediária, os segundos preciosos em que uma mulher que queremos muito se despe e, nua, realiza nossos mais inalcançáveis sonhos. Mas um simples bilhete, com a força de uma estrela azul, tira-nos do abismo mais fundo, e nos dá asas e céu.
Estou exilado em Brasília, cidade estrangeira e anti-séptica aos micróbios da paixão, contudo, dentro do meu coração existe um relicário cheio de cheiros, sensações, sons de Macapá, meu primeiro poema, que escrevi para uma ninfeta, a casa do poeta Isnard Lima Filho, gim inglês, que bebi com Fernando Canto, o marulhar do rio Amazonas se confundindo com a circulação do sangue nos tímpanos.

Quando estou flanando, em casa, vejo fotos de telas de Olivar Cunha, leio as lombadas dos livros na prateleira da estante onde guardo Malabar, uma estrela azul e periquitos que comem manga na avenida. Além desse reduto visível, mas inexpugnável, já que o transportei também para meu relicário, sou dono de um santuário, que abre a porta para o mundo e me dá asas para a vida - o ato de criar, de escrever.

Edito um portal, www.conexaocplp.com.br, especializado na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor-Leste -, prenhe de pistas macapaenses; às vezes, tão azuis que sangram, pois recendem a mulher amazônida, com seu cheiro de maresia, rosas vermelhas colombianas, Chanel 5 e beijo na boca.

Estou exilado em Brasília, entretanto, além do portal Conexão CPLP - navio que me transporta para a dimensão da poesia -, recebi, no berço, o poder de criar, e de me encantar, com palavras. Assim é que tu me retiraste da zona cinzenta em que mergulhara minha alma, me retiraste de um momento sem luz e sem perfume, instante sem risos. Salvaste-me da fossa, que nos assalta ao menor descuido, com uma estrela azul e uma rosa vermelha.
"

Ray Cunha é macapaense, autor dos romances A Casa Amarela e O Lugar Errado, e do conto A Caça, publicados pela Editora Cejup - pedidos para www.cejup.com.br; e da coletânea Trópico Úmido – Três Contos Amazônicos, edição do autor, R$ 50 – pedidos para ray.cunha@uol.com.br

Gitinhas...

Ana Célia de Melo Brazão deixa a diretoria técnica do Sebrae e assume a Secretaria de Estado do Turismo (Setur).

Com um show de Leide Púrpura será aberto hoje o Mês da Diversidade com uma vasta programação do Grupo das Homossexuais Thildes do Amapá – Ghata.

Falta água todo dia em todos os bairros de Macapá. O turista que vê o imenso rio Amazonas passando majestoso na frente da cidade não acredita que aqui ainda se toma banho de cuia, pois chuveiro é apenas um bibelô.
Essa incompetência da Companhia de Água e Esgoto do Amapá é a responsável pela contaminação do lençol freático. Sem esgoto e sem água, o macapaense abre fossas sanitárias e poços amazonas ou artesianos nos quintais. Fazer o que?

E falta energia elétrica também diariamente. Daqui a pouco seremos obrigados a substituir as lâmpadas por candeeiros, lamparinas e porongas. Estamos voltando ao século passado. A Companhia de Eletricidade do Amapá está nas mãos do PT desde 1995.

Gente, a eleição já acabou faz tempo. Tá na hora dos militantes e candidatos derrotados descerem do palanque e começarem a torcer para que Roberto Góes faça uma boa administração. Numa cidade tão suja, tão abandonada, tão caótica, se ele cumprir pelo menos 50% do que prometeu já será um grande avanço.
Não sou eleitora de Roberto Góes. Votei em Lucas Barreto, mas estou na torcida para que Roberto e Helena Guerra façam um bom governo.

Lembra dos Cometas? Aquele conjunto (hoje se chama banda) que fez a gente dançar de rostinho colado tantas vezes nos grandes bailes do Esporte Clube Macapá e Assembléia Amapaense? O grupo se reencontrou e está ensaiando para fazer uma única apresentação. Será no final do mês no Largo dos Inocentes. É um presentão de Natal que a Confraria Tucuju está nos dando.

Eider Pena (PDT) é o novo primeiro secretário da Assembléia Legislativa. Ele foi eleito para substituir Roberto Góes que renunciou ao cargo tão logo foi eleito prefeito de Macapá. Eider está no terceiro mandato de deputado. Ser primeiro secretário significa ser o “número 2” da AL. Haja poder!

Nos corredores, nas esquinas, nos bares e nas bancas de revista já foram “nomeados” vários secretários municipais que tomarão posse no primeiro dia de 2009. Entre eles estão Cláudio Leão (saúde), Paulo Melem (Finanças), Fernando Canto (Cultura), Volnei Oliveira (Comunicação) e Conceição Medeiros (educação).

Aqui e acolá a gente ouve o som de um tamborim. São as escolas de samba iniciando os preparativos para o carnaval-2009.

Ética no jornalismo

Na próxima sexta-feira 14, o Sindjor (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá) realiza, no Salão de Atos da faculdade Seama, a partir das 18h, mais uma palestra do ‘Projeto Poronga – Qualificação Profissional Para Informar Melhor’.
Ética no Jornalismo é o tema que estará em discussão. Para o debate, o sindicato trás de Belém do Pará, a jornalista Simone Romero, repórter do jornal O Liberal e professora substituta da Faculdade de Comunicação da UFPA.
Com o debate, o Sindjor quer chamar os jornalistas para uma reflexão sobre a ética na prática jornalística, contemplando questões, como uso de câmeras escondidas, o direito à privacidade, o uso de falsa identidade, o direito ao sigilo da fonte, a espetacularização da notícia, etc. “Vamos debater também o Novo Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros e os erros que a imprensa não pode esquecer como o caso da Escola Base”, ressaltou Volney Oliveira.
Mais informações no Sindjor ou pelo telefone (96) 3224-2864

(Denyse Quintas)

Proerd

A Polícia Militar do Amapá, através da coordenadoria de projetos sociais, realiza hoje, 12, no Ginásio de Esportes da Escola Amazonas em Santana a partir das 9h, e amanhã, 13, Ginásio de Esportes Avertino Ramos, a formatura da turma do 2° semestre do PROERD/2008.
O Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência é um programa institucional de caráter educativo existente em 54 países e em todos os estados brasileiros. No Amapá o programa iniciou em 2002 e desde a sua implantação já formou 60 mil crianças de escolas públicas e privadas na faixa etária de 9 a 12 anos.
Neste evento serão formados 1.500 alunos em Santana e 5.000 em Macapá.

Sabe quem é?

Não vou dar nenhuma dica. Só digo que desde gitinha ela é linda e meiga.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Boa tarde!

Já viu, meu amigo,
uma bailarina que não baila?
Essa aí fica o tempo todo
na minha estante
brincando de estátua.
(Alcinéa)

Gente querida de niver

Meu amicíssimo Lucas Barreto (foto) - que tem um coração imenso -aniversariou ontem e passou o dia recebendo homenagens de uma multidão de amigos.

Gilberto Alves, outro grande amigo desta blogueira faz aniversário amanhã.
E Pedro Henrique, amado sobrinho, filho da mana Astrid, também aniversaria amanhã e recebe os paparicos de toda a família.
Felicidade, paz, amor e saúde a todos.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Bom dia!

"Para a construção de um mundo pleno de Verdade,
Bem e Belo, só há um meio: a prática do Amor e do Bem"
(Meishu-Sama)

Diga aí, Mário!

" Uma saudade muito grande que eu tenho é do meu tempo de moleque, quando a gente passeava no trapiche, tomava sorvete no Macapá Hotel e batia bola na praia, aquela imensa praia.
Além de brincar bola, a gente cavalgava aquelas imensas toras de madeira - que vinham do outro lado do rio. Desde a frente do Macapá Hotel até a praia da Fortaleza a gente ia empurrando aquela tora, aquele bando de moleque em cima.
E sabe qual foi a nossa primeira programação erótica? Ver a calcinha das meninas por baixo do trapiche."

Mário Jucá, nascido e criado à margem esquerda do rio Amazonas, é técnico em contabilidade e freqüentador assíduo do Bar do Abreu e da Banca do Dorimar.

Poeta Carla Nobre está internada

Minha amiga, poeta e professora Carla Nobre está internada desde quarta-feira no Hospital São Camilo.
Como todo amapaense que se preza, a poeta toma açaí várias vezes por semana. Um dia tomou açaí de uma amassadeira do Zerão e contraiu a doença de chagas. Com febre alta, dores e inchaço, Carlinha passou 20 dias indo e vindo de hospitais sem que os médicos descobrissem o que ela tinha. Uns diziam que era dengue, outros que era hepatite e alguns que era virose. Só na quinta-feira passada uma médica do hospital São Camilo diagnosticou a doença de chagas.
A mãe de Carla também está internada com a mesma doença.
Carlinha, eu e mais um montão de gente estamos torcendo e rezando pela sua rápida recuperação. Você está fazendo muita falta nas rodas de poesia.

Doença de chagas

Na sexta-feira eu disse aqui no blog que havia um surto da doença de chagas no bairro Zerão.
A coisa é séria mesmo. Até agora foram confirmados onze casos só naquele bairro.
Essas onze pessoas são freguesas de uma amassadeira de açaí de nome "Ki açaí do Pindola".
Repito: todo cuidado é pouco na hora de comprar e beber o açaí nosso de cada dia. A maioria das amassadeiras não prima pela higiene.
Além do Zerão, há suspeita de casos da doença de chagas em outros bairros.

Eu pergunto: cadê a vigilância sanitária?

Aproveito para pedir que se algum de vocês já viu fiscais da vigilância sanitária em amassadeiras, garapeiras, fruteiras, lanchonetes, padarias, baiúcas e bancas que vendem refeição, mercantis e mini-boxes, por favor, levante o dedo aí na caixinha de comentários, pois eu há muito tempo não vejo.

Blitz nos bares e boates

Polícia Federal, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros fizeram na última sexta-feira uma operação conjunta para combater o trabalho clandestino de vigilantes e a venda de bebida alcoólica para menores em vários bares e boates, entre eles a Fusion, Oratório e Forró do Sítio. Nesses locais, os policiais flagraram menores consumindo bebida alcoólica, adultos portando armas e prenderam oito pessoas que estavam fazendo trabalho de vigilância de forma clandestina.
Já o Corpo de Bombeiros detectou falhas no sistema de segurança de algumas casas noturnas, como extintores de incêndio com prazo de validade vencido e instalações elétricas engalhicadas.
Novas blitzen estão programadas para combater a ganância dos empresários da noite que vendem sem qualquer constrangimento todo o tipo de bebida para menores, não cuidam da segurança de seus estabelecimentos, permitem a entrada de pessoas armadas e fazem uso de serviços de segurança clandestino.
O delegado da Polícia Federal, Nelson Reges, considerou positivo o resultado desta primeira bliz e ressaltou que o poder público tem que trabalhar em equipe para combater a criminalidade.

No dia que começarem a fechar e aplicar multas pesadas nestes bares e boates que não cumprem o horário de funcionamento estabelecido por lei, que vendem bebidas para crianças, que permitem que menores se embriaguem e se droguem e deixam todo mundo entrar armado de faca, revólver, facão etc a criminalidade vai cair bastante.

Droga na escola

Fiquei chocada na semana passada ao saber que crianças 13 e 14 anos estão se drogando dentro dos banheiros das escolas onde estudam e os professores não conseguem fazer nada para impedir.
E isso acontece muito nos turnos da manhã e da tarde. E não pense que é em escola de periferia. É nos chamados estabelecimentos de ensino tradicionais da capital.

Nova sede da PF

A Polícia Federal terá nova sede em Macapá. Numa área de 24.500 metros quadrados, no Km 2 da BR-156, Km 02, o novo prédio da PF terá auditório para 200 pessoas, estande de tiro, sala de imprensa, agência bancária, setor de perícia técnica e academia. Consta do projeto também um heliporto.
A Assessoria de Comunicação da PF em Macapá informa que a construção de uma obra pública desse porte inicia com o processo de licitação para a confecção do projeto executivo do prédio, cujo edital já está disponível na Polícia Federal, na Avenida Ernestino Borges, 1402, Bairro Jesus de Nazaré, Macapá/AP.
A abertura das propostas será no dia 10 de dezembro às 10 horas (horário de
Brasília). O valor estimado é de R$ 269.451,54 e obedecerá o tipo técnica e preço.

O leitor escreve

Cara Alcinea;
Estou escrevendo para seu site, pois não terei espaço em emissora de rádio ou jornal local, todos dominados e amordaçados pelas verbas públicas, para manifestar minha situação e de outros 30 companheiros mandados embora da Câmara Municipal de Macapá pela vereadora Helena Guerra, presidente daquela casa de leis.
Desculpe por não assinar, pois se fizer isso aí mesmo é que a perseguição será ampliada. Mas o que relato aqui é verdadeiro e nada ofensivo.
Dona Helena se orgulha de ser temente a Deus e comandar o Grupo das Lágrimas, ajudando pessoas com dificuldades. Além disso, ela criou o Dia do Abraço na CMM, como forma de estreitar os laços de amizade entre os servidores de lá. Entretanto, tudo isso soa falso e demagógico diante do que ela fez com a gente.
Vai fazer dois anos que ela chamou a imprensa e disse estar demitindo 32 servidores fantasmas. Era mentira, pois todos trabalhavam e assinavam ponto. Grande parte deles tinha mais de dez anos de serviços. Todo mundo foi mandado embora, e até hoje a senhora Helena Guerra, que gosta de aparecer como benfeitora social, não nos pagou nenhuma verba indenizatória e sequer liberou nosso FGTS, que parece não ter sido recolhido pela Câmara.
Entretanto, ela contratou mais de 200 pessoas pela via do contrato administrativo ou em cargos comissionados, dispensando grande parte após ser eleita vice-prefeita de Macapá. E a CMM tem mais de 1 milhão de reais por mês. Os maiores salários, que são dos servidores efetivos, são pagos pela prefeitura de Macapá. Será que a senhora Helena Guerra consegue encostar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüila diante de tanto mal causado a 33 pais e mães de família?

Macapá 250 anos: um novo olhar

Luzes, câmera, criatividade e um novo olhar sobre a cidade. Esse é o essencial para quem quer participar do I Festival de Vídeo Experimental “Fest Vídeo Tucuju”, direcionado para jovens da cidade de Macapá. A coordenação do evento, que tem como tema “Macapá 250 anos: um novo olhar...”, é da Confraria Tucuju em parceria com a Associação Brasileira de Documentaristas-ABD/AP e Sesc/AP, e finaliza a programação de festejos dos 250 anos da cidade de Macapá.
A presidente da Confraria, Telma Duarte, fala que o Festival pretende estimular a produção de vídeos experimentais entre os jovens e mostrar a maneira como eles enxergam a cidade onde moram. “É importante esse olhar jovem sobre a cidade além de ser uma oportunidade de aproximá-los da Confraria, tem que ser quebrado esse preconceito de que a Confraria é pra pessoas idosas, os jovens podem e devem fazer parte dela”,diz a presidente.
O Festival será dividido em duas categorias, Câmera Amadora e Câmera Celular, em duas faixas etárias, 12 a 16 e 17 a 21. Só poderão concorrer vídeos inéditos e editados em computador domiciliar com programa amador, tendo no máximo 3 minutos. “Seria desleal abrirmos para quem já tem experiência ou melhores recursos para a produção de seu filme, estamos dando aos estudantes uma oportunidade específica para amadores”, fala Telma.
As inscrições estão sendo feitas na Confaria Tucuju, no Largo dos Inocentes, atrás da Igreja São José até 28 de novembro. O Festival será dia 5 de dezembro.

(Mariléia Maciel, da Assessoria de Comunicação)

Caiu na rede

Uma verdade sobre o Orkut

Texto de autoria de Marco André Vizzortti
Professor de Informática da USP


O ORKUT apareceu como uma forma de contatar amigos, saber notícias de quem está distante e mandar recados.
Hoje está sendo utilizado com o propósito de, creio ser o seu maior trunfo, obter informações sobre uma classe privilegiada da população brasileira.
Por que será que só no Brasil teve a repercussão que teve?
Outras culturas hesitam em participar sua vida e dados de intimidade, de forma tão irresponsável e leviana.
Por acaso você já recebeu um telefonema que informava que seus filhos estavam sendo seqüestrados?
Sua mãe idosa já foi seguida por uma quadrilha de malandros?
Já te abordaram num barzinho, dizendo que te conhecia faz tempo?
Já foi a festas armadas para reencontrar os amigos de 30 anos atrás e não viu ninguém?
Pois é.
Tá tudo lá. No ORKUT.
Com cinco minutos de navegação eu sei que você tem dois filhos, tem um namorado,
estuda no colégio tal, freqüenta cinemas.
E o melhor de tudo, com uma foto na mão, identifico seu rosto em meio a multidões,
na porta do seu trabalho, no meio da rua.
Afinal, já sei onde você está.
É só ler os seus recadinhos.

Faço um pedido:
Quem quiser se expor assim, faça-o de forma consciente e depois não lamente, nem se desespere, caso seja vítima de uma armação.
Mas poupe seus filhos, poupe sua vida Íntima.
O bandido te ligou pra te extorquir dinheiro também porque você deixou.
A foto dos meninos estava lá.
Teu local de trabalho estava lá.
A foto do hotel 5 estrelas na praia estava lá.
A foto da moto que está na garagem estava lá.
Realmente somos um povo muito inocente e deslumbrado.
Por enquanto, temos ouvido falar de ameaças a crianças e idosos.
Até que um dia a ameaça será fato real.
Tarde demais.
Se você me entendeu, ótimo!

Reveja sua participação no ORKUT, ou ao menos suprima as fotos e imagens de seus filhos menores e parentes que não merecem passar por situações de risco que você os coloca.
Se acha que não tenho razão, deve se achar invulnerável.
Informo que pessoas muito próximas a mim e queridas já passaram por dramas gratuitos, sem perceber que tinham sido vítimas da própria imprudência.
A falta de malícia para a vida nos induz a correr riscos desnecessários.
Não só de ORKUT vive a maioria dos internautas.
Temos uma infinidade de portas abertas e que por um descuido colocamos uma informação que pode nos prejudicar.
Não conhecemos a pessoa ou as pessoas que estão do outro lado da rede..
O papo pode ser muito bom, legal.
Mas disponibilizar informações a nosso respeito pode se tornar perigoso ou desagradável.
Portanto, cuidado ao colocar certas informações na Internet.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

ALERTA GERAL!

Há um surto da Doença de Chagas no bairro Zerão.
Várias pessoas estão internadas no Hospital São Camilo.
Depois trago mais informações.
Mas lembre-se: todo cuidado é pouco na hora de comprar e consumir o açaí nosso de cada dia (comumente é pela ingestão do açaí que se adquire a doença). Procure comprar nas amassadeiras que mais primam pela higiene.
Uma boa dica é congelar o açaí. A baixa temperatura não há barbeiro que resista.
Quer tomar açaí amanhã? Então compra hoje e congela.

Volto mais tarde.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O dia da Cultura em Macapá

Foi belíssima a sessão solene do Conselho Estadual de Cultura ontem à noite em comemoração ao Dia da Cultura, no Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço. A sessão foi presidida pelo governador em exercício Pedro Paulo Dias.
O Conselho homenageou poetas, músicos, escritores, artistas plásticos, atores e gente que faz e promove a cultura popular.
A honraria mais importante, o Troféu Pitumbora, foi concedida ao artista plástico Herivelto Maciel – um dos maiores talentos do mundo artístico local.
Cinco “Medalhas de Mérito Cultural” foram concedidas e 15 Diplomas de Destaque, contemplando os vários segmentos culturais.
Esta blogueira que vos escreve foi uma das homenageadas com a Medalha, na área de literatura. Os demais são Sebastião Mont’Alverne (música), Carlos Lima (teatro), Ivan Amanajás (artes plásticas) e Biroba (cultura popular).
A noite foi de pura arte, com apresentação de um monólogo do consagrado ator e diretor de teatro Carlos Lima, apresentação do Marabaixo da Favela, orquestra de flautas do projeto Coração Musical, Nonato Leal e Venilton Leal e Lolito do Bandolim acompanhado do filho e do neto, entre outras atrações.
Embora convidados não apareceram por lá os secretários da Cultura do Estado, João Milhomem, e do município, Sérgio Lemos. Aliás, nunca vi esses dois em nenhum evento cultural que não seja o carnaval. Talvez para eles a cultura se resuma ao carnaval.

Olha eu aí recebendo a Medalha de Mérito Cultural das mãos do conselheiro Antônio Munhoz Lopes. Honraria que divido com todos meus irmãos de sonho e poesia

Biroba foi aplaudido de pé ao receber a Medalha de Mérito Cultural das mãos do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Nilson Montoril

Artista plástico Herivelto Maciel, ladeado pelos conselheiros João de Deus e Fernando Rodrigues

Não fosse o Conselho Estadual de Cultura o Dia da Cultura teria passado em branco em Macapá. Nenhuma outra instituição lembrou a data, o que reafirma o que sempre digo neste blog: no Amapá não há preocupação em valorizar e preservar a cultura, muito menos em fazer o resgate. Nem o governo do Estado, nem a Prefeitura de Macapá tem políticas públicas para o setor cultural. Para uns cultura é apenas o carnaval. Para outros valorizar a cultura é dar uma travessa de salgadinhos e uns copos de refrigerante - que chamam de coquetel - num lançamento de livro ou abertura de uma exposição.
Mas, como eu já disse aí em cima, o Conselho fez uma programação belíssima, contemplando todos os segmentos, mostrando numa noite maravilhosa um pouco do que se produz no Amapá e homenageando com diplomas, medalhas e troféu poetas, músicos, artistas plásticos, atores e produtores culturais, reconhecendo e valorizando o trabalho de cada um - o que é um estímulo para que se continue produzindo e trabalhando em prol da cultura local.
Parabéns ao presidente do Conselho Estadual de Cultura, professor e historiador Nilson Montoril e a todos os conselheiros.
Obrigada ao conselheiro José Queiroz Pastana, representante do segmento da litertura no Conselho, autor da Moção que me concedeu a Medalha de Mérito Cultural. Obrigada a todos os conselheiros que, reconhecendo meu trabalho, aprovaram por unanimidade a indicação de Pastana. Meus agradecimentos também ao presidente Nilson Montoril não somente pela honraria que me foi concedida, mas por tudo que tem feito na presidência daquela Casa pela valorização do artista e da cultura amapaenses.

Tim-tim!

Meu super amigo Rostan Martins está aniversariando hoje e recebe o carinho de um montão de gente.
Rostan é daqueles amigos que a gente chama de irmão, está sempre pronto pra nos ajudar a qualquer hora, está sempre ao nosso lado festejando com a gente nossas conquistas, rindo conosco nos momentos de alegria e nos dando força e aconchego nos momentos difíceis.
Rostan, você é para nós um presente de Deus. Obrigada por tudo.
Feliz aniversário! Saúde, paz, luz e amor sempre!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Hoje é Dia da Cultura

"Uma coletividade só representa alguma importância, sua voz é notada, seus filhos autenticados e o nome guardado e reconhecido – pela sua cultura."

Mérito Cultural

O Conselho Estadual de Cultura presta homenagem hoje a um seleto grupo de pessoas que contribui de maneira decisiva para o engrandecimento da cultura regional. E esta blogueira - poeta e escritora nas horas vagas, com alguns livros publicados - está entre os homenageados.
Vou receber a "Medalha de Mérito Cultural". A solenidade será às 20h no Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço.

A minha poesia está na praça. Uma homenagem que me foi prestada pela Prefeitura Municipal de Macapá

Eu e a poesia de meu pai Alcy Araújo na Praça da Poesia

É sempre bom lembrar

1971 - III Festival da Canção

Sílvio Leopoldo e Graça Pennafort defendem a música "Cantiga", de Sílvio, que ficou em terceiro lugar.
Graça ganhou o prêmio de melhor intérprete.
O Festival, promovido pelo Governo do Território Federal do Amapá, foi realizado no Ginásio Paulo Conrado.

Machado de Assis

O centenário da morte de Machado de Assis terá uma programação especial sexta-feira, 7, na Biblioteca Pública Elcy Lacerda.
Anote aí para não esquecer:
10h - Filme baseado na obra de Machado de Assis
15h – Palestras sobre a vida e obra de Machado de Assis.
Palestrantes: Antônio Munhoz Lopes, Herbet Emanuel e Sânzia Brito
17h - Declamação de poemas

Marabaixo

A maior expressão da cultura amapaense

Um poema de Alcy Araújo

LIRISMO
Alcy Araújo

(1924-1989)

Não,
eu não te darei um mal-me-quer.
Eu te darei
uma rosa de todo ano
e uma estrela
e uma lua branca
muito branca
um lírio
- porque os polichinelos ficaram inanimados
no bazar.
Depois
farei o poema do nosso primeiro beijo
recostarás tua cabeça no meu peito
e meus dedos compridos
acariciarão os teus cabelos
e Deus saberá
que nós estamos nos amando
porque haverá luz
e um grande silêncio
no pensamento das coisas.

Tem no Sesc

Vamos Comer Teatro
- Espetáculo Passos da Loucura, com o grupo Piracuca, todas as sextas e sábados do mês de novembro, às 20h no Teatro Porão.


Palco Giratório
Oficina de interpretação teatral com o grupo Confraria Adubo – DF, dia 09/11, às 9h no teatro Porão. Inscrição 2kg de alimentos não perecíveis para o programa Mesa Brasil.

Cinema
Hoje, 5, às 19h no Salão de Eventos, palestra em comemoração ao Dia do Cinema Brasileiro. Palestrantes: Alexandre Brito, Ivan Carlo e José Vasconcelos.

A Cantoria no Lago

O cantor e compositor amapaense Osmar Júnior comemora 30 anos de carreira. Para marcar as três décadas de produção musical o artista escolheu a farta e preservada natureza do Amapá como o sonoro cenário para as gravações de "Piratuba, A cantoria no Lago". Este é o titulo do seu novo projeto que inclui DVD, CD, livro e site comemorativos pelos seus 30 anos de música.

As gravações serão a partir da próxima semana na Reserva Biológica (REBIO) do Lago Piratuba, localizada ao Norte do Amapá, à margem esquerda do rio Araguari, com área de cerca de 400.000 hectares conservados e ricos em biodiversidade, localizados nos municípios de Cutias, Tartarugalzinho e Amapá, bem ao lado da Vila do Sucuriju, também cenário para o trabalho.

Os produtos serão lançados conjuntamente no Brasil e fora do país. O repertório de "Piratuba, A cantoria no Lago" inclui desde os ritmos mais originais do Estado do Amapá a riff´s pop´s, mas sempre com suingues da cultura amapaense amazônica.

A escolha do local das gravações não é por acaso. Foi no Lago Piratuba e na Vila do Sucuriju que os avós e bisavós de Osmar Júnior viveram grande parte de suas vidas. Desses dois lugares transmitiram a ele a grandiosidade, a beleza e a simplicidade da vida, mas acima de tudo, o respeito pela natureza. Nessa busca de comunicar-se com o passado para fazer respeitar o presente e o futuro através de suas novas músicas, a maioria em parceria com o compositor, escritor e sociólogo Fernando Canto. O repertorio é composto por 10 músicas inéditas e "Igarapé das mulheres", considerada um hino da música amapaense.

A captação de áudio será direta do ambiente do Lago Piratuba, para captar a diversidade de timbres e sons da natureza. Osmar vai usar voz e violão neste trabalho que pretende ser mais um de seus cantos em defesa da preservação da biodiversidade do Amapá e da Amazônia. Para o DVD, as imagens serão gravadas em sistema digital (High Definition), a mais avançada tecnologia para captação e tratamento de imagens.

Pra fazer os arranjos das músicas de Osmar Júnior e Fernando Canto foi convidado o maestro Joaquim França, amapaense, compositor e músico regente de orquestras sinfônicas, que já trabalhou em alguns estados brasileiros e atualmente mora em Brasília. O maestro trabalhou nos arranjos durante o ano e prepara a orquestra sinfônica e um coro para gravar as músicas com os arranjos em um estúdio de Brasília. O trabalho será mixado com as gravações originais do som ambiente e do Osmar, feitas no Lago Piratuba.

O trabalho, com incentivo e apoio total do Governo do Amapá, que lançou na Europa o estado como corredor da biodiversidade amazônica, e do Governo Federal, através do IBAMA e do Instituto Chico Mendes, é considerado um dos maiores projetos musicais individuais da Amazônia.

Para a "expedição" ao Lago Piratuba serão levadas 15 pessoas, incluindo as equipes de produção executiva, gravação do DVD e do CD, e mais os pescadores da Vila do Sucuriju. Eles já vivem uma grande expectativa para conhecer o artista. Muitos acreditam que até são seus parentes. Os pescadores vão trabalhar como guias no apoio de transporte e alimentação das equipes.

O Projeto "Piratuba, A Cantoria no Lago" é constituído também de um livro sobre toda a trajetória musical e de vida de Osmar Júnior nos últimos 30 anos. O livro está sendo escrito por seu amigo e parceiro, o sociólogo Fernando Canto, compositor e escritor reconhecido em várias cidades do Brasil por sua obra literária, musical e análise em suas crônicas sociais já publicadas em vários jornais de Belém e Macapá.

"Piratuba, A Cantoria no Lago" é a vida presente em 30 anos de carreira de Osmar Júnior. É a descoberta da essência de sua ancestralidade, de um passado pertinho e também distante, que veio de longe e se instalou na alma do compositor. Pois é no "Piratuba", essencialmente em suas águas claras de lago, e especialmente nas águas barrentas dos rios Sucuriju e Amazonas, onde a vida se renova, se recria e se recicla em ovas de peixes e óvulos de deusas amazônicas em pleno amálgama do estuário amazônico e do rio Araguari, que se espraiam até o mar, que a música de Osmar Júnior também se renova.

"Piratuba" é a fartura líquida que alimenta sonhos, homens e mulheres do Amapá amazônico, alimenta pássaros, aves, flores, peixes, crustáceos, jacarés, quelônios, folhas, árvores, insetos, a música do ar e da água, a música da fartura da vida, como uma Ycatu. "Piratuba" é a água farta, o que renasce das águas como essência e substância da vida que se renova, assim como os peixes sagrados de simbologia fecunda, pela abundância de seus ovos e por sua renovação cíclica, que Osmar Júnior introduz em seu trabalho o cantar de todos os seres do lago, dessa água misteriosa e milagrosa.
É desse canto sagrado de Ycatu, cheio de energia amazônica, que Osmar Júnior pretende revelar a fartura e alegria através de suas novas músicas, dos sons e imagens sonoras do Piratuba, onde nadar e voar soam como cantar divino, a íntima e fecunda relação etnomusical de sua obra com a natureza onde sua alma nasceu, incorporou-se e se encantou para produzir "Piratuba, A Cantoria no Lago". (Jorge Herberth Ferreira)